Segunda-feira, 13 de junho de 2011

11ª Semana do Tempo Comum (Presbítero e Doutor),  3ª do Saltério (Livro III), cor Branca

 

Hoje: Início da Semana do Migrante (até 21 de junho)

 

Santos: Vito, Germana Cousin, Líbia, Joana Mance, Landelino (ex-bandido do Artois, convertido), Hesíquio (mártir no Danúbio inferior), Dulas (mártir da Ásia Menor), Guido (popular nos países francos e germânicos), Abraão (monge persa)

 

Antífona: Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus. (Sl 23, 5-6)

 

Oração: Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: II Carta de Paulo aos Coríntios (2Cor 6, 1-10)

É agora o momento favorável

 

Irmãos, 1como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2pois ele diz: "No momento favorável, eu te ouvi e no dia da salvação, eu te socorri". Ê agora o momento favorável, é agora o dia da salvação. 3Não damos a ninguém nenhum motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado.

 

4Mas em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, com muita paciência, e tribulações, em necessidades, em angústias, 5em açoites, em prisões, em tumultos, em fadigas, em insônias, em jejuns, 6em castidade, em compreensão, em longanimidade, em bondade, no Espírito Santo, em amor sincero, 7em palavras verdadeiras, no poder de Deus, em armas de justiça, ofensivas e defensivas, 8em honra e desonra, em má ou boa fama; considerados sedutores, sendo, porém, verazes; 9como desconhecidos, sendo porém, bem conhecidos; como moribundos, embora vivamos; como castigados, mas não mortos; 10como aflitos, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo muitos; como quem nada possui, mas tendo tudo. Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando a I Leitura

Em tudo nos recomendamos como ministros de Deus

 

Não deixeis escapar o momento favorável”. Vivemos em ambiente ofuscado e aturdido pela publicidade. Na rua ou em casa, é toda uma sequencia de flashs, imagens e vozes que propiciam centenas de ocasiões “únicas”. Em meio a esse alarido, chega-nos hoje a voz do Apóstolo: “Não recebais em vão a graça! Hoje é o dia!” Corre o risco de chegar deslocada, se a recebermos no mesmo plano das outras “vozes” que desde cedo quase nos tomam de assalto.

 

“Trazia todas estas coisas guardadas no coração” (Lc 2, 51). É uma característica de Maria, viver em plenitude o momento presente, captando-lhe a profundeza. A eternidade não está espalhada em migalhas de tempo, porém toda concentrada no momento presente Cada instante é completo, porque cheio da presença de Deus. Viver intensamente o hoje é antiga sabedoria cristã. [Missal Cotidiano, © Paulus]

 

 

Salmo: 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4 (R/.2a)
O Senhor fez conhecer a salvação

 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

 

O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

 

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

 

Evangelho: Mateus (Mt 5, 38-42)

Lei de Talião

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38"Ouvistes o que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente!' 39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado". Palavra da Salvação!

Leituras paralelas: Ex 21,23-25; Lv 24,17-21; Lc 6,27-30

 

 

Comentário o Evangelho

Um tremendo desafio

Um dos desafios mais tremendos para os discípulos de Jesus consistia em "oferecer a outra face a quem lhes esbofeteasse a face direita". Receber um tapa no rosto é uma experiência altamente ofensiva em qualquer cultura. Revidar é uma reação natural. O discípulo do Reino, porém, é orientado para agir de maneira diferente: jamais responder violência com violência.


As primeiras comunidades cristãs viam-se pressionadas pela violência de seus perseguidores. Quanto mais sem fundamento é a violência, tanto mais perversa e maligna ela é. A violência contra os cristãos era deste tipo. Se pagassem com a mesma moeda a violência sofrida, que moral teriam para proclamar a excelência do mandamento do amor e a urgência da reconciliação? Caso se submetessem passivamente seriam dizimados dentro de pouco tempo. Se optassem por se dispersar ou por viver na clandestinidade, não poderiam realizar a missão de arautos do Evangelho que tinham recebido.


O gesto de oferecer a outra face era uma forma de resistência pacífica à fúria dos perseguidores. Significava que os discípulos de Jesus não temiam quem os perseguia; que recusavam a se rebaixar ao nível de seus adversários; que buscavam eliminar a violência no seu nascedouro; e que davam testemunho de um mundo novo onde a violência não tinha vez. Este testemunho inusitado poderia até mesmo levar os perseguidores à conversão. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 

 

 

São Gregório Barbarigo

 

Proveniente de uma nobre família de Veneza, ficou órfão de mãe aos 4 anos de idade, mas o pai soube educar a seus filhos com suas atitudes exemplares, sendo confidente e conselheiro, recitando diariamente o pequeno ofício de N.Sra, até sua morte em 1687. Em 1643, aos 18 anos de idade tornou-se secretário do embaixador de Veneza na Alemanha até o ano de 1648, quando conheceu se tornou amigo de um Cardeal que seria um dia, papa: Fábio Chigi. Em 1655 tornou-se sacerdote (30 anos de idade). Foi bispo de Bérgamo e depois cardeal e bispo de Pádua. Sobretudo, nesta última cidade, pôde desenvolver plenamente seu trabalho pastoral, fundando escolas e instituições de caridade. Num período de peste fez o máximo na dedicação ao próximo. Seu coração é venerado no seminário diocesano de Pádua. Neste dia, por ordem do Papa João XXIII, de tão feliz memória, veneramos um santo de ciência e sabedoria admiráveis. Ele foi primeiro do Bispo da terra do Papa João XXIII, Bérgamo. Mais tarde, foi transferido para Pádua. Antes de ser padre e bispo, fora diplomata. Depois, cuidou do estudo das línguas orientais no seminário e fundou até uma imprensa poliglota.

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

A fim de que saibamos acolher os pobres e excluídos de nossa sociedade, rezemos. Senhor, escutai a nossa prece.

A fim de que estejamos sempre dispostos a acolher e viver a palavra de Deus, rezemos.

A fim de que a violência seja superada por iniciativas e políticas que promovam a paz, rezemos.

A fim de que as festas juninas despertem entre nós a alegria e a fraternidade, rezemos.

A fim de que, a exemplo de santo Antônio, sejamos fiéis no anúncio do evangelho e na caridade, rezemos.

(outras intenções)

 

 

Oração sobre as Oferendas:

Sejam aceitos por vós, ó Deus, os frutos do nosso trabalho que trazemos ao vosso altar em honra de santo Antônio, e concedei que, livres da avidez dos bens terrenos, tenhamos em vós a única riqueza. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Antífona da comunhão:

Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio (Sl 33,9)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, pela força deste sacramento, conduzi-nos constantemente no vosso amor, a exemplo de santo Antônio, e completai, até a vinda de Cristo, a obra que começastes em nós. Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

Junho, mês de balões

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira, Arcebispo Emérito de Uberaba - MG

 

Quase todos os anos, grandes festas da devoção popular se comemoram no mês de junho. Neste ano no calendário religioso, além das comemorações populares de Santo Antonio, São João Batista e São Pedro, teremos no dia 23 a solenidade do Santíssimo Sacramento, isto é, da Eucaristia com a tradicional procissão em que o Senhor passa pelas ruas, abençoando as famílias.

 

A festa do Padroeiro da Arquidiocese neste ano abrirá o mês de julho, dia 1º com a solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. É a festa da intimidade com Cristo no símbolo do seu Coração que se revelou a Santa Margarida Maria Alacoc quando lhe mostrou o peito rasgado e o coração palpitante: “Eis o Coração que tanto amou os homens”. As almas místicas devotas sabem entrar neste Coração e aí viver num êxtase de amor...

 

Aqui em Uberaba, a Arquidiocese e a Catedral lhe são consagradas, sendo Ele o patrono de ambas. Assim estamos bem protegidos. Temos ainda neste mês os santos de devoção popular, como Santo Antonio, o frade português, que morou quase toda a sua vida em Pádua na Itália e foi o primeiro professor de teologia, a pedido do próprio São Francisco, na Ordem que este fundara.

 

Entre nós, as moças casadoira a ele apegam-se que não se casou... Quem perde algum objeto invoca-o para encontrar o que perdera. Fazem-lhe trezenas de preces e Ele sorri, oferecendo a seus fiéis o Menino que traz no carinho acalorado de seus braços. É Jesus que Ele nos quer dar.

 

Neste mês, temos ainda a comemoração de São João, primo de Jesus, que lhe preparou o caminho e o batizou no rio Jordão: austero, forte, rude no dizer, defensor do casamento indissolúvel e sua unidade mesmo na ordem natural. Perdeu a vida sangrentamente quase nas mãos de sensual dançarina do palácio...

 

Fechando o mês, temos São Pedro, pescador e pecador, pois negara o Mestre diante de humilde criada. Mas depois, com muita dor e mais amor, disse a Jesus: “Tu sabes que te amo”. Foi por causa deste amor que recebeu o rebanho todo de Cristo, ficando no topo da Igreja, como o seu primeiro Papa. Mês abençoado este mês de junho. Dá-nos até a vontade de subir, acesos e quentes, como se fôssemos balões nas noites de fogueira... [Fonte: CNBB]

 

A fé sem amor é vã. A fé de um verdadeiro cristão é a fé com amor. (Santo Antônio)