Segunda-feira, 18 de julho de 2011

16ª Semana do Tempo Comum,  Ano Impar, 4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia Nacional do Trovador

 

Santos: Eugênio (bispo de Catargo), Henrique I, Angelina de Marsiano, Joel, Joel (profeta que anunciou o "dia do Senhor" realizado em Pentecostes pela efusão do Espírito Santo), Serapião (mártir na Alexandria), Miropa, Turião (abade na Bretanha) e Bem-aventurada Angelina de Montegiove (freligiosa e franciscana da terceira ordem)

 

Antífona: É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom. (Sl 53,6.8)

 

Oração: Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Êxodo (Ex 14, 5-18)
 Triunfarei gloriosamente sobre o faraó, diz o Senhor

 

Naqueles dias, 5foi anunciado ao rei dos egípcios que o povo tinha fugido. Então, mudaram-se contra ele os sentimentos do faraó e dos seus servos, os quais disseram: "Que fizemos? Como deixamos Israel escapar, privando-nos assim dos seus serviços?" 6O faraó mandou atrelar o seu carro e levou consigo o seu povo. 7Tomou seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito, com os respectivos escudeiros. 8O Senhor endureceu o coração do faraó, rei do Egito, que foi no encalço dos filhos de Israel, enquanto estes tinham saído de braço erguido. 9Os egípcios perseguiram os filhos de Israel com todos os cavalos e carros do faraó, seus cavaleiros e seu exército, e encontraram-nos acampados junto do mar, perto de Fiairot, defronte de Beel-Sefon.

 

10Como o faraó se aproximasse, levantando os olhos, os filhos de Israel viram os egípcios às suas costas. Aterrorizados, eles clamaram ao Senhor. 11E disseram a Moisés: "Foi por não haver sepulturas no Egito que tu nos trouxeste para morrermos no deserto? De que nos valeu ter sido tirados do Egito? 12Não era isso que te dizíamos lá: 'Deixa-nos em paz servir os egípcios?' Porque era muito melhor servir aos egípcios do que morrer no deserto". 13Moisés disse ao povo: “Não temais! Permanecei firmes, e vereis o que o Senhor fará hoje para vos salvar; os egípcios que hoje estais vendo, nunca mais os tomareis a ver. 14O Senhor combaterá por vós, e vós ficai tranqüilos".

 

15O Senhor disse a Moisés: "Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 16Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. 17De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu serei glorificado às custas do faraó, e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. 18E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do faraó, dos seus carros e cavaleiros".Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Saberão que eu sou o Senhor

 

Deus põe à prova o seu povo, mas este começa a seqüência de suas infidelidades. Tudo o que fez Deus para levá-lo à liberdade é esquecido. Inversamente, o episódio começa a pôr em evidência a absoluta fidelidade de Deus, que tem uma palavra só e não mais a retira, também quando humanamente teria todos os direitos a isso. A história do êxodo é a história de nossa libertação e de renovada escravidão; história de protestos de fidelidade e de atos de rebeldia. Diante de nós, o Deus fiel, que assiduamente exorta ao retorno, acolhe. O cristão deve meditar mais sobre o acontecimento capital de sua vida, o Batismo. Este, antes de ser um compromisso com Deus, foi um ato de amor de Deus para com o homem. [MISSAL COTIDIANO, © Paulus, 1997]

 

 

Cântico: Ex 15, 1-2.3-4.5-6 (R/.1a)

Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhara sua glória!

 

Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória: precipitou no mar Vermelho o cavalo e o cavaleiro! O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, pois foi ele neste dia para mim libertação! Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai e o honrarei.

 

O Senhor é um Deus guerreiro, o seu nome é "onipotente": os soldados e os carros do faraó jogou no mar. Seus melhores capitães afogou no mar Vermelho.

 

Afundaram como pedras e as ondas os cobriram. Ó Senhor, o vosso braço é duma força insuperável! Ó Senhor, o vosso braço esmigalhou os inimigos!

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 12, 38-42)
 O “sinal” do profeta Jonas

 

Naquele tempo, 38alguns mestres da lei e fariseus disseram a Jesus: "Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti". 39Jesus respondeu-lhes: "Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. 40Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do homem estará três dias e três noites no seio da terra.

 

41No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. 42No dia do juízo, a rainha do sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é maior do que Salomão". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mc 8, 11-12 e Lc 11, 29-32.

 

 

 

Comentário o Evangelho

A recusa do Messias

 

O pedido dos escribas e fariseus tinha como objetivo exigir de Jesus as credenciais da condição divina de sua missão. Que sinais haveriam de convencê-los, considerando os inúmeros milagres já realizados? Existiria um, diante do qual os adversários do Mestre deveriam curvar-se e reconhecer sua condição messiânica? Não!


Sendo uma "geração má e adúltera", eles careciam das disposições mínimas para captar os apelos de Deus, expressos nas palavras e gestos do Messias Jesus. Faltava-lhes sintonia com o projeto divino. Portanto, não estavam em condições de interpretar, de maneira conveniente, os milagres de Jesus, e deles tirar as devidas consequências.


Embora se defrontassem com quem era "maior do que Jonas" e "maior do que Salomão", mostravam-se inferiores aos habitantes de Nínive e à rainha do Sul. Estes, apesar de pagãos, tiveram sensibilidade para perceber a veracidade da pregação do profeta, e a sublimidade da sabedoria do grande rei, e dar ouvido a um e a outro.


Os escribas e fariseus, ao invés, mesmo presenciando feitos superiores àqueles do passado, permaneciam fechados em sua incredulidade, recusando-se a acolher o Messias Jesus. Seu destino seria um julgamento severo, por serem, evidentemente, responsáveis por essa obstinada falta de fé. Eles mesmos se fechavam para a salvação! [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Para que a Igreja seja sinal autêntico de vida e salvação, rezemos. Senhor, escutai nosso prece.

Para que o povo reconheça a presença do Deus libertador, rezemos.

Para que nossa fé não esmoreça diante da falta de sinais, rezemos.

Para que a paz e a justiça reinem sobre todos os povos, rezemos.

Para que os humilhados e oprimidos conquistem a libertação, rezemos.

(preces espontâneas da assembleia)

 

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes à plenitude os sacrifícios da antiga aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem. (Sl 110,4-5)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São Camilo de Lellis

 

 

 

Pertencente de uma nobre e tradicional família, Camilo de Lellis foi militar e pelo seu caráter, expulso da tropa. Viciado em jogo, levava vida profana e decadente. Perdeu todos os seus bens. No momento mais melancólico de sua vida, em uma situação de mendicância, Camilo foi tocado pela graça divina, arrependendo-se de todos os seus pecados, passando a dedicar sua vida a servir, por espírito de caridade, aos doentes pobres em hospitais. E diante de tanta dedicação, fundou a Companhia dos Servidores dos Enfermos, conhecidos como Camilianos. E não é por menos que tornou-se patrono dos enfermos e dos hospitais.

 

Seu sobrenome remonta à história da igreja, época de Teodoro de Lellis, o Cardeal Pio II. Mas São Camilo de Lellis fez a própria história e deixou sua fé e sua dedicação aos enfermos disseminadas por todo o mundo.

 

São Camilo era italiano de Abruzzo, mas precisamente da cidade de Bucchianico. Em 1550, ano de seu nascimento, sua família carregava no sangue virtude, coragem e brio dos que lutaram nas Cruzadas. Seu nascimento coroou o casamento de tantos anos da senhora Camila, a mãe, que até os 60 anos de idade não tinha conseguido dar um herdeiro ao esposo João.

 

Oração do dia: Ó Deus, que inspirastes a São Camilo de Lélis extraordinária caridade para com os enfermos, dai-nos o vosso espírito de amor, para que, servindo em nossos irmãos, para que, servindo-vos em nossos irmãos e irmãs, possamos partir tranquilos ao vosso encontro na hora de vossa morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Camillus de Lellis - 1550-1614

Mal cicatrizada a ferida, Camilo, sem nenhum recurso financeiro, soube que o país recrutava voluntários para combater os turcos. E lá foi ele. Não parou tão cedo. Em 1573, mais um combate. Neste ano, quase restabelecido economicamente, Camilo, mais uma vez, rendeu-se aos prazeres mundanos e atirou-se aos jogos. Perdeu tudo. Ficou a zero, reduzido à miséria. Retornou a Nápoles e prometeu se fazer religioso franciscano.

 

Um ano depois, Camilo esqueceu-se do voto que fizera de se tornar religioso franciscano e mergulhou novamente no jogo. O jogo e a bebida tornaram-se vícios em sua vida. Ficou novamente na miséria. Partiu para Veneza. Passou frio e fome. Não tinha onde morar, nem dormir. Em uma das derrotas no jogo, deu como pagamento a própria camisa. Depois de muito perambular, conseguiu abrigo no convento dos capuchinhos, momento em que lembrou do voto de tornar-se religioso. Converteu-se realmente.

Vida Voluntária

E foi com 17 anos que Camilo alistou-se como voluntário no exército de Veneza. Naquela época, pôde conviver com o drama dos enfermos que agonizavam diante de várias doenças. Foi dessa época também que Camilo passou a viver com uma dolorosa úlcera no pé, que o acompanhou até o último dia de vida. Nesse período, também sofreu a perda do pai e sua vida enveredou-se para os prazeres mundanos, como o da jogatina.

A vida de Camilo mudou completamente. Sofreu diante da falta de condições financeiras e de saúde. Doente, não conseguiu local para internar-se, o que o fez partir para Roma, pedindo auxílio no Hospital Santiago, justamente para tratar da chaga no pé direito. Camilo não tinha dinheiro para pagar o tratamento e ofereceu-se para trabalhos de servente e de enfermeiro.

 

Cumpriu abnegado sua missão

 

Camilo retornou ao Hospital Santiago, desta vez como mestre da casa. Apesar de doente, tratou dos enfermos como de si. Em 1581, com a saúde precária, decide tratar dos doentes gratuitamente. Na época, Camilo foi levado a agir assim diante da exploração, desonestidade e falta de escrúpulos dos médicos para com os doentes. Em 1582, Camilo teve a primeira inspiração de instituir uma companhia de homens piedosos que aceitassem, generosamente, a missão de socorrer os pobres enfermos, sem preocupação de recompensa.

 

Aos 32 anos voltou aos estudos, sendo ordenado sacerdote aos 34 anos. Aos 18 de março de 1586, o papa Sixto V aprova a Congregação Religiosa fundada por Camilo.

 

Em 21 de setembro de 1591, o papa Gregório XIV eleva a Congregação de Camilo ao "status" de Ordem Religiosa. Na guerra que logo em seguida houve na Hungria, os "Camilianos" trabalharam como primeira unidade médica de campo, cuidando dos feridos.

 

Não bastou a Camilo tomar consigo apenas bons enfermeiros e alguns até médicos, os doentes careciam também de assistência religiosa. É evidente que a alma bem cuidada dispõe melhor o corpo para suportar os sofrimentos e sobrepor-se à doença. Vale destacar que antes de ser santo, Camilo não tinha qualquer ligação de fé no Senhor. 

 

Muito doente, Camilo renunciou ao cargo de Superior Geral de sua Ordem Religiosa em 1607.  Faleceu em Roma aos 14 de julho de 1614. Sua festa é celebrada aos 14 de julho, data de sua morte.

 

Nos primeiros dias de julho de 1614, já no seu leito de morte, recebeu a última comunhão e deixou as seguintes recomendações: "Observai bem as regras. Haja entre vós uma grande união e muito amor. Amai, e muito, a nossa Ordem, e dedicai-vos ao apostolado dos enfermos. Trabalhai com muita alegria nesta vinha do Senhor. Se Deus me levar para o Céu, vos hei de ajudar muito de lá. As perseguições que sofreu nossa obra vieram do ódio que o demônio tem ao ver quantas almas lhe escaparam pelas garras. E já que Deus se serviu de mim, vilíssimo pecador para fundar miraculosamente esta Ordem, Ele há de propagá-las para o bem de muitas almas pelo mundo inteiro. Meus padres e queridos irmãos: eu peço misericórdia a Deus e perdão ao padre Geral aqui presente e a todos vós, de todo mau exemplo que eu pudesse ter dado, talvez mais pela minha ignorância, do que pela má vontade. Enfim, eu vos concedo da parte de Deus, como vosso Pai, em nome da Santíssima Trindade e da bem-aventurada Virgem Maria, a vós aqui presentes, aos ausentes e aos futuros, mil bênçãos".

 

Camilo de Lellis morreu no dia 14 de julho de 1614. Seu féretro foi marcado por muita comoção e acompanhado por uma multidão. Mas um milagre era visto naquele dia: enquanto preparavam o corpo de Camilo para o funeral, os médicos, estarrecidos, notaram que a chaga havia desaparecido.

 

Em 1746, durante uma festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa Bento XIV, no dia 29 de junho, declara Santo o nome de Camilo de Lellis.

 

Em 1886, Leão XIII declarou São Camilo, juntamente com São João de Deus, Celestes protetores de todos os enfermos e hospitais do mundo católico. [http://www.camilianos.org.br]

 

 

A graça do Retiro Espiritual

Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul - RS

 

Nos dias 18 a 21 de julho, os padres da Diocese de Santa Cruz do Sul irão fazer seu retiro anual. É um momento de graça para se animar na caminhada e continuar a Evangelizar “para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo”.

 

Existem retiros que são mais longos e outros que são mais curtos. O mais longo retiro que a História Sagrada registra é o do povo hebreu, que ficou 40 anos caminhando pelo deserto em busca da Terra Prometida (Dt 29, 4-5). O retiro de Jesus Cristo, antes de começar sua missão, durou 40 dias (Mt 4,1). Outras vezes ele passava a noite retirado, em oração. O profeta Elias caminhou 40 dias e 40 noites pelo deserto até chegar a Horeb, o monte de Deus (I Rs 19,8).

 

Na história da Igreja temos os mosteiros, onde homens e mulheres passam grande parte do seu dia em oração. Mais radicais ainda são os eremitas que se estabelecem em lugares de difícil acesso para permanecerem a sós com Deus.

 

Santo Inácio de Loyola propôs um roteiro para 30 dias de retiro, sendo que muitos religiosos fazem este retiro ao menos uma vez em suas vidas. Ordinariamente, o retiro anual dos religiosos tem duração de 7 dias, enquanto que o retiro dos padres da Diocese de Santa Cruz do Sul dura 3 dias. Os bispos fazem retiro durante a assembleia geral da CNBB, que sempre acontece depois da Páscoa.

 

Nos últimos anos popularizaram-se os retiros para agentes de pastoral, sendo que se tornou comum catequistas, ministros, jovens e pessoas ligadas a movimentos de espiritualidade fazerem dias de retiro. As missões populares são espécies de retiro para o povo, quando as pessoas deixam de lado sua rotina de trabalhos e passam alguns dias envolvidos em atividades na comunidade.

 

A importância do retiro na vida do cristão e, principalmente na vida do padre, é indiscutível. É aí que temos a chance de parar para avaliar o rumo que estamos dando à nossa vida, confrontando-a com a pessoa de Jesus Cristo e a missão da Igreja. O retiro é momento de parar, olhar e retomar o caminho com novo ânimo, a exemplo do que aconteceu com os apóstolos ao presenciarem a transfiguração de Jesus (Mc 9,1-10). É momento especial para retomar os compromissos batismais e se animar na fé, esperança e caridade. Para os padres, é o tempo propício de avaliar sua fidelidade aos compromissos assumidos no dia da ordenação sacerdotal.

 

Rezemos pelos nossos sacerdotes, para que tenham a graça de um profundo encontro com o Mestre Jesus nos dias do seu retiro.

 

As rosas, como as estrelas, Deus semeou para ti; assim saberás, ao

vê-las, que Ele passou por aqui. (Héber Salvador de Lima)