Segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quinta Semana da Quaresma - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - cor Litúrgica Roxa

 

 

Santos: Leão Magno (papa e doutor), Barsanófio, Isaac de Espoleto, Godeberta (virgem), Gutlaco, Valtimano (beato e abade), Rainério "Incluso" (beato), Jorge Gervásio (mártir e beato), Gema Galgani (virgem), Helena Guerra (beata), Estanislau.

 

Antífona: Tende piedade de mim, Senhor, pois me atormentam; todos os dias me oprimem os agressores. (Sl 55,2)

 

Oração do Dia: Ó Deus, que pela vossa graça inefável nos enriqueceis de todos os bens, concedei-nos passar da antiga à nova vida, preparando-nos assim para o reino da glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Daniel (Dn 13, 1-9.15-17.19-30.33-62)

A justiça de Deus não falha

 

Naqueles dias, 1na Babilônia vivia um homem chamado Joaquim. 2Estava casado com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, que era muito bonita e temente a Deus. 3Também os pais dela eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a lei de Moisés. 4Joaquim era muito rico e possuía um pomar junto à sua casa. Muitos judeus costumavam visitá-lo, pois era o mais respeitado de todos.

 

5Ora, naquele ano, tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo, a respeito dos quais o Senhor havia dito: "Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juizes, que passavam por condutores do povo". 6Eles frequentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles. 7Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava, Susana costumava entrar e passear no pomar de seu marido. 8Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram por se apaixonar por ela. 9Ficaram desnorteados, a ponto de desviarem os olhos para não olharem para o céu, e se esqueceram dos seus justos julgamentos.

 

15Assim, enquanto os dois estavam à espera de uma ocasião favorável, certo dia, Susana entrou no pomar como de costume, acompanhada apenas por duas empregadas. E sentiu vontade de tomar banho, por causa do calor. 16Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos, e a espreitavam. 17Então ela disse às empregadas: "Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes e trancai as portas do pomar, para que eu possa tomar banho".

 

19Apenas as empregadas tinham saído, os dois velhos levantaram-se e correram para Susana, dizendo: 20"Olha, as portas do pomar estão trancadas e ninguém nos está vendo. Estamos apaixonados por ti: concorda conosco e entrega-te a nós! 21Caso contrário, deporemos contra ti, que um moço esteve aqui, e que foi por isso que mandaste embora as empregadas". 22Gemeu Susana, dizendo: "Estou cercada de todos os lados! Se eu fizer isto, espera-me a morte; e, se não o fizer, também não escaparei das vossas mãos; 23mas é melhor para mim, não o fazendo, cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!" 24Então ela pôs-se a gritar em alta voz, mas também os dois velhos gritaram contra ela. 25Um deles correu para as portas do pomar e as abriu. 26As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar e precipitaram-se pela porta do fundo, para ver o que estava acontecendo. 27Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se dissera coisa semelhante a respeito de Susana.

 

28No dia seguinte, o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido. Os dois anciãos vieram também, com a intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte. Por isso, assim falaram ao povo reunido: 29"Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim!" E foram chamá-la. 30Ela compareceu em companhia dos pais, dos filhos e de todos os seus parentes. 33Os que estavam com ela e todos os que a viam, choravam. 34Os dois velhos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. 35Ela, entre lágrimas, olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. 36Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento: "Enquanto estávamos passeando a sós no pomar, esta mulher entrou com duas empregadas. Depois, fechou as portas do pomar e mandou as servas embora. 37Então, veio ter com ela um moço que estava escondido, e com ela se deitou. 38Nós, que estávamos num canto do pomar, vimos esta infâmia. Corremos para eles e os surpreendemos juntos. 39Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo, porque era mais forte do que nós e, abrindo as portas, fugiu. 40A ela, porém, agarramos, e perguntamos quem era aquele moço. Ela, porém, não quis dizer. Disto nós somos testemunhas". 41A assembleia acreditou neles, pois eram anciãos do povo e juízes. E condenaram Susana à morte.

 

42Susana, porém, chorando, disse em voz alta: "Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! 43Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!" 44O Senhor escutou sua voz. 45Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente, de nome Daniel. 46E ele clamou em alta voz: "Sou inocente do sangue desta mulher!" 47Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou: "Que palavra é esta, que acabas de dizer?" 48De pé, no meio deles, Daniel respondeu: "Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? 49Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!"

 

50Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem': "Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice". 51Falou então Daniel: "Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei". 52Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: "Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar 53Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: 'Tu não farás morrer o inocente e o justo!' 54Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?" Ele respondeu: "A sombra de uma aroeira". 55Daniel replicou: "Mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!"

 

56Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: "Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração. 57Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas por medo sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniquidade. 58Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?" Ele respondeu: "Debaixo de uma azinheira". 59Daniel retrucou: "Também tu mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!"

 

60Toda a assembleia pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. 61E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. 62E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente. Palavra do Senhor!

 

Leitura Abreviada: Dn 12, 41c-62

 

 

Comentando a I Leitura

Estou condenada a morrer quando nada fiz

 

A história-parábola de Susana adquire seu mais autêntico significado se for enquadrada na situação particular do povo hebreu, solicitado pela cultura helenística a abraçar o paganismo, como efetivamente alguns fizeram. Susana é a personificação dos justos que não cedem a nenhuma pressão ou ameaça, cheios de confiança em Deus e fiéis à religião dos pais. Com a intervenção de Daniel, as sortes se invertem: restaura-se a justiça. Admoestação para todos aqueles que, passando ao paganismo, cometeram adultério contra o amor esponsal de Deus para com Israel (as árvores do jardim, na literatura profética, são os lugares simbólicos dos antigos "adultérios" do povo na presença de Deus); aos justos, contudo, a narrativa deve infundir confiança de que Deus não os abandona. Para nós é um aviso a que resistamos às múltiplas solicitações de uma vida demasiado fácil, até mesmo paganizada, como exige a fidelidade ao nosso batismo. [MISSAL COTIDIANO. ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R/.4a)

Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,

nenhum mal em temerei, estais comigo

 

1O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. 2Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, 3ae restaura as minhas forças.

 

3bEle me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. 4Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

 

5Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

 

6Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

 

Evangelho: João (Jo 8, 12-20)

Jesus, que é a luz do mundo, vem do pai e volta para o Pai

 

Naquele tempo, 12disse Jesus aos fariseus: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”. 13Então os fariseus disseram: “O teu testemunho não vale, porque está dando testemunho de ti mesmo”. 14Jesus respondeu: “Ainda que eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é válido, porque sei de onde venho e para onde vou. Mas vós não sabeis donde venho, nem par aonde vou. 15Vós julgais segundo a carne, eu não julgo ninguém, 16e se eu julgo, o meu julgamento é verdadeiro, porque não estou só, mas comigo está o Pai, que me enviou. 17Na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. 18Ora, eu dou testemunho do mim mesmo e também o Pai, que me enviou, dá testemunho de mim”. 19Perguntaram então: “Onde está o teu Pai?” Jesus respondeu: “Vos não conheceis nem a mim, nem o meu Pai. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai”. 20Jesus disse estas coisas, enquanto estava a ensinando no templo, perto da sala do tesouro. E ninguém o prendeu, porque a hora dele ainda não havia chegado. Palavra do Senhor!

 

Comentando o Evangelho

Caminhando na luz

 

Ao autoproclamar-se “luz do mundo”, Jesus reconhecia que este, marcado pelo pecado, não tinha como salvar-se por si mesmo. Foi necessário que o Pai enviasse o Filho com a missão de abrir perspectivas novas para a humanidade, a qual se fechara no próprio egoísmo. Portanto, somente por meio de Jesus é possível chegar à salvação.

 

Quando a humanidade deixa-se guiar por esta luz descobre os caminhos que conduzem à vida. Quando vaga nas trevas, seu destino é a morte. Luz e trevas, vida e morte, condenação e salvação são as opções que todos temos de dizer.

 

O caminho orientado pela luza da vida comporta duas dimensões. A primeira é a dimensão histórica: consiste em trilhar o caminho do amor, da misericórdia e da solidariedade, no trato mútuo,. É a vida manifestada num modo de proceder peculiar, próprio de quem possui a vida divina. A segunda corresponde à vida eterna, à comunhão plena com o Deus da vida.

 

O caminho de quem prefere as trevas também comporta as mesmas duas dimensões. A primeira consiste numa vida pontilhada de in justiças e de maldade para com o próximo. A segunda, por sua vez, corresponde à ruptura definitiva com o Deus da vida, ou seja, à morte eterna. É sempre tempo de decidir-se, de acolher a luz oferecida por Jesus e, por ela, caminhar.  [Evangelho nosso de cada dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

-Pelas mulheres vítimas de violência moral e sexual, rezemos Atendei, Senhor, nossa prece.

-Pelas mulheres que atuam em nossas comunidades, rezemos.

-Pelos pecadores, a fim de que abandonem os erros cometidos, rezemos.

-Pelos promotores da paz, da solidariedade e do diálogo, rezemos.

-Pelos que são perseguidos e condenados injustamente, rezemos.

-Preces espontâneas

 

Oração sobre as Oferendas:

Concedei-nos, ó Deus, que, ao celebrarmos os santos mistérios, apresentemos como fruto da penitência corporal a alegria e a pureza do espírito.. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Mulher, ninguém te condenou? ¾ Ninguém, Senhor. ¾ Nem eu te condeno. Vai, não peques mais! (Jo 8,10-11)

 

Oração Depois da Comunhão:

Revigorados, ó Deus, pelos benefícios deste sacramento, nós vos pedimos que ele nos purifique sempre dos vícios, para que, seguindo a Cristo, corramos ao vosso encontro. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Um dos ritos da festa das Cabanas consistia em acender vários candelabros num átrio do templo. Jesus se apresenta como “luz do mundo”, não só de Israel. A luz descobre as formas e permite a visão (Jó 38, 13-14), e por isso é símbolo de conhecimento intelectual. Além disso, é vida. A luz é um dos símbolos mais ricos e frequentes para falar de Deus e do divino. Em João o símbolo atrai seu oposto, as trevas, morte física e do espírito. A luz se impe com sua evidência, não precisa demonstrações, mas a pessoa pode fechar os olhos à luz. Seguir Jesus é caminhar atrás, deixando que marque e ilumine nosso caminho.

 

 

Santo Estanislau

Estanislau (Szczepanów, Cracóvia, Polônia, 26 de julho de 1030 - Cracóvia, 8 de maio de 1079). Bispo da Arquidiocese de Cracóvia, santo e mártir da Igreja Católica.

 

Seus pais eram pobres, mas estes encontraram uma forma de educação para o filho com os monges beneditinos. Estudando na escola da Catedral de Liège (por um certo período, sede da Primazia Eclesiástica da Polônia), entrou na carreira eclesiástica.

 

Foi ordenado sacerdote pelo Arcebispo de Cracóvia, Lamberto Zula, sendo-lhe entregue a comunidade de Czembocz, de onde surgiu a fama de pastor honesto e zeloso. Foi nomeado Canônico do Capitólio Metropolitano e vigário diocesano geral. Em 1072, com a morte de Lamberto Zula, Estanislau foi denominado seu sucessor pelo próprio Papa Alexandre II.

 

Recebeu, inicialmente, a boa ajuda do Rei Boleslau II, que auxiliava em todos os trabalhos de evangelização. Entretanto, o rei apaixonou-se por uma bela matrona, Cristina, que era casada com Miecislau. Apesar dos conselhos de Estanislau e de sua exigência de que os preceitos católicos do casamento fossem respeitados, Boleslau não se conformou em ficar sem a sua amada. Simplesmente, mandou raptá-la. O bispo ameaçou excomungá-lo, mas o rei não recuou. Estanislau cumpriu a ameaça e Boleslau, enfurecido, ordenou a execução do religioso, comandando em pessoa a invasão da igreja de São Miguel, na Cracóvia, onde Estanislau celebrava uma missa.

 

Visto que os guardas não conseguiram matar o Bispo, o rei teve de assassiná-lo com as próprias mãos. Estanislau foi trucidado no dia 11 de abril de 1079.

 

Foi solenemente canonizado em Assis pelo Papa Inocêncio IV em 17 de agosto de 1253: é padroeiro principal da Polônia e seu culto é particularmente vivo na Lituânia, Bielorrússia, Ucrânia e Estados Unidos. [Wikipedia]

 

O abraço de cada dia

Dom Anuar Battisti, Arcebispo de Maringá - PR

 

Nestes dias em Visita Pastoral nas paróquias de Cruzeiro do Sul, Uniflor, Paranacity e Inajá pude viver muitas experiências edificantes e de grande valia para o meu ministério. Tive contatos com as realidades religiosa, social e política de cada município e, de maneira especial, conheci melhor as lideranças que atuam nas pastorais e movimentos eclesiais, formando uma verdadeira frente de trabalho na Ação Evangelizadora.

 

Como em outras ocasiões, a grande motivação para esta missão do bispo é o conhecimento, pois só se ama aquilo que se conhece, como diz Santo Agostinho. No meio a tantos contatos, no ambiente escolar, junto aos pequenos e grandes, aos professores e funcionários, o que mais me alegrou foi ver as escolas repletas. Porém, faltam vagas para acolher a todos. Escolas com disciplina, com organização, com pessoas preparadas para viver o dia a dia.

 

Mesmo sabendo que a missão é árdua, todos parecem cientes de que um é que semeia e outro é que colhe. Como me fez bem ver e ouvir pessoas felizes trabalhando na educação. Uma diretora dizia: "Aqui estão os meus filhos. Eu amo esses jovens, pois eles são maravilhosos". Um outro aspecto marcante: Em uma das paróquias, o padre tem o costume de ficar, em alguns dias, na frente da casa paroquial enquanto os alunos passam para ir à escola. Um deles, de seis aninhos, quando vê o padre se aproxima e dá um abraço e segue contente o caminho para sala de aula.

 

Um determinado dia ele passa, vê o padre e não faz a costumeira saudação ao seu amigo. Aliás, eu o conheci na comunidade, pois é sempre o primeiro a chegar à Igreja e sempre pronto a prestar serviço. Então o padre reclama: "E o meu abraço amiguinho?" Ele responde: "Hoje não tem. Estou estressado"! Quando o padre me contou o fato eu me perguntei: Como estar estressado às 7h, um menino de seis aninhos? O que será que aconteceu para que ele se sentisse estressado ao ponto de não querer o abraço do bom amigo de todos os dias?

 

Não é o caso de muitas explicações, mas não deixa de ser um fato que toca também os grandes. Como faz bem receber um abraço quando se está estressado. Como faz bem receber um abraço quando começa ou termina o dia, mesmo sem estresse. Como faz bem à mente e ao coração o carinho e o afeto do povo, ao chegar às comunidades, nas repartições públicas, nas casas dos doentes, nas empresas, nas escolas, e ao encontrar as pessoas nas ruas. Ninguém é de ferro.

 

Chega o fim do dia cansado, porém um cansaço que não pesa, que faz a gente dizer: Que dia abençoado! Quanta gente encontrei! Quantas coisas bonitas! Quantas dificuldades, quantas coisas a serem feitas! Quantos desafios na educação, nas famílias, no meio da juventude! Quanto trabalho na evangelização a ser feito! Em uma das cidades, durante a visita ao hospital, um dos médicos, muito jovem e animado com o trabalho, entusiasmado com o futuro da instituição, dizia: "Eu venho ao hospital mesmo quando não é o meu plantão. Eu amo o que faço! Fico feliz por tantas coisas bonitas e positivas, que existem em nossa realidade.

 

O trabalho mais gratificante na missão do bispo são as Visitas Pastorais, pois é ali, no meio do povo de Deus, que posso abraçar e ser abraçado. Não deixe de dar um abraço, mesmo quando estiver estressado. [CNBB]

 

O ser humano vive de razão e sobrevive de sonhos. (François de La Rochefoucauld)

 

 

Aconteceu no dia 8 de abril de 1963:   Papa João XXIII publica a Encíclica "Pacem in Terris"