Sábado, 13 de fevereiro de 2010

V Semana Tempo Comum - Ano “C” (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Benigno de Todi (presbítero, mártir), Catarina de Ricci (virgem), Ermenilda de Ely (viúva, monja), Estêvão de Lião (bispo), Estêvão de Rieti (abade), Fulcrano de Lodève (bispo), Fusca e Maura (mártires de Ravena), Gilberto de Meaux (bispo), Gosberto de Osnabruck (monge, bispo), Huna de Ely (monge), Juliano de Lião (mártir), Licínio de Angers (bispo), Martiniano de Cesaréia (eremita), Poliêucto de Melitene (mártir), Arcângela Girlani (virgem, bem-aventurada), Beatriz de d'Ornacieux (virgem, bem-aventurada), Cristina de Spoleto (penitente, bem-aventurada), Eustóquia de Pádua (virgem, bem-aventurada), João Lantrua (franciscano, mártir da China, bem-aventurado), Jordão de Saxônia (presbítero dominicano, bem-aventurado), Paulo Lieou (leigo chinês, mártir, bem-aventurado), Paulo Loc (presbítero da China, mártir, bem-aventurado).

 

Antífona: Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é nosso Deus. (Sl 94, 6-7)

 

Oração: Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Reis (1Rs 12, 26-32; 13, 33-34)
O cisma religioso

 

Naqueles dias, 26Jeroboão refletiu consigo mesmo: “Como estão as coisas, o reino vai voltar à casa de Davi. 27Se este povo continuar a subir ao templo do Senhor em Jerusalém, para oferecer sacrifícios, seu coração' se voltará para o seu soberano Roboão, rei de Judá; eles me matarão e se voltarão para Roboão, rei de Judá". 28Depois de ter refletido bem, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: "Não subais mais a Jerusalém! Eis aqui, Israel, os deuses que te tiraram da terra do Egito". 29Colocou um bezerro em Betel e outro em Dá.

 

30lsto foi ocasião de pecado, pois o povo ia em procissão até Dá para adorar um dos bezerros. 31Jeroboão construiu também templos sobre lugares altos, e designou como sacerdotes homens tirados do povo, que não eram filhos de Levi. .32E instituiu uma festa no dia quinze do oitavo mês, à semelhança da que era celebrada em Judá. E subiu ao altar. Fez a mesma coisa em Betel, para sacrificar aos bezerros que havia feito. E estabeleceu em Betel sacerdotes nos santuários que tinha construído nos lugares altos.

 

13,33Depois disso, Jeroboão não abandonou o seu mau caminho, mas continuou a tomar homens do meio do povo e a constituí-los sacerdotes dos santuários dos lugares altos. Todo aquele que queria era consagrado e se tornava sacerdote dos lugares altos. 34Esse modo de proceder fez cair em pecado a casa de Jeroboão e provocou a sua ruína e o seu extermínio da face da terra. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Jeroboão fez dois bezerros de outro

 

Do cisma político se passa ao religioso e, imediatamente, começa a decadência da própria religião. Alguns valores, como a lembrança do Deus “que te fez sair do país do Egito” (a intervenção de Deus na história!), são conservados, mas outros se perdem: a pureza do culto espiritual, o sacerdócio, o impulso ético-profético. Haverá ainda numerosos profetas mesmo no reino do norte, mas sua voz não será ouvida e sua vida estará continuamente em perigo. Cercada por todos os lados pelo interesse humano, sem nenhuma referência transcendente, de unidade na caridade de Deus. A respeito da unidade entre os cristãos, diz o Concílio: “Recordem-se todos os fiéis que tanto mais intensamente promoverão e viverão na prática a união dos cristãos, quanto melhor se esforçarem para levar uma vida mais conforme ao evangelho. Portanto, quanto mais estreita for a comunhão que os une ao Pai, ao Verbo e ao Espírito Santo, tanto mais íntima e fácil será a ação que poderão realizar para intensificar as recíprocas relações fraternas”. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 105(106), 6-7a.19-20.21-22 (+ 4a)

Lembrai-vos, ó senhor, de mim; lembrai-vos, segundo

o amor que demonstrais ao vosso povo (4a)

 

Pecamos como outrora nossos pais, praticamos a maldade e fomos ímpios; no Egito nossos pais não se importaram com os vossos admiráveis grandes feitos.

 

Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno.

 

Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.

 

 

Evangelho do dia: Marcos (Mc 8, 1-10)

Segunda multiplicação dos pães

 

1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem comer; vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe". 4Os discípulos disseram: "Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?" 5Jesus perguntou-lhes: "Quantos pães tendes?" Eles responderam: "Sete".

 

6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de DalmanutaPalavra da Salvação!

 

Essa passagem bíblica também está presente no seguinte sinótico: Mt 15, 32-39 (Dá de comer a quatro mil)

 

 

Comentário o Evangelho

A compaixão orante

 

A contemplação da multidão, há três dias escutando os seus ensinamentos e sendo agraciada com milagres, tocou o coração de Jesus. Aquele povo corria o risco de desfalecer, se voltasse para casa faminto. O que fazer?

 

A compaixão de Jesus foi operante, ou seja, uma compaixão que não se detém na simples constatação das misérias do povo. Antes, pergunta-se pelo que é possível ser feito para minorar a situação de carência.

 

A atitude tomada por Jesus tem duas vertentes. Na primeira, ele é quem age e indica as providências a serem tomadas. Na segunda, ele engaja, na sua ação, os discípulos e a multidão. Portanto, uma ação conjunta, que exige a participação de todos.

 

Tratando-se de providenciar comida, Jesus promoveu uma grande partilha dos parcos recursos disponíveis: sete pães e alguns peixinhos. Ordenou ao povo sentar-se no chão, e começou a distribuir os pães e os peixes aos discípulos, e estes, à multidão. Ele supervisionou tudo, de forma que todos ficaram saciados, chegando até a sobrar sete cestos de pedaços.

 

A partilha dependeu também dos discípulos e da multidão. Era preciso que compreendessem a lição da partilha, ensinada pelo Mestre, e a pusessem em prática, imediatamente. Sem este engajamento efetivo, o milagre não teria sido realizado. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Pe. Jaldimir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: A primeira multiplicação dos pães está em Mc 6, 30-44. Os detalhes são pouco diferentes nas duas passagens, mas surge o sentimento de compaixão de Jesus para com os discípulos. Permanece o substancial: a comida abundante até que o povo fique saciado e até há sobras!. Nos dois relatos facilmente se pode ver uma alusão à refeição eucarística, tal como era celebrada pela comunidade judeo-helenista de Cesareia. A multiplicação dos pães é um ato de Providência, que tinha por finalidade encorajar-nos à confiança. A sua providência estende-se a toda a natureza. Ele tem cuidado, sobretudo com os “pequeninos”. “Vede as aves do céu, não semeiam nem colhem e, no entanto, nunca lhes falta alimento; e as flores dos campos? Não fiam nem tecem e, no entanto, estão mais brilhantemente vestidas do que Salomão no seu esplendor.” Como anda a nossa compaixão na nossa vida cotidiana?

 

Santa Catarina de Ricci

 

Com apenas doze anos ingressou na Ordem Dominicana. Ainda bem jovem, foi nomeada mestra das noviças, e pouco depois, vice-prioresa de seu convento. Aos trinta anos exerceu vitalicamente a função de prioresa. Era grande mística, frequentemente era arrebatada em êxtase a propósito da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Correspondeu-se com São Felipe Néri, São Carlos Borromeu, e com o Papa São Pio V. Foi conselheira espiritual de bispos e cardeais.

 

Aprender a orar, ou a orar melhor, consiste, fundamentalmente, em

redescobrir o caminho que leva ao coração. (Pedro Finkler)

 

 

A vida nos ensinou que o amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim

olhar juntos para fora na mesma direção. [Antoine De Saint Exupery]