Sábado, 19 de março de 2011

S. José (Esposo de Maria e Padroeiro da igreja) - 1ª Semana do Saltério (Livro II) - cor Branca

 

 

Hoje: Dia da Escola, dia Nacional do Artesão, dia do Conservador e do Carpinteiro

 

Santos: José (esposo de Maria, Século I), João de Panaca (abade, Século VI), Landoaldo e Companheiros (668 AC), Alcmundo (mártir, 800), André de Sena (Beato, 1251), Quintila, Apolônio.

 

Antífona: Eis o servo fiel e prudente, a quem o Senhor confiou a sua casa. (Lc 12, 42)

 

Oração do Dia: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: 2Sm 7, 4-5a.12-14a.16

O Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai

 

Naqueles dias, 4a Palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5a"Vai dizer ao meu servo Davi: 'Assim fala o Senhor: 12Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza.

 

13Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14aEu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre"'. Palavra do Senhor.

 

Salmo: 88(89), 2-3.4-5.27 e 29 (R/.37)

Eis que a sua descendência durará eternamente

 

2Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! 3Porque dissestes: "O amor é garantido para sempre!" E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

 

4"Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. 5Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!"

 

27Ele, então, me invocará: "Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!" 29Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.

 

II Leitura: Romanos (Rm 4, 13.16-18.22)

Assim será a tua prosperidade

 

Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência.

 

16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós.

 

17Pois está escrito: "Eu fiz de ti pai de muitos povos". Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: "Assim será a tua prosperidade". 22Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça. Palavra do Senhor!

 

 

Não se pode educar se não se ama. (Bv Pilippo Smaldone)

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 1, 16.18-21.24a)

José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado

 

16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.

 

19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.

 

21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados". 24aQuando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado. Palavra da Salvação!

 

Leitura paralela: Lc 1,26-38

 

 

Comentário do Evangelho

Anúncio a José

 

O relato mostra com toda a clareza que a maternidade de Maria não é obra de José, mas do Espírito Santo, fato que é afirmado duas vezes no breve relato. José, interpelado enfaticamente como "Filho de Davi", garante a linhagem dinástica de Jesus, que receberá esse título. Celebraram-se, segundo o costume, os esposais, não o casamento, e não há coabitação precedendo o nascimento.

 

Aqui se diz que José era "honrado". O termo poderia significar que era "inocente" no assunto que começava a se manifestar, mas que não queria repudiá-la. "Privadamente" com o mínimo de testemunhas, sem processo ou ação pública. A visão em sonhos recorda os sonhos de outro José e os supera. O menino será realmente "filho" de Maria. Se José impõe o nome é porque age como pai legal. O nome do menino (o mesmo que Josué é parecido com Oséias) enuncia e anuncia o destino: se um rei deve "salvar" seu povo, também o descendente de Davi nasce para salvar seu povo dos pecados. Salvação teológica, não política. Mateus emprega o sonho como meio de revelação fidedigna. [BIBLIA DO PEREGRINO, Paulus, 2002]]

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

-Para que a Igreja universal seja cada vez mais fortalecida na fé e fiel a Cristo, rezemos. São José, rogai a Deus por nós

-Para que nossas comunidades vivam sempre na concórdia e na esperança, rezemos.

-Para que as famílias sejam abençoadas e consigam superar as adversidades, rezemos.

-Para que os desempregados tenham dignas oportunidades de trabalho, rezemos.

-Para que os devotos de são José sejam inspirados por seu exemplo de vida, rezemos.

-Preces espontâneas

 

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus de bondade, assim como são José se consagrou ao serviço do vosso Filho, nascido da virgem Maria, fazei que também nós sirvamos de coração puro aos mistérios do vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Prefácio (A missão de São José)

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, e na solenidade de São José, servo fiel e prudente, celebrar os vossos louvores. Sendo ele um homem justo, vós o destes por esposo à vigem Maria, mãe de Deus, e o fizestes chefe da vossa família, para que guardasse, como pai, o vosso Filho único, concebido do Espírito Santo, Jesus Cristo, Senhor nosso. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, proclamamos vossa bondade, cantando (dizendo) a uma só voz...

 

 

Antífona da comunhão:

Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor. (Mt 25,21)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, que na alegria da festa de são José alimentastes neste altar a vossa família, protegei-nos sem cessar e guardai em nós os vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: A passagem fala-nos em um fato único e extraordinário. A história do nascimento de Jesus é, realmente, uma extensão da genealogia cf. v.16. Sua preocupação principal é o direito de Jesus a um lugar na genealogia messiânica, por intermédio de José. O seu clímax esta na decisão de Jose de fazer de Jesus uma criança davídica. Em Jesus cumprem-se as profecias.

 

São José

 

 

Pela grande e importante missão que DEUS confiou a São José, podemos aferir sua extraordinária virtude e santidade.  Conforme ensina São Tomás de Aquino, DEUS confere as graças e privilégios à medida da dignidade e da elevação do estado a que destina o indivíduo.  Pode-se imaginar dignidade maior que a de São José que, pelos desígnios de DEUS, devia ser esposo de Maria Santíssima e pai nutrício de seu divino Filho?

 

O Evangelho o define em três palavras: "José era justo."  Ora, os santos doutores da Igreja afirmam que este qualificativo designa que São José possuía todas as virtudes num grau elevado de perfeição.

 

A Igreja chama-o também de "Santíssimo", qualificativo que não dá a nenhum outro Santo. Assim podemos deduzir que consumada perfeição ele atingiu! Oh! que santo maravilhoso é o preclaro São José, diz São Francisco de Sales. Dir-se-ia que ele foi tão perfeito ou que possuiu as virtudes no mesmo grau excelso em que as possuía a Santíssima Virgem Maria.

 

Ele era da família de Davi.  Entre seus antepassados havia Patriarcas, reis e príncipes. À sua família fora prometido o trono com eterna bênção.  Sua glória e grandeza decorre de pertencer à família que devia dar ao mundo o Salvador.  Da haste de Jessé, e da estirpe de Davi, devia nascer o Messias prometido. Que honra e que dignidade!

 

Nele verificou-se o sonho de José do Egito.  O sol de justiça, a lua mística o veneram, as estrelas da pátria celeste se curvam diante dele.  A Igreja lhe atribui um culto especial.  Seu nome enche de alegria o Céu e faz tremer o inferno.  Honram-no os Anjos e cumprem suas ordens.

 

Ao lado da devoção a JESUS e a Maria devemos ter a de São José, pois eles estiveram sempre juntos. Esta é uma devoção sólida, pois a Santa Igreja sempre a recomendou aos seus filhos; os Papas a recomendam incansavelmente aos fiéis; os Santos Doutores da Igreja propagam e aconselham a sua prática.

 

Os que têm a ventura de abraçá-la, logo sentem seus maravilhosos efeitos.  Caminham de virtude em virtude, de graça em graça, até atingir um elevado grau de perfeição.

 

Mil e mil vozes, em todo o mundo, proclamam os benefícios incontáveis desta devoção.  "Não sabeis que sou todo de São José?" dizia São Francisco de Salles, na hora da morte.

 

São José, sendo um pai de bondade e misericórdia, não se deixa vencer em amor e liberalidade.  Vendo que alguém se lhe entrega plenamente, para honrá-lo e servi-lo, protege-o duma maneira inefável.

 

Cumula seus devotos de suas graças, reveste-os de seus merecimentos, esclarece-os com suas luzes, prodigaliza-lhes o apoio de seu patrocínio.

 

Esta devoção, tal como a de Maria Santíssima, é um caminho fácil para chegarmos até DEUS, pois o percorremos com segurança, tranquilidade e doçura.

 

É um caminho curto e perfeito, pois quem é guiado por São José não se desvia, avança sem cair, sem recuar, a passos gigantes em direção a DEUS.

 

É o caminho seguro trilhado por JESUS e pelos Santos, e quem o seguir não vai ficar decepcionado.  Como pai de bondade ele ama seus filhos com ternura incomparável, os conduz com firmeza, protege-os em todas as adversidades, e intercede por eles em qualquer dificuldade, obtendo-lhes as bênçãos do PAI Celestial.

 

 

São José e as vocações

Dom Orani João Tempesta, O. Cist., Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

 

Neste sábado celebramos a solenidade litúrgica daquele que é invocado como esposo da Bem-aventurada Virgem Maria e Padroeiro da Igreja Universal. O Papa Leão XIII, em 15 de agosto de 1889, publicou a Encíclica Quamquam pluries, através da qual recordava o valor da devoção e, consequentemente, incentivava o culto de veneração ao glorioso São José. Diz-nos o Papa:

 

“Recomendamos, além disso, aos fiéis daquelas nações nas quais o dia 19 de março, consagrado a São José, não esteja incluído entre as festas de preceito, que não deixem por quanto possível, de santificá-lo ao menos em particular, em honra do celeste Patrono, como um dia festivo”.

 

Nossa celebração anual, neste mês em que a piedade popular chama de mês de São José, já que são tantas as catedrais, inúmeras as paróquias e quase incalculáveis as capelas a ele dedicadas, muitos devotos prestam o culto de veneração àquele que é cognominado “justo”.

 

Diz o Papa Leão XIII: “vimos um grande progresso no culto a São José, anteriormente promovido pelo zelo dos Sumos Pontífices, depois estendido a todo o mundo, especialmente quando Pio IX, nosso predecessor de feliz memória, a pedido de muitíssimos bispos, declarou o Santo Patriarca, Patrono da Igreja Católica. Todavia, por ser muito importante que o seu culto penetre profundamente nas instituições católicas e nos costumes, queremos que o povo cristão receba da nossa própria voz e autoridade todo o incentivo possível. As razões pelas quais São José deve ser tido como Patrono da Igreja – e a Igreja por sua vez espera muitíssimo da sua especial proteção – residem, sobretudo, no fato de que ele é esposo de Maria e pai putativo de Jesus Cristo. Daqui derivam toda a sua grandeza, graça, santidade e glória...” “Foi ele, de fato, que guardou com sumo amor e contínua vigilância a sua esposa e o Filho divino; foi ele que proveu o seu sustento com o trabalho; ele que os afastou do perigo a que os expunha o ódio de um rei, levando-o a salvo para fora da pátria, e nos desconfortos das viagens e nas dificuldades do exílio foi de Jesus e Maria companheiro inseparável, socorro e conforto”.

 

A missão de São José não se encerra, contudo, com a sua vida terrena, porque a sua autoridade de pai, pela vontade de Deus, estendeu-se, de modo peculiar, sobre toda a Igreja: “a Sagrada Família, que José governou com autoridade de pai, era o berço da Igreja nascente. A Virgem Santíssima, de fato, enquanto Mãe de Jesus, é também mãe de todos os cristãos por ela gerados em meio às dores do Redentor no Calvário. E Jesus é, de alguma maneira, como o primogênito dos cristãos que, por adoção e pela redenção, são seus irmãos. Disso deriva que São José considera como confiada a Ele próprio a multidão dos cristãos que formam a Igreja, ou seja, a inumerável família dispersa pelo mundo, sobre a qual Ele, como esposo de Maria e pai putativo de Jesus, tem uma autoridade semelhante à de um pai. É, portanto, justo e digno de São José que, assim como ele guardou no seu tempo a Família de Nazaré, também agora guarde e defenda com seu patrocínio a Igreja de Cristo”.

 

Ainda o Sumo Pontífice exorta a todos os cristãos, na fidelidade ao dever de estado, para que o tenham como modelo e protetor:

 

“Nele, os pais de família encontram o mais alto exemplo de paterna vigilância e providência; os cônjuges, o exemplo mais perfeito de amor, concórdia e fidelidade conjugal; os consagrados a Deus, o modelo e protetor da castidade virginal”.

 

Uma das versões do popular Hino a São José é a vocacional: “São José, mandai vocações, padres pedem as multidões!” Isso nos motiva a viver também nesse dia um dia vocacional muito especial.

 

São José é o padroeiro do nosso Seminário Arquidiocesano. O Seminário Arquidiocesano de São José, cuja festa dos 270 anos celebramos recentemente, foi fundado aos 5 de setembro de 1739 por Dom Frei Antonio Guadalupe, e tem a responsabilidade de proporcionar a formação humana, pastoral, comunitária, espiritual e acadêmica, incluindo os cursos de Filosofia e Teologia a jovens em regime de internato, para se prepararem devidamente ao ministério sacerdotal.

 

Nesse dia festivo, o Seminário São José oferece à Igreja do Rio de Janeiro nove jovens seminaristas que se apresentam para a ordenação diaconal, o primeiro grau do sacramento da Ordem. Nós nos alegramos e convidamos a todos para esse momento importante para nossa Igreja, que acontecerá às 8h30 deste sábado, dia 19 de março, na Catedral de São Sebastião.

 

Os ordinandos escolheram como lema “Eis o servo fiel e prudente” (cf. Mt 24, 45).  A passagem bíblica escolhida pelos seminaristas como lema da ordenação tem, sem dúvida, relação direta com a data, a vida e a festa de São José. Esposo devoto de Maria e pai adotivo do Redentor, São José é um servo fiel e prudente. E assim, os futuros diáconos também querem ser no serviço ao povo de Deus.

 

Que São José, homem justo, que foi escolhido para ser esposo da Mãe de Deus, servo fiel e prudente, constituído chefe da vossa família, para guardar com paternal solicitude o vosso Filho unigênito, Jesus Cristo, Nosso Senhor, interceda sempre por nós junto a Ele, e interceda de modo especial pelo Nosso Santo Padre Bento XVI, que o tem como padroeiro onomástico (Joseph) e interceda, também, pela Igreja de São Sebastião, que, à sombra das virtudes do homem justo, São José, acolha os novos ministros ordenados como diáconos. Eles, depois de um tempo de experiência diaconal, destinam-se a ser ordenados ao ministério presbiteral. Pedimos a Deus para que sejam o bom odor da santidade de Cristo na vida de nossa Igreja e na santificação de nosso povo fiel. [Fonte: CNBB]

 

 

Aconteceu no dia 19 de março de 1953: Morte do jornalista e escritor Graciliano Ramos