Sábado, 23 de janeiro de 2010

II Semana do Tempo Comum - Ano “C” (Ímpar) - 2ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Artêmio de Clermont (bispo), Urbano, Prilidiano e Epolônio (mártires de Antioquia), Bertrando de Saint Quentin (abade), Exuperâncio de Cingoli (bispo), Feliciano de Foligno (bispo) e Messalina (virgem), (mártires), Macedônio Critófago (eremita de Antioquia), Mardônio, Musônio, Eugênio e Metélio (mártires de Neocesaréia de Mauritânia), Surano de Sora (abade), Zâmio de Bolonha (bispo), Felix O'Dullany (bispo, bem-aventurado), João Grove (mártir, bem-aventurado), Marcolino de Forli (dominicano, bem-aventurado), São Vicente Pallotti, William da Irlanda (jesuíta, mártir, bem-aventurado)

 

Antífona: Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome. Deus altíssimo! (Sl 65,4)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e daí ao nosso tempo a vossa paz.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Samuel (2Sm 1, 1-4.11-12.19.23-27)
A notícia da morte de Saul e de seu filho Jônatas

 

Naqueles dias, 1Davi regressou da derrota que infligiu aos amalecitas, e esteve dois dias em Siceleg. 2No terceiro dia, apareceu um homem, que vinha do acampamento de Saul, com as vestes rasgadas e a cabeça coberta de pó. Ao chegar perto de Davi, prostrou-se por terra e fez-lhe uma profunda reverencia. 3Davi perguntou-lhe: "Donde vens?" Ele respondeu: "Salvei-me do acampa­mento de Israel". 4"Que aconteceu?", perguntou-lhe Davi. "Conta-me tudo!" Ele respondeu: "As tropas fugiram da batalha, e muitos do povo caíram mortos. Até Saul e o seu filho Jônatas pereceram!"

 

11Então Davi tomou suas próprias vestes e rasgou-as, e todos os que estavam com ele fizeram o mesmo. 12Lamentaram-se, choraram e jejua­ram até a tarde, por Saul e por seu filho Jônatas, e por causa do povo do Senhor e da casa de Israel, por­que haviam tombado pela espada. 19E Davi disse: "Tua glória, ó Israel, jaz ferida de morte sobre os teus montes. Como tombaram os fortes! 23Saul e Jônatas, amados e belos, nem vida nem morte os puderam separar, mais velozes que as águias, mais fortes que os leões. 24Filhas de Israel, chorai sobre Saul. Ele vos vestia de púrpura suntuosa e ornava de ouro os vossos vestidos. 25Como tombaram os fortes em plena bata­lha! Jônatas foi morto sobre as tuas alturas. 26Choro por ti, meu irmão Jônatas. Tu me eras tão querido; tua amizade me era mais cara que o amor das mulheres. 27Como tomba­ram os fortes, como pereceram as armas de guerra!" Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Como tombaram os fortes na batalha!

 

Diante da notícia da morte do rei, Davi esquece todo o mal recebido. Suas palavras não são de perdão, mas significam muito mais: revelam estima e afeto imensos e sinceros. Quem lesse o trecho sem conhecer os acontecimentos precedentes, poderia pensar em uma pessoa que tivesse perdido o melhor; o mais amável dos amigos, em um filho que estivesse chorando um pai sem defeitos, porque o amor do filho os havia encoberto. Um dia Cristo, agonizante sobre a cruz, desculpará também os que o crucificaram. O cristão é alguém que sabe ver nos outros sempre e sinceramente o bem, até quando se trata de desenterrá-lo de sob espessa camada de maldade. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 79(80), 2-3.5-7 (R/4b)

Resplandecei a vossa face, e nós seremos salvos!

 

Ó pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós, que a José apascentais qual um rebanho! Vós, que sobre os querubins vos assentais, aparecei cheio de glória e esplendor ante Efraim e Benjamim e Manassés! Despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!

Até quando, ó Senhor, vos irritais, apesar da oração do vosso povo? Vós nos destes a comer o pão das lágrimas, e a beber destes um pranto copioso. Para os vizinhos somos causa de contenda, de zombaria para os nossos inimigos.

 

 

Evangelho do Dia: Marcos (Mc 3, 20-21)

Os parentes de Jesus achavam que ele estava fora de si

Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. Palavra da Salvação!

 

 

Comentando o Evangelho

Acusado de loucura

 

O Evangelho relata, com muita simplicidade, que os familiares de Jesus consideravam-no “louco". O interesse suscitado pela pessoa do Mestre, que atraía multidões, deixava-os perturbados. E possível imaginar toda sorte de atitudes por parte dos que o procuravam. Quem necessitava de sua ajuda e era atendido, deveria manifestar-se com exaltação, exageros, histerias, gritaria, barulho. Quem o via com suspeita, não devia poupar críticas, desprezo, maledicências. Por sua vez, os parentes não conseguiam entender o porquê de tudo isto. Nem tinham parâmetros para compreender as palavras de Jesus e captar-lhes o sentido profundo. Tampouco tinham como explicar seu poder misterioso de fazer milagres e libertar os endemoninhados. Por isso, pareceu-lhes prudente prendê-lo em casa, de modo a evitar o espetáculo deprimente de ver aquele seu familiar falando e fazendo desatinos.

 

Na verdade, esses parentes já não eram mais os verdadeiros familiares de Jesus, que, agora, são outros: aqueles que ele chamou para ser seus companheiros de missão. Estes, sim, pouco a pouco, foram se tornando capazes de compreender a sabedoria escondida nos gestos e nas palavras do Mestre.

 

Enganaram-se os que pensavam estar diante de um louco, pois ali se encontrava a mais pura sabedoria manifestada por Deus à humanidade. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Pe. Jaldimir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

 

 

 

 

Para sua reflexão: A jornada do Senhor e dos seus discípulos é pesada: muita gente em volta, muito trabalho e pouco tempo até para comer! A família de Jesus está “do lado de fora” e vieram protegê-lo para que ele não se esforce demais; até acham que ele ficou louco! O clima da situação esquenta, pois alguns escribas até vieram de Jerusalém para estudarem a popularidade do Mestre. Por outro lado alegam que “ele tem Beelzebul” e que expulsa demônios com a ajuda de Satanás. Ora, para quem só pretende fazer o bem, de forma incondicional e sem esperar recompensa, é demais. Só uma pessoa “anormal” faria isso em nosso meio. É claro que Jesus não era uma pessoa normal; era o próprio Deus, um ser infinitamente superior a qualquer criatura humana. Trazendo esta passagem para a nossa realidade, fazer o bem, em níveis “próximos” ao que Jesus fez e faz, é muito difícil, mas não uma justificativa para que não façamos a nossa parte. O Mestre agiu pelo exemplo. Leve a realidade desta leitura para sua realidade atual.

 

Santa Margarida da Hungria

 

Filha do rei da Hungria Bela IV nasceu 1241 quando seu pai estava com sua esposa refugiado em uma ilha do mar asiático, temendo as invasões dos mongóis. O pai ofereceu-a a deus como voto de salvação da Hungria. Khan, o líder dos mongóis morreu e com isso a Hungria entrou em novos momentos de paz. Aos 16 anos de idade Margarida fez votos como freira dominicana no convento construído pelo seu próprio pai em cumprimento do voto. Margarida foi pedida em casamento pelo rei da Boêmia e pelo príncipe de Salermo, mas preferiu manter sua consagração total a Deus. Faleceu em 18 de Janeiro de 1270, aos 29 anos de idade, sendo canonizada em 1943.

 

Se o texto do Evangelho é música escrita, nós devemos nos esforçar para

ser música cantada, isto é, evangelho vivo. (S. Francisco de Sales)

 

Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado

em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível. (Mahatma Gandhi).