Sábado, 28 de março de 2009
Quarta Semana do Tempo da Quaresma, IV Semana do Saltério (Livro III), cor Roxa
As ondas da morte me cercavam, tragavam-me as torrentes infernais; na minha
angústia, chamei pelo Senhor, de seu templo ouviu a minha voz (Sl 17, 5ss)
Hoje: Dia do Diagramador e Dia do Revisor
Santos: João de Capistrano (confessor franciscano, 1ª ordem), Guntrano, Tutilão, Prisco, Malco, Alexandre, Castor (Tarso, na Cilícia), Gontrão, Gundelinda, Osburga, Pedro Marginet (Bem-aventurado, catalão) e Malco.
Oração: Ó Deus, na vossa misericórdia, dirigi os nossos corações, pois, sem o vosso auxílio, não vos podemos agradar. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.
I Leitura: Jeremias (Jr 11, 18-20)
Das confissões de Jeremias
18Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. 19Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício, e não sabia que tramavam contra mim: "Vamos cortar a árvore em toda a sua força, eliminá-lo do mundo dos vivos, para seu nome não ser mais lembrado". 20E tu, Senhor dos exércitos, que julgas com justiça e perscrutas os afetos do coração, concede que eu veja a vingança que tomarás contra eles, pois eu te confiei a minha causa. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício
Em Jeremias, como em Cristo, há um aspecto trágico: o conhecimento do destino que lhe preparam os inimigos, sem possibilidade de evitá-lo. Não pode fazer outra coisa senão pôr-se nas mãos de Deus e esperar que este venha salvá-lo no cumprimento deste destino. O drama de sua vocação, como o de toda verdadeira vocação, é a necessária repercussão do mistério de Deus na vida do homem. Quem de Deus tem apenas uma idéia ou uma definição provavelmente nunca provará o drama do seu encontro e nunca terá de se despojar de si e "perder-se" (cf Mt 10,39) para identificar-se com a vontade de Deus. Deus, porém, mesmo em seu mistério fulgurante, não esmaga a liberdade do homem; dar-se-á somente àquele que tiver o direito de cativá-lo. Aqui está a razão de ser da obediência de Cristo na cruz, que a Eucaristia nos convida a alcançar.
Salmo: 7, 2-3.9bc-10.11-12 (R/.2a)
Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio
2Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio: vinde salvar-me do inimigo, libertai-me! 3Não aconteça que agarrem minha vida como um leão que despedaça a sua presa, sem que ninguém venha salvar-me e libertar-me!
9bJulgai-me, Senhor Deus, como eu mereço 9ce segundo a inocência que há em mim! 10Ponde um fim à iniqüidade dos perversos, e confirmai o vosso justo, ó Deus-justiça, vós que sondais os nossos rins e corações.
11O Deus vivo é um escudo protetor, e salva aqueles que têm reto coração. 12Deus é juiz, e ele julga com justiça, mas é um Deus que ameaça cada dia.
Evangelho: João (Jo 7, 40-53)
Ninguém fala como Jesus porque ele é palavra de vida eterna
Naquele tempo, 40ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: "Este é, verdadeiramente, o profeta". 41Outros diziam: "Ele é o messias". Mas alguns objetavam: "Porventura o messias virá da Galiléia? 42Não diz a escritura que o messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?" 43Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pós as mãos nele.
45Então, os guardas do templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: "Por que não o trouxestes?" 46Os guardas responderam: "Ninguém jamais falou como este homem". 47Então os fariseus disseram-lhes: "Também vós vos deixastes enganar? 48Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49Mas esta gente que não conhece a lei é maldita!"
50Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51"Será que a nossa lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?" 52Eles responderam: "Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galiléia não surge profeta". 53E cada um voltou para sua casa. Palavra da Salvação!
Comentário do Evangelho[2]
Um profeta Galileu?
O fato de Jesus ter vindo da Galiléia criava dificuldade para ser aceito como Messias. Conforme uma antiga tradição, o Messias viria de Belém, cidade de Davi, pois Deus havia prometido a esse rei que, para sempre, um de seus descendentes haveria de sentar-se no trono de Jerusalém. Esta esperança messiânica de caráter político-militar estava bem viva na mente do povo, principalmente no momento em que o peso da dominação romana se fazia sentir.
Pelo que se percebe, as autoridades de Jerusalém ignoravam a verdadeira origem de Jesus. E não pareciam muito interessadas em conhecê-la. O motivo verdadeiro da resistência contra ele girava em torno da sua pregação. Os guardas, enviados para prendê-lo, voltaram admirados com o que ouviram de sua boca. A multidão, também, ficava boquiaberta ao ouvi-lo, a ponto de irritar as autoridades. Até mesmo o fariseu Nicodemos, que exercia um cargo de liderança entre os judeus, ficara tão fascinado com o Mestre, a ponto de se tornar discípulo dele, mas às escondidas. Será ele quem tomará, discretamente, a defesa de Jesus, sugerindo que, antes de condená-lo, seria preciso ouvi-lo para saber o que realmente estava fazendo.
A insistência na origem de Jesus ocultava o motivo verdadeiro de sua rejeição. Sem mudar de mentalidade, seus perseguidores haveriam de rejeitá-lo, mesmo sendo declaradamente de Belém. Seu modo de ser rompia todos os esquemas messiânicos da época.
Santa Gisela[3]
Filha do duque bávaro, Henrique (O Briguento) e de Gisela de Barganha. Em 1996 os emissários de Geiza da Hungria vieram a sua casa, para a alegria de seus pais, pedir sua mão em casamento. Gisela que houvera se consagrado a Deus no íntimo de seu coração não teve como mudar esta situação e assim mudou-se para a corte principesca húngara. Porem sua meta continuava a ser a de levar todo o povo para Cristo. Gisela foi coroada e ungida como primeira rainha cristã dos húngaros e com ela, seu marido Estevão que se converteu tão cristianismo por sua influência. Gisela ajudou na construção de nos reparos de Igrejas, construiu a Catedral de Vezprim para a qual doou ricos feudos. Mandou vir escultores da Grécia para embelezarem as Igrejas. Porém passou por grandes sacrifícios. Perdeu a primeira filha e logo depois, o filho. Outras duas filhas se casaram e jamais as reviu por partirem para terras muito distantes. Seu filho Américo, que deveria sucedê-la ao trono rela, também faleceu. Mais tarde ele foi canonizado pela sua santidade. Em 15 de agosto de 1038, festa da Assunção de Nossa Senhora, dia em que consagrara anos atrás, a Hungria a Maria, seu esposo faleceu, e tal o filho foi canonizado. Após tantas mortes, indefesa, passou a receber tratamentos hostis do povo pagão húngaro. Confiscaram-lhe os bens, proibiram-na de se corresponder com parentes de países estrangeiros, prenderam-na e a maltrataram. Depois de vários anos de prisão, foi libertada por Henrique III, em 1042. Voltou a Baviera e se fez beneditina no Mosteiro de Niederburg, o qual Henrique II elevara à categoria de abadia. Prudente e sábia foi eleita abadessa, governando a abadia até 7 de maio de 1065. Foi enterrada na capela de Parz e logo após sua morte, vinham romeiros de todos os recantos do mundo.
O juízo que fazemos dos outros diz o que nós somos. (Arthur Graf)