Segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

V Semana do Tempo Comum - Ano “C” (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Dionísio, Emiliano e Sebastião (monges mártires da Armênia), Elgiva (abadessa, virgem), Estêvão Cuénot (bispo, mártir), Estêvão de Grandmont (abade), Honorato de Milão (bispo), Jacoba de Settesoli (franciscana terciária), Jerônimo Emiliani (presbítero) ,João Carlos Cornay (mártir de Tonkin), João da Mata (presbítero, fundador da Ordem dos Trinitários), Josefina Bakhita (virgem), Juvêncio de Pavia (bispo), Niceto de Besançon (bispo), Paulo, Lúcio e Ciríaco (mártires de Roma), Paulo de Verdun (monge, bispo), Pedro Igneus (bispo, cardeal), Quinta da Alexandria (virgem, mártir), Isaías de Cracóvia (agostiniano, bem-aventurado)

 

Antífona: Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é nosso Deus. (Sl 94, 6-7)

 

Oração: Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura:I Reis (1 Rs 8, 1-7.9-13)
Deus está presente de diversas formas na vida do povo

 

Naqueles dias, 1Salomão convocou, junto de si em Jerusalém, todos os anciãos de Israel, todos os chefes das tribos e príncipes das famílias dos filhos de Israel, a fim de trans­ferir da cidade de Sião, que é Jerusalém, a arca da aliança do Senhor. 2Todo o Israel reuniu-se em torno de Salomão, no mês de Etanim, ou seja, no sétimo mês, durante a festa. 3Vieram todos os anciãos de Israel, e os sacerdotes tomaram a arca 4e carregaram-na junto com a tenda da reunião, como também todos os objetos sagrados que nela estavam; quem os carregava eram os sacerdotes e os levitas.

 

5O rei Salomão e toda a comunidade de Israel, reunida em torno dele, imolavam diante da arca ovelhas e bois em tal quantidade, que não se podia contar nem calcular. 6E os sacerdotes conduziram a arca da aliança do Senhor ao seu lugar, no santuário do templo, ao santo dos santos, debaixo das asas dos querubins, 7pois os querubins estendiam suas asas sobre o lugar da arca, cobrindo a arca, e seus varais por cima.

 

9Dentro da arca só havia as duas tábuas de pedra, que Moisés ali tinha deposto no monte Horeb, quando o Senhor concluiu a aliança com os filhos de Israel, logo que saíram da terra do Egito. 10Ora, quando os sacerdotes deixaram o santuário,uma nuvem encheu o templo do Senhor, 11de modo que os sacerdotes não puderam continuar as funções porque a glória do Senhor tinha enchido o templo do Senhor. 12Então Salomão disse: "O Senhor disse que habitaria numa nuvem, 13e eu edifiquei uma casa para tua morada, um templo onde vivas para sempre". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Conduziram a arca da aliança ao santo dos santos

 

A inauguração e consagração do templo não constituem apenas o ápice do reino de Salomão, mas também a tomada de posse da terra prometida. Com o transporte da arca se cumprem as promessas e se consagra para sempre a aliança entre Deus e o povo, feita no Sinai e renovada por Josué em Silo. E, como no Sinai, Deus desce na nuvem. O templo, portanto, como instituição, não é contrário ao tempo do deserto, ao Sinai: antes, os profetas o julgaram e criticaram justamente em nome da fidelidade à aliança do Sinai. A instituição não é má em si mesma, é mesmo querida por Deus, o que a exporá à contestação (dos profetas e do próprio Jesus!) será a infidelidade ao espírito da aliança. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 132(132), 6-7.8-10 (+.8a)

Subi, Senhor, para o lugar de vosso pouso! (8a)

 

Nós soubemos que a arca estava em Éfrata e nos campos de Iaar a encontramos: entremos no lugar em que ele habita, ante o escabelo de seus pés o adoremos!

 

Subi, Senhor, para o lugar de vosso pouso, subi vós, com vossa arca poderosa! Que se vistam de alegria os vossos santos, e os vossos sacerdotes, de justiça! Por causa de Davi, o vosso servo, não afasteis do vosso Ungido a vossa face!

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Evangelho do Dia: Marcos (Mc 6, 53-56)

Curas em Genesaré

 

Naquele tempo, 53tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galiléia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados. Palavra da Salvação!

 

Essa passagem bíblica também está presente no seguinte sinótico

Mt 14, 34-36 (Curas na região de Genesaré)

 

 

 

Comentário o Evangelho

O contato salvador

 

A presença de Jesus causava alvoroço por onde ele passava. De toda parte, aparecia gente transportando doentes em macas, para depositá-los nas praças públicas, junto do Mestre, na esperança de poder fazê-los tocar no manto dele, a fim de serem curados.

 

Este gesto de tocar estava carregado de simbolismo. O contato físico estabelecia uma ligação direta com a fonte do poder curador, possibilitando ao doente recuperar a saúde. Simbolizava a comunhão entre Jesus e aquele que desejava ser curado. Portanto, podia ser tomado como expressão da fé e da confiança no Mestre. Era uma forma de bater às portas de um mundo misterioso onde a vida era restaurada. Era, também, uma maneira de o humano aproximar-se do sagrado e estabelecer com ele um relacionamento de intimidade.

 

De sua parte, Jesus não proibia as pessoas de tocá-lo, nem se sentia incomodado com isto. Por quê? Ele sabia que tinha sido enviado para os pobres, destinatários privilegiados de sua ação. Os que buscavam tocá-lo eram pobres. Daí não ter por que irritar-se com eles. Por outro lado, se estes, ao tocá-lo, ficavam curados, tanto melhor. Isto era um sinal claro da presença do Reino na história humana, restaurando a vida.

 

Portanto, os doentes estavam no caminho certo, quando tentavam tocar em Jesus. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulina, 1998]

 

Para sua reflexão: O manto de um profeta pode ser sinal de sua profissão. (2Rs 2,13). A ideia do toque no ente ou coisas consideradas sagradas é uma prática bem típica do cristão católico. No tempo de Jesus aqui no nosso meio, tocar o seu manto era uma atitude de plena fé do fiel no seu Mestre. A liturgia da Igreja é muito rica em exemplos e oportunidades em que o fiel católico pode exercitar a sua fé pelo toque: no sacrário, num crucifixo, etc. Que esta atitude de fé seja, na sua relação intima com o Senhor, destituída de propagandas e exibicionismos que descaracterizariam algo muito sério do seu relacionamento com o Divino.

 

 

 

 

 

São Jerônimo Emiliano

Jerônimo Emiliano nasceu em Veneza, em 1481. Aos 15 anos, tornou-se soldado e, aos 25, senador. Amante dos prazeres, das festas, Jerônimo Emiliano tinha 28 anos quando caiu prisioneiro de guerra de Luis XII. Na prisão começou a meditar sobre o sentido da vida. Depositando-as cadeias sob o altar de Nossa Senhora, Jerônimo mudou radicalmente de vida. Vendeu o que possuía e entregou tudo aos pobres e necessitados. Dedicou-se de corpo e alma aos órfãos, às viúvas e aos jovens entregues `a prostituição. Fundou hospitais, orfanatos, asilos, escolas profissionalizantes para meninos. Vivia em companhia dos pobres, dos mendigos, dos injustiçados, de quem se tornou pai  e defensor. Suas atividades apostólicas estenderam-se por varias cidades da Itália, como Verona, Brescia, Como e Bergamo. Em Samasca, Bergamo, surge a Sociedade dos Clérigos Regulares, os Padres Samascos, por ele fundada, cujo apostolado era o ensino gratuito de órfãos e jovens carentes.  São Jerônimo Emiliano morreu em Samasca, enquanto assistia os doentes, no dia 8 de fevereiro de 1537. Foi canonizado em 1767. É o protetor dos órfãos e dos jovens abandonados.

 

Devemos seguir sempre o caminho que conduz ao mais alto. (Platão)

 

 

 Aqueles que fazem o pior uso do seu tempo são os primeiros a

reclamar de que o tempo é curto. (Jean De La Bruyere)