Sábado, 24 de julho de 2010

Décima Sexta Semana do Tempo Comum, 2ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

 

Santos: Aliprando de Ciel d'Oro (abade), Cristiana de Termonde (virgem), Cristina de Bolsena (virgem, mártir), Cristina de Tiro (virgem, mártir), Declano de Ardmore (bispo), Ditino de Astorga (bispo), Godo de Oye (abade), João Boste (presbítero, mártir), Kinga da Polônia (virgem), Levina de Berg (virgem, mártir), Menefrida de Cornwall (virgem), Nicolau Hermanssön (bispo), Segolena de Troclar (abadessa), Ursicínio de Sens (bispo), Vicente de Roma (mártir).

 

Antífona: É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom. (Sl 53, 6.8)

 

Oração do Dia: Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Jeremias (Jr 7, 1-11)
 Melhorai vossa conduta e vossas obras

 

1Palavra comunicada a Jeremias, da parte do Senhor: 2"Põe-te à porta da casa do Senhor e lá anuncia esta palavra, dizendo: Ouvi a palavra do Senhor, todos vós de Judá, que entrais por estas portas para adorar o Senhor. 3Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Melhorai vossa conduta e vossas obras, que eu vos farei habitar neste lugar. 4Não ponhais vossa confiança em palavras mentirosas, dizendo: 'E o templo do Senhor, o templo do Senhor, o templo do Senhor!'

 

5Mas, se melhorardes vossa conduta e vossas obras, se fizerdes valer a justiça, uns com os outros', 6não cometerdes fraudes contra o estrangeiro, o órfão e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, e não andardes atrás de deuses estrangeiros, para vosso próprio mal, 7então eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde sempre e para sempre.

 

8Eis que confiais em palavras mentirosas, que para nada servem. 9Como?! Roubar, matar, cometer adultério e perjúrio, queimar incenso a Baal, e andar atrás de deuses que nem sequer conheceis; 10e depois, vindes à minha presença, nesta casa em que meu nome é invocado, e dizeis: 'nenhum mal nos foi infligido', tendo embora cometido todas essas abominações. 11Acaso, esta casa, em que meu nome é invocado, tornou-se a vossos olhos uma caverna de ladrões? Eis que também eu vi", diz o Senhor. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a 1ª Leitura

Acaso, esta casa, em que meu nome é invocado, tornou-se a vossos olhos uma caverna de ladrões?

 

O profeta desmascara a hipocrisia de sua gente, por cuja causa o templo se tornou lugar tradicional de ajuntamento, mas sem verdadeiro relacionamento com Deus. É um aviso também para os cristãos. Pensemos em alguns santuários, particularmente em certos dias ou épocas do ano; aqueles que jamais têm tempo para participar da missa dominical, aqueles que não pagam as dívidas, que enganam as esposas, os curiosos... se encontram, misturados aos que exercem um verdadeiro ato de fé. O Senhor recebe a todos, por certo; tem para todos uma palavra de perdão, exceto para aqueles que tentam mascarar com preces, e ofertas que não mudam a vida, sua equívoca situação. O profeta reprova a estes em nome de Deus. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

 

Salmo: 83(84), 3.4.5-6a e 8a.11  (R/.2)
Quão amável, ó senhor, é vossa casa!

 

Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

 

Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vosso altares, ó meu Rei e meu Senhor!

 

Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, caminharão com um ardor sempre crescente.

 

Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 13, 24-30)

Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!

 

Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: "O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio.

 

27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?' 28O dono respondeu: 'Foi algum inimigo que fez isso'. Os empregados lhe perguntaram: 'Queres que vamos arrancar o joio?' 29O dono respondeu: 'Não! pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!"' Palavra da Salvação!

 

 

Comentando o Evangelho

As duas sementes

 

Os discípulos do Reino, enviados em missão, não podem se iludir, pensando que são os únicos a semear a Palavra de Deus no coração das pessoas. Esta encontra sérios concorrentes, com os quais eles não podem compactuar, pois suas propostas não se encaixam. Não existe acordo possível!

 

A boa e a má semente são semeadas num mesmo terreno. Ao brotarem e crescerem, aparentemente se assemelham. É preciso ter paciência e suportar a convivência de ambas. Virá o tempo em que a diferença entre elas será patente. Então, a separação poderá ser feita.

 

A revelação deste aspecto do Reino tinha aplicação prática para os discípulos do Reino. Havia, entre eles, uma insatisfação pelo fato de a comunidade ser formada por gente de boa vontade, desejosa de ser fiel ao Reino anunciado por Jesus, e por quem não se deixava transformar por esse Reino. Instintivamente, vinha-lhes o desejo de expulsar da comunidade esta segunda classe de gente. Parecia-lhes ser o joio em meio ao trigo semeado por Jesus. A parábola mostra que, ao fazer a separação, poderiam se enganar. Muitos que pareciam ser joio, no fundo, eram trigo e vice-versa. Competia a Jesus, na condição de juiz da humanidade, determinar quem era quem. O julgamento humano podia ser falho. [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: A parábola do joio completa a grande parábola do semeador e, como esta, compõe-se de duas partes: a exposição para o povo e a explicação aos discípulos. Os camponeses que escutavam à margem do lago não precisavam certamente de muitas explicações par identificar os semeadores do joio, os inimigos do Reino de Deus, com aqueles fariseus e líderes do templo que se opunham, por exemplo, a que Jesus curasse um doente no sagrado dia do sábado; os mesmos que reduzia o pobre a uma marginalização religiosa por sua ignorância das leis e impossibilidade de cumpri-las. O trigo e o joio que crescem juntos eram a melhor expressão de que a proposta do novo ser humano e da nova sociedade que Jesus queria devia ser realizada sob a convicção de que a realidade tangível do mal será companheira inseparável da história da salvação. Dividir a humanidade entre bons, que é preciso salvar, e maus, que é preciso condenar, custou equívocos irreparáveis que a história continua ainda lamentando.  (Novo Testamento, Ed. de Estudos, Ave-Maria)

 

Santo Eliseu e Santo Elias

 

 

 

Aos 11 anos de idade seu pai queria obrigá-la a abjurar sua fé, pois havia se tornado cristã. Mas a menina fez em pedaços as estatuetas dos deuses do quarto de seu pai, dando os metais aos pobres. O pai, em suma revolta, mandou que a flagelassem e fechassem-na num cárcere. Como continuasse perseverando em sua fé, seu pai, Urbano, que era oficial do Imperador. Entregou-a a terríveis suplícios. No cárcere, coberta por chagas, foi consolada e curada por três anjos que lá apareceram. Como o castigo falhasse, amarraram-na em uma pedra e jogaram-na em um lago. Mas sustentada por um anjo, boiou e levou à menina à margem. O malvado pai morreu mas as torturas não acabaram. Torturaram-na com ferros em brasa, mordidas de cobras venenosas, corte dos seios, até matá-la. E assim partiu para os jardins do paraíso. [www.asj.org.br]

 

Quem conhece Jesus é prudente na estrada. Não pensa só em si mesmo

e não está sempre motivado pela pressa em chegar. (Pastoral da Estrada)