Sábado, 20 de novembro de 2010

33º do Tempo Comum (Ano “C”), 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia Nacional de Conscientização do Povo Negro, Dia do Zumbi, dia do Biomédico, dia Mundial dos Direitos da Criança.

 

Santos: Agápio de Cesaréia da Palestina (mártir), Ampélio e Caio (mártires), Basso, Dionísio, Agapito e Companheiros (mártires de Heracléia na Trácia), Benigno de Milão (bispo), Bernoardo de Hildesheim (monge, bispo), Colmano de Dromore (bispo), Dásio de Dorostorum (mártir), Edmundo (rei, mártir), Eudes de Corméry (abade), Eustáquio, Tespésio e Anatólio (mártires de Nicéia, na Ásia Menor), Eval de Cornwall (bispo), Félix de Valois (fundador), Gregório, o Decapolita (monge), Leão de Nonantula (abade), Maxência de Beauvais (virgem, mártir), Nerses de Sahgerd (bispo) e Companheiros (mártires), Otávio, Solutor e Adventor (mártires de Turim), Silvestre de Châlons-sur-Saône (bispo), Simplício de Verona (bispo), Ambrósio Traversari (abade geral dos camaldulenses, bem-aventurado), Ângela de São José e Maria do Sufrágio (virgens e mártires), Francisco Xavier Can (catequista do Vietnam, mártir, bem-aventurado)

 

Antífona: Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes. (J. 29, 11.12.14)

 

Oração: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Apocalipse (Ap 11, 4-12)
Se alguém quiser fazer-lhes mal, é assim que vai morrer

 

Disseram a mim, João: 4Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros, que estão diante do Senhor da terra. 5Se alguém quiser fazer-lhes mal, um fogo sairá da boca delas e devorará seus inimigos. Sim, se alguém quiser fazer-lhes mal, é assim que vai morrer. 6Elas têm o poder de fechar o céu, de modo que não caia chuva alguma enquanto durar a sua missão profética. Elas têm também o poder de transformar as águas em sangue. E quantas vezes elas quiserem, podem ferir a terra com todo tipo de praga. 7Quando elas terminarem o seu testemunho, a besta que sobe do Abismo vai combater contra elas, vai vencê-las e matá-las. 8E os cadáveres das duas testemunhas vão ficar expostos na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egito, e na qual foi crucificado também o Senhor delas.

 

9Gente de todos os povos, raças, línguas e nações, verão seus cadáveres durante três dias e meio, e não deixarão que os corpos sejam sepultados. 10Os habitantes da terra farão festa pela morte das testemunhas; felicitar-se-ão e trocarão presentes, pois estes dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra". 11Depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio de Deus, penetrou nos dois profetas e eles ficaram de pé. Todos aqueles que os contemplavam, ficaram com muito medo. 12Ouvi então uma voz forte vinda do céu e chamando os dois: "Subi para aqui!" Eles subiram ao céu, na nuvem, enquanto os inimigos ficaram olhando. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Estes dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra

 

Estas duas testemunhas anunciaram Cristo sem nenhum interesse pessoal, sem o apoio dos poderosos. Chamados a continuar a missão do Salvador, não temeram desafiar a ira dos homens, indo contra a mentalidade corrente para proclamar que, fora de Jesus, "em nenhum outro há salvação" (At 4,12). O cristão, o apóstolo, é por sua natureza uma pessoa incômoda, exatamente porque chamado a pregar o "Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios" (1 Cor 1,23). Contudo, seria cômodo confiar só a esses heróis o dever de transmitir a mensagem cristã, esquecendo o compromisso pessoal de todo cristão, por força de sua consagração batismal, de ser sempre testemunha de Cristo.  [Missal Cotidiano, Paulinas]

 

 

Salmo Responsorial: 143 (144), 1.2.9-10 (R/1a) 
Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

 

1Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra!

 

2Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés.

 

9Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, 10a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi.

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 20, 27-40)
 Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos

 

Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: "Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela".

 

34Jesus respondeu aos saduceus: "Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor 'o Deus de Abraão, o Deus de lsaac e o Deus de Jacó'. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele". 39Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: "Mestre, tu falaste muito bem". 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 22, 23-33; Mc 12, 18-27

 

 

Comentando o Evangelho

O Senhor dos vivos

 

O tema da ressurreição opunha os fariseus aos saduceus. O primeiros afirmavam que haveria a ressurreição, enquanto que os outros a negavam. Quando os saduceus interrogaram Jesus a respeito desta questão, tinham em mente colocá-lo em apuros, além de ridicularizar o partido rival. Por isso, bolaram uma situação grotesca, partindo da Lei do levirato que obrigava o irmão desposar a cunhada viúva, caso não tivesse gerado filhos com seu marido.


Jesus não caiu na armadilha dos saduceus. O fato aludido comportava duas sérias lacunas. A primeira consistia em imaginar que a vida eterna seria uma continuação pura e simples da vida terrena, de forma que, na ressurreição, persistiriam as encrencas da vida presente. A vida eterna, na verdade, consiste na participação da vida divina, longe da ameaça da morte. Aí, os esquemas terrenos não têm validade. O segundo pressuposto falso consistia em considerar Deus como Senhor dos mortos e não como Senhor dos vivos. Na verdade, para ele, todos estão vivos, até mesmo os patriarcas do povo. Ele se mantém em comunhão com os justos, mesmo além da morte, quando são estabelecidos relacionamentos duradouros, numa explosão de vida, sem a menor influência da morte. Por conseguinte, a ressurreição deve ser pensada a partir do amor misericordioso de Deus, que partilha vida abundante com a humanidade, e não a partir dos esquemas mesquinhos do pecado e da morte. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano C,  ©Paulinas, 1996]

 

Para Sua Reflexão:

Os saduceus pertenciam às classes superiores do sacerdócio judaico e não acreditavam na ressurreição. O exemplo proposto a Jesus punha a ridículo essa crença, defendida pelos fariseus (At 23, 6-9). Jesus responde, lembrando a palavra da Lei, segundo a qual Deus se faz amigo dos patriarcas para sempre; e, por outro lado, corrige a concepção materialista da ressurreição por parte dos fariseus, afirmando que os ressuscitados seriam semelhantes aos anjos, isto é, completamente diferentes da vida que aqui tinham vivido. Os doutores da Lei (próprio de Lucas), que eram do grupo dos fariseus, aplaudem Jesus pela refutação dos saduceus. A conclusão pode referir-se ao fim das controvérsias precedentes. [Bíblia dos Capuchinhos]

 

São Félix de Valois

 

 

 

Nascido em Paris em 1127, Félix era um príncipe da casa real de Valois da França. Tinha à sua disposição todas as regalias da Corte, mas possuía alma caridosa e despojada de vaidades. Desde a infância demonstrou sua vocação para o sacerdócio, pela precoce preocupação e cuidado que dispensava aos pobres e necessitados.


Possuidor de grande fortuna pessoal, dava aos pobres tudo o que podia e com frequência se privava, também, do próprio alimento para socorrê-los. Na juventude, tomou a decisão de seguir o chamado de Cristo. Completou os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e renunciou a todos os direitos dos títulos de nobreza e às riquezas terrenas. Escolheu ser um monge eremita, pois ansiava a vida solitária e humilde, dedicado somente à religião.


Contudo, não conseguiu ficar sozinho por muito tempo. Deus tinha outros planos para ele.


Foi procurado pelo amigo João da Mata, doutor e sacerdote, que queria seguir o seu modo de viver a espiritualidade. Félix, que lhe conhecia a cultura e inteligência, aceitou-o como companheiro e não como discípulo. Foram três anos de aprendizado recíproco, onde se uniram a santidade de Félix e a inteligência e praticidade de João da Mata.


Aqueles eram os tempos das incursões dos piratas que aterrorizavam o mar Mediterrâneo, assaltando navios e a Europa, atacando e invadindo as cidades portuárias. Eram turcos muçulmanos, que se consideravam verdadeiros inimigos do cristianismo, por isso matavam, saqueavam e também prendiam os cristãos sobreviventes para que servissem como escravos.


Certo dia, Félix e João estavam caçando nos bosques de Cerfroi, onde estavam retirados, quando tiveram a mesma visão divina. Nela, Deus os chamava para lutar pela libertação dos cristãos que sofriam como escravos nas mãos dos muçulmanos através da fundação de uma Ordem religiosa com tal finalidade. Sem temer o perigo que a missão acarretaria, Félix e João iniciaram a Obra imediatamente. Foram para Roma exclusivamente para narrar ao papa Inocêncio III a visão e pedir autorização para criar a Ordem.


O papa, que, segundo consta, também tivera aquela visão, reconheceu os dois como os sacerdotes indicados pela Providência Divina. Assim, aprovou e apoiou a criação da Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cristãos, ou "Padres Trinitários". O primeiro convento foi erguido em Cerfroi, local da visão original. Enquanto João cuidava da organização da Ordem e de suas atividades apostólicas, Félix trabalhava na formação espiritual dos membros, cujo número crescia sempre mais, atraídos pela santidade de Félix.


A luta foi árdua e dura, mas em pouco tempo recuperaram a liberdade e a condição social de muitos cristãos escravizados. Os padres chegavam a entregar-se como escravos para realizar plenamente o trabalho de resgate. Desse modo, cumpria-se a profecia de outra visão de Félix: a de que os padres da Ordem passariam por vexames, perseguições e maus-tratos para obtenção da liberdade e dignidade de cada um dos cristãos então escravizados.


Morreu no ano 1212, na Casa-mãe da Ordem, o primeiro convento fundado por ele, em Cerfroi. Beatificado em 1666, teve seu culto confirmado para toda a Igreja no final do século XVII. A celebração da memória de são Félix de Valois ocorre no dia 20 de novembro, data que seria a da sua morte. [www.paulinas.org.br]

 

 

 

 

 

 

História do Dia Nacional da Consciência Negra


Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

 

Importância da Data


A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

 

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

[http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/

 

Sobre toda propriedade privada pesa uma hipoteca social. (João Paulo II)