Segunda, 17 de janeiro de 2011

Santo Antão (Abade), Memória, Tempo Comum, Ano Ímpar, 2ª Semana do Saltério, cor Branca

 

Hoje: Dia Mundial das Comunicações, das Telecomunicações, Da Sociedade da Informação e da Internet

 

Santos: Antônio, Merulo e João (monges de Santo André, em Roma), Aquiles da Grécia (eremita), Genulfo de Cahors (bispo), Juliano Sabas (eremita), Mariano, Espeusipo, Eleusipo,Meleusipo e Leonila (mártires), Nenídio da Irlanda (abade), Rosalina de Vilanova (cartuxa), Sabino de Piacenza (bispo), Sulpício (bispo de Bourges), José de Freising (monge, bispo, bem-aventurado), Rosalina de Villeneuve (virgem, bem-aventurada)

 

Antífona: O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro do Líbano, plantão na casa do Senhor, nos átrios de nosso Deus. (Sl 91, 13-14).

 

Oração: Ó Deus, que chamastes ao deserto santo Antão, pai dos monges, para vos servir por uma vida heroica, dai-nos, por suas preces, a graça de renunciar a nós mesmos e amar-vos acima de tudo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 5, 1-10)

Proclamado sumo sacerdote na ordem de Melquisedec

 

1Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. 2Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele esmo está cercado de fraqueza. 3Por isso, deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo, quanto pelo seus próprios. 4Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão.

 

5Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo sacerdote, mas foi aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. 6Como diz em outra passagem: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedec”. 7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. 10De fato, ele foi por Deus proclamado sumo sacerdote na ordem de Melquisedec. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Mesmo sendo filho, aprendeu o que significa a obediência

 

A consideração do sacerdócio de Cristo nos leva a refletir sobre o sacerdócio católico. A atenção aos problemas do mundo em  que vivemos, a exigência de engajamento na vida social e política, a alegria do que é “sagrado” desviaram a atenção daquilo que constitui a substância do  sacerdócio, segundo o modelo que a Escritura nos apresenta em Cristo. Daí as características essenciais de todo sacerdote: deve ser verdadeiro homem (v.1), que vive em plenitude a sua vida de homem, que colabora com os outros na construção de um mundo cada vez mais digno dos homens; deve ser escolhido por Deus para um dever específico (v.4), não tanto para uma dignidade quanto para um ministério; deve estar pronto a dar-se ao serviço para que foi escolhido, como Cristo (v.8)

 

Cada cristão, consciente da grandeza da função a que são chamados os sacerdotes, e também de sua fraqueza e pobreza como homens que são, sentir-se-á solidário com eles na comum vocação cristã e na construção da comunidade da nova aliança. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 109 (110), 1.2.3.4 (R/.4bc)

Tu és Sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!

 

1Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!”

 

2O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos; 3tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da autora, eu te gerei!”

 

4Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do reio Melquisedec!”

Vide Salmos 2; 45 e 89

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 2, 18-22)

A palavra do Senhor é viva e eficaz

 

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: "Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?" 19Jesus respondeu: "Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.

 

21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas: Mt 9, 14-15; Lc 5,33-35; Jo 2,1-12;3,29

 

 

Comentário do Evangelho

Falando de festa

 

A intransigência dos fariseus, quanto à prática do jejum, foi firmemente rejeitada por Jesus. Para darem prova de piedade, certos fariseus e certos discípulos de João Batista exageravam na prática de jejuns não obrigatórios. E se admiravam por que os discípulos de Jesus não faziam o mesmo.
O jejum tem uma forte conotação de penitência, de recolhimento e de interiorização. Em torno desta prática, cria-se um clima especial que ajuda o jejum a atingir seu objetivo: levar a pessoa a se tornar senhora de si mesma, dominar seus instintos e suas paixões.


Embora desejando que os discípulos tivessem autocontrole, Jesus preferia que, em torno dele, houvesse um clima festivo de alegria. Daí ter falado de sua presença no meio deles servindo-se da metáfora da festa de casamento. Era assim que a piedade popular entendia os tempos messiânicos. Os ditados a respeito de vestidos e vinhos novos e velhos também situam-se neste ambiente de festa. A presença do Messias Jesus deveria levar o discípulo a superar toda tristeza. Com o Mestre, renascia a esperança, pois a Boa Nova do Reino descortinava um horizonte novo. Por conseguinte, seria insensato ficar multiplicando jejuns e penitências, quando era tempo de empenhar-se, festivamente, na vivência do amor e da fraternidade. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão pessoal

 

Jesus deixa transparecer que o Reinado de Deus agora está presente em sua pessoa. Ele dá também a entender que, quando o noivo for tirado, numa alusão à sua morte, os convidados jejuarão até ele voltar em sua glória, conforme o versículo 20. Mas duas outras parábolas são apresentadas por Jesus: a do pano velho remendado em pano novo; e o vinho novo em odres velhos. Ambas têm a pretensão de ensinar aos cristãos que eles não devem jejuar por motivos errados. O Reino de Deus já foi criado. Quando os cristãos decidirem jejuar é para aumentar sua expectativa da alegria plena do banquete celeste de que participarão. O jejum e a oração, em constante vigília, são, na atualidade, duas ferramentas essenciais para a salvação do cristão. [Everaldo Souto Salvador]

 

Deus Conosco dia a dia (Santuário at al)

Pela Igreja e seus Ministros, rezemos. Santificai-os, Senhor!

Por aqueles que trabalham nas Comunidades, rezemos.

Pelos que ajudam os pobres e a eles se dedicam, rezemos.

Por aqueles que trabalham em favor da justiça e da vida, rezemos.

Pelos jovens e por nossas famílias, rezemos.

Pelo trabalho silencioso de tantos Religiosos e Religiosas, rezemos

(Intenções próprias da comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Aceitai, ó Deus, nossas humildes oferendas trazidas ao altar na festa de Santo Antão, para que, desapegados dos bens terrenos, vos tenhamos por única riqueza. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá aos pobres. Depois, vem e segue-me, diz o Senhor. (Mt 19,21)

 

Depois da Comunhão:

Ó Deus, que nos fortalecestes pelo vosso sacramento, concedei-nos vencer as tentações. Do inimigo, como destes a Santo Antão esplêndidas vitórias contra as forças do mal. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Santo Antão

 

Santo Antão do Deserto, também conhecido como Santo Antão do Egito, Santo Antão, o Grande, Santo Antão, o Eremita, Santo Antão, o Anacoreta, ou ainda O Pai de Todos os Monges, é comummente considerado como o fundador do monaquismo cristão.

 

Uma vez que o seu nome latino é Antonius, em traduções displicentes de obras onde o seu nome figura para a língua portuguesa, o nome do santo tem sido vertido como António do Deserto, do Egito, o Grande... (nome que, de resto, mantém nas demais línguas europeias), mas que tem suscitado confusões, pela homonímia, com o Santo António de Lisboa. Trata-se, pois, de dois santos distintos e, para melhor diferenciá-los, é preferível optar pelo nome - de resto já consagrado pela tradição vernácula -, de Santo Antão.

 

A sua vida foi relatada por Santo Atanásio de Alexandria, na Vita Antonii cerca de 360. Segundo este, teria nascido em 251, na Tebaida, no Alto Egito, e falecido em 356, portanto com cento e cinco anos de idade.

 

Cristão fervoroso, com cerca de vinte anos tomou o Evangelho à letra e distribuiu todos os seus bens pelos pobres, partindo de seguida para viver no deserto. Aí, segundo o relato de Atanásio, e tal como sucedera com Jesus, foi tentado pelo Diabo, mas por muito mais que os quarenta dias que durou a Jesus, não hesitando os demônios em atacá-lo. Porém, Antão resistiu às tentações e não se deixou seduzir pelas tentadoras visões que se multiplicavam à sua volta.

 

O seu nome começou a ganhar fama, e começou a ser venerado por numerosos visitantes, sendo visitado no deserto por inúmeros peregrinos.

 

Em 311 viajou até à Alexandria para ajudar os cristãos perseguidos por Maximino Daia, e regressou em 355 para impugnar a doutrina ariana. Foi considerado santo em vida, capaz de realizar milagres. Levou muitos à conversão. Morreu centenário no ano de 356. A vida de Santo Antão e as suas tentações inspiraram numerosos artistas, designadamente Hieronymus Bosch, Pieter Brueghel, Dali, Max Ernst, Matthias Grünewald, Diego Velázquez ou Gustave Flaubert.

 

Os religiosos que, tornando-se monges, adaptaram o modo de vida solitário de Antão, chamaram-se eremitas ou anacoretas, opondo-se aos cenobitas que escolheram viver em comunidades monásticas. Em 1095, foi fundada uma ordem à qual foi atribuído o seu nome: os Antonianos (Canonici Regulares Sancti Antonii - CRSA). O mais reconhecido Padre do Deserto e um dos maiores Padres da Igreja é celebrado por todas as confissões cristãs a 17 de Janeiro. (Wikepedia)

 

Aconteceu no dia 17 de janeiro:

1932: Instituição do decreto-lei que concedia às mulheres dois meses de licença maternidade.

 

 

Viver não é ficar parado às margens da nossa estrada, mas sim, o

caminhar Poe ela, em busca do seu fim. (Pe. Tabir R. Teixeira)