Sábado 30 de abril de 2011

Oitava da Páscoa, 1ª Semana do Saltério (Livro II), cor  litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia Nacional da Mulher e Dia do Ferroviário

 

Santos: Pedro de Verona (mártir), Vilfrido o Moço (bispo), Hugo de Cluny (abade), Roberto de Molesmes (abade), José Cottolengo, Antônia, Catarina de Sena.Antífona: O Senhor fez o seu povo sair com grande júbilo; com gritos de alegria, os seus eleitos, aleluia! (Sl 104, 43)

 

Oração: Ó Deus, que pela riqueza da vossa graça multiplicais os povos que crêem em vós, contemplai solícito aqueles que escolhestes e daí aos que renasceram pelo batismo a veste da imortalidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: Atos (At 4, 13-21)   
Todos glorificaram a Deus pelo que havia acontecido

 

Naqueles dias, os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas, 13ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheciam que eles tinham estado com Jesus. 14No entanto viam, de pé, junto a eles, o homem que tinha sido curado. E não podiam dizer nada em contrário. 15Mandaram que saíssem para fora do sinédrio, e começaram a discutir entre si: 16"O que vamos fazer com esses homens? Eles realizaram um milagre claríssimo, e o fato tornou-se de tal modo conhecido por todos os habitantes de Jerusalém, que não podemos negá-lo. 17Contudo, a fim de que a coisa não se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los, para que não falem mais a ninguém a respeito do nome de Jesus". 18Chamaram de novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. 19Pedro e João responderam: "Julgai vós mesmos, se é justo diante de Deus que obedeçamos a vós e não a Deus! 20Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos". 21Então, insistindo em suas ameaças, deixaram Pedro e João em liberdade, já que não tinham meio de castigá-los, por causa do povo. Pois todos glorificavam a Deus pelo que havia acontecido. Palavra do Senhor!

 

Comentando a Leitura

Quanto a nós, não nos podemos calar

sobre o que vimos e ouvimos

 

Os chefes do povo compreendem a força revolucionária do testemunho apostólico. Compreendem que a afirmação “Cristo é o único salvador do homem” assinala o fim da religião como era por eles concebida e praticada.

 

Que fazer então? É necessário fazer calar. Já está preparada a dinâmica da morte. Se ficam na injunção e na eliminação, é unicamente por motivos de oportunismo político.

 

Mas o cristão, como Pedro e João, não pode calar. Anunciar a Cristo não provém de necessidade humana, mas de missão divina. “Sereis minhas testemunhas”, dissera-lhes Jesus. Nenhuma intimidação, nenhuma perseguição poderá detê-los.

 

A coragem da Igreja, que anuncia o Cristo ressuscitado, não pode ser tolhida pelo mundo, porque não vem do mundo. [Extraído do MISSAL COTIDIANO,  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 117 (118), 1 e 14-15.16ab-18.19-21 (+21a)
Dou-vos graça, ó Senhor, porque me ouvistes

 

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! "Eterna é a sua misericórdia!" O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. "Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis.

 

A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!" O Senhor severamente me provou, mas não me abandonou às mãos da morte.

 

Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; quero entrar para dar graças ao Senhor! "Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!" Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o Salvador!

 

 

Evangelho: Marcos (Mc  16, 9-15)
Proclamar a boa notícia do reino

 

9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, a qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. 12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. 15E disse-lhes: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

Superando a incredulidade

 

A superação da incredulidade, por parte dos primeiros discípulos, aconteceu mediante um penoso caminho trilhado pela comunidade a fim de entender o que se passara com o Senhor. Não dava para acreditar que estivesse vivo quem fora vítima de horrenda morte de cruz! As imagens do Mestre desfigurado pelas torturas, cravado na cruz, com o lado perfurado por uma lança estavam ainda demasiadamente vivas na memória dos discípulos, para que pudessem dar crédito ao que se falava a respeito da ressurreição de Jesus.


O testemunho de quem havia dado o passo da fé era sumariamente desprezado. Quando Maria Madalena comunicou aos discípulos - tristonhos e imersos em pranto - que o Senhor estava vivo, eles não lhe deram crédito. Igualmente, não acreditaram nos dois discípulos que tinham tomado consciência da ressurreição de Jesus, enquanto voltavam para o campo.


A incredulidade dos Onze só foi superada após a refeição com o Mestre. A censura que ele lhes dirigiu, por serem duros de coração, valeu também para todos quantos persistiam em lastimar a morte do amigo, sem se darem conta de que algo novo havia acontecido.


Era urgente deixar a incredulidade de lado, pois tinham uma grande missão a cumprir: ir pelo mundo inteiro e proclamar o Evangelho a toda criatura. O conteúdo da Boa Nova a ser anunciada consistia exatamente no fato da ressurreição do Senhor e que por meio dela era possível obter a salvação oferecida pelo Pai a cada ser humano.

 

Independentemente da reação dos ouvintes, quem experimentou a presença do Ressuscitado é impelido a anunciar a todo mundo esta experiência transformadora. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

São José Bento Cottolengo

 

 

 

São José Bento Cottolengo ingressou no Seminário de Turim aos 17 anos de idade e aos 25 anos foi ordenado sacerdote. Fundou a Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cottolenguinas, (vicentinas), cuja finalidade é o serviço aos pequeninos, aos deficientes, aos doentes. Dizia a respeito da "Pequena Casa da Divina Providência": Chama-se "Pequena Casa" porque, em comparação com o universo, que é igualmente Casa da Divina Providência, é, com toda certeza, bem pequena. A confiança em Deus que a tudo provê lhe era tão grande que jamais o Senhor Deus lhe faltou nas horas difíceis e de necessidade. Certa vez nosso querido santo afirmou: "Quando chegar a hora do almoço, a Providência não se esquecerá de que os pobres têm que almoçar". São José Cottolengo tinha como lema "caridade e confiança": fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Foi canonizado por Pio XI, em 1934.

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Cristo ressuscitado, purificai suscitai novos apóstolos e propagadores da vossa Palavra: Senhor, renovai todas as coisas!

Cristo ressuscitado, tornai-nos fiéis evangelizadores e administradores dos vossos dons:

Abençoai e iluminai nossas famílias e comunidades:

Cristo ressuscitado, encorajai os missionários que atuam a serviço do vosso reino:

Cristo ressuscitado, animai e abençoai as pastorais e os movimentos da comunidade:

Preces espontâneas

 

Oração sobre as Oferendas:

Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam forte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Todos vós que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo, aleluia! (Gl 3, 27)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, olhai com bondade o vosso povo e concedei aos que renovastes pelos vossos sacramentos a graça de chegar um dia à gloria da ressurreição da carne. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: O fio condutor da mensagem de hoje é a incredulidade dos discípulos, mas Jesus continua contando com eles para a missão, e os envia a anunciar a Boa-Nova a toda a humanidade.

 

Páscoa, dom Eugênio e a mídia

 

Dom Orani João Tempesta, O. Cist., Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

 

Estamos na Páscoa! Ecoam por todos os lados os sinos festivos e os cânticos de Aleluia. Cristo Ressuscitou! Verdadeiramente Ressuscitou, cumprimentam-se os orientais. A alegria pascal, depois do tempo de penitência e conversão, deve nos levar ao belo anúncio de sair, como na madrugada do primeiro dia da semana, e ir à grande cidade anunciar a Vida que venceu a morte. Cantai, cristãos, afinal! Neste tempo e em todos os tempos é tempo de proclamar o Cristo Ressuscitado, Redentor dos Homens!

 

São belos momentos, eventos e celebrações que nos aguardam nesta época. Mas nesta semana, no dia 1º de maio, dia do trabalhador, dia do trabalho, dia de São José Operário e domingo da Misericórdia, teremos a beatificação do Papa João Paulo II. Nós, que aqui no Rio de Janeiro ouvimos a sua palavra dizendo que “o Papa é carioca”, e que era necessário conjugar a beleza da natureza com a beleza construída pelo homem, nos sentimos participantes desse evento como alguém que tem um seu conterrâneo sendo beatificado. É alguém de casa, é membro de nossa família!

 

Continuarão a ressoar durante todo o tempo pascal, em nossos ouvidos, as palavras do anjo: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou como havia dito! Ide depressa contar aos discípulos que Ele ressuscitou (...)” (Mt 28,5-7). É esse o grande anúncio que queremos também continuar proclamando ao mundo. Desejo a todos que essa alegria pascal os contagie e os conduza pelos caminhos deste alegre anúncio! A morte foi vencida! Cristo é a nossa Páscoa!

 

Compartilhando com todos os leitores a exultação pascal, desejo hoje manifestar grande gratidão ao nosso querido Cardeal D. Eugenio Sales. Em nome da Igreja, que vive e caminha aqui nesta cidade maravilhosa, agradeço-lhe pela sua vida, missão, testemunho e a incansável dedicação junto aos meios de comunicação.  No domingo de Páscoa do ano passado, ele se despediu dos telespectadores que o assistiam todos os finais de semana. Na Páscoa deste ano, na semana passada, portanto, ele se despediu dos que o liam pelos jornais. É um tempo em que o silêncio continuará a gritar ainda mais alto a sua mensagem de sabedoria e de fé cristã. A Rádio Catedral continuará veiculando suas gravações do Catecismo e do Momento do Angelus.

 

Assim como durante anos na televisão e no rádio dedicou-se a proclamar a boa nova, defender os princípios morais, a sã doutrina, os valores da família e da sociedade, a Igreja e o Papa, a quem dedica sua vida e ministério, na imprensa escrita, da qual ele se despediu na semana passada, não foi diferente. No intuito de fazer ecoar o mandado missionário do Senhor “Ide e ensinai a observar tudo quanto vos ordenei” (cf. Mt 28,19), esteve em sintonia com o tempo, tornando este espaço o seu areópago.

 

Nestes tempos em que “intelectuais” de comunicação confundem estado laico com estado ateu ou laicista, e querem impedir a presença da Igreja nos meios de comunicação como se o ser humano não tivesse sua dimensão transcendente, ao agradecer D. Eugenio por esta missão, bendizemos a Deus pela sua coragem de sempre lutar nessa área e ter feito uma história que jamais será apagada: a contribuição da Igreja com o bem do Ser Humano e a liberdade do povo de manifestar-se também pela mídia a que tem direito. Realmente é de se lamentar diante de tantos descaminhos da sociedade e das pessoas, até mesmo com uma ingênua boa vontade, querer impedir a manifestação coerente e tranquila. É claro que todos os exageros devem ser corrigidos e, para isso, existem as leis, mas nunca para criar cidadãos de segunda categoria no país.

 

Ao longo de 40 anos as mensagens de D. Eugenio foram veiculadas em diversos jornais de grande circulação nacional. Nos últimos tempos também através das mídias sociais e sites da internet. Sua opinião foi orientação para muitos que, diante das várias situações, procuravam uma direção a tomar em sua vida e também em seu pensamento. Minha gratidão, em nome de toda a Arquidiocese do Rio de Janeiro, a todos os Jornais que cederam espaços tão valiosos à Igreja, através dos artigos de nosso amado Cardeal.

 

Após completar 90 anos, celebrados com grande júbilo pela Arquidiocese do Rio de Janeiro em 2010, Dom Eugenio expressou o desejo de escrever seu último artigo nesta Páscoa, um ano após ter se despedido dos seus programas dominicais veiculados na Televisão e no Rádio, o que se concretizou com a publicação da semana passada. No entanto, o acervo de suas mensagens, que está publicado integralmente no Boletim da Revista do Clero desde 1971, órgão oficial da Arquidiocese do Rio de Janeiro, permanece como parte do seu legado. Além disso, diversos documentos, textos, fotos estão ao alcance de todos por meio da internet, seja no site da Arquidiocese, seja em seu blog pessoal.

 

Se fizermos uma leitura dos seus artigos nessas quatro décadas, poderemos percorrer neles a trajetória e a evolução dos acontecimentos do Brasil e do mundo, os quais foram tratados com sabedoria pelo Cardeal. Suas reflexões abordaram questões do dia a dia da Igreja e da sociedade como um todo, apontando caminhos e metas a serem perseguidos.

 

O ensinamento de Dom Eugenio traduz o apelo do Papa Bento XVI na sua Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011: “Comunicar o Evangelho significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar, no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho”. Aliás, coerência e fidelidade são características que moldaram as ações do seu ministério e sua inconfundível personalidade. Já o nosso Austregésilo de Athayde o testemunhava ao dizer: “Não há como dar-lhe, fora do Magistério, interpretação pessoal sem que, dispensando-se a autoridade, perca-se a própria essência do múnus apostólico” (cf. Brasil, Raimundo Menezes, Homenagem ao Pastor, pág.396).

 

No auge dos seus quase 91 anos, como poderemos definir a pessoa de Dom Eugenio Sales? A síntese está no seu lema episcopal, fundamentado na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, o qual carrega a diretriz de sua vida: – “impendam et superimpendar” – que permanece atual, apesar das contingências do tempo. Deste modo, ele pode proclamar, como de fato o faz, sem medo ou meias palavras, o que diz o Apóstolo: “Quanto a mim, de bom grado despenderei, e me despenderei por inteiro, em vosso favor. Será que dedicando-vos mais amor, serei por isto, menos amado?” (2Cor 12,15). Aqui Dom Eugenio encontra o sentido de viver e simplesmente se entrega ao dever de cumprir a missão que lhe foi confiada por Deus. E quem conhece Dom Eugenio não o imagina fazendo outra coisa senão servindo incondicional e incansavelmente à Igreja e àqueles que lhe foram confiados; “cuidando-os como pastor, de coração generoso e como modelo do rebanho” (cf. 1Pd 5, 2-3).

 

Não é difícil reconhecer também a influência de suas palavras e ações por terem marcado profundamente a Igreja do Brasil e repercutido em outras partes do orbe desde os tempos do Movimento de Natal. Dentre tantas iniciativas, citamos o primeiro Regional da CNBB, que abrangia as dioceses da área territorial que ia do Maranhão à Bahia; o primeiro planejamento pastoral, colocando a técnica a serviço do Reino de Deus; a organização sistemática dos trabalhadores em sindicatos rurais; a primeira Federação dos Trabalhadores Rurais no Rio Grande do Norte; paróquias confiadas a religiosas; as Escolas Radiofônicas (educação pelo rádio) que impulsionaram o Movimento de Educação de Base (MEB – que completou 50 anos) e as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs); a Campanha da Fraternidade, posteriormente assumida em nível nacional pela CNBB no ano de 1964; o trabalho de proteção aos refugiados políticos; a defesa das favelas, iniciando pelo Vidigal; a preocupação com o diálogo com os construtores da sociedade e a cultura do nosso tempo; o apoio às manifestações populares, e tantas outras realizações.

 

Trilhando um longo caminho desde Natal, passando por Salvador até as terras cariocas, o frutuoso apostolado de Dom Eugenio rendeu-lhe diversas honrarias. Mas, como ele ainda hoje se entusiasma ao falar do Apóstolo Paulo, cabem-lhe bem as palavras: “Os atletas se abstêm de tudo; eles, para ganhar a coroa perecível; nós, porém, para ganhar uma coroa imperecível” (1Cor 9,25). Como ele sempre professou, foi um instrumento nas coisas de Deus, acompanhado de um laicato comprometido com o dever missionário e de um presbitério vigoroso, com o qual pôde contar para pastorear.

 

A presença da Igreja do Brasil em Roma, através da pessoa do Cardeal do Rio de Janeiro – D. Eugenio Sales –, foi marcante pela presença nas Congregações romanas como na amizade com os Papas. Todos são unânimes em reconhecer que essa presença brasileira na Cidade Eterna foi de suma importância para o povo que caminha em nosso país.

 

Com seu trabalho pastoral de vanguarda, soube também atuar nos modernos meios de comunicação e fazer chegar a tantos a Palavra do Evangelho. Todos os que o conhecem aqui no Rio de Janeiro sabem de sua presença e sua atuação em todos os campos. Será muito importante que a história faça justiça diante de uma pessoa que soube “sentir com a Igreja”, servir o Povo de Deus e demonstrar que o anúncio de Cristo, através da fé católica, pode ser proclamado sem meias verdades e sem trair a grande Tradição Apostólica, amando e caminhando com a Igreja.

 

A mim, que tive a honra de ser um dos seus sucessores na missão de servir a esta Igreja, peço a Deus a ousadia, como o Profeta Eliseu o fez, de que “me seja dado o dobro do teu espírito” (2Re 2, 9b), não por merecimento, mas para fortalecer minha fragilidade diante de tão grande missão que recebi. Tenho consciência do lugar onde fui colocado e sei também que o Senhor me dará as luzes para bem servir ao povo de Deus que aqui caminha.

 

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, ao contemplar os 40 anos de artigos de D. Eugenio na imprensa do país, agradece o seu empenho em fazer chegar, através desse meio, a todas as pessoas de boa vontade o que celebramos nesta páscoa: Cristo ressuscitado, o Caminho, a Verdade e a Vida, centro da História e de nossa vida, e a quem devemos sempre voltar para a nossa missão hoje e sempre. [CNBB]