Sábado, 5 de março de 2011

Oitava Semana do Tempo Comum, Ano “A”, 4ª do Saltério, Livro III, cor, Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia do Filatelista Brasileiro e dia nacional da Música Clássica

 

Santos: Eusébio de Cremona, Virgílio (arcebispo de Arles), João José da Cruz (confessor franciscano da 1ª ordem), Domingos Sávio, Adriano e Eubulo (mártires), Focas da Antioquia (mártir), Gerasmo (abade), Cirano de Saighir, Pirano (Séc. VI, abade), Eustóquia Verzeri, Jeremias Stoica.

 

Antífona: O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama. (Sl 17,19-20)

 

Oração: Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa igreja vos possa servir alegre e tranquila. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Eclesiástico (Eclo 51,17-27)

Na prática da Lei procurei ser cuidadoso

 

17Quero dar-te graças e louvar-te, e bendirei o nome do Senhor. 18Na minha juventude, antes de andar errante, procurei abertamente a sabedoria em minhas orações; 19diante do santuário eu suplicava por ela, e até ao fim vou procurá-la; ela floresceu, como a uva amadurecida. 20Meu coração nela colocou sua alegria; meu pé andou por um caminho reto, e desde a juventude segui suas pegadas. 21Inclinei um pouco o ouvido e a acolhi, 22e encontrei para mim abundante instrução, e por meio dela fiz grandes progressos: 23por isso glorifico a quem me dá a sabedoria. 24Porque resolvi pô-la em prática, procurei o bem e não serei confundido. 25Minha alma aprendeu com ela a ser valente e na prática da Lei procurei ser cuidadoso. 26Levantei minhas mãos para o alto e me arrependi por tê-la ignorado. 27Para ela orientei a minha alma e na minha purificação a encontrei. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Glorifico a quem me dá sabedoria

 

A procura de Deus, na qual consiste a sabedoria, não se encontra no termo de mero esforço intelectual, porém exige a conversão do coração e concreto estilo de vida. A sabedoria não é um conjunto de argumentos, mas dom de Deus, oferecido numa comunidade de vida aos discípulos suficientemente despojados de si para estar dispostos a receber.

 

Para o cristão, ela se encontra na “pureza de coração”, que faz “ver a Deus”; naquele “morrer com Cristo”, que nos faz desejar “conhecer só a Cristo, e a Cristo crucificado”; naquele “perder a própria vida por Cristo” na pobreza, na obediência, na castidade, na doação de si, início da verdadeira vida. [Missal Cotidiano, Paulus]

 

Salmo: Sl 18(19/B), 8.9.10.11 (R 9a)

Os ensinos do Senhor são sempre retos, alegria ao coração.

8A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.

 

9Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.

 

10É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

 

11Mais desejáveis do que o ouro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos.

 

Evangelho: Marcos (Mc 11,27-33)

       Cura do cego de Jericó

Naquele tempo: 27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram: 28”Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?” 29Jesus respondeu: “Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. 30O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me.” 31Eles discutiam entre si: “Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: 'Por que não acreditastes em João?' 32Devemos então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. 33Então eles responderam a Jesus: “Não sabemos.” E Jesus disse: “'Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas.” Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 21,23-27; Lc 20,1-8

 

 

Comentando o Evangelho

Uma situação embaraçosa

 

A situação embaraçosa que os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos – o Grande Conselho – quiseram criar para Jesus acabou recaindo sobre eles. Imaginavam colocá-lo num beco sem saída, ao questioná-lo sobre a autoridade de sua ação. Se evocasse sua autoridade de Messias, levaria seus inquisidores a agirem, imediatamente, para evitar uma intervenção dos romanos. Deveriam mandar prendê-lo, para impedir que criasse situações delicadas em que os opressores estrangeiros se sentissem provocados. Se atribuísse a si mesmo a autoridade com que agia, seria acusado de impostura, e, por conseguinte, deveria ser urgentemente punido por seu ato irresponsável.

 

Jesus escapou da insidia, de maneira inteligente: confrontou seus adversários com uma questão à qual eles não tiveram como responder. Tratava-se da delicada questão da origem do batismo ministrado por João. Eles logo se deram conta da armadilha preparada pelo Mestre. Daí confessaram serem incapazes de responder. E, assim, deram margem para Jesus se declarar não estar obrigado a dizer de onde vinha sua autoridade para realizar ações inusitadas.

 

O Evangelho apresenta a imagem de um |Jesus astuto, que sabe como se safar das ciladas armadas contra ele. Com isto, os discípulos são alertados a serem espertos no trato com os inimigos do Reino.

 

A bondade e a misericórdia, características de quem quer seguir o Mestre, não são sinônimos de ingenuidade. O serviço do /Reino, em determinadas circunstâncias, requer muita esperteza, como acontecia com Jesus. [Missal Cotidiano, Paulus]

 

Oração da Assembleia (Liturgia Diária)

 

-Fortalecei, Senhor, o papa e todo o clero, para que guiem o provo rumo a salvação. Ouvi-nos, Senhor.

-Iluminai os que não reconhecem a presença viva de Cristo em nosso meio.

-Dai entusiasmo aos que atuam em favor dos mais necessitados.

-Olhai para os doentes e propiciai-lhes a recuperação da saúde.

-Abençoai nosso trabalho e nossas atividades, para eu vos sejam agradáveis.

(Outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, que nos dais o que oferecemos e aceitais nossa oferta como um gesto de amor, fazei que os vossos dons, nossa única riqueza, frutifiquem para nós em prêmio eterno. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos, diz o Senhor. (Mt 28,20)

 

Oração Depois da Comunhão:

Tendo recebido o pão que nos salva, nós vos pedimos, ó Deus, que este sacramento, alimentando-nos na terra, no faça participar da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor!  

 

São José da Cruz

 

São José da Cruz ingressou na Ordem de São Pedro de Alcântara por sentir que por esses ordem chegaria muito mais próximo ao Céu. Fugiu das dignidades eclesiásticas e levou uma vida eremítica para se exercitar unicamente na penitência e na oração, tal o fundador de sua congregação. Era profundamente austro, comia pouco e uma só vez ao sai, dormi apoucas horas, levantando-se a meia noite para agradecer a Deus pelo novo dia. Em 1647 foi enviado para fundar um convento em Ávila, em Piemonte. Juntou pedras com suas próprias mãos, usou cal e madeira e com um enxadão fez os alicerces. Não tinha ninguém para ajudá-lo. O povo começou a achar que ele era louco mas logo perceberam que estavam errado e começaram a prestar-lhe ajuda, de forma que um grande convento foi edificado em poucos tempo. Em 1702 foi nomeado vigário provincial da Reforma de São Pedro de Alcântara na Itália e a ordem, abençoada por Deus, desceu de Norte a Sul, adquirindo um bem espiritual tão grande que chegou ao Vaticano. João José da Cruz viveu até 85 anos de idade e na última etapa de sua vida foi favorecido com o dom de fazer milagres. De todo Piemonte vinham ao Convento de Ávila numerosas caravanas que se tivessem fé e merecimentos eram curadas. O santo foi beatificado em 17989 e canonizado em 1839,no centenário de sua morte..

 

A vida no planeta

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte-MG

 

O Carnaval vai começar. Em muitos lugares já começou e até, indevidamente, é prolongado e ultrapassa os limites do calendário. Muitos, no entanto, iluminados por outros princípios e razões, vivem uma folia diferente. Não excluem a alegria que precisa fecundar a vida e mostrar sua graça. Priorizam a vivência do contentamento cultivado pela experiência da oração, do estudo, dos retiros espirituais, do contato com a natureza, do gosto pelo silêncio, o convívio familiar e as amizades. Entre essas escolhas, não poucos fazem a opção pelo estudo e aprofundamento do tema da Campanha da Fraternidade, promovida há mais de quarenta anos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Gesto educativo que ilumina com a fé e os valores do Evangelho a realidade social, política, religiosa e cultural de todos.

 

Neste ano, durante a Quaresma, momento especial em que a Igreja Católica convida para atenciosa escuta da Palavra de Deus na oração, na prática do jejum e na comprometida caridade, o tema escolhido é ‘a vida no planeta’. A consideração da vida no planeta nasce da importante e interpeladora motivação que toca a fé cristã e a cidadania na sua nobreza. São muitos rostos sofredores por esse mundo afora clamando solidariedade. O olhar lançado sobre a natureza é a referência fundamental para fazer brotar e recuperar sensibilidades. Conscientizar, em relação aos resultados, que as mãos humanas estão produzindo e contribuindo nas mudanças climáticas que têm ocasionado sérios desastres na natureza e na vida de todos. É componente importante da cidadania o debate dos aspectos envolvendo o meio ambiente. As questões são, na verdade, muito complexas. Basta considerar as diferentes posições, não só entre ativistas e governantes, como também no meio científico. Ainda que seja razoável pensar que as mudanças climáticas seguem ciclos próprios da natureza, é inquestionável que a derrubada de florestas, a poluição produzida e outros fatores advindos das ações humanas estão incidindo sobre o planeta e interferindo nas mudanças do clima. A reflexão cidadã, portanto, tem importância e grande influência no contexto. Envolve a todos, além de fomentar um processo educativo que proporcione amadurecimento e modificações radicais no tratamento dado à natureza e a tudo o que ela oferece para o bem de todo o mundo.

 

Os meios de comunicação mostram e comprovam o descaso no tratamento dado à natureza, com resultados preocupantes e acontecimentos lastimáveis. Em perdas de vidas e em prejuízos, que nascem até mesmo de irresponsabilidades, e condutas individuais egoístas e pouco civilizadas. A CNBB, colocando no coração da Campanha da Fraternidade a espiritualidade quaresmal, apelo veemente e amoroso de Deus à conversão, tem como meta, por meio do que é feito nas dioceses e paróquias de todo o Brasil, viabilizar melhor formação da consciência ambiental. Isso, para que todos possam assumir, nas diferentes etapas da vida, suas responsabilidades próprias, com as respectivas consequências éticas. Há urgência, considerando-se o conjunto da sociedade mundial, em alcançar índices de maior conscientização sobre esse problema. Neste sentido, a Campanha da Fraternidade investirá na mobilização de pessoas, comunidades, Igrejas, segmentos religiosos, enfim, em toda a sociedade, para avançar na superação de tantos problemas socioambientais, formando condutas fundamentadas nos valores do Evangelho. Nesse processo de educação ambiental quer também desenvolver a profecia que está no centro dessas considerações. Suscitar posturas corajosas de denúncias, apontando responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes de equivocadas escolhas e das atitudes de cidadãos, empresas e governos.

 

É inquestionável que muitas atividades do ser humano incidem nas mudanças que estão vitimando o planeta. O convite à conversão é oportuno e necessário, pode alcançar o mais recôndito do coração humano até inspirar mudança de conduta, particularmente em relação a posturas, tratamentos e consumo dos bens da natureza no nosso rico planeta Terra. Permanece o desafio de repensar o atual modelo de desenvolvimento, em razão dos comprometimentos produzidos. E também da fomentação de modos de viver e da criação de demandas que estão configurando uma cultura na contramão da vida saudável e mais autêntica. A agenda de temas pertinentes em face de mudanças significativas é ampla, inclui questões em torno da água, do tratamento de biomas, do êxodo rural, dos escândalos da miséria, da sustentabilidade como novo paradigma civilizacional. O desafio é tão grande que pode levar muitos a fechar os olhos. É preciso abrir a mente e o coração para o forte apelo que ressoará mais potente no tempo da Quaresma, o convite de Jesus: “Convertei-vos”! [CNBB]

 

Aconteceu no dia 5 de março:

1970: Entra em vigor o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, após ser ratificado por 43 países

 

 

Investir em conhecimentos rende sempre os melhores juros. (Benjamin Franklin