Sábado, 14 de agosto de 2010

São Maximiliano Kolbe (Presbítero e Mártir), Memória, 3ª do Saltério,  cor Verde

 

Hoje: Dia do Protesto e dia da Unidade Humana

Santos: Maximiliano Maria Kolbe (1941, campo de extermínio de Auschwitz, frade franciscanao menor conventual, polonês, assassinado com uma injeção de veneno na véspera da Assunção da Viorgem Imaculada), Atanásia, Eberaldo, Bem-Aventurado Eusébio (séc. IV), Roma, Marcelo (390), Síria, Verenfrido (Holanda), Bem-Aventurado Everardo (séc X, Suíça).

 

Antífona: Vinde, benditos de meu Pai, diz o Senhor! Em verdade vos digo, tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes (Mt 25, 34-40)

 

Oração: Ó Deus, inflamastes São Maximiliano Kolbe, presbítero e mártir, com amor à virgem Imaculada e lhe destes grande zelo pastoral e dedicação do próximo. Concedei-nos, pos sua intercessão, que trabalhemos intensamente pela vossa glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho até a morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Ezequiel (Ez 18, 1-10.13b.30-32)
Convertei-vos e vivereis!

 

1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2"Que provérbio é esse que andais repetindo em Israel: 'Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados'? 3juro por minha vida - oráculo do Senhor Deus - já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar, é que deve morrer. 5Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo, nem se aproxima da mulher menstruada; 7se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8se não empresta com usura, nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça, e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá - oráculo do Senhor Deus. 10Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 13porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza, morrerá; ele é responsável pela sua própria morte. 30Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta - oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém - oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!". Palavra do Senhor!

 

Comentando a 1ª Leitura

Vou julgar cada um de vós segundo a sua conduta

 

Embora se conhecesse desde o princípio uma responsabilidade individual, predominava o conceito da responsabilidade coletiva (Js 7). Ezequiel torna-se o teórico da responsabilidade individual. A salvação de alguém não depende de seus antepassados (v.2), nem dos parentes mais próximos, e tampouco de seu passado. O que conta é sempre a disposição atual do coração (versículos 5-9). Consoante esta verdade, há um remédio para um passado de iniquidades: a conversão para obter a vida (versículos 30-32). [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 50(51), 12-13.14-15.18-19 (R.cf 12a)
Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

 

Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

 

Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.

 

Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 19, 13-15)
 Às crianças que se destina a mensagem salvífica de Jesus

 

Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14Então Jesus disse: "Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus". 15E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas nos sinóticos: Mc 10, 13-16; Lc 18, 15ss

 

 

Comentando o Evangelho

Um repúdio à marginalização

 

A atitude de Jesus de acolher as criancinhas, que eram apresentadas para que lhes impusesse as mãos e rezasse por elas, foi chocante para os discípulos. Estes as repeliam. A reação deles não foi motivada pelo receio de que estivessem esperando de Jesus um gesto mágico, nem eram movidos por ciúme ou por impaciência. Simplesmente, eram ainda incapazes de compreender o verdadeiro sentido do ministério de Jesus. A atitude do Mestre deveria ser bem considerada, para dela tirar as devidas lições.


O gesto de impor as mãos sobre as criancinhas aconteceu quando Jesus estava a caminho de Jerusalém, onde se consumaria o seu ministério. Momento terrivelmente sério de sua vida! No entanto, pelo caminho, mostrava-se sempre pronto a deter-se para acolher os humildes, os doentes e quem carecia de sua misericórdia. Embora a situação fosse grave, os pequeninos continuavam a ocupar o mesmo lugar no seu coração. Gesto semelhante deveriam fazer os seus discípulos.


Contrariando a mentalidade de seu tempo, Jesus repudiava a marginalização à qual as criancinhas eram relegadas. As que lhe foram apresentadas, tornaram-se símbolo das crianças de todos os tempos e lugares, as quais deverão ser tidas como modelo de atitude existencial dos discípulos do Reino. Estes devem primar pela humildade e pequenez diante de Deus, rejeitando toda atitude soberba e orgulhosa.
[Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Mateus já apresentou as crianças como modelo para os discípulos. O relato contrapõe a atitude de Jesus ao incômodo que os discípulos experimentavam. Jesus emprega este gesto simbólico para ressaltar a precedência que têm no reino dos céus aqueles que se fazem com eles, ou seja, os que recebem simplesmente e humildemente como dom gratuito de Deus. (Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-Maria)

 

São Maximiliano Maria Kolbe

 

 

 

Um santo é sempre um dom de Deus para a Igreja e para a humanidade. Maximiliano o é de um modo particularmente eloqüente, pelas circunstâncias trágicas de seu martírio.

 

Raimundo Kolbe nasceu aos 8 de janeiro de 1894, na Polônia, de família operária, pobre mas profundamente religiosa. Aos treze anos entrou no seminário franciscano e, emitindo sua profissão religiosa, tomou o nome de Maximiliano Maria.

Nos estudos, distinguiu-se de forma genial nas ciências e na matemática.

 

Para os estudos de filosofia e teologia foi enviado a Roma, onde doutorou-se nestas disciplinas com ótimas notas. Ainda clérigo estudante, manifestou seu zelo e amor a Maria, fundando o movimento de apostolado mariano "Milícia da Imaculada". Ordenado sacerdote em 1918, voltou para sua pátria, onde foi designado para lecionar no seminário franciscano, em Cracóvia.

 

Em 1922, mesmo sem recursos financeiros, fundou uma nova revista mensal com o título: Cavalheiro da Imaculada, que poucos anos depois chegava à elevada tiragem de um milhão de exemplares. A esta revista, seguiram outras iniciativas editoriais: O Pequeno Cavalheiro da Imaculada, revista para crianças; o Miles Immaculatae, revista latina para sacerdotes, e um diário que chamou de Pequeno Jornal, com 200 mil exemplares. O apostolado da imprensa era seu carisma. Seu objetivo era conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada.

Em 1930, Maximiliano tomou a decisão de abrir uma missão no Japão e lá também se atirou à atividade editorial, com a fundação em Nagasaki da revista O Cavalheiro da Imaculada. Apesar do restrito meio católico, a revista alcançou a tiragem de 50 mil exemplares.

 

Sua permanência no Japão foi curta. Em 1936, os superiores exigiram sua presença na Polônia, para que tomasse a direção do grande convento franciscano de Niepakalanow, que chegou a abrigar 600 religiosos. A obediência de ter que deixar suas iniciativas apostólicas no Japão foi dura. Ele sonhava passar mais tarde para a Índia e depois pelos países árabes e fundar revistas e jornais que propagassem a devoção à Imaculada, como instrumento de penetração do Reino de Deus. Nos anos 1936-1940, início da Segunda Guerra Mundial, Maximiliano redobrou seu zelo no apostolado da imprensa, enquanto cuidava da direção do convento e da formação de 200 jovens.

Ao alvorecer de setembro de 1939, as tropas nazistas tomaram de traição a Polônia, destruindo qualquer resistência e incendiando tudo. Frei Maximiliano foi preso duas vezes. A prisão definitiva deu-se no dia 17 de fevereiro de 1941. Quando o chefe militar viu Frei Maximiliano vestido de hábito religioso, ficou furioso. Agarrou o crucifixo do frade e, puxando-o, gritou: "E tu acreditas nisso?" "Creio, sim!" Uma tremenda bofetada seguiu a resposta de Frei Kolbe. Três vezes repetiu-se a pergunta. Três vezes Maximiliano confessou sua fé. Três vezes levou bofetada.

 

Ao fim de maio de 1941, Frei Maximiliano foi transferido de Varsóvia para o campo de extermínio de Auschwitz, perto de Cracóvia. Era um campo de horrores. Basta dizer que lá foram mortos, depois de incríveis sofrimentos, quatro milhões de seres humanos. Os judeus e os padres eram os mais perseguidos.

 

Depois de três meses de sofrimentos, deu-se naquele campo a fuga de um prisioneiro. Em represália, dez prisioneiros inocentes deviam ser condenados à morte de fome. Um dos sorteados chorou: "Pobre de minha mulher, pobres de meus filhos..." Naquele instante, saiu da fila o prisioneiro n. 16.670, pedindo ao comandante o favor de poder substituir aquele pai de família.

 

"Quem és tu?" berrou o comandante. "Sou um padre católico", respondeu Frei Maximiliano. "Aceito sua decisão", disse o comandante depois de breve pausa. [O SANTO DO DIA, Dom Servilio Conti, ©Vozes, 1997, com inserção de imagens obtidas na Internet]

 

 

Maria traz o sorriso humano e a alegria celestial mesmo

onde a dor tiver entrado. (S. Tiago Alberione)