Segunda-feira, 19 de julho de 2010

Décima Sexta Semana do Tempo Comum, 2ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Futebol

 

Santos: Arsênio (eremita), Áurea de Córdova (viúva, mártir), Epafras (bispo, mártir, citado em Cl 1,7), Estêvão de Lupo (abade), Félix de Verona (bispo), Jerônimo de Pavia (bispo), João Plessington (presbítero, mártir), Justa e Rufina (virgens, mártires), Macrina (virgem), Martinho de Trèves (bispo, mártir), Símaco (papa).

 

Antífona: É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom. (Sl 53, 6.8)

 

Oração do Dia: Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo..

 

 

Leitura, Miquéias (Mq 6, 1-4.6-8)
 Ingratidão de Israel

 

1Ouvi o que diz o Senhor: “Levanta-te, convoca um julgamento perante os montes e faze com que as colinas ouçam tua voz”. 2Ouvi, montes, as razões do Senhor em juízo, escutai-o, fundamentos da terra; a pendência do Senhor é com seu povo, ele disputa em juízo contra Israel. 3“Povo meu, que é que te fiz? Em que te fui penoso? Responde-me. 4Eu te retirei da terra do Egito e te libertei da casa de servidão, e pus à tua frente Moisés, Aarão e Maria”. 6“Que oferta farei ao Senhor, digna dele, ao ajoelhar-me diante do Deus altíssimo? Acaso oferecerei holocaustos e novilhos de um ano? 7Acaso agradam ao Senhor carneiros aos milhares e torrentes de óleo? Porventura ofer­taria eu o meu primogênito, por um crime meu, o fruto do meu sangue pelos pecados da minha vida?” 8Foi-te revelado, ó homem, o que é o bem, e o que o Senhor exige de ti: principalmente praticar a justiça e amar a misericórdia, e caminhar solícito com teu Deus. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a 1ª Leitura

Foi-te revelado, ó homem, o que o Senhor exige de ti

 

Cena que às vezes se pode verificar nas famílias: o pai chama o filho rebelde e teimoso e procura levá-lo a raciocinar. Muitas vezes o filho pelo menos na hora, não quer reconhecer os próprios erros e obstina-se ainda mais. Mas no fim, o amor dos pais acaba vencendo.

 

É bom ver em Deus a mesma atitude do pai terreno com relação a nós, com a condição de nos deixarmos interpelar por sua palavra, de nos colocarmos em atitude de escuta. Quantos preconceitos cairiam, quantas barreiras viriam abaixo, se os homens aprendessem mais a escutar! Ao contrário, talvez, quanto a consciência não nos deixa tranquilos, tentamos aquietá-la com uma oração a mais, uma esmola, uma missa mandada celebra, e não queremos compreender que Deus pede algo diferente: “praticar a justiça, amar a piedade, caminhar humildemente com o teu Deus.” (V.8) [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 49 (50), 5-6.8-9.16bc-17.21 e 23 (R/.23b)
A todo homem que procede retamente, eu

mostrarei a salvação que vem de deus

 

“Reuni à minha frente os meus eleitos, que selaram a aliança em sacrifícios”. Testemunha o próprio céu seu julgamento, porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

 

Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos; não preciso dos novilhos de tua casa nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.

 

“Como ousar repetir os meus preceitos e trazer minha aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!

 

Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos.

 

Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus”

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 12, 38-42)
 O “sinal” do profeta Jonas 

 

Naquele tempo, 38alguns mestres da lei e fariseus disseram a Jesus: "Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti". 39Jesus respondeu-lhes: "Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. 40Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do homem estará três dias e três noites no seio da terra. 

 

41No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. 42No dia do juízo, a rainha do sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é maior do que Salomão".  Palavra da Salvação!

 

 

Leituras paralelas: Mc 8, 11-12; Lc 11, 29-32

 

 

Comentando o Evangelho

Um pedido feito com más intenções

 

Os milagres de Jesus despertavam a curiosidade de seus adversários. Escribas e fariseus queriam presenciar um milagre, embora não nutrissem nenhum amor por Jesus, nem tivessem respeito por ele. Queriam reduzi-lo a um milagreiro vulgar, cujos pretensos gestos poderosos são a maneira de se exibir, quando não, de iludir o povo. Jesus se recusa a satisfazer-lhes os desejos, porque não aceitavam seus milagres como credenciais da origem divina de sua missão.


O pedido dos adversários de Jesus foi, em parte, atendido. Um sinal lhes seria oferecido: o Filho do Homem ficaria três dias e três noites no seio da Terra, tempo transcorrido por Jonas no ventre de um monstro marinho. Eles, portanto, teriam a Ressurreição como sinal para compreender quem, afinal, era Jesus.

 

O Mestre não se enganava em relação a seus interlocutores. Por serem mal-intencionados, fechados para a sua pregação, dificilmente seriam capazes de acolher a Ressurreição como sinal de sua identidade. Eram dignos de condenação. Tendo a possibilidade de achegar-se a Deus mediante a ação de Jesus, fechavam-se em seu ceticismo e se recusavam a reconhecer, no Mestre, a ação amorosa do Pai. Por essa sua atitude, escribas e fariseus privavam-se de participar deste amor misericordioso. [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: O que pedem de Jesus é um sinal ou prodígio, que garanta sua missão. Há sinais que garantem antecipadamente, outros confirmam o já acontecido. O relato de Jonas é polivalente e recebeu diversas explicações: morte e ressurreição, pregação aos pagãos e sua conversão. A conversão de um grande inimigo tradicional de Israel se voltará no juízo final contra os impenitentes que não creram na ressurreição. O caso dos ninivitas atrai por semelhança o exemplo da rainha de Sabá. Jesus é mais que um profeta, mesmo o mais eficiente, e mais que um rei, até o mais sábio. (Bíblia do Peregrino)

 

Santo Arsênio

 

 

 

Arsênio era filho de nobre família de senadores. Nas histórias de sua vida, uma delas diz que recebeu do próprio Papa Dâmaso a ordenação de diácono e o Imperador Teodósio confiou-lhe a educação de seus filhos; esse santo teria aceito o convite, ensinando aos meninos de nome Arcádio e Honório por mais de onze anos. Estando certo dia orando, em meio a uma grande crise espiritual, enquanto pedia a Deus que o iluminasse no que deveria fazer para se santificar, ouviu uma voz que lhe dizia: "Aparta-te do trato com as pessoas....". Então dispôs ir para o deserto a orar e a fazer penitência com os monges. Quando chegou ao mosteiro do deserto, os monges, sabendo que tinha sido e durante muito tempo como senador e como alto funcionário do Palácio imperial, dispuseram pô-lo a algumas provas para saber se em verdade era apto para essa vida de humilhação e mortificação: foi aí onde Santo Arsênio se fez muito conhecido por todos, por suas penitências extraordinárias.

 

Por muitos séculos foi e é muito estimado pelas suas frases breves que acostumava dizer às pessoas. De longínquas terras vinham ansiosos de escutar seus ensinamentos que eram curtos porém muitíssimo proveitoso. Dizia: "muitas vezes temos que nos arrepender de haver falado. Porém nunca me arrependi de haver guardado silêncio"; o "sempre senti temor quando penso em apresentar-me ao juízo de Deus, porque sou um pecador". O religioso viveu entre eles até o ano 434 quando invasões bárbaras os obrigaram a deixar o deserto. Partiu então para uma localidade próxima a Mênfis, onde faleceu após dezesseis anos.

 

 

Amigo é aquele que acredita cem por cento em nós. (Celso Kasprzak)