Segunda, 11 de janeiro de 2010

I Semana do Tempo Comum - Ano “C”  (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Alexandre de Fermo (bispo, mártir), Anastácio de Castel Sant'Elia (abade), Honorata de Pavia (virgem, irmã do bispo Santo Epifânio), Higino (papa, mártir), Lêucio de Bríndisi (bispo), Palemão de Tebaida (abade, considerado o iniciador da vida monástica no Oriente), Paulino de Aquiléia (bispo), Pedro, Severo e Lêucio (mártires de Alexandria), Sálvio (mártir da África), Sálvio de Amiens (bispo), Teodósio de Belém (abade), Vital de Gaza (eremita), Bernardo Scammaca (presbítero dominicano, bem-aventurado), Tomás de Cori (franciscano, bem-aventurado)

 

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só foz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Samuel (1 Sm 1, 1-8)
Ana, a mãe de Daniel, era estéril

1Havia um homem sufita, oriundo de Rama, no monte Efraim, que se chamava Elcana, filho de Jeroam, filho de Eliú, filho de Tou, filho se Suf, efraimita. 2Elcana tinha duas mulheres; uma chamava-se Ana e a outra Fenena. Fenena tinha filhos; Ana, porém, não tinha. 3Todos os anos, esse homem subia da sua cidade para adorar e oferecer sacrifícios ao Senhor Todo-poderoso, em Silo. Os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, era sacerdotes do Senhor naquele santuário. 4Quando oferecia sacrifício, Elcana dava à sua mulher Fenena e a todos os seus filhos e filhas as porções que lhes cabiam. 5A Ana, embora a amasse, dava apenas uma porção escolhida, pois o Senhor a tinha deixado estéril. 6Sua rival também a magoava e atormentava, humilhando-a pelo fato de o Senhor a ter tornado estéril. 7E isso acontecida todos os anos. Sempre que subiam à casa do Senhor, ela a provocava do mesmo modo. E Ana chorava e não comia. 8Então, Elcana, seu marido, lhe disse: “Ana, por que estás chorando e não te alimentas? E por que se aflige o teu coração? Acaso não sou eu melhor para ti do que dez filhos?” Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Sua rival a magoava e atormentava

 

Samuel, filho totalmente inesperado, revela-se o homem da providência: sobre ele pesará o grave encargo de atender às instâncias do povo, que desejava ter um rei; receberá também de Deus a incumbência de sagrar o primeiro rei. Mas, antes que tudo isso aconteça, uma mulher está imersa na mais profunda tristeza; uma tristeza que as delicadas atenções do marido não conseguem afastar. Por que esta situação de injustiça? Por que à outra tantos filhos e a mim nenhum? Por que à outra as honras e a mim o desprezo?... Tantas perguntas sem resposta, em face da dor física e moral, em face das injustiças, das desigualdades em matéria de dinheiro, sucesso, capacidade, relações. O cristão, enquanto se esforça para promover um mundo mais justo e mais habitável, sabe ler nos acontecimentos alegres ou adversos o plano de Deus, que se realiza também através dos erros, incapacidade e maldade dos homens. O problema da esterilidade aflige muitos casais, mesmo num tempo em que só se fala de controle da natalidade e do aborto. Recorrer a Deus é sempre possível. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 115 (116 B), 12-13.14-17.18-19 (R/.17a)

Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor

 

12 Que poderei retribuir aos Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? 13 Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

 

14 Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido. 17Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor.

 

18 Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido: 19 nos átrios da casa do Senhor, em teu meio, ó cidade de Sião!!

 

Evangelho: Marcos (Mc 1, 14-20)

Jesus inaugura a sua pregação

 

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15"tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos vos, e crede no Evangelho!". 16E, passando à beira do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: "Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens".

 

18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. Palavra da Salvação!

 

Essa passagem bíblica também está presente no sinótico Lc 12, 42-46

 

 

Comentando o Evangelho

Os seguidores de Jesus

 

Dois traços marcaram o ministério de Jesus desde os seus primórdios. Ele não foi um pregador solitário, apegado à tarefa recebida do Pai, sem partilhá-la com ninguém. Pelo contrário, quis contar com colaboradores que o ajudassem a levar a cabo sua missão. Os escolhidos foram pessoas simples, pescadores do lago da Galiléia, cujas vidas se transformaram totalmente, a partir do encontro com o Senhor. Eles foram convidados a deixar tudo e seguir o Mestre, que lhes deu como missão saírem pelo mundo, atraindo as pessoas para Deus. Um horizonte novo despontou para eles. O desafio lançado por Jesus foi acolhido com generosidade. Nada os impediu de romper com o mundo e seguir o Mestre.

 

Outro traço do ministério de Jesus: ao chamar os discípulos e confiar-lhes uma missão, o Senhor deu a entender que sua obra deveria ser levada adiante e expandir-se, a partir da sementinha lançada por ele.

 

Jesus anunciou a chegada do Reino e realizou sinais indicadores de sua presença. Durante sua vida terrena, não se poupou para fazer o Reino acontecer. Agora, cabia aos discípulos levar adiante o anúncio da Boa-Nova, para que o apelo do Reino atingisse a todos, sem distinção. Jesus colocou diante deles um mar diferente, a humanidade inteira, onde a função de pescadores haveria de continuar. Era hora de pescar muitas pessoas para Deus. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Pe. Jaldimir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Santo Teodósio

 

Teodósio, cujo nome significa "um presente de Deus", nasceu na Capadócia, atual Turquia, em 423, de pais ricos, nobres cristãos. Recebeu uma boa e sólida formação desde a infância sendo educado dentro dos preceitos da fé católica. Quando ainda muito jovem, era ele quem fazia as leituras nas assembléias litúrgicas de sua cidade. Um dia, lendo a história de Abraão, identificou-se com ele e descobriu que seu caminho era o mesmo do patriarca, que deixara sua terra para se encaminhar aonde Deus lhe apontava. Teodósio decidiu fazer o mesmo, seguindo inicialmente em peregrinação à Terra Santa, para conhecer os caminhos trilhados por Jesus.


Dotado de dons especiais como da profecia, prodígio, cura e conselho, sentiu a confirmação do seu chamado por Deus, ao se encontrar com Simeão, o estilista, outro Santo que havia optado por viver acorrentado e numa torre alta construída por ele mesmo. Simeão que nunca o tinha visto ou conhecido, o chamou pelo próprio nome e o avisou de que Deus o havia escolhido para converter e salvar muita gente. Teodósio entrou então para um convento próximo à Torre de Davi, onde rapidamente foi escolhido para a provedoria de uma igreja consagrada a Nossa Senhora. Mas sentia que aquela não era a sua obra, preferia a vida solitária da comunidade monástica do deserto, como era usual naquela época.


Depois, seguindo a orientação de São Longuinho, que o aconselhava em sonhos, foi habitar numa caverna, que segundo dizem fora ocupada pelos Reis Magos ao regressarem de Belém. Alí se entregou às duras penitencias e orações, passando a pregar com um senso de humildade que contagiava a todos que por lá passavam. Logo começou a receber discípulos e outros monges formando uma nova comunidade religiosa cenobítica, isto é, viviam uma vida retirada mas em comunicação servindo a comunidade movidos pelos mesmos interesses, princípios e prerrogativas cristãs.


Numerosos discípulos, de diversas nacionalidades, foram atraídos e reunidos por ele. Edificou três conventos, um para os que falavam grego, outro para os eslavos e o terceiro para os de idiomas orientais como hebreu, árabe e persa. Todos nos arredores de Belém. Construiu também três hospitais, um para anciãos, outro para atender todos os tipos de doenças e o terceiro para os que tinham enfermidades mentais. Aliás uma idéia muito nova para essa época e pouco freqüente no mundo inteiro. Além disso ergueu quatro igrejas.


Sua fama o levou ao posto de arquimandrita da Palestina, isto é, superior geral de todos os monges. Mas sua atuação contra os hereges acabou por condená-lo ao exílio, por confrontar-se com o Imperador Anastácio. Só quando o imperador morreu é que ele pôde voltar à Palestina reconquistando seu posto de liderança entre os monges. Quando Teodósio morreu, com cento e cinco anos, em 529, seu corpo foi depositado na cova feita por ele mesmo, há muitos anos, naquela gruta onde os Reis Magos dormiram, entre Jerusalém e Belém. Seu enterro foi acompanhado pelo Arcebispo de Jerusalém e muitos cristãos da Cidade Santa assistiram ao seu funeral onde aconteceram  inúmeras graças e prodígios, que ainda sucedem no local de sua sepultura, embora tenha sido profanada e saqueada pelos árabes sarracenos. Seu culto se difundiu rapidamente pelo mundo cristão e se mantém ainda hoje muito forte.
[www.paulinas.org.br]

 

A lâmpada que você leva na mão para iluminar o caminho de alguém ilumina

primeiro você mesmo e o seu caminho. (Pe. Luiz Cechinato)

 

A nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos quanto o estarrecedor silêncio dos bondosos. (Martin Luther King)