Segunda-feira, 21 de junho de 2010

São Luiz Gonzaga, Religioso, Memória, 4ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia do Profissional de Mídia

 

Santos: São Luís Gonzaga (Religioso), Agofredo de Saint-Leufroy (abade), Albino de Mainz (mártir), Ciríaco e Apolinário (mártires da África), Demétria de Roma (virgem, mártir), Engelmundo de Vebsen (abade), Eusébio de Samósata (bispo, mártir), Leufrido (abade de la Croix), Martinho de Tongres (bispo), Rodolfo de Bourges (monge, bispo), Raimundo de Barbastro (bispo), Rufino e Márcia (mártires de Siracusa), Terêncio de Icônio (bispo, mártir), Urcísceno de Pavia (bispo).

 

Antífona: O homem de coração puro e mãos inocentes é digno de subir à montanha do Senhor e de permanecer em seu santuário (Sl 23,4.3).

 

Oração: Ó Deus, fonte dos dons celestes, reunistes no jovem Luís Gonzaga a prática da penitência e a admirável pureza de vida. Concedei-nos, por seus méritos e preces, imita-lo na penitência, se não o seguimos na inocência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: 2º Livro dos Reis (2Rs 17, 5-8.13-15a.18)
Os dois povos desprezaram a ordem de Deus  

 

Naqueles dias, 5Salmanasar, rei da Assíria invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos. 6No nono ano de Oséias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Goza, e nas cidades da Média. 7Isto aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do Faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses. 8Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado diante deles, e as leis introduzidas pelos reis de Israel.

 

13O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: “Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas”. 14Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados como seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15aDesprezaram  as suas leis e a aliança que tinha feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a 1ª Leitura

O Senhor rejeitou Israel para longe da sua face

 

“Aliança” é um termo descolorido em nosso vocabulário atual. A Bíblia, ao contrário, dá-lhe seu sentido forte. Toda ela pode ser lida em clave de aliança e, portanto, de absoluta fidelidade por parte de Deus e esta leitura apresenta acontecimentos alegres nessa clave. Todos os deuses que vão e vêm, cultos que nascem e morrem, podem constituir um espetáculo distante de nossa realidade. Talvez mudasse nossa reação, se respondêssemos sinceramente a esta pergunta: Deus sempre ocupa deveras o primeiro lugar em nossa vida? Talvez também dentro de nós – e entre nós – exista uma alternância de preocupações que roubam a Deus o primeiro lugar. Pequenos ídolos provisórios que sobem e caem. Quase nada ruidosos, é certo, mas nem por isso menos dolorosos e nocivos. [Missal Cotidiano – Missal da Assembleia Cristã, ©Paulus, 1987]

 

Salmo: 59 (60), 3.4-5.12-13 (R/.7b)
Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor!  

 

Rejeitastes, ó Deus, vosso povo e arrasastes as nossas fileiras; vós estáveis irado; valtai-vos!    

 

Abalastes, partistes a terra, reparai suas brechas, pois treme. Duramente provastes o povo, e um vinho atordoante nos destes.

 

Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas?

 

Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele esmagará o opressor.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 7, 1-5)
Tira primeiro a trave do teu próprio olho

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1"Não julgueis e não sereis julgados. 2Pois vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, então prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer ao teu irmão: 'deixa-me tirar o cisco do teu olho', quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipocrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão". Palavra da Salvação!

 

Leitura paralela: Lc 6, 31-46

 

 

Comentando o Evangelho

A proibição de julgar

 

O imperativo de Jesus, a respeito do julgamento do próximo, reveste-se de uma profundidade imperceptível à primeira vista. Seu pressuposto é que ninguém pode ser identificado com seus atos exteriores, ou com suas aparências. Dentro de cada um, existe um mistério profundo e impenetrável, cujo conhecimento é reservado unicamente a Deus. É preciso respeitá-lo, sabendo que, por trás de cada ato humano, existe uma história que nos escapa.


O discípulo do Reino evita qualquer tipo de julgamento, a não ser quando é feito por amor ao próximo. Só o amor possibilita-o posicionar-se de maneira conveniente em relação a seu semelhante, e emitir um juízo a seu respeito. Quem é movido pelo ódio ou pela malevolência, jamais será capaz de olhá-lo com objetividade e emitir um juízo verdadeiro sobre ele.


O julgamento mais radical ao qual o ser humano será submetido é o de condenação ou de salvação. Evidentemente, só ao Pai compete fazer tal julgamento. Aqui, também, vale o critério do amor. Ou seja, apenas o Pai ama tanto o ser humano, a ponto de poder determinar se este é merecedor de salvação ou de condenação. Ele conhece cada pessoa, na sua intimidade. Por isso, não corre o risco de se enganar. É com misericórdia que ele pesa as ações humanas.
 [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: O Sermão da Montanha foi derrubando pouco a pouco todas as estruturas e condicionamentos internos que aprisionam e escravizam a pessoa sob uma perspectiva nova que revoluciona a ética e todo o comportamento humano convencional: a angústia perante o amanhã; agora o faz com o julgamento contra o irmão. Se Jesus falasse simplesmente de atitudes civilizadas como a compreensão ou a tolerância não teria dito nada de novo que já não houvessem dito os rabinos do seu tempo (ou de todos os tempos), que usavam a proporção como norma positiva de julgamento: “Do mesmo modo que julgardes, sereis também julgados”  Confúcio dizia, quinhentos anos antes de Jesus, que “o homem justo, quando vê uma qualidade nos outros, a imita; quando vê um defeito nos outros, corrige e em si mesmo?

 

 

Podem fugir dos outros, mas não de ti mesmo. (Sêneca)