Sábado, 29 de janeiro de 2011

Terceira Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 3ª Semana do Saltério, Livro III, cor Verde

 

Hoje: Dia da Hospitalidade e Dia do Jornalista Católico

 

Santos do Dia: Aquilino de Milão (mártir), Báculo de Sorrento (bispo), Cesário de Angoulême (diácono), Constâncio (primeiro bispo de Perúgia) e Companheiros (mártires), Flora de Kildare (virgem), Papias e Mauro (soldados, mártires de Roma), Sabiniano de Troyes (mártir), Sharbel e Bebaia (casal de irmãos, mártires de Edessa), Sulpício Severo (bispo de Bourges), Trifina da Bretanha (viúva), Valério de Trèves (bispo).

 

Antífona: Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo. (Sl 95, 1.6)

 

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 11, 1-2.8-19)

A importância de confiar totalmente em Deus

 

Irmãos, 1a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem. 2Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia. 9Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os co-herdeiros da mesma promessa. 10Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor.


11Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”. 13Todos estes morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. 14Os que falam assim demonstram que estão buscando uma pátria, 15e se se lembrassem daquela que deixaram, até teriam tempo de voltar para lá.


16Mas agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. Por isto, Deus não se envergonha deles, ao ser chamado o seu Deus. Pois preparou mesmo uma cidade para eles. 17Foi pela fé que Abraão, posto à prova, ofereceu Isaac; ele, o depositário da promessa, sacrificava o seu filho único, 18do qual havia sido dito: “É em Isaac que uma descendência levará o teu nome”. 19Ele estava convencido de que Deus tem poder até de ressuscitar os mortos, e assim recuperou o filho – o que é também um símbolo. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Esperava a cidade que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor

 

A fé é fundamento das coisas que se esperam e prova das que não se veem. Em outras palavras: a fé consiste em estar firmemente agarrado àquilo que se espera (que se aceita), em estar convencido daquilo que não se vê. É, portanto, “um voltar-se para o futuro, para o invisível. Tendo como fundamento a palavra de Deus, constitui um penhor da felicidade do céu e uma prova do mundo invisível. Este versículo famoso, que se tornou definição teológica da fé, coloca momentaneamente o acento na segurança do crente, que já goza de posse antecipada das realidades celestes (cf 2Cor 1, 22; 5, 5;Ef 1,4), e na solidez de suas convicções. Aquele que crê participa desde agora das forças do mundo que virá e apega-se ao que espera e ama” (C. Spicq). Os exemplos apresentados no decurso do capítulo 11 mostram que a fé é uma atitude global, que compreende a esperança e a caridade, a coragem e a constância na provação; mais do que adesão intelectual a verdades, é adesão vital à pessoa de Deus, que fala e promete . Deste tipo é a fé de Abraão e dos patriarcas, de Jesus e dos mártires, isto é, da Igreja de todos os tempos. [COMENTÁRIO BÍBLICO, Vol. III, p-297, ©Edições Loyola, 1997]

 

 

Cântico: Lc 1, 69-70.71-72.73-75 (R/.cf.68)
Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

 

69Fez surgir um poderoso salvador na casa de Davi, seu servidor, 70como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos.


71Para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. 72Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa aliança.


73E o juramento a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, libertos do inimigo, a ele nós sirvamos sem temor 75em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias.

 

 

Evangelho do Dia: Marcos (Mc 4, 35-41)

Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?

 

35Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” 36Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher.


38Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” 39Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O ventou cessou e houve uma grande calmaria. 40Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” 41Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas: Mt 8,23-27; Lc 8,22-25

 

Comentário do Evangelho

A necessidade da fé

 

Pouco a pouco, os discípulos foram firmando sua fé em Jesus. Nele depositavam plena confiança. Seu Mestre era veraz no que falava e fazia; não era um impostor. Seu modo de falar do Reino de Deus revelava sua superioridade em relação a todos os demais mestres, pois pregava com autoridade. Seu jeito de falar de Deus revelava que ele estava tão próximo de Deus, como jamais alguém estivera. Os discípulos consideravam-no o Messias esperado.

 

Entretanto, os momentos de provação e dificuldade é que testam a solidez da fé. Nem sempre os discípulos foram capazes de superar as perseguições, sem negar sua fé no Senhor. Quando sobrevinham tempestades, fraquejavam.

 

Então era preciso ter cautela para evitar precipitações. A presença de Jesus junto aos seus discípulos em dificuldade estava sempre garantida. Mesmo quando parecia não ter mais jeito, a não ser morrer, lá estava ele, numa forma de presença discreta, mas atenta e ativa, para socorrer a comunidade em apuros, e salvá-la.

 

A salvação dependia disto: reconhecer a presença do Senhor e recorrer à sua ajuda. De fato, ele estava mais próximo do que os discípulos podiam imaginar. Donde a necessidade premente da fé. O Senhor protege a comunidade das investidas do mal. Os discípulos, por estarem em suas mãos, não têm por que temer seus adversários. [O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997]

 

Liturgia Diária (Paulinas e Paulus)

-Para que, em sua missão, a Igreja sempre mire o exemplo das pessoas de fé mencionadas na Bíblia, rezemos. Atendei, Senhor, a nossa prece, Senhor.

-Para que a Igreja não se amedronte diante das dificuldades que enfrenta na missão, rezemos.

-Para que Deus aumente nossa fé e assim sigamos na fidelidade os passos de Jesus, rezemos.

-Para que os vocacionados à vida sacerdotal e religiosa se deixem iluminar por Jesus, rezemos.

-Para que o amor e a solidariedade reinem nas nossas famílias e na nossa comunidade, rezemos.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Contemplai a sua face e alegrai-vos e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl 33,6)

 

Oração Depois da Comunhão:

Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor!  

 

Para sua reflexão: Enquanto Jesus dorme tranquilamente, seus acompanhantes temem, sem fé, e o acordam. Quando vem a calma eles se questionam entre si sem entender! Esta passagem traz uma palavra de ânimo para a Igreja nas perseguições; a tradição posterior comparará a Igreja a uma barca no mar. E você, tem realmente fé quando o seu barco começa a navegar por águas turbulentas? A nossa fé é provada nos momentos mais difíceis da vida. O testemunho de Jó, no Antigo Testamento, por exemplo, é focado numa fé inabalável em Deus, vivenciada por poucos!

 

São Suplício Severo

Pertencente à nobreza da Aquitânia, ocupava elevada posição na corte do rei Gontrano, quando veio a falecer o bispo de Bourges. A cidade estava em uma situação calamitosa devido aos incêndios ocorridos e Gontrano elegeu a São Sulpício por admirar suas qualidades. Logo foi ordenado padre e abandou os altos cargos civis. Feito bispo, dedicou-se totalmente à Igreja. Seu episcopado teve início no ano 584 até sua morte em 591. Firme, prudente e vigoroso, também fazia negócios temporais e defendia o povo das leis injustas dos reis. Bom orador, poeta, seu maior apologista foi São Gregório de Tours, seu contemporâneo no episcopado e interlocutor epistolar.

 

 

Brasil e Somália: os extremos se tocam!

 

 

Dom Redovino Rizzardo, Bispo de Dourados (MS)

 

No dia 6 de janeiro de 2011, o Brasil soube que o programa “Pânico na TV”, da RedeTV!, alcançou o primeiro lugar no 18° “Ranking da Baixaria na TV”, organizado pela Comissão de Direitos Humanos, da Câmara dos Deputados. Outros quatro fizeram parte da lista: “Se liga Bocão”, da TV Itapoan; “Brasil Urgente”, da RedeTV!; “A Fazenda”, da Rede Record; e “Chumbo Grosso”, da TV Goiânia.

 

Assim, de um ano para cá, o “Pânico” subiu de posição, já que, em 2009, ficara em terceiro lugar (o primeiro coubera ao “Big Brother Brasil”, da Rede Globo, e o segundo, às “Pegadinhas Picantes”, do SBT...).

 

O ranking aponta os programas de televisão que mais exageram em conteúdos de baixo calão. O balanço leva em conta o número de reclamações feitas por telespectadores. Em 2010, elas somaram 892. As mais comuns se referem a conteúdos de apelo sexual, incitação à violência, apologia ao crime, desrespeito aos valores éticos da família e preconceitos em geral.

 

A iniciativa faz parte da campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”, e tem como objetivo alertar as emissoras, os anunciantes, os telespectadores e o governo sobre os abusos e excessos na programação da televisão brasileira.

 

Se a sociedade brasileira caminha para o abismo da corrupção e da violência, atingindo sobretudo as famílias e a juventude, isso se deve à perda dos valores éticos e morais que a sustentam, causada, em grande parte, pelos meios de comunicação social.

 

Enquanto no Brasil tudo parece permitido em nome de uma mal entendida liberdade de expressão, na Somália vigora uma situação inversa. Pelo menos é o que garante uma notícia que ganhou as manchetes da imprensa internacional no dia 9 de janeiro. O grupo terrorista islâmico “Al Shabab”, que domina grande parte do país, proibiu o aperto de mãos entre homens e mulheres, como também conversas e passeios em público entre homens e mulheres sem laços familiares. Quem for flagrado violando a lei, será julgado de acordo com a Sharia. Na melhor das hipóteses, o que lhe caberá é a flagelação em praça pública.

 

“Para evitar a dissolução dos costumes” – é o pretexto alegado – a maioria das rádios da Somália foi obrigada a suspender a execução de músicas profanas. Quem desobedecer, corre sério risco de vida. Em 2009, foram proibidos filmes e jogos de futebol.

 

À primeira vista, o Brasil e a Somália parecem distantes anos-luz, tanto que dificilmente se encontrará um brasileiro disposto a se transferir para o país africano. Contudo, o que ambos pretendem é fazer a população regredir à Idade da Pedra: o Brasil, por acreditar que o progresso e o desenvolvimento não se coadunam com os valores morais que a humanidade descobriu e construiu ao longo dos séculos; e a Somália, por infantilizar e escravizar as pessoas, tirando-lhes a liberdade e a autonomia.

 

No Brasil, é a sociedade inteira que precisa rever sua posição, se ainda acredita num futuro melhor: a indústria e o comércio que, pela ânsia de lucro, transformam o sexo em mercadoria; a mulher que, para atrair e seduzir, não se sabe se acaba mais escrava no Brasil ou na Somália; os meios de comunicação que, no afã de atrair telespectadores, desconhecem limites; e o governo que, com a desculpa de criar uma sociedade “de todos e para todos”, se compraz em quebrar tabus e preconceitos...

 

Foi o que denunciou Jair Bolsonaro em pronunciamento na Câmara dos Deputados. De acordo com ele, a partir deste ano, o Ministério da Educação difundirá em todas as escolas públicas do país um “kit-gay” para crianças de 7 a 10 anos, destinado a esclarecer – leia-se: incentivar – o homossexualismo e o lesbianismo.

 

Não é novidade afirmar que um grande número de muçulmanos alimenta uma profunda aversão ao Ocidente – e aos cristãos, que identificam com ele. Essa ojeriza não se fundamenta nas Cruzadas da Idade Média, mas no laicismo e no materialismo da sociedade ocidental, vistos como uma ameaça para o Islã. Mas, se cristãos e muçulmanos deixarem de lado os preconceitos e os radicalismos e unirem suas forças numa nova cruzada contra o relativismo moral e o desmantelamento dos valores éticos, o que eles estarão travando será a primeira guerra realmente santa da história... [CNBB]

 

Aconteceu no dia 29 de janeiro:

1499: Nascimento de Catharina Von Bora (futura esposa de Martin Lutero)

 

 

Existem três tipos de pessoas: as que pensam, as que não pensam e as que fazem pensar. (Denise Guinle)