Sábado, 7 de maio de 2011

Segunda Semana da Páscoa, 2ª Semana do Saltério (Livro II),  cor  litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia do Oftalmologista, Dia Nacional da Prevenção da Alergia e dia do Silêncio

 

Santos: Flávia Domitila (mártir), Augusto, Juvenal, Quadrato (Nicomédia), João de Beverley (arcebispo de York, Inglaterra), Gisela (bem aventurada), Estanislau (Bispo de Cracóvia, mártir), Liudardo (bispo); Serênico, Sereno,  Crispin de Viterbo (Bem-Aventurado, confessor da 1ª Ordem).

 

Antífona: Povo resgatado por Deus, proclamai suas maravilhas: ele vos chamou das trevas à sua admirável, aleluia! (1Pd 2,9)

 

Oração: Ó Deus, por quem fomos remidos e adotados como filhos, velai sobre nós em vosso amor de Pai e concedei aos que crêem em Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Atos (At 6, 1-7)     
Oração e evangelização, tarefas vitais para os apóstolos

 

1Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. 2Então os doze apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: "Não está certo que nós deixemos a pregação da palavra de Deus para servir às mesas. 3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da palavra".

 

5A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7Entretanto, a palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé. Palavra do Senhor!

 

Comentando a Leitura

Elegeram sete homens repletos do Espírito Santo

 

A Igreja é uma comunidade humando-divina. Enquanto comunidade de homens imperfeitos e pecadores, é impossível não surgirem nela tensões e problemas. Lucas neste texto indica-nos o modo de resolvê-los e a tarefa da autoridade. A presença desta na Igreja é também um vínculo de unidade, adesão ao concreto dos problemas, fontes de vários ministérios.

 

O povo de Deus é uno, e cumpre insistir em sua homogeneidade; mas é também rico de pessoas com diferentes disposições, e cumpre afirmar sua variedade. Todos não podem fazer tudo. Poder-se-ia dizer também que todos podem fazer tudo, mas de modo diverso. Certamente o apóstolo, o sacerdote e o bispo se definem em referência à Palavra e à oração. Porém evangelização e prece são tarefas de toda a Igreja, de todo cristão. O cuidado da comunhão e da assistência fraterna não é supérfluo na Igreja. Também hoje, em que muitos serviços sociais são garantidos e geridos pela sociedade civil, a Igreja não pode abdicar da assistência fraterna a quem está em necessidade. [Extraído do MISSAL COTIDIANO,  ©Paulus, 1997]

 

Salmo: 32 (33), 1-2.4-5.18-19 (R/.22)
Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da

mesma forma que em vós nós esperamos!

 

Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!

 

Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

 

O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.  

 

 

Evangelho: João (Jo 6, 16-21)

Enxergaram Jesus, andando sobre as águas

16Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. 18Soprava um vento forte e o mar estava agitado. 19Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20Mas Jesus disse: "Sou eu. Não tenhais medo". 21Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo. Palavra da Salvação!

Leituras paralelas a partir dos sinóticos: Mt 14, 22-36; Mc 6, 47-53

 

 

Comentário o Evangelho

Com Jesus nas tempestades

 

A adesão ao Ressuscitado comporta tremendos desafios para os que escolhem o caminho do discipulado cristão. Engana-se quem pretende transformá-lo num oásis de paz e de tranqüilidade, livre de tribulações. A cena evangélica indica-nos como enfrentar as tempestades da vida.


Os discípulos põem-se a atravessar o mar da Galiléia, numa pequena barca, rumo a Cafarnaum. Dois detalhes: já era noite e não estava com eles o Senhor. A forte ventania e a agitação do mar fazia-os correr o risco de afundar.


Tudo mudou quando se deram conta de não estarem sozinhos. Com eles estava o Senhor, exortando-os a não entregar os pontos. A meta devia ser alcançada!


Os discípulos de todos os tempos fazem semelhante experiência. O testemunho de sua fé no Ressuscitado coloca-os muitas vezes em situações aparentemente sem solução. São tempestades das mais variadas formas: perseguição, martírio, indiferença, marginalização, expulsão, calúnias etc. É como se entrassem numa pavorosa escuridão, com o risco de desviar-se do rumo estabelecido pelo Senhor.


Nestas circunstâncias, mais do que nunca, é preciso dar-se conta da presença do Ressuscitado a incentivá-los a continuar, sem esmorecer. Ele é um companheiro fiel! [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

A fim de que os diáconos sejam revigorados e abençoados em sua missão, peçamos. Ouvi-nos, Senhor!

A fim de que sempre surjam novas pessoas dispostas a anunciar o evangelho, peçamos.

A fim de que não tenhamos medo de testemunhar nossa vocação cristã, peçamos.

A fim de que a devoção a Maria seja incentivada nas comunidades, peçamos.

A fim de que os projetos sociais façam diferença na vida dos mais necessitados, peçamos.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Dignai-vos, ó Deus, santificar estes dons e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós mesmos uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que contemplem a glória que me deste, aleluia! (Jo 17, 24)

 

Oração Depois da Comunhão:

Tendo participado do sacramento do Corpo e do Sangue do vosso Filho, nós vos suplicamos, ó Deus, que nos faça crescer em caridade e eucaristia que ele nos mandou realizar em sua memória. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Mas do que acalmar as águas do mar, ou do lago, o que precisa aquietar são os temores dos discípulos. Jesus faz com a fórmula tradicional “não temais”, e com a fórmula frequente em João de auto-revelação, “sou eu”. Pode-se chamar esse relato de epifania porque nele se manifesta sensivelmente a divindade poderosa do Senhor.

 

Santo Agostinho Roscelli

 

 

 

Nasceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constituiu para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs.


Aos dezessete anos, decidiu ser padre, entusiasmado por Antonio Maria Gianelli, arcebispo de Chiavari, que se dedicava exclusivamente à pregação aos camponeses, e hoje está inscrito no livro dos santos. Em 1835, Agostinho foi para Gênova, onde estudou enfrentando sérias dificuldades financeiras, mas sempre ajudado pela sua força de vontade, oração intensa e o auxílio de pessoas de boa vontade.


É ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martino d´Alboro como padre auxiliar. Inicia o seu humilde apostolado a serviço de Deus, dedicando-se com zelo, caridade e exemplo ao crescimento espiritual e ao ministério da confissão.


Agostinho é homem de diálogo no confessionário da igreja genovesa da Consolação, sendo muito procurado, ouvido e solicitado pela população. Sua fama de bom conselheiro corre entre os fiéis, o que faz chegar gente de todas as condições sociais em busca de sua ajuda. Ele passa a conhecer a verdadeira realidade do submundo.


Desde o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a figura do "pastor", do educador na fé, do ministro da Palavra e do orientador espiritual, sempre pronto a doar-se na obediência, humildade, silêncio, sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a ação divina, a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de vida de apostolado e oração.


Em 1872, alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e pobrezas morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos cárceres, a quem leva, com afeto, o conforto e a misericórdia do Senhor. Dois anos mais tarde, passa a dedicar-se também aos recém-nascidos, em favor das mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência moral e material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto.


Com a ajuda de algumas catequistas, padre Agostinho passa à ação. Nasce um grupo de voluntárias, e acolhem os primeiros jovens em dificuldades, para libertá-los do analfabetismo, dando-lhes orientação moral, religiosa e, também, uma profissão. E a obra cresce, exatamente porque responde bem à forte demanda social e religiosa do povo.

 

Em 1876, dessa obra funda a congregação das Irmãs da Imaculada, indicando-lhes o caminho da santidade em Maria, modelo da vida consagrada. Após o início difícil e incerto, a congregação se consolida e se difunde em toda a Itália e em quase todos os continentes. [www.paulinas.org.br]


A vida terrena do "sacerdote pobre", como lhe costumam chamar, chega ao fim no dia 7 de maio de 1902. O papa João Paulo II proclama santo Agostinho Roscelli em 2001.

 

 

As mães na vida da Igreja

Dom Canísio Klaus, Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul - RS

 

A Igreja Católica, desde seus primórdios, tem na mãe um amparo seguro para sua fé. O exemplo típico é Maria, a mãe de Jesus, que estava presente junto aos apóstolos no momento em que o Espírito Santo desceu sobre eles no domingo de Pentecostes. O documento de Aparecida diz que “Maria é a presença materna indispensável e decisiva na gestação de um povo de filhos e irmãos, de discípulos e missionários de seu Filho” (nº 524).

                             

A partir de Maria, muitas outras mães marcaram a caminhada da Igreja. Mães do estilo de Santa Mônica que derramou muitas lágrimas para que seu filho abandonasse a  vida desregrada que estava levando e se transformasse no grande teólogo e doutor da Igreja, Santo Agostinho. Mães como Santa Rita de Cássia, que sofreu os maus tratos do marido e depois de viúva, entrou para a vida religiosa. Mães do estilo de Santa Isabel de Portugal, que na condição de rainha entregou seus bens pessoais aos necessitados e viveu na pobreza voluntária. Mães de papas, bispos, padres e religiosas. Mães catequistas, animadoras de comunidades e dinamizadoras do serviço da caridade. Mães dedicadas à transmissão da fé para seus filhos e solícitas companheiras para seus consortes, também na motivação para a prática religiosa.

                         

O documento de Aparecida reconhece que as mulheres “constituem, geralmente, a maioria de nossas comunidades. São as primeiras transmissoras da fé e colaboradoras dos pastores”. Por isso, “é urgente valorizar a maternidade como missão excelente das mulheres”. A mãe “é insubstituível no lar, na educação dos filhos e na transmissão da fé” (456).

      

Por ocasião do Dia das Mães deste ano, queremos manifestar a nossa gratidão às inúmeras mães que assumem a sua fé na família e na comunidade. Queremos manifestar a nossa solidariedade às mães que sofrem por verem seus filhos trilhando o caminho das drogas e da violência. Manifestar o nosso apoio às mães que lutam para que seus filhos desenvolvam autênticos valores de vida e fé. Manifestar o nosso incentivo às mães que se empenham para que, conforme nos alertava a Campanha da Fraternidade, a vida possa continuar a seguir o seu normal rumo idealizado por Deus no momento da criação. Manifestar o nosso reconhecimento às mães que assumem sozinhas a educação dos filhos, pelo fato de terem sido abandonadas ou por terem se tornado viúvas. Manifestar a nossa admiração para com as mães que já são avós, e que tem a graça de conviverem com os filhos dos seus filhos.

 

Finalmente, queremos parabenizar a todas vocês mães! Que Deus as abençoe e lhes dê muitas alegrias através dos filhos que geraram!

  

Parabéns!

 

A mãe é dádiva de amor preço que o céu pode outorgar-nos. (Severo Catalina)