Segunda-feira, 17 de maio de 2008

Sétima Semana da Páscoa,  3ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia Mundial das Telecomunicações

 

Santos: Félix (Confessor franciscano da Cantalícia, 1ª Ordem), João I (papa e mártir), Cláudia, Leonardo de Murialdo, Dióscoro, Teódoto, Tecusa e sete bem Aventuradas Virgens, Potamon (Bispo de Heracléia, Mártir), Érico (martirizado na Suécia), Venâncio (mártir), Guilherme de Toulouse (beato).

 

Antífona: Recebereis a força do Espírito Santo, que descerá em vós, e dareis testemunho de mim até os confins da terra, aleluia! (At1, 8)

 

Oração: Nós vos pedimos, ó Deus, que venha a nós a força do Espírito Santo, para que realizemos fielmente a vossa vontade e a manifestemos por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Atos (At 19, 1-8)

Vós recebestes o Espírito Santo  quando abraçastes a fé?

 

1Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões montanhosas e chegou a Éfeso. Aí encontrou alguns discípulos e perguntou-lhes: 2"Vós recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?" Eles responderam: "Nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo!" 3Então Paulo perguntou: "Que batismo vós recebestes?" Eles responderam: "O batismo de João". 4Paulo disse-lhes: "João administrava um batismo de conversão, dizendo ao povo que acreditasse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus". 5Tendo ouvido isso, eles foram batizados no nome do Senhor Jesus. 6Paulo impôs-lhes as mãos e sobre eles desceu o Espírito Santo. Começaram então a falar em línguas e a profetizar. 7Ao todo, eram uns doze homens. 8Paulo foi então à sinagoga e, durante três meses, falava com toda convicção, discutindo e procurando convencer os ouvintes sobre o reino de Deus. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Vós recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?

 

Este fato dirige e orienta nossa reflexão sobre a presença maciça e o papel de agente que tem o Espírito Santo na Igreja apostólica, e na extraordinária e mesmo sensível experiência que têm os primeiros cristãos de sua presença e atuação. Não é à toa que se definem os Atos como “o evangelho do Espírito Santo”.

 

À parte a ausência, hoje, das manifestações exteriores e vistosas que eram chamadas “dons do Espírito” (carismas?), é de se perguntar porque é tão pouco relevante o Espírito na vida e na experiência dos cristãos de agora. Depois do Concílio fala-se dele com mais freqüência, porém muito mais se fala de “carismas” do que do Espírito que dá os carismas. (Missal Cotidiano, Paulus 1997)

 

 

Salmo: 67 (68), 2-3.4-5ac.6-7ab (R/.33a)

Reinos da terra, cantai ao Senhor

 

Eis que Deus se põe de pé, e os inimigos se dispersam! Fogem longe de sua face os que odeiam o Senhor! Como a fumaça se dissipa, assim também os dissipais, como a cera se derrete, ao contato com o fogo, assim pereçam os iníquos ante a face do Senhor!

 

Mas os justos se alegram na presença do Senhor, rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome! O seu nome é Senhor: exulta diante dele!

 

Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor; é assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura.

Evangelho: João (Jo 16, 29-33)

Tende coragem! eu venci o mundo!

 

Naquele tempo, 29os discípulos disseram a Jesus: "Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. 30Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus". 31Jesus respondeu: "Credes agora?

 

32Eis que vem a hora - e já chegou - em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só porque o Pai está comigo. 33Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Mas, tende coragem! Eu venci o mundo!" Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

Eu venci o mundo!  

 

O mundo, entendido como força de oposição a Jesus e empecilho para a realização de sua obra, está em contínuo conflito com o Filho de Deus. Em todo o seu ministério houve uma luta ininterrupta com o mundo.


Desde o início, este procurou desconhecer a Palavra revelada por Jesus. Também cultivou um terrível ódio contra ele, porque desmascarava a malícia de suas obras. O mundo maquinou a morte de Jesus, arregimentando todos os inimigos e tentando convencê-los de que o Mestre era um blasfemo e inimigo da nação. Ademais, o mundo assumiu a postura ridícula de reconhecer o imperador romano como rei, porque isto lhe convinha para confirmar a sentença capital contra o enviado de Deus.


O mundo encarna o poder das trevas, da morte, da mentira e do pecado. Por isso, não podia chegar a um acordo com quem era luz e tinha por missão gerar vida e verdade e, assim, fazer a graça divina jorrar sobre toda a humanidade. Mas, a cegueira apossou-se do mundo, impedindo-o de chegar à verdade. Sua auto-suficiência fê-lo desprezar a oferta divina de salvação, proclamada pelo Filho de Deus.


Jesus tem consciência de ter vencido o mundo, embora tivesse de passar pela morte de cruz. Sua vitória resultou da ação conjunta com o Pai. Afinal, ao se levantar contra Jesus, o mundo se insurgia contra o próprio Deus. Seria ingenuidade ter a pretensão de vencê-los! [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

São Pascoal Bailão

 

 

 

Como irmão leigo, foi porteiro, cozinheiro, responsável pelos bens da comunidade e pela distribuição de esmolas. Nascido no Reino de Aragão, era irmão leigo franciscano e se destacou pela humildade, pela obediência e sobretudo pela devoção ao Santíssimo Sacramento, diante do qual permanecia longas horas em adoração. Foi enviado à França para tratar dos interesses da Ordem, na Espanha. Fez a viagem descalço e com o hábito franciscano e sob a ameaça dos calvinistas. Embora iletrado, é considerado um dos primeiros teólogos da Eucaristia. Isto não somente em virtude das disputas com os calvinistas, mas também pelos tratados que escreveu sobre o assunto. A sua espiritualidade tinha um cunho essencialmente eucarístico. Leão XIII proclamou-o patrono dos congressos eucarísticos internacionais.

 

Para sua reflexão: Os discípulos continuam sem entender plenamente a mensagem de Jesus. Sentem-se intrigados. Jesus lhes anuncia que são chamados a dar à luz a um mundo novo, baseado no amor e guiado pelo Espírito. O ato de dar à luz produz um sofrimento passageiro que acaba em uma alegria imensa. Este momento de alegria e prazer esta próximo, quase ao alcance da mão. O amor de Jesus e do Pai que lhes vai ser revelado mudará a perspectiva dos discípulos. Vão ter fé, valor e paz para enfrentar todas as dificuldades que se apresentarem, porque saberão que Jesus sesta com eles como o Pai tem estado sempre com Jesus. (Novo Testamento, Edições de Estudos, Ave-Mareia)

 

 

Nossas igrejas têm a missão do manifestar Deus. O nosso Deus é um só. (Dom Luiz Soares Vieira)