Sábado, 22 de outubro de 2011

29ª Semana do Tempo Comum, Ano C (impar), 1ª do Saltério (Livro III), cor VERDE

 

 

Hoje: Dia Internacional do Radioamador e de Atenção à Gagueira

 

Santos: Salomé, Bem-Aventurada Josefina Leroux (1794, França, vírgem e mártir, franciscana de segunda ordem), Melânio, Abércio (séc. III, Frígia), Filipe (303, Trácia), Hermes (diácono), Severo (sacerdote), Lupêncio (séc. VI), Nunilona, Alódia (ambas da Espanha, 851), Donato (875, monge irlandês), Bertário

 

Antífona: Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sobra das vossas asas abrigai-me. (Sl 16, 6.8)

 

Oração: Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: Romanos (Rm 8, 1-11)

A lei do Espírito te libertou da lei do pecado e da morte

 

Irmãos, 1não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. 2Pois a lei do Espírito que dá a vida em Jesus Cristo te libertou da lei do pecado e da morte.

 

3Com efeito, aquilo que era impossível para a lei, já que ela estava enfraquecida pela carne, Deus o realizou; tendo enviado seu próprio Filho numa condição semelhante àquela da humanidade pecadora, e por causa justamente do pecado, condenou o pecado em nossa condição humana, 4para que toda a justiça exigida pela lei seja cumprida em nós que não procedemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

 

5Os que vivem segundo a carne aspiram pelas coisas da carne; os que vivem segundo o Espírito, aspiram pelas coisas do Espírito.

 

6Na verdade, as aspirações da carne levam à morte e as aspirações do Espírito levam à vida e à paz. 7Tudo isso, porque as tendências da carne são inimizade contra Deus, não se submetem - nem poderiam submeter-se - à lei de Deus.

 

8Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 10Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. 11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós. Palavra do Senhor!

 

 

 

Salmo: 23(24), 1-2.3-4ab.5-6 (+cf.6)

É assim a geração dos que buscam

vossa face, ó Senhor, Deus de Israel

 

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável. 

 

Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação? Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. 

 

Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador". assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face".

Evangelho: Lucas (Lc 13, 1-9)

Se vós não vos converterdes, ireis

morrer todos do mesmo modo

 

1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.

 

2Jesus lhes respondeu: "Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo".

 

6E Jesus contou esta parábola: "Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: 'Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?"

 

8Ele, porém, respondeu: 'Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás!" Palavra da Salvação!

 

Trechos relacionados: Jo 8, 24; Mt 21, 19-20.

 

 

 

Comentário o Evangelho

A figueira infrutífera

Os profetas do Antigo Testamento haviam comparado com uma árvore infrutífera a incapacidade do povo de praticar o bem. Por meio do profeta Jeremias, Deus ameaçou o povo com castigos porque, querendo fazer uma colheita, a videira estava sem uva, a figueira, sem figos, e a folhagem estava seca. O profeta Miquéias comparava a corrupção generalizada do povo com o término de uma colheita, quando não existe um só cacho de uva para ser colhido, nem um figo temporão para ser apanhado.


Esta imagem foi retomada por Jesus para ilustrar a situação do povo de sua época, cujos frutos, até então, havia esperado em vão. A parábola é carregada de esperança. Durante três anos, o dono da figueira veio procurar fruto, sem resultado. Por insistência de um empregado, ele se dispõe a dar mais um ano de prazo, durante o qual seriam tomadas todas as providências necessárias para fazê-la produzir frutos. Caso contrário, seria cortada.


Apesar da paciência divina, parecia que o povo não estava disposto a mudar de vida e converter-se. Mesmo assim, Jesus aposta na liberdade humana e na sua capacidade de conversão. Seu otimismo funda-se na certeza de que o ser humano pode abrir-se para a graça e deixar-se tocar por ela. O castigo vem somente quando, esgotadas todas as tentativas, a pessoa escolhe seguir o caminho do egoísmo. Logo, esse castigo é resultado de seu livre arbítrio. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 


A palavra se faz oração (Liturgia Diária)

Da vossa Igreja missionária e de seus ministros. Lembrai-vos, Senhor.

Dos missionários que vão por terras desconhecidas.

Dos agentes pastorais e líderes da comunidade.

Dos que dispõem de seu tempo para o serviço da comunidade.

Dos trabalhadores do campo e da cidade.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Dai-nos, ó Deus, usar os vossos dons servindo-vos com liberdade, para que, purificados pela vossa graça, sejamos renovados pelos mistérios que celebramos em vossa honra. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

O Filho do homem veio dar a sua vida para a salvação dos homens. (Mc 10, 45)

 

Oração Depois da Comunhão:

Dai-nos, ó Deus, colher os frutos da nossa participação na eucaristia para que, auxiliados pelos bens terrenos, possamos conhecer os valores eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Duas declarações de Jesus sob re a lição a tirar de dois acontecimentos trágicos recentes. Jesus rejeita a visão simplista, segundo a qual os castigos divinos tocavam só os pecadores (Jo 9, 2-3), e os sucessos na vida eram sinal da própria justiça. Os desastres temporais são vistos como um aviso dirigido a todos, porque todos são pecadores. A parábola da figueira estéril é a ameaça contra a árvore que não produz fruto, mas acrescenta uma última dilação. Torna-se urgente o apelo à conversão. (Bíblia dos Capuchinhos)

 

 

 

 

São Donato

 

 

 

 

Donato, filho de nobres cristão, nasceu na Irlanda nos últimos anos do século VIII. Desde criança foi educado na fé católica. Iniciou os estudos religiosos e, devido ao rápido e bom progresso, desejou aperfeiçoar-se. Mais tarde, abandonou a família e a pátria, seguindo em peregrinação por várias regiões até chegar em Roma, onde se tornou sacerdote em 816.


Na volta para a Irlanda, parou na cidade de Fiesole, quando o clero e a população procuravam eleger um novo bispo. Movidos pela divina inspiração, decidiram escolher aquele desconhecido peregrino. A tradição conta que, quando Donato entrou na igreja, os sinos tocaram e os círios acenderam-se, sem que alguém tivesse contribuído para isso. No início, relutou em aceitar, mas depois se dobrou ao desejo de todos. Era o ano 829. Existem muitos registros sobre o seu governo pastoral em Fiesole, que durou cerca de quarenta anos.


Combateu com sucesso os usurpadores dos bens da Igreja. Em 866, viajou para encontrar-se com o imperador Lotário II, e conseguiu confirmar as doações dos bens concedidos pelo seu predecessor, Alexandre, e outros vários direitos. Teve uma boa relação com os soberanos daquela época, os quais acompanhava nas empreitadas e nas viagens. Escritos relatam que Donato foi professor, trabalhou para os reis franceses, participou de expedições com os imperadores italianos e chefiou uma campanha contra os invasores árabes muçulmanos na Itália meridional.


Em 850, o bispo Donato esteve em Roma, participando da coroação do imperador Ludovico, feita pelo papa Leão IV. Naquela ocasião, foi convidado a participar, junto com o pontífice e o imperador, do julgamento de uma velha questão pendente entre os bispos de Arezzo e de Siena, resolvida a favor do último.


Era um sacerdote muito instruído, sábio e prudente, por isso se preocupou com a instrução do clero e da juventude. Escreveu diversas obras, das quais restou apenas um epitáfio, ditado para o seu jazigo, valoroso pelas informações autobiográficas; um credo poético, que recitou antes de morrer, e a "Lauda de Santa Brígida", padroeira da Irlanda.


Pensando nos peregrinos, principalmente nos irlandeses, com recursos próprios Donato construiu naquela diocese a igreja de Santa Brígida, o hospital e um albergue, todos ricamente decorados e bem aparelhados. Depois, em 850, doou tudo para a abadia fundada por são Columbano de Bobbio.


Morreu em 877, na cidade de Fiesole, Itália. As suas relíquias foram sepultadas na antiga catedral, dedicada a são Rômulo, onde ficaram até o final de 1017, quando foram transferidas para a nova catedral, em uma capela a ele dedicada. A Igreja declarou-o santo e celebra-o no dia 22 de outubro. A festa de são Donato espalhou-se por todo o mundo cristão, mas principalmente na Irlanda ele é muito homenageado. [www.paulinas.org.br (22/10/2007)]

 

 

Rezar pelas Missões com a Virgem do Rosário

Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul - RS

 

No domingo, dia 23 de outubro, a Igreja Católica celebra o Dia Mundial das Missões. É o dia em que as comunidades católicas se reúnem para rezar pelos missionários e aprofundar seu compromisso com as missões. No dizer de Bento XVI, “é uma ocasião preciosa para nos determos e meditarmos se e como respondemos à vocação missionária: uma resposta para a vida da Igreja”. O gesto concreto que acompanha a nossa oração neste dia é a Coleta Missionária. Com ela se constitui o Fundo Universal de Solidariedade, que é usado para subsidiar o trabalho da Igreja nas áreas mais carentes do Mundo.

 

O Dia Mundial das Missões acontece durante o mês do Rosário, quando inúmeras comunidades costumam se unir na oração do terço, honrando a Virgem do Rosário, que é também a Rainha das Missões.

 

Sabemos que a fé católica subsiste, em muitos lugares, graças à oração do Rosário. No tempo em que a maioria das pessoas era analfabeta, São Domingos de Gusmão propôs o rosário (três terços) como método de oração para as pessoas mais simples. Ao longo dos anos, foi o rosário que animou a fé cristã na ausência de padres e nos momentos de crise da Igreja. Era comum as comunidades se reunirem nos domingos para rezarem um terço do rosário seguido pela Ladainha de Nossa Senhora. Foi pela oração do rosário que pessoas se animaram a deixarem suas terras para irem a lugares distantes anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.

 

João Paulo II diz que “rezar o rosário pelos filhos e, mais ainda, com os filhos, educando-os desde tenra idade para este momento diário de paragem orante da família, não traz por certo a solução de todos os problemas, mas é uma ajuda espiritual que não se deve subestimar”. Famílias que cultivam o hábito da oração do terço tem mais chances de superar os problemas do que as outras famílias.

 

No Dia Mundial das Missões renovemos o nosso compromisso com a causa do anúncio do Evangelho. Não nos esqueçamos da “missão na ecologia” que é o tema proposto para reflexão no mês de outubro do corrente ano. Renovemos nosso propósito de rezar pelas missões, podendo, para isso, nos valer do rosário, que é uma oração muito querida para inúmeros cristãos católicos presentes nos cinco continentes. E que Maria, a Virgem do Rosário e a Rainha das Missões nos proteja e acompanhe! [CNBB]

 

Use as perdas e erros do passado como uma razão para agir, não para parar. (Charles J. Givens)