Segunda, 15 de setembro de 2008

Nossa Senhora das Dores, Memória, 4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Branca

 

 

Simeão disse a Maria: Teu filho será causa de queda e de ressurreição para muitos. Ele será

sinal de contradição e teu coração será transpassado como por ua espada. (Lc 2, 34-45)

 

Santos: Nossa Senhora das Dores (ou da Piedade cuja alma foi trespassada por uma espada de dor aos pés da cruz de Jesus agonizante), Nicodemos (sacerdote), lupino (560), Bem-Aventurado Camilo Constanzo (1622, jesuíta calabrês), Catarina de Gênova, Miquelina de Pesaro (franciscana, OFS) 

 

Oração: Ó Deus, quando o vosso Filho foi exaltado, quisestes que sua Mãe estivesse de pé, junto à cruz, sofrendo com ele. Daí à vossa Igreja, unida a Maria na paixão de Cristo, participar da ressurreição do Senhor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 5, 7-9)
Aprendeu a obediência e tornou-se causa de salvação eterna

 

7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando 1Cor 10, 14-2

“Súplicas com lágrimas” e “salvação eterna”

 

As “súplicas com lágrimas” podem referir-se à oração no horto (Mt 26, 36-42) ou ter alcance geral (ver, por exemplo, a ressurreição de Lázaro em Jo 11 e Sl 56,9). “Foi ouvido”: como no salmo da paixão (Sl 22, 25), mas com uma mudança substancial: a libertação acontece além da morte.

 

A “salvação eterna” é ação de Deus (segundo Is 45, 17), que também se poderia traduzir por “definitiva” e enquadraria no presente contexto. [BIBLIA DO PEREGRINO, Paulus, 2002]

 

 

 

Salmo Responsorial: 30 (31), 2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20 (R/. 17b)
Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus 

 

2Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! 3aPorque sois justo, defendei-me e libertai-me; apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!   

 

3bSede uma rocha protetora para mim, 3cum abrigo bem seguro que me salve! 4Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!   

 

5Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! 6Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!   

 

15A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meus Deus! 16Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! 

  

20Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem. Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

 

 

 

Evangelho: João (Jo 19, 25-27)
Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma 

 

Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, este é o teu filho". 27Depois disse ao discípulo: "Esta é a tua mãe". Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentando Mateus (Lc 6, 43-49)[1]

As três Marias
 

As três Marias” com o “discípulo” representam a parte de Israel fiel a Jesus até o suplício. Entre elas, seleciona a mãe. Em termos sociais, o filho único, antes de morrer, assegura um destino à mãe (viúva?); recomenda-a a um amigo leal. O relato aponta além. Jesus lhe dá o tratamento do v. 2,4; “mulher”; chegou a hora então anunciada. A mãe do rei recebe como nova família, como irmão de Jesus, o discípulo ideal. Este poderá suscitar filhos ao irmão mais velho morto (Dt 25, 5-10). Maria pode encarnar com a ajuda de Deus” (Gn 4,1). Para a tradição antiga, é figura da Igreja mãe. [BIBLIA DO PEREGRINO, Paulus, 2002]

 

 

Nossa Senhora das Dores[2]

 

A COROA DE NOSSA SENHORA DAS DORES teve inicio na Itália em 1617 por iniciativa da ordem dos Servos de Maria, assim como a MISSA DE NOSSA SENHORA DAS DORES, que hoje, é celebrada em toda a igreja no dia 15 de setembro.

 

A coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de sua fundação por meio dos Sete Fundadores, cuja festa se celebra dia 17 de fevereiro.

A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade Mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem terceira; eles participavam de toda a espiritualidade dos Servos de Maria e viviam à sombra das igrejas e conventos servitanos.

 

A Coroa teve sempre a aprovação dos Papas e Leão XIII concedeu que os frades e os leigos pudessem livremente escolher a recitação do Rosário ou da Coroa, conforme as circunstâncias litúrgicas e religiosas.

 

Hoje, podemos considerar a Coroa de Nossa Senhora das Dores como oração que se insere perfeitamente no contexto da realidade latino-americana. O sofrimento de cristo e de Maria se prolonga no coração de muitos cristãos que lutam pela causa da justiça e da libertação. Inspirando-nos em Maria, cada um de nós saberá aceitar a sua "cruz" e, com Ela, "estar ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo".

 

 

 

A cruz é escada para o céu. (S. João Maria Vianney)

 

 



[1] Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997

[2] http://www.saofranciscobnu.com.br/dores.htm [2007]