Segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sexta Semana da Páscoa e 2ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia da Cozinheira, dia da Cavalaria e dia do Campo

 

Santos: Isidoro (lavrador), Solange (Virgem e Mártir), Blanda, Nazário, Damião de Molokai (bem aventurado), Jó (bem aventurado), Aureliano (bispo de Limoges), Cataldo (monge irlandês, Bispo de Taranto), Antonino (Arcebispo de Florença), Calepódio (Mártir), Gordiano, Epímaco (mártir), Álfio e seus Companheiros (mártires), Conleto (ou Conleth, Bispo de Kildare), Beatriz de Este (beata, virgem), João de Ávila, João Wall (Joaquim de Santa Ana, mártir franciscano da 1ª Ordem).

 

Antífona: Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não tem mais poder sobre ele, aleluia! (Rm 6,9)

 

Oração: Concedei, ó Deus, que vejamos frutificar em toda a nossa vida as graças do mistério pascal, que instituístes na vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: Atos (At 16, 11-15)

Lígia reconhece Paulo, como mensageiro itinerante de Deus

 

11Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para a ilha de Samotrácia No dia seguinte, ancoramos em Neápolis, 12de onde passamos para Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia, e que tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade. 13No sábado, saímos além da porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar com as mulheres que estavam aí reunidas. 14Uma delas chamava-se Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu o seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo. 15Após ter sido batizada, assim como toda a sua família, ela convidou-nos: "Se vós  me considerais uma fiel do Senhor, permanecei em minha casa". E forçou-nos a aceitar.   Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

O Senhor abriu o seu coração para

que aceitasse as palavras de Paulo 

 

Em Filipos, na Macedônia, ressoa pela primeira vez na Europa a boa nova, destinada a ter um papel muito ativo e historicamente muito relevante na difusão da fé cristã no mundo. A pregação de Paulo não é, como o Espírito está com ele, dando eficácia e fecundidade à sua palavra. A palavra de missionário não é a causa primeira da conversão,mas apenas a ocasião, o instrumento de que se serve Deus para “mudar os corações”. O homem pode plantar, regar, mas só Deus dá o crescimento. Nada é aquele que semeia, nada, aquele que inicia. Só Deus conta, porque ele é que faz crescer (1 Cor 3,7). Nem por isto é menos indispensável a pregação. Ela é o meio providencial e mais comum de que Deus se serve para suscitar a conversão do coração. A fé, com efeito, nasce da escuta da palavra. Por isso, embora consciente das próprias limitações, o apóstolo diz com Paulo: “Ai de mim se não evangelizar!” [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 149, 1-2.3-4.5-6a e 9b (R/. 4a)

O Senhor ama seu povo de verdade

 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu rei!

 

Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

 

Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos. 

 

 

Evangelho: João (Jo 15, 26-16,4a)

O Espírito da verdade dará testemunho de mim

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26"Quando vier o defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o espírito da verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 27E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1 Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4aEu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

O testemunho do Espírito


Uma das funções do Espírito da Verdade é a de dar testemunho de Jesus. Sua ação em favor dos discípulos consiste em convencê-los da veracidade da pessoa e dos ensinamentos do Mestre. O conteúdo do seu testemunho será o próprio Jesus.

 

Tal testemunho faz-se perceptível na própria ação dos discípulos. Pelo fato de o Espírito manter sempre viva no coração deles a imagem de Jesus, estão em condições de mostrar a todos a verdade do Filho de Deus, que veio armar sua tenda no meio da humanidade carente de salvação. A ação do Espírito da Verdade predispõe os discípulos a enfrentar a perversidade do mundo, sem se intimidarem.

 

Afinal, a missão deles consistirá em levar a luz de Cristo para quem caminha nas trevas do erro e da mentira. Move-os a esperança de que a humanidade marcada pelo pecado acolha a palavra de Jesus para ser salva.

 

O testemunho do Espírito supõe do discípulo total discernimento e docilidade para acolhê-lo, pois ele o recebe em meio a hostilidades que, muitas vezes, o impedem de captar com clareza a moção do bom Espírito. Por outro lado, o mau espírito, encarnado nos adversários, busca inculcar-lhe dúvidas a respeito da pessoa de Jesus, e da credibilidade de suas palavras.

 

Só com muito discernimento e disposição para deixar-se guiar pelo Espírito, é possível manter-se fiel a Jesus. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: O Espírito é o grande acompanhante do futuro. O Espírito atesta por si e por meio dos discípulos inspirando-os e o objeto do testemunho é a pessoa de Jesus e sua obra. Os discípulos hão de ser testemunhas históricas, porque acompanharam Jesus em seu ministério, e testemunhas inspiradas da sua missão transcendente. [Bíblia do Peregrino].

 

Santo Antonino de Florença

 

 

 

Nomeado arcebispo de Florença, fugiu para não ter que assumir o cargo, mas foi encontrado e teve por força que aceitá-lo. Revelou-se um grande arcebispo, cheio de zelo e espírito apostólico. Combateu o neopaganismo renascentista e defendeu o Papado no Concílio de Basiléia. Deixou escritos teológicos de valor. Tal era sua fama de santidade no tempo em que vivia que, certa vez, o Papa Nicolau V declarou em público que o julgava tão digno de ser canonizado ainda vivo quanto São Bernardino de Sena, que acabava de ser elevado às honras dos altares. Homem de grande cultura e virtudes exímias: SANTO ANTONINO, que teve sempre enorme aceitação entre o povo. A ele deve-se não apenas a fundação convento de São Marcos, célebre em Florença, como também os preciosismos afrescos de Angélico. São verdadeiros monumentos históricos, marcados por raro valor artístico. O povo costumava chamar o seu arcebispo de "Antonino dos Bons Conselhos". A obra escrita que nos deixou prova suficientemente que o povo tinha razão.

 

A prosperidade faz amigos. A adversidade testa-os. (Público Siro)