Segunda, 15 de novembro de 2010

33º do Tempo Comum (Ano “C”), 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia da Proclamação da República

 

Santos: Arnulfo de Toul (bispo) , Desidério de Cahors (bispo), Eugênio de Toledo (bispo, mártir), Félix de Nola (bispo, mártir), Fintano de Rheinau (eremita), Gurias, Samonas e Habib (mártires denominados “Confessores de Edessa”), Leopoldo da Áustria (pai de família), Lupério de Verona (bispo), Paduíno de Le Mans (abade), Segundo, Fidenciano e Valérico (mártires da África), Caio da Coréia (dominicano, mártir, bem-aventurado), Hugo Faringdon, João Eynon e João Rugg (monges, mártires, bem-aventurados), Lúcia Brocolelli de Narni (dominicana, bem-aventurada), Ricardo Whiting, Rogério James e João Thorne (monges, mártires, bem-aventurados)

 

Antífona: Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes. (J. 29, 11.12.14)

 

Oração: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Apocalipse (Ap 1, 1-4; 2, 1-5)
Converte-te e volta à tua prática inicial

 

1,1Revelação que Deus confiou a Jesus Cristo, para que mostre aos seus servos as coisas que devem acontecer em breve. Jesus as deu a conhecer, através do seu anjo, ao seu servo João. 2Este dá testemunho de que tudo quanto viu é palavra de Deus e testemunho de Jesus Cristo.

 

3Feliz aquele que lê e aqueles que escutam as palavras desta profecia e também praticam o que nela está escrito. Pois o momento está chegando.

 

4João às sete Igrejas que estão na região da Ásia: A vós, graça e paz, da parte daquele que é, que era e que vem; da parte dos sete espíritos que estão diante do trono de Deus. 2,1Ouvi o Senhor que me dizia: Escreve ao anjo da Igreja que está em Éfeso: 'Assim fala aquele que tem na mão direita as sete estrelas, aquele que está andando no meio dos sete candelabros de ouro: 2Conheço a tua conduta, o teu esforço e a tua perseverança. Sei que não suportas os maus. Puseste à prova alguns que se diziam apóstolos e descobriste que não eram apóstolos, mas mentirosos. 3Es perseverante. Sofreste por causa do meu nome e não desanimaste.

 

4Todavia, há uma coisa que eu reprovo: abandonaste o teu primeiro amor. 5Lembra-te de onde caíste! Converte-te e volta à tua prática inicial. Se, pelo contrário, não te converteres, virei depressa e arrancarei o teu candelabro do seu lugar. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Lembra-te de onde caíste

 

O Apocalipse é uma "revelação divina" e, como tal, uma mensagem de fé e de esperança. Vem de Deus, fonte da revelação; é confiada a Jesus Custo e por este comunicada a homens por ele escolhidos, a fim de que seja dada a conhecer a todos os cristãos (1,1-2). Os versículos que seguem nos ensinam duas coisas: de modo particular, a palavra divina deve ser lida e meditada na liturgia e é proclamado bem-aventurado quem a lê e a escuta (1,3); a divina revelação é necessária não só paia o conhecimento do futuro da Igreja, mas ainda para que os cristãos possam fazer um exame de consciência objetivo. A Igreja de Éfeso, uma das comunidades destinatárias do Apocalipse (1,4), talvez o ignore, mas a palavra de Deus a desperta do torpor (2,1-5).

 

A Igreja de Éfeso merece a aprovação do Senhor porque tem ideias corretas e resiste com constância ao ser atacada justamente por causa dessas ideias. Isto não basta, porém. A um advogado francês, famoso pelas brilhantes batalhas travadas no Parlamento contra os laicizas, D. Bosco dirigiu esta única pergunta: "Por acaso o Sr. pratica esta religião, que defende tão bem?". Neste caso a prática recebe um nome concreto: amor. Perseverar não significa apenas "suportar sem fadiga, pelo nome do Senhor", mas também "não abandonar o amor dos primeiros tempos". Nosso afastamento da Igreja não se reflete unicamente nos abandonos clamorosos, porém muito mais perigosamente na falta de caridade. Cada um de nós é Igreja na medida em que vive a caridade. [Trechos do COMENTÁRIO BÍBLICO, ©Edições Loyola, 1999 e BÍBLIA DE JERUSALÉM, ©Paulinas, 1991]

 

 

Salmo Responsorial: 1, 1-2.3.4 e 6 (R/.2b) 
Ao vencedor concederei comer da árvore da vida!

 

Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

 

Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

 

Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, São iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 18, 35-43)
O cego de Jericó

 

35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38Então o cego gritou: "Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!" 39As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: "Filho de Davi, tem piedade de mim!"

 

40Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41"Que queres que eu faça por ti?" O cego respondeu: "Senhor, eu quero enxergar de novo". 42Jesus disse: "Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou".

 

43No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 20, 29-34; Mc 10, 46-52

 

 

Comentando o Evangelho

O cego de Jericó

 

 

O homem cego, sentado à beira do caminho para Jericó, padecia de cegueira física, não, porém, de cegueira espiritual. Seu interesse em saber quem estava passando era mais que simples curiosidade. Deu mostras de intuir estar passando exatamente a pessoa com quem queria se encontrar: Jesus de Nazaré.

 

Por isso, quando lhe deram a noticia desejada, pôs-se a gritar freneticamente, sem se importar com quem o intimava a se calar. Quanto mais se esforçavam para reduzi-lo ao silêncio, tanto mais alto gritava. Afinal, não podia deixar escapar a chance, há tanto tempo esperada.

 

Mais uma vez, Jesus mostrou-se solidário com os pobres e os marginalizados dos quais o cego era um bom exemplo. Os gritos lancinantes chegaram não só aos seus ouvidos, mas principalmente ao seu coração. E se fez todo ouvido aos apelos do homem desejoso de cura.

 

O desejo do cego - ver - recebeu dupla resposta. Por um lado, o homem viu-se curado da deficiência física, tendo recuperado a visão. Por outro, abriram-se-lhe também os olhos da fé. Daí a constatação de Jesus: "A tua fé te salvou!" E como manifestação disto, o ex-cego tornou-se seguidor de Jesus, louvando a Deus pelas maravilhas operadas em seu favor. Levou, igualmente, a multidão a dar glória a Deus. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano C,  ©Paulinas, 1996]

 

Para Sua Reflexão:

Dois episódios em Jericó respondem de algum modo ao que vai sendo narrado. O cego que reconhece o Messias contrasta com a cegueira mental dos doze. O rico que se converte revela o que é possível para Deus. O cego, sem ver, já conhece o Filho de Davi; Zaqueu procura ver e chega a conhecer o Senhor. Sé é importante e significativa a cura que Jesus efetua (Is 35, 5-6), não o é menos no relato a confissão do cego em três tempos. Primeiro reconhece-o como Messias sucessor de Davi (Jr 33, 15; Ez 34, 23024; 37,24), depois chama-o de Senhor, finalmente dá glória a Deus e segue Jesus. É um itinerário para todos o que se convertem: podemos recordar que o batismo se chamou “iluminação”; estes a fé salva.  [Bíblia do Peregrino]

 

Santo Alberto Magno

 

 

 

Era o mais brilhante aluno de ciências de seu tempo, alcançando um elogio de Pedro da Prússia que escreveu sobre a obra de Alberto: "Iluminaste a todos, foste preclaro pelos teus escritos, iluminaste o mundo porque soubeste tudo quanto se podia saber". Filósofo, teólogo, físico, químico, montava laboratórios para experimentação. Pesquisador, observador constante da natureza, porém, o principal foi o que escreveu e realmente viveu o que disse: "Minha intenção última está na ciência de Deus". Pio XII proclamou-o "patrono dos cultores das ciências naturais", O Grande doutor universal".

 

Quando todos pensam igual é porque ninguém está pensando. (Wlater Lippman)

 

Dia da Proclamação da República

Em 1889, no dia 15 de novembro, o marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República Federativa do Brasil. O sistema monárquico do governo já não tinha apoio da Igreja, nem dos militares, das lideranças civis e nem dos antigos senhores de escravos. Por essa razão, a proclamação da república foi pacífica, sem guerra nem derramamento de sangue.

 

Movimentos sociais e revoltas já indicavam a falência do regime monárquico. A Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817) já carregavam o gérmen do sistema republicano de governo, impulsionados pelos ideais da Revolução Francesa.

 

Pouco depois da Proclamação da República, no dia 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a primeira Constituição Republicana. No mesmo ano, sofrendo oposição do Congresso, Deodoro da Fonseca renunciou e o vice-presidente, Marechal Floriano Peixoto, assumiu a presidência.

 

O forte e centralizado presidencialismo, que tornava difícil a aplicação do princípio federativo, fez com que algumas oligarquias rurais de São Paulo e Minas Gerais se destacassem, o que deu início à conhecida política do “café com leite”. Os estados de São Paulo e Minas Gerais passaram a alternar a presidência do Brasil até 1930.

 

A vida de Deodoro da Fonseca - O Marechal Deodoro da Fonseca nasceu em 1827, em Alagoas e lutou nas guerras do Prata e do Paraguai. Em 1884 conquistou o posto de marechal e, no ano seguinte, foi nomeado comandante de armas do Rio Grande do Sul. Ele foi para o Rio de Janeiro, sede da monarquia, em 1886 e assumiu a facção do Exército favorável à libertação dos escravos. – (Decreto Nº 1- 16/11/1889) Fonte: UFGNet