Segunda, 10 de outubro de 2011

27ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar,  4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica verde

 

 

Hoje: Dia Mundial da Saúde Mental, dia do Lions Internacional

 

Santos: Paulino de York, Gereão e seus companheiros (mártires na Alemanha), Victor, Malosso, Cássio, Florêncio e seus Companheiros (Bonn, Alemanha), Francisco de Bórgia, Bem-Aventurado Daniel Comboni, Pinto (Séc. II, Ilha de Creta), Cernóbio (Séc. VI, Etrúria), Paulino (644, monge beneditino romano), Telquida (670, França), Daniel e seus companheiros (1227, Calábria, Itália, presbítero, mártir franciscano da Ordem I), Telcida.

 

Antífona: Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir?  Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel. (Sl 129, 3-4)

 

Oração: Ó Deus, sempre nos proceda e acompanhe a vossa graça para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Leitura: Romanos (Rm 1, 1-7)
Paulo, servo de Jesus cristo, para anunciar o evangelho

 

1Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o evangelho de Deus, 2que pelos profetas havia prometido, nas escrituras, 3e que diz respeito a seu Filho, descendente de Davi segundo a carne, autenticado como Filho de Deus com poder, pelo Espírito de santidade 4que o ressuscitou dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor. 5É por Ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado, a fim de podermos trazer à obediência da fé todos os povos pagãos, para a glória de seu nome. 6Entre esses povos estais também vós, chamados a ser discípulos de Jesus Cristo. 7A vós todos que morais em Roma, amados de Deus e santos por vocação, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso Senhor, Jesus Cristo. Palavra do Senhor!

 

 

Comentário

Por Jesus Cristo recebemos a graça da vocação para o apostolado

 

Impossível separar a pessoa da missão de Paulo. A consciência da missão alimenta sua poderosa e incessante inventividade. Cada um de nós é um projeto de Deus em desenvolvimento. Deus continua a criar-nos na densa trama de nossas ações e do agir dos outros. Para nossa vida há um projeto que Deus abrange num só olhar, mas que ocuparia muitos arquivos nossos. É uma promessa que supera toda a nossa esperança e está muito acima de nossos horizontes. Eis toda a espiritualidade cristã: entrar ativamente nesse projeto de Deus. [MISSAL COTIDIANO ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 97(98), 1.2-3ab.3cd-4 (R/.2a)

O Senhor fez conhecer a salvação

 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

 

O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

 

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

 

Evangelho: Lucas (Lc 11, 29-32)

O "sinal" de Jonas

 

Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: "Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 12, 38-42; Jo 6, 30-31.

 

 

Comentário o Evangelho

Como reconhecer Jesus

Muitas pessoas exigiam de Jesus sinais espetaculares como pré-requisito para darem o passo da fé. Com isso pensavam estar dispensados de optar livremente por ele. A opção resultaria da convicção intelectual, pois diante de um feito miraculoso, extraordinário, seria impossível não reconhecer Jesus como Messias.


A recusa de Jesus foi peremptória. Não lhes seria dado nenhum sinal que pudesse poupar as multidões do risco de escolher. Tinham Jesus diante de si. Suas palavras e seus gestos miraculosos eram bem conhecidos. De forma alguma, ele iria pressionar as pessoas a darem o passo da fé, pois tinha pleno respeito pela liberdade humana.


O Mestre, porém, permanecia atento à má vontade de seus interlocutores. No passado, os habitantes de Nínive, que eram pagãos, haviam se convertido ao ouvir a pregação de um desconhecido: Jonas. A rainha do Sul, uma pagã, também, viera de longe para deixar-se instruir por Salomão. Quanto a ele - Jesus - os seus contemporâneos apesar de o terem próximo de si, falando uma linguagem perfeitamente inteligível e dando mostras da origem divina de seus ensinamentos, não se sentiam motivados a acolhê-los. Portanto, os pagãos tiveram mais sensibilidade para acolher a salvação de Deus, do que os membros do povo eleito.  [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 

 

A palavra se faz oração (Deus Convosco Dia a Dia)

Ergamos nossa voz e nosso coração em prece ao Deus da vida, suplicando dele sua misericórdia.

Por todos os que procuram acolher a Palavra do Senhor, para que sejam tocados profundamente por ela, roguemos ao Deus da vida. Ó Deus, ouvi-nos!

Para que haja união e paz, fraternidade e caridade em nossas Comunidades, roguemos ao Deus da vida.

Para que a Palavra que hoje ouvimos ressoe profundamente em nossa existência, roguemos ao Deus da vida.

Para que sejamos muito coerentes com a fé que professamos, roguemos ao Deus da vida.

(Intenções próprias da Comunidade)

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, com estas oferendas, as preces dos vossos fiéis, para que o nosso culto filial nos leve à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor não falta nada. (Sl 33,11)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus todo-poderoso, nós vos pedimos humildemente que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue de Cristo, possamos participar da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Santo Eduardo

 

Filho do rei Etelfredo II e neto do rei também santo, "Eduardo o mártir", são Eduardo III tornou-se também rei da Inglaterra. Dedico a invasão armada dos dinamarqueses, seus pais tiveram que fugir da Inglaterra e refugiar-se nos castelos da Normandia: Eduardo tinha, nessa época, 10 anos de idade e ali viveu até seus 31 anos. Após os dinamarqueses serem expulsos da Inglaterra, Eduardo retornou à Pátria onde foi solenemente coroado como rei, até a sua morte. Seu espírito cheio de mansidão e generosidade, extremamente polido, jamais mostrou um só gesto de ira nem para com seus súditos. Editou leis que passaram para história como "as leis de santo Eduardo". Ao subir no trono, foi obrigado a casar-se. Sua esposa se chamava Edite Godwin, filha de um Barão que se lhe mostrava favorável mas depois revelou-se como grande opositor, pois, dando sua filha em casamento planejava tirar vantagens do reinado da Inglaterra. Mas o casal tornou-se profundamente amigos, oravam juntos e não tiveram filhos pois, de comum acordo, conservaram-se em perfeita castidade. Conhecido como "administrador justo e generoso" e "o bom rei" soube utilizar- se de sua fortuna não apenas para regalias mas muito mais, melhorar as condições de vida de seu povo, principalmente dos mais humildes. Restaurou a Abadia de Westminster sem jamais empregar a força e sim em concessões pacíficas, dizendo; "Não desejo obter um reino a custa de sangue humano". Em vida, fez vários milagres e sua festa é celebrada hoje e não na data de sua morte, pois passaram a comemorá-la no dia do traslado de seu corpo e que ocorreu neste dia, para a igreja de São Tomás de Canterbury, venerado por sua piedade e intenso espírito de caridade.

 

 

A mãe das crianças do Brasil

Dom Canísio Klaus, Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul

 

No dia 12 de outubro celebramos a festa de Nossa Senhora Aparecida, a mãe do povo brasileiro. E como todas as mães, Nossa Senhora tem carinho especial para com seus filhos menores e mais frágeis, que são as crianças. É por isso que a coincidência de datas (dia de Nossa Senhora Aparecida e dia das Crianças) nos leva a dizer que Nossa Senhora Aparecida é a mãe das crianças do Brasil.

 

Costuma-se dizer que um país que não cuida das suas crianças e dos seus adolescentes está fadado a ter um futuro nada promissor. O mesmo podemos dizer das comunidades cristãs que não zelam pelas suas crianças e pelos seus adolescentes. Elas estão fadadas a desaparecer num futuro não muito distante.

 

Cuidar das crianças e dos adolescentes como comunidade cristã, pode significar a necessidade de criar ambiente próprio para as crianças nas celebrações. Pode significar a organização da Pastoral da Criança e da Pastoral do Menor. Pode significar a dinamização da Pastoral dos Coroinhas, a qualificação da catequese e a dinamização das celebrações. Cuidar das crianças pode implicar no desenvolvimento de ações com as mães gestantes e com os jovens que se preparam para o casamento.

 

O exemplo de mãe para os cristãos é Maria, a mãe de Jesus. Entre os inúmeros títulos com os quais ela é invocada, o povo brasileiro a venera como Nossa Senhora Aparecida. A origem da devoção vem do ano de 1717, quando dois pescadores tiraram a imagem enegrecida das águas do rio Paraíba. No encerramento do Congresso Mariano de 1929, de posse da imagem tirada do rio, Nossa Senhora foi proclamada Rainha do Brasil, com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Em 1931, na presença do presidente Getúlio Vargas, ela foi aclamada como “Rainha e Padroeira do Brasil”. Em 1980, pela Lei nº 6.802, foi decretado feriado nacional no dia 12 de outubro. No mesmo ato, Nossa Senhora Aparecida foi reconhecida oficialmente como padroeira dos católicos do Brasil.

 

Que a Mãe Aparecida olhe com carinho para o povo brasileiro. Que ela inspire os governantes a promoverem a paz e a justiça social. Ajude os pais a educarem seus filhos nos valores do Evangelho. Ilumine a Igreja a promover ações de solidariedade e a se transformar em “casa e lugar de comunhão”. E que acima de tudo, a Mãe de Aparecida ampare as crianças do Brasil, para que elas possam “crescer em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens”, a exemplo do seu Filho Jesus de Nazaré.

 

A criança com sua inocência é o primeiro mestre da escola da sua própria casa. (João XXIII)