Sábado, 8 de outubro de 2011

27ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar,  3ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica verde

 

 

Hoje: Dia do Nascituro, Dia do Direito à Vida e Dia do Nordestino

 

Santos: Lourença, Reparata, Tais, Ancião Simeão (Jerusalém), Pelágia (Séc. IV, Jerusalém), Ragenfreda (Séc. VIII), Demétrio, Etério

 

Antífona: Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que estes contêm; sois o Deus do universo! (Est 1, 9.10-11)

 

Oração: Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura: I Leitura: Joel (Jl 4, 12-21)
Julgamento das nações hostis e restauração de Jerusalém

 

Assim fala o Senhor: 12"Levantem-se e ponham-se em marcha os povos rumo ao vale de Josafá; ali me sentarei como juiz para julgar todas as nações em redor. 13Tomai a foice, pois a colheita está madura; vinde calcar, que o lagar está cheio: as tinas transbordam, porque grande é a sua malícia. 14Povos e mais povos no vale da Decisão: o dia do Senhor está próximo no vale da Decisão.

 

15Escureceram o sol e a lua e as estrelas perderam o brilho. 16Desde Sião rugirá o Senhor, fará ouvir sua voz desde Jerusalém; tremerão céus e terra, mas o Senhor será refúgio para o seu povo, será a fortaleza dos filhos de Israel.

 

17Sabereis, então, que eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, meu santo monte; Jerusalém será lugar sagrado, por onde não mais passarão estranhos.

 

18Acontecerá naquele dia que os montes farão correr vinho, e as colinas manarão leite; aos regatos de Judá não há de faltar água, e da casa do Senhor brotará uma fonte, que irá alimentar a torrente de Setim.

 

19O Egito será devastado, e a Iduméia, devastada e deserta, por causa de suas atrocidades contra os filhos de Judá, derramando sangue inocente em suas terras.

 

20Judá será habitada para sempre, e Jerusalém, por todos os séculos. 21Vingarei meu sangue, não o deixarei sem castigo". O Senhor está habitando em Sião. Palavra do Senhor!

 

Comentário

Tomai a foice, pois a colheita está madura

 

As crônicas refletem a luta entre bem e mal que é a trama de luz e obscuridade da história cotidiana. Com Cristo, Senhor da história, já principiou a fase final dessa luta. “Já chegou até nós a era final da história e a renovação do mundo foi irrevogavelmente constituída e de certo modo antecipada... A Igreja peregrinante tem, nos seus sacramentos, a figura passageira deste mundo”. Cristo verá “para ser glorificado em seus santos e admirando em todos os que tiverem criado” (2Ts 1,10). A Eucaristia que celebramos é também antecipação desse juízo na caridade. Porque a divisão última não sra entre israelitas e “ou outros”. O exame final é sobre a caridade. É a responsabilidade pessoal que nos coloca na fronteira da consciência, a última fronteira. Seus limites não passam entre algumas pessoas e outras, mas em cada um de nós e em cada uma de nossas comunidades. [MISSAL COTIDIANO ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 96(97), 1-2.5-6.11-12 (R/.12a)

Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

 

Deus é rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apóia na justiça e no direito.

 

As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.

 

Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo nome!

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 11, 27-28)

Ditoso o ventre que te trouxe!

 

Naquele tempo, 27enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: "Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram". 28Jesus respondeu: "Muito mais felizes São aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

Corrigindo uma constatação

O intuito feminino de uma mulher do povo levou-a a fazer uma constatação verdadeira: era digno de ser exaltado o ventre em que Jesus fora gerado, e os seios em que fora amamentado. O poder manifestado nos feitos prodigiosos do Mestre, justificava o grito entusiasta desta mulher. Ter gerado tal filho era algo digno de louvor para uma mãe. Só alguém agraciada por Deus - "bem-aventurada" - podia ser capaz disso.


O elogio a Maria comportava um elogio a Jesus. Na mentalidade da época, exaltar a mãe era uma forma de exaltar o filho. Esta era a intenção da mulher: fazer um elogio a Jesus, reconhecendo que ela possuía um poder extraordinário provindo de Deus.


As palavras da mulher, entretanto, careciam de um acréscimo. Elas podiam dar a entender que bastava alguém ter um certo parentesco sangüíneo com Jesus para ser objeto de reconhecimento. No entanto, era preciso muito mais! A verdadeira bem-aventurança consistia em ser um discípulo exemplar: ouvir com fidelidade e perseverança a Palavra e oferecer ao mundo um testemunho de vida consumado, colocando-a em prática. A mãe de Jesus, mais do que ninguém, deu este testemunho de escuta-prática da Palavra. Mas, este seu título de glória pode ser obtido por qualquer discípulo fiel e perseverante. O fato de ter sido mãe natural de Jesus era menos importante do que sua fidelidade a Deus, manifestada com gestos concretos. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 

A palavra se faz oração (Liturgia Diária)

Pai misericordioso, olhai com bondade e amor cada um de nós. Vinde em nosso auxílio, Senhor.

Pai das luzes, iluminai vossa Igreja peregrina neste mundo.

Pai da consolação, consolai as mães que perdem os filhos.

Pai das bênçãos, abençoai os ventres que geram vida nova.

Pai de bondade, tornai-nos sempre mais humanos e fraternos.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, o sacrifício que instituístes e, pelos mistérios que celebramos em vossa honra, completai a santificação dos que salvastes. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Bom é o Senhor para quem confia nele, para aquele que o procura. (Lm 3,25)

 

Oração Depois da Comunhão:

Possamos, ó Deus onipotente, saciar-nos do pão celeste e inebriar-nos do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: A expressão mulher é de louvor, equivalente a outras bem-aventuranças. Em contraste com a maternidade carnal de sua mãe, Jesus faz o louvor da fé. Lucas não apresenta uma crítica de Jesus à sua Mãe; antes, como exemplo do discípulo, faz dela o maior louvor. (Bíblia dos Capuchinhos)

 

São João Calábria

 

João Orestes Maria Calábria, seu nome de batismo, nasceu em 8 de outubro de 1873, em Verona, Itália, sétimo filho de uma família cristã muito humilde. O pai, Luís, era sapateiro e a mãe, Ângela, uma empregada doméstica e cristã exemplar. Desde pequeno, João teve uma saúde frágil, agravada ainda pela grande fome que atingira a região do Vêneto, norte da Itália, em sua infância, deixando-o subnutrido.


Quando o pai faleceu, teve de interromper o quarto ano do ensino básico para trabalhar como garçom. Com a ajuda de padres amigos da família, começou a estudar para entrar no seminário e, em 1892, conseguiu ingressar no de Verona. Muito preocupado com os necessitados, desde o início teve a preocupação de visitar os doentes, mas desdobrava-se na catequese das crianças abandonadas, suas prediletas.


Em 1894, foi chamado para o serviço militar. Esta fase, segundo seus orientadores, seria interessante para colocar à prova sua verdadeira vocação sacerdotal. Logo foi escalado para a enfermaria do hospital militar, onde se dedicou de corpo e alma a cuidar dos enfermos.


Após dois anos, retornou ao seminário, onde foi aprovado como noviço. Mas o seminarista Calábria nunca mais deixaria de visitar o hospital militar. Em 1901, recebeu sua ordenação sacerdotal.


Designado para o ministério na diocese de Verona, deixou sua marca de bom pastor em várias paróquias onde atuou. Em 1907, foi nomeado vigário da Reitoria de São Benedito ao Monte. Lá, devido à sua especial atenção para com as crianças abandonadas, criou, no mesmo ano, uma casa de acolhida para elas, chamada "Casa dei Buoni Fanciulli", isto é, "Casa dos Bons Meninos", cuja sede depois foi transferida para a próxima cidade de São Zeno, onde hoje está a Casa-mãe. Em breve, os lares para as crianças abandonadas foram se estendendo por toda a Itália.


Em decorrência dessa obra, ele acabou fundando também duas congregações religiosas. Primeiro a masculina: dos Pobres Servos da Divina Providência; logo depois o ramo feminino: das Pobres Servas da Divina Providência. A orientação básica que o fundador costumava repetir aos seus religiosos, colaboradores leigos e aos jovens dos lares que criou era muito simples, como foi toda a sua vida: "Sejam evangelhos viventes". Com isso lhes pedia para encontrarem o amor de Deus vendo o irmão necessitado como a única fonte para poder sentir e demonstrar a verdadeira Paixão de Jesus Cristo pela humanidade.


João Calábria faleceu no dia 4 de dezembro de 1954, na Casa-mãe de suas obras, em São Zeno. O papa Pio XII, que na ocasião também estava doente, quando recebeu a notícia da morte de padre Calábria, cuja vida acompanhou e admirava, assim o definiu: era um "campeão de evangélica caridade".


Canonizado pelo papa João Paulo II em 1999, a data comemorativa oficial da memória de são João Calábria ocorre no dia 8 de outubro, em vez de 4 de dezembro, por uma especial autorização concedida, a pedido das congregações, pela Santa Sé. Expandidas por toda a Itália, atravessaram oceanos, estabelecendo-se no Uruguai, Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia, Angola, Filipinas, Índia, Rússia, Romênia e Quênia. Além disso, floresceu um ramo na América Latina: as Irmãs Missionárias dos Pobres, dando vigor e continuidade à obra do santo fundador.
[paulus.com.br]

 

Um país que mata os seus próprios filhos é um país sem futuro. (Papa João Paulo II)