Segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

VI Semana Tempo Comum - Ano “C” (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Ágape de Terni (virgem, mártir), Cláudio de la Colombière (jesuíta), Craton e Companheiros (mártires de Roma), Decoroso de Capua (bispo), Eusébio de Aschia (eremita), Euseus de Serravalle (eremita), Faustino e Jovita (mártires), Fausto de Glanfeuil (monge), Geórgia de Clermont (virgem), José de Antioquia (diácono, mártir), Quinídio de Vaison (bispo), Saturnino, Cástulo, Magno e Lúcio (mártires), Sigfrido de Wexlow (monge, bispo), Tanco de Werden (monge, bispo, mártir), Walfrido della Gheradesca (abade), Winaman, Unaman e Sunaman (monges de Wexlow, mártires), André de Conti (franciscano, bem-aventurado), Ângelo de Borgo San Sepolcro (agostiniano, bem-aventurado), Conrado da Bavária (monge, bem-aventurado) , Júlia de Certaldo (virgem, bem-aventurada)

 

Antífona: Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais. (Sl 30, 3-4)

 

Oração: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Tiago (Tg 1, 1-11)
A fé supera todas as provações e traz perseverança

 

1Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cri sto, às doze tribos que vivem na dispersão: saudações. 2Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, 3por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. 4Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos tomeis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma. 5Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e ela lhe será dada.

 

6Mas peça com fé, sem duvidar; porque aquele que duvida é semelhante a uma onda do mar; impelida e agitada pelo vento. 7Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor: 8O homem de duas almas é inconstante em todos os seus caminhos. 9O irmão humilde pode ufanar-se de sua exaltação, 10mas o rico deve gloriar-se de sua humilhação. Pois há de passar como a flor da erva. 11Com efeito, basta que surja o sol com o seu calor; logo seca a erva, cai a sua flor; e desaparece a beleza do seu aspecto. Assim também acabará por murchar o rico no meio de seus negócios. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

A comprovação da fé produz em vos a perseverança

 

A “perfeita alegria” que se experimenta no sofrimento e na provação coloca-nos diante dos olhos a figura de Francisco de Assis. Nele encontramos  a aletria, a humildade de coração e a paciência, a sabedoria alcançada com a oração. Através das provações encontradas em sua vida ou deliberadamente enfrentadas, ao deixar as riquezas e abraçar as humilhações da “irmã pobreza”, recebeu ele muito do Senhor e tornou-se “perfeito e íntegro”, contribuindo para a reforma da Igreja de seu tempo. Dentro do espírito de Tiago e de Francisco, o Concílio Vaticano II exorta “todos os católicos” a “tender à perfeição cristã” (*Cf Tg 1, 4; Rm 12, 1-2) e a esforçar-se, cada um conforme suas condições, a fim de que a Igreja,trazendo em seu corpo a humildade e a mortificação de Cristo, vá dia a dia se purificando e renovando, até que Cristo a faça aparecer resplendente de glória, sem mancha nem ruga.” [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 118(119), 67.68.71.75.76 (+77a)

Venha a mim o vosso amor e viverei (77a)

 

Antes de ser por vós provado, eu me perdera; mas agora sigo firme em vossa lei!

 

Porque sois bom e realizais somente o bem, ensinai-me a fazer vossa vontade!

 

Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade!

 

A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

 

Sei que os vossos julgamentos são corretos, e com justiça me provastes, ó Senhor!

 

Vosso amor seja um consolo para mim, conforme a vosso servo prometestes.

 

 

Evangelho do dia: Marcos (Mc 8, 11-13)

O sinal no céu

 

Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: "Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal". 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem. Palavra da Salvação!

 

Essa passagem bíblica também está presente no seguinte sinótico: Mt 16, 1-4 (O sinal no céu)

 

 

Comentário o Evangelho

Disputando com Jesus

 

Uma ala do farisaísmo esteve em contínuo litígio com Jesus. Certos fariseus não perdiam a oportunidade de colocar-lhe armadilhas. Tentavam pegá-lo em alguma palavra passível de ser mal-interpretada, para poder acusá-lo diante das autoridades civis e religiosas. Jesus, porém, sempre se manteve vigilante para não se deixar enredar.

 

Mas o que eles não aceitavam em Jesus? Entre outras coisas, a forma irreverente como se referia a Deus, chamando-o de pai; a pretensão de ser igual a Deus, ao realizar obras que só a este competia fazer; a insubmissão diante dos preceitos religiosos; o fato de misturar-se com os pecadores, marginalizados e gente de má fama.

 

Por sua vez, Jesus não aceitava, nos fariseus: a hipocrisia deslavada, que os levava a ensinar uma coisa e fazer outra bem diferente; a insensibilidade diante dos fracos e pequenos, a quem impunham uma religiosidade opressora; o espírito segregacionista, que lhes dava ares de superioridade; a teologia anacrônica, incapaz de adaptar-se à novidade do Reino; a manipulação da religião, reduzida a seus caprichos e interesses.

 

O conflito ficará sem solução, até que os fariseus decidam eliminar Jesus, fazendo-o pender de uma cruz. A superação desse conflito acontecerá quando o Pai ressuscitar seu Filho, por estar do lado dele e dar-lhe razão. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Pe. Jaldimir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Para quem não quer crer nenhum sinal vale. Como ousam os fariseus pedir a Jesus um sinal de Deus? A fé é essencial para o cristão; sem ela vã será o questionamento dos que não creem!

 

São Cláudio de La Cambière  

 

"Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" Mt 4,4. São Cláudio La Colombière, nasceu na França em 1641, numa família muito religiosa. Após completar os estudos humanísticos o jovem Cláudio decidiu entrar no seminário, e pôde ouvir de sua mãe a profecia: "Meu filho, tu hás de ser um santo religioso". Entrou no noviciado da Companhia de Jesus e em meio a muitas lutas ele conseguiu ser fiel a sua vida religiosa, por isso escreveu no seu diário: "Os planos de Deus nunca se realizam senão à custa de grandes sacrifícios". Lecionou até chegar a ser superior do colégio jesuíta. Passou dezoito meses em Paray-le-Monial, na França, tornando-se o guia espiritual e orientador teológico de Santa Margarida Maria Alacoque, bem conhecida de todos nós, por ter sido a grande incentivadora da devoção ao Coração de Jesus. São Cláudio La Colombière tornou-se ainda pregador, em Londres, nos tempos difíceis da Reforma Anglicana. Acabou sendo expulso, vindo a morrer depois, vítima de tuberculose, em 1682. A contemplação precisa da ação para alimentar-se, assim como a ação se alimenta da contemplação. Morreu com quarenta e um anos depois de caluniado por protestantes poderosos que o santo preso e quase condenado a morte, se não fosse a providente intervenção do rei francês Luís XIV. São Cláudio fora expulso da Inglaterra e faleceu em Paray le Monial, conforme Santa Margarida havia profetizado a seu respeito, pois deste local é que iniciou-se a grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus, no qual São Cláudio encontrou repouso eterno.

 

O melhor dos altares, a melhor igreja, é aquela que se arma no coração. (Pedro Gianotti)