Segunda, 10 de janeiro de 2011

Primeira Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 1ª Semana do Saltério, Livro III, cor Verde

 

Santos: Ágato (papa), Benincasa de Cava (abade), Gregório X (papa), Guilherme de Bourges (monge, bispo), João Camilo (bispo de Milão), Marciano de Constantinopla (bispo), Nicanor (um dos sete diáconos escolhidos pelos Apóstolos conforme consta em At 6,5; morreu mártir em Chipre), Pedro Orséolo (eremita), Petrônio de Avinhão (bispo), Tomás de Armagh (bispo)

 

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 1, 1-6)

Que todos os anjos o adorem

 

1Nos tempos antigos, muitas vezes e de muitos modos Deus falou aos antepassados por meio dos profetas. 2No período final em que estamos, falou a nós por meio do Filho. Deus o constituiu herdeiro de todas as coisas e, por meio dele, também criou os mundos. 3O Filho é a irradiação da sua glória e nele Deus se expressou tal como é em si mesmo. O Filho, por sua palavra poderosa, é aquele que mantém o universo. Depois de realizar a purificação dos pecados, sentou-se à direita da Majestade de Deus nas alturas. 4Ele está acima dos anjos, da mesma forma que herdou um nome muito superior ao deles.

 

5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: "Você é o meu Filho, eu hoje o gerei?" Ou ainda: "Eu serei seu Pai, e ele será meu Filho?" 6E de novo, quando introduz seu Filho primogênito no mundo, ele diz: "Que todos os anjos o adorem."  Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Deus falou-nos por meio do filho

 

A comunidade cristã é a beneficiária da plena manifestação de Deus aos homens através de Cristo que, ressuscitado e “sentado à direita da majestade (Deus) no alto dos céus”, continuou, entretanto, presente na sua Igreja. Essa manifestação não é apenas o cumprimento da antiga, que se processava por meio dos profetas, mas é também substancialmente diversa. De todos os tempos a capacidade de viver a vida divina. Por isso, a ação de Cristo, ao mesmo tempo que fica acima e além da ação humana, impregna-a de seu espírito, de tal modo que todo homem na Igreja se torna “manifestação” de Deus.

 

Quem vive o mistério de Cristo não pode considerar insignificante nem a si mesmo, nem aquilo que faz. No trabalho, no estudo, no lazer, na oração, no sofrimento, entramos em sintonia com o universo inteiro que revela a amável presença do Criador. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 96 (97), 1-2.6 e 7c.9 (R/.cf 7c)

Adorai o Senhor Deus, vós anjos todos!

 

1Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! 2Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apóia na justiça e no direito.

 

6E Assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. 7cAos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!

 

9Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.

 

Evangelho: Marcos (Mc 1, 14-20)

Início da pregação de Jesus Cristo

 

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15"tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos vos, e crede no Evangelho!". 16E, passando à beira do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: "Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens".

 

18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.  Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas: Mt 4, 12-17; Lc 4,14-15; Jo 4,1-3

 

Comentário do Evangelho

Conversão e fé

 

A pregação de Jesus teve início com um duplo imperativo: conversão e acolhida da Boa Nova. Ambas as exigências constituem a atitude básica de quem pretende fazer-se discípulo do Reino. É também a base do discipulado.


A conversão toca a raiz da ação humana, aí onde se situa a liberdade. E consiste em substituir o egoísmo pelo amor, como objetivo determinante do agir. Esta mudança é obra da graça divina que atua no coração humano. Por outro lado, corresponde a deixar-se dinamizar pelo Reino de Deus.

 

Quando Deus se torna senhor do nosso coração, o egoísmo aí não tem lugar, e o modo humano de agir assemelha-se ao modo divino. O passo seguinte consiste em dar ouvido à Boa Nova proclamada por Jesus, ordenando agir conforme os parâmetros indicados por ele.


Tanto a conversão quanto a fé na Boa Nova não consistem somente em gestos exteriores, por mais edificantes que sejam. A exterioridade pode ser enganosa e encobrir motivações incompatíveis com o projeto de Jesus. A hipocrisia é risco sempre presente no processo de conversão.


Tocado no mais íntimo do seu ser, o discípulo dispõe-se a tornar-se imitador de Jesus, que viveu radicalmente centrado no Pai. A expressão viva desta vivência está em ter passado pelo mundo fazendo somente o bem.


É no exemplo de Jesus que o discípulo se inspira, quando se converte ao Evangelho.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária, Paulus)

Pela Igreja, que continua a comunicar a palavra de Deus à humanidade, rezemos. Senhor, escutai nossa prece.

Pelos responsáveis pela comunicação  midiática entre as pessoas, rezemos.

Pelos missionários que enfrentam obstáculos no anúncio do evangelho, rezemos.

Pelos vocacionados à vida religiosa e sacerdotal e pelos ministros leigos, rezemos.

Pelos batizados que receberam a mesma missão de Jesus: anunciar o reino, rezemos.

(Outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Concedei, ó Deus todo-poderoso, fonte da verdadeira piedade e da paz, que vos honremos dignamente com estes dons e, pela participação nestes mistérios, reforcemos os laços que nos unem. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça (Jo 1, 16)

 

Depois da Comunhão:

Ó Deus, que o vosso povo, sustentado com tantas graças, possa receber hoje e sempre os dons do vosso amor para que, confortado pelos bens transitórios, busque mais confiantemente os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São Aldo

 

A única certeza que se tem a respeito da vida de Santo Aldo é que foi sepultado primeiramente na capela de São Columbano, vindo mais tarde a ser transferido para a basílica de São Miguel, em Pavia. Viveu aproximadamente no século VIII e foi monge em Bóbbio, no célebre mosteiro fundado por São Columbano, no ano 614. Os monges irlandeses de São Columbano não tinham uma vida eremita, no verdadeiro sentido da palavra. Cada um construía para si uma cabana de madeira, onde se retiravam para as horas dedicadas à oração, e depois trabalhavam a terra. São Columbano foi quem levou aos povos bárbaros da Irlanda a nova espiritualidade, transformando-os mais tarde em evangelizadores de outros povos.

 

A 1ª parte do Tempo Comum começa no dia seguinte à celebração da Festa do Batismo e se estende até a terça-feira antes da Quaresma (08/03/2011), inclusive. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes (13/06/2011), 2ª parte, e termina antes das Primeiras vésperas do 1º domingo do Advento (26/11/2011).

 

Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és no mínimo que fazes. (Fernando Pessoa)