Sábado, 29 de maio de 2010

Oitava Semana do Tempo Comum, 4ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Geógrafo, dia do Estatístico e dia do Seresteiro

 

Santos: Indíginas de Panzós, Maximino (bispo ortodoxo de Tréveris), Cirilo de Cesaréia; Sisínio, Martírio e Alexandre (mártires), Maria Madalena de Pazzi (virgem carmelita de Florença, memória facultativa), Teodósia (Virgem e mártir);  Guilherme, Estêvão, Raimundo, (mártires); Pedro Petroni, Ricardo Thirkeld (mártir), Stephen e Raymond de Narbonne (mártires franciscanos da 1ª Ordem).

 

Antífona: O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama. (Sl 17, 19-20)

 

Oração: Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranqüila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Judas (Jd 17, 20-25)
Edificai-vos sobre o fundamento da vossa santíssima fé

 

17Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. 20bEdifificai-vos sobre o fundamento da vossa santíssima fé e rezai, no Santo Espírito, 21de modo que vos mantenhais no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. 22E a uns, que estão com dúvidas, deveis tratar com piedade. 23A outros, deveis salvá-los arrancando-os do fogo. De outros ainda deveis ter piedade, mas com temor, aborrecendo a própria veste manchada pela carne... 24Àquele que é capaz de guardar-vos da queda e de apresentar-vos perante a sua glória irrepreensíveis e jubilosos, 25ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo, nosso Senhor: glória, majestade, poder e domínio, desde antes de todos os séculos, e agora, e por todos os séculos. Amém. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Deus é capaz de guardar-vos da queda

 

Eis o programa apresentado ao cristão pela conclusão da carta de Judas: ele se firma na fé, avivada pela oração “no Espírito Santo”; procura conservar-se na caridade, noa amor de Deus; aguarda, na esperança, a misericórdia de Cristo e a vida eterna, certo de que Deus salvador o conduzirá irrepreensível “ante sua glória”. O cristão firmado, não nos próprios recursos, porém na força de salvação que vem de Deus, mediante a fé, a esperança e a caridade é testemunha e fonte de fidelidade para os próprios irmãos numa Igreja em face de qualquer cura ou desvio. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 62 (63), 2.3-4.5-6 (R/.2b)

A minha alma tem sede de vós, ó Senhor!

 

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água!

 

Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam.

 

Quero, pois vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor!

 

Evangelho: Marcos (Mc 11, 27-33)

Com que autoridade fazes essas coisas?

 

Naquele tempo, 27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no templo, os sumos sacerdotes, os mestres da lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram: 28"Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?" 29Jesus respondeu: "Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. 30O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me".

 

31Eles discutiam entre si: "Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: 'Por que não acreditastes em João? 32Devemos então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. 33Então eles responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus disse: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”. Palavra da Salvação!

 

Comentário o Evangelho

Uma situação embaraçosa

 

A situação embaraçosa que os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos - o Grande Conselho - quiseram criar para Jesus acabou recaindo sobre eles. Imaginavam colocá-lo num beco sem saída, ao questioná-lo sobre a autoridade de sua ação. Se evocasse sua autoridade de Messias, levaria seus inquisidores a agirem, imediatamente, para evitar uma intervenção dos romanos. Deveriam mandar prendê-lo, para impedir que criasse situações delicadas em que os opressores estrangeiros se sentissem provocados. Se atribuísse a si mesmo a autoridade com que agia, seria acusado de impostura, e, por conseguinte, deveria ser urgentemente punido por seu ato irresponsável.

 

Jesus escapou da insídia, de maneira inteligente: confrontou seus adversários com uma questão à qual eles não tiveram como responder. Tratava-se da delicada questão da origem do batismo ministrado por João. Eles logo se deram conta da armadilha preparada pelo Mestre. Daí confessaram serem incapazes de responder. E, assim, deram margem para Jesus se declarar não estar obrigado a dizer de onde vinha sua autoridade para realizar ações inusitadas.

 

O Evangelho apresenta a imagem de um Jesus astuto, que sabe como se safar das ciladas armadas contra ele. Com isto, os discípulos são alertados a serem espertos no trato com os inimigos do Reino.

 

A bondade e a misericórdia, características de quem quer seguir o Mestre, não são sinônimos de ingenuidade. O serviço do Reino, em determinadas circunstâncias, requer muita esperteza, como acontecia com Jesus. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

Para sua reflexão: Os três grupos que representam o Sinédrio (o Conselho judaico) reconhecem a autoridade de Jesus; mas duvidam sobre sua origem. Não entendem que a autoridade possa exercer-se a partir do serviço aos mais pobres e não a partir do poder e dos privilégios. Jesus se defende recorrendo à memória de João Batista, que conquistou autoridade graças a seu serviço profético. Os dirigentes, que não podem negar o argumento de João Batista, devem aceitar implicitamente que a autoridade de Jesus também é divina, porque está colocada a serviço da humanidade (Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-Maria)

 

Santa Maria madalena de Passi

 

 

 

 

Seu nome de batismo era Catarina de Pazzi. Ao se tornar carmelita, passou a se chamar Maria Madalena. Nasceu em uma época de rico florescimento de santos. Madalena escreveu muitas cartas ao Papa, aos cardeais, aos bispos, aos príncipes apontando sempre as causas dos males que afligiam a Igreja na deficiência de seus pastores e dos cristãos. Essa sua paixão em apontar os erros para vencê-los estava aliada, sem dúvida, a sua grande paixão por Cristo: adquiriu estigmas, teve fenômenos místicos como visões, êxtases, raptos, durante os quais travava questões teológicas. O livro intitulado "Contemplações" é redigido de uma forma excepcional é considerado como um importante tratado da teologia mística, enquanto nos revela o itinerário espiritual da santa que, aos 18 anos de idade, havia entrado para o Carmelo. Desde pequenina mostrava-se mais inclinada à devoção do que às brincadeiras infantis. Fez a primeira Comunhão aos dez anos de idade. Sua vida foi toda coroada por visões místicas até a escuridão abissal da aridez espiritual: durante cinco anos ela foi provada na fé, na esperança e na caridade. Finalmente, em 1690, dia de Pentecostes recebeu novamente a luz do êxtase que a preparava para a prova sucessiva da dor física. Com úlceras dolorosíssimas ainda encontrava forças para repetir: Padecer e não morrer. Foi canonizada em 1669.

 

Faça sempre o bem; isso contentará algumas pessoas

 e deixará as demais perplexas. (Mrk Twain)