Segunda, 3 de janeiro de 2011

Tempo do Natal depois da Epifania, 2ª Semana do Saltério, Livro I, cor Litúrgica Branca

 

 

Hoje: Santo Nome de Jesus (Memória Facultativa – Leituras próprias: Fl 2, 1-11; Sl 8, 4-5.6-7.8-9; Lc 2, 21-24)

 

Santos: Antero (papa, mártir), Bertila de Marolle (viúva), Blitmundo de Bobbio (abade), Daniel de Pádua (diácono, mártir), Florêncio de Viena (bispo, mártir), Genoveva (virgem, Padroeira de Paris), Gordino da Capadócia (mártir), Melário da Bretanha (mártir), Pedro Balsam (mártir de Aulana), Quirino, Primo e Teógenes (mártires de Cízico), Teopempto (bispo da Nicomédia) e Teonas (mártires), Zósimo e Atanásio (mártires da Cilícia), Ciríaco Elias Chávara (presbítero, bem-aventurado), Eduardo Coleman (mártir, bem-aventurado) , José Maria Tommasi (cardeal, bem-aventurado)

 

Antífona: Raiou para nós um dia de bênção: vinde, nações, e adorai o Senhor; grande luz desceu sobre a terra!

 

Oração: Nós vos pedimos, ó Deus, que o esplendor da vossa glória ilumine os nossos corações para que, passando pelas trevas deste mundo, cheguemos à pátria da luz que não se extingue. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 3, 22-4,6)
O Pai enviou o seu Filho como salvador

 

Caríssimos, 22qualquer coisa que pedimos, recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23Este é o seu mandamento: que creia­mos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. 24Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu.

 

4,1 Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. 2Este é o critério para saber se uma inspiração vem de. Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; 3e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus; é o espírito do anticristo. Ouvistes dizer que o anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo.

 

4Filhinhos, vós sois de Deus e vós vencestes o anticristo..Pois convosco está quem é maior do que aquele que está no mundo. 5Os vossos adversários são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvidos. 6Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus, escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro. Palavra do Senhor!

Leituras  paralelas: Tg 2, 14-25

 

 

Comentando a I Leitura

Examinai os espíritos para ver se são de Deus

 

As características de uma comunidade cristã são a fé em Jesus Cristo, o amor recíproco dos irmãos e a fidelidade aos preceitos de Deus. Por isso, sugere o apóstolo algumas atitudes fundamentais. Antes de tudo a oração, entendida não tanto como pedido de graças, quanto como empenho pessoal de realizar o que é ordenado (v. 22); depois, um propósito de fé autêntica em Cristo Jesus e de operosa caridade para com os irmãos (v. 23).

 

S. João reduz a atitude de fé a seu núcleo essencial: aceitar Jesus. "O centro vivo da fé é Jesus Cristo; só por meio dele podem os homens salvar-se, dele recebem o fundamento e a síntese de toda verdade". Ele é verdadeiramente "a chave, o centro, o fim do homem e também de toda a história humana" (GS 10). Crer em Jesus quer dizer confiar nele, abrir-se a ele até deixar-se transformar nele, aceitando-o por modelo de comportamento: "Dei-vos o exemplo, a fim de que, como eu vos fiz, também vós o façais" (Jo 13,15). Esta fé nele torna-se força dinâmica e criativa, capaz de testemunhar e de fazer Cristo e sua mensagem conhecidos e aceitos pelos homens. (Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997)

 

 

Salmo: 2, 7-8.10-11 (R/.8a)

Eu te darei por tua herança os povos todos

 

7O decreto do Senhor promulga­rei, foi assim que me falou o Senhor Deus: "Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!" 8Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio.

 

10E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: 11Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito!

 

Leitura paralela caso queira ler o Salmo 2 completo: Sl 110; Hb 1, 2.5.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 4, 12-17.23-25)

Jesus percorria a Galiléia proclamando o evangelho

 

Naquele tempo, 12ao saber que João tinha si­do preso, Jesus voltou para a Galiléia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galiléia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaias: 15”Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galiléia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz". 17Daiem diante, Jesus começou a pregar, dizendo: "Convertei-vos, porque o rei nodos céus está próximo”.

 

23Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galiléia, da Decápole, de Jerusalém, da Judéia, e da região além do Jordão. Palavra da Salvação!

 

Leituras  paralelas: Mc 1, 14-15; Lc 4, 14-15; Mc 3, 7-10; Lc 4, 42-44; 6, 17-18

 

 

 

Comentário o Evangelho

Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo

 

A terra de Zabulon e de Neftali é uma referencia a duas das doze tribos de Israel. Ambas situavam-se próximas ao Mar da Galileia, também dito Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré, não muito distante do Mar Mediterrâneo, no Norte de Israel. É um extenso lago de água doce, o maior de Israel, com comprimento máximo cerca de 19 km e largura máxima de cerca de 13 km. A cidade de Cafarnaum, junto ao lago, é o cenário da inauguração solene do ministério público de Jesus na Galiléia dos gentios (não israelitas). Jesus escolhe a Galileia, em vez de em Jerusalém e na Judéia, conforme explicações de Mateus. A Galiléia é o campo da sua missão, conforme o oráculo (significa tanto a divindade consultada como o intermediário humano que transmite a resposta) de Isaias (Is 8, 23-9,1), começando por tomar contato com todos os povos a quem enviará os discípulos no final do Evangelho (28, 16-20). Mateus também explica por que Jesus ensinou e curou na Galiléia (4,12-17) e como atraiu um círculo intimo de discípulos (4, 18-22) e um circulo maior de seguidores atentos (4, 22-25) vindos da Galiléia, da Decápole (dez cidades a Leste e Nordeste do Jordão), de Jerusalém, da Judéia, e da região além do Jordão.

 

O resumo da pregação de Jesus está em Mt 4,17: “Convertei-vos: o Reinado dos céus aproximou-se”. A primeira parte da passagem contém a proclamação que convida a uma completa conversão e reorientação de vida; a segunda dá um sentido para a proclamação. A vitória final de Deus está sendo inaugurada no ministério de seu Filho. Embora a atividade de Jesus se concentre na região da Galiléia, a notícia se espalha em toda a província da Síria. A fama de Jesus como mestre e protagonista de curas resulta no movimento de muitos seguidores. São pessoas que sofrem de toda a espécie de doenças que são trazidas até Ele e curadas. É gente de todas as regiões de Israel, exceto da Samaria, que juntam-se às multidões para segui-Lo. Juntamente com os discípulos, essas pessoas formam a plateia para o Sermão da Montanha (cf. Mt 5,1;7,28).

 

Para o seguidor contemporâneo de Jesus, resta não apenas cumprir, na prática, a Palavra que toma conhecimento, mas buscar a realização do seu ministério particular, familiar e comunitário. Isaias nos lembra de que "assim acontece com a minha palavra que sai de minha boca: ela não volta para mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qual eu a mandei" (Is 55,11). Como seguidor do Mestre, o cristão precisa fazer a sua parte através da evangelização em todos os niveis. O novo ano que ora inicia pode ser o cenário da inauguração solene da sua missão nesse mundo, saindo da retórica para a realização. (Everaldo Souto Salvador, ofs, edd@mundocatolico.com.br)

 

Santíssimo Nome de Jesus

A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, já arraigada na Igreja desde os seus alvores, foi pregada e inculcada de modo particular por São Bernardo, por São Bernardino de Sena e pelos Franciscanos, os quais difundiram pequenos quadros trazendo as letras do Nome de Jesus. Em Camaiore di Luca, na Itália, começou-se a celebrar a festa, depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530), e sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721), estendida a toda a Igreja. O próprio Deus revelou o Nome a ser imposto ao Verbo Encarnado, para significar a sua missão de Salvador do gênero humano. O Santíssimo Nome de Jesus é o divino poema que exprime da maneira mais sublime, o que pôde encontrar a sabedoria e a misericórdia divinas, para salvar a humanidade decaída. É um nome grande e eterno, poderoso e terrível, vitorioso e misericordioso, o único que nos pode salvar. É melodia para o ouvido, cântico para os lábios e alegria para o coração... "Ilumina, conforta e nutre; é luz, remédio e alimento" (São Bernardo). Jesus é o mais fiel amigo da alma; é o benfeitor mais generoso, que por ela se imola sobre o altar, por ela entrega-se sem reservas e se oferece em alimento e sustento. É o advogado mais poderoso, que cuida incessantemente de seus interesses junto do Pai; é "título de eterna predestinação". Nutramos o mais terno amor pelo Nome de Jesus, tenhamos nele a mais total confiança, por ele o mais profundo respeito, para ele o canto mais sublime. Invoquemo-lo nas tentações, nas provas e nos perigos e pronunciemo-lo frequentemente durante o dia. Ao lado do Nome de Maria, seja a primeira palavra da manhã e a derradeira da tarde.

 

Tudo aquilo que você encontra em seu caminho é feito para

permitir que você ame cada vez melhor. (Michel Quoist)