Sábado, 4 de dezembro de 2010

Primeira Semana do Advento, Ano “A”, 1ª do Saltério (Livro I), cor Roxa

 

Hoje: Dia do Publicitário, dia do Orientador Educacional, dia do Perito Criminal Oficial e dia nacional do Pedólogo.

 

Santos: Annon de Colônia (bispo), Bárbara da Nicomédia (virgem, mártir), Bernardo de Parma (bispo), Cirano de Bourges (abade), Cristiano da Prússia (bispo), Félix de Bolonha (bispo), Isa e Tecla (mártires do Egito), Maria de Roma (mártir), Maruta de Mayferqat (bispo), Mauro de Pécs (bispo), Melécio de Sebastópolis (mártir), Melécio de Spoleto (bispo), Osmundo de Salzburgo (bispo), Sol da Germânia (eremita), Suairlech de Less Mor (abade), Teófano e Companheiros (mártires de Constantinopla), Arcângelo Canetoli (presbítero, bem-aventurado), Bertoara de Bourges (bem-aventurado), Catarina dos Anjos (bem-aventurada), Francisco Galvez (franciscano), Jerônimo De Angelis (jesuíta), Simão Yempo (jovem catequista) e vários outros companheiros (mártires, bem-aventurados), Maria de Pisa (bem-aventurada), Wisinto de Kremsmünster (monge, bem-aventurado).

 

Antífona: Vinde, Senhor, que estais acima dos querubins; mostrai-nos a vossa face e seremos salvos. (Sl 79, 4.2)

 

Oração: Ó Deus, que enviastes a este mundo o vosso unigênito para libertar da antiga escravidão o gênero humano, concedei aos que esperam vossa misericórdia chegar à verdadeira liberdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Isaias (Is 30, 19-21.23-26)
O senhor não deixa de responder aos nossos clamores

Assim fala o Senhor, o santo de Israel: 19"Povo de Sião, que habitas em Jerusalém, não terás motivo algum para chorar: ele se comoverá à voz do teu clamor; logo que te ouvir, ele atenderá. 20O Senhor decerto dará a todos o pão da angústia e a água da aflição, não se apartará mais de tio teu mestre; teus olhos poderão vê-lo 21e teus ouvidos poderão ouvir a palavra de aviso atrás de ti: 'O caminho é este para todos, segui por ele, sem desviar-vos à direita ou à esquerda'. 

 

23Ele te dará chuva para a semente que tiveres semeado na terra, e o fruto da terra será abundante e rico; nesse dia, o teu rebanho pastará em vastas pastagens, 24teus bois e os animais que lavram a terra comerão forragem salgada, limpa com pá e peneira. 25Haverá em toda montanha alta e em toda colina elevada arroios de água corrente, num dia em que muitos serão mortos com o desabamento de suas torres. 26A lua brilhará como a luz do sol e o sol brilhará sete vezes mais, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor curar a ferida de seu povo e fizer sarar a lesão de sua chaga". Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

O Senhor se comoverá à voz do teu clamor

 

Deus é fiel a suas promessas. Se nos abrir os olhos, poderemos ver quanto já realizou por nós e saberemos esperar confiantes quanto haverá ainda de realizar. Bem-aventurados os que esperam no Senhor (Salmo). Ele está pronto para atender ao grito suplicante do humilde e do pobre. Em sua condescendência, sabe o que é melhor para nós, e muitas vezes não nos afasta inteiramente da tribulação e da aflição. A dor permanece sempre nosso pão de cada dia. Se, porém, tivermos puro o coração e abertos os olhos de pobres e de humildes, saberemos ver o Mestre que nos aponta o caminho certo, embora no sofrimento, convencidos de que o Senhor permite quanto for para nosso bem (Rm 8,28). Olhando com fé e humildade acima das complicadas tramas terrenas, poderemos ver o traçado divino da história da salvação, que não se limita ao contingente, mas tem presente em sua tessitura um plano universal e eterno. O advento deve dar-nos o sentido da espera do “dia do Senhor”. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

 

Salmo: 146(147A), 1-2.3-4.5-6

Felizes são aqueles que esperam no Senhor!

 

Louvai o Senhor Deus, porquê ele é bom; cantai ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor, ele o merece!

 

Ele conforta os corações despedaçados, ele enfaixa suas feridas e as cura; fixa o número das estrelas e chama cada uma pelo nome.

 

É grande e onipotente o nosso Deus, seu saber não tem medida nem limites. O Senhor Deus é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os que são ímpios.

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 9, 35-10, 1.6-8)

Escolha e missão dos doze

 

Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" 

 

10.1E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Enviou-os com as seguintes recomendações: 6"Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: 'O reino dos céus está próximo'. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!" Palavra da Salvação!

 

 Leituras paralelas: Mc 3, 13-19; 6, 34; Lc 6, 12-16; 10,2; Jo 1, 40-49,; At 1, 13

 

 

Comentando o Evangelho

 

A compaixão de Jesus

 

A vinda de Jesus ao mundo decorre da compaixão de Deus pela humanidade. Sua missão consiste em manifestar esta misericórdia, por meio de gestos concretos. A expulsão dos espíritos imundos e a cura de toda doença e enfermidade manifestam esta preocupação.

 

As multidões foram objeto da atenção de Jesus. Elas revelavam cansaço e abatimento, por falta de líderes para conduzi-las, e pela opressão que sofriam. Que fazer?

 

Jesus passou da constatação à providência concreta. Sua iniciativa consistiu em escolher doze discípulos e enviá-los com a sua mesma missão: proclamar a chegada do Reino dos Céus e realizar gestos indicadores desta presença. Assim, eles teriam a missão de difundir a misericórdia divina "às ovelhas desgarradas da casa de Israel". Como acontecia com Jesus, também os apóstolos sentiriam esse mesmo amor compassivo.

 

Tanto na ação de Jesus quanto na dos discípulos, antecipava-se a chegada do Reino esperado. O Reino que haveria de manifestar-se em todo o seu esplendor, na segunda vinda do Messias, já estava dando sinais de sua presença e revelando seu caráter particular de mediação da bondade de Deus. Aliás, tudo quanto diz respeito ao Messias Jesus traz o selo da compaixão. Eis por que sua vinda deve ser motivo de alegria. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano B,  ©Paulinas, 1996]

 

A palavra se faz oração (Missal Dominical)

·  Senhor, reuni todos os povos no vosso reino. Vinde Senhor, e ficai sempre conosco.

·  Confirmai-nos na esperança da salvação.

·  Orientai nossos passos pela vossa palavra.

·  Ensinai-nos a confortar os que sofrem.

·  Recebei em vosso reino os falecidos.

·  (outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Possamos, ó Pai, oferecer-vos sem cessar estes dons da nossa devoção, para que, ao celebrarmos o sacramento que nos destes, se realizem em nós as maravilhas da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eis que venho logo, diz o Senhor, e trago comigo a recompensa: darei a cada um segundo as suas obras. (Ap 22, 12)

 

Oração Depois da Comunhão:

Imploramos, ó Pai, vossa clemência, para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam. Por Cristo, nosso Senhor.

 

São João Damasceno

João Damasceno é considerado o último dos santos Padres orientais da Igreja, antes que o Oriente se separasse definitivamente de Roma, no ano 1054. Uma das grandes figuras do cristianismo, não só da época em que viveu, mas de todos os tempos, especialmente pela obra teológica que nos legou.

 

Seu nome de batismo era João Mansur. Nasceu no seio de uma família árabe cristã no ano 675, em Damasco, na Síria. Veio daí seu apelido "Damasceno" ou "de Damasco". Nessa época a cidade já estava dominada pelos árabes muçulmanos, que acabavam de conquistar, também, a Palestina. No início da ocupação, ainda se permitia alguma liberdade de culto e organização dos cristãos, dessa forma o convívio entre as duas religiões era até possível. A família dos Mansur ocupava altos postos no governo da cidade, sob a administração do califa muçulmano, espécie de prefeito árabe.

 

Dessa maneira, na juventude, João, culto e brilhante, se tornou amigo do califa, que depois o nomeou seu conselheiro, com o título de grão-visir de Damasco. Mas como era, ao mesmo tempo, um cristão reto e intransigente com a verdadeira doutrina, logo preferiu se retirar na Palestina. Foi ordenado sacerdote e ingressou na comunidade religiosa de São Sabas, e desde então viveu na penitência, na solidão, no estudo das Sagradas Escrituras, dedicado à atividade literária e à pregação.

 

Saía do convento apenas para pregar na igreja do Santo Sepulcro, para defender o rigor da doutrina. Suas homilias, depois, eram escritas e distribuídas para as mais diversas dioceses, o que o fez respeitado no meio do clero e do povo. Também a convite de João V, bispo de Jerusalém, participou, ao seu lado, no Concílio ecumênico de Nicéia, defendendo a posição da Igreja contra os hereges iconoclastas. O valor que passou para a Igreja foi através da santidade de vida, da humildade e da caridade, que fazia com que o povo já o venerasse como santo ainda em vida. Além disso, por sua obra escrita, sintetizando os cinco primeiros séculos de tentativas e esforços de sedimentação do cristianismo.

 

Suas obras mais importantes são "A fonte da ciência", "A fé ortodoxa", "Sacra paralela" e "Orações sobre as imagens sagradas", onde defende o culto das imagens nas igrejas, contra o conceito dos iconoclastas. Por causa desse livro, João Damasceno foi muito perseguido e até preso pelos hereges. Até mesmo o califa foi induzido a acreditar que João Damasceno conspirava, junto com os cristãos, contra ele. Mandou prendê-lo a aplicar-lhe a lei muçulmana: sua mão direita foi decepada, para que não escrevesse mais.

 

Mas pela fé e devoção que dedicava à Virgem Maria tanto rezou que a Mãe recolocou a mão no lugar e ele ficou curado. E foram inúmeras orações, hinos, poesias e homilias que dedicou, especialmente, a Nossa Senhora. Através de sua obra teológica foi ele quem deu início à teologia mariana. Morreu no ano 749, segundo a tradição, no Mosteiro de São Sabas. Tão importante foi sua contribuição para a Igreja que o papa Leão XIII o proclamou doutor da Igreja e os críticos e teólogos o declararam "são Tomás do Oriente". Sua celebração, no novo calendário litúrgico da Igreja, ocorre no dia 4 de dezembro. [www.paulinas.org]

 

 

Natal: A Festa Da Vida e Da Paz

Dom Anuar Battisti

Nossa cidade já está ficando toda enfeitada com símbolos do Natal. Os meios de comunicação veiculam mensagens natalinas cada vez mais contagiantes provocando o consumismo, muitas vezes sem necessidade. É neste clima que eu quero refletir com vocês sobre o verdadeiro símbolo do Natal e sobre sua verdadeira mensagem.

 

O símbolo cristão do Natal é o presépio: uma família recolhida em uma estrebaria, uma criancinha recém nascida em uma manjedoura, alguns animais, pastores vestidos pobremente, três homens vestidos ricamente e um anjo a indicar que ali se oculta um mistério divino.

 

Se quisermos compreender realmente o que é o Natal, precisamos nos colocar diante desse símbolo e nos perguntar pelo seu significado e pela mensagem que ele nos transmite. Toda a cena do presépio está centralizada no Menino que acaba de nascer. Ele é o Filho de Deus feito homem para a nossa salvação.

 

O significado do presépio é, portanto, o maior de todos os presentes: ele nos revela que Deus está presente entre nós. E a sua mensagem é a paz como dom de Deus e como conquista da boa vontade humana. De fato, a Bíblia nos diz que os anjos cantavam “glória a Deus no alto dos céus, e paz na terra às pessoas de boa vontade”.

 

No Natal, Deus é que nos dá o grande presente: seu Filho. E este nos dá a Vida e Paz. Será que há presente mais precioso que este? Os acontecimentos da última semana no Rio de Janeiro nos mostram como a paz enche as pessoas de alegria para viver. Lamentavelmente é uma paz aparente que dura enquanto dura a repressão.

 

O que mais desejamos, no fundo de nossos corações, é uma paz verdadeira e completa. E é este o presente que Deus nos oferece. Só na paz a vida humana tem sentido. Só assim podemos ser autenticamente felizes. O grande papa Pio XII dizia que sem a paz tudo se perde e com ela tudo se ganha.

 

Segundo uma antiga tradição, como preparação para o Natal se dá presentes aos pobres e às pessoas queridas para manifestar a alegria do encontro com Jesus. Quem começou esta tradição foram os Magos. Três homens que receberam uma revelação, acreditaram nela e fizeram uma longa peregrinação para encontrar Jesus.

 

Ao final dessa peregrinação que foi iluminada por Deus, ofereceram a Jesus alguns presentes. Tal oferta, na verdade, foi o sinal de sua gratidão. Receberam a revelação, a fé e a salvação. Por isso retribuíram com presentes que simbolizavam os frutos espirituais de sua jornada e também sua gratidão.

 

Essa tradição tem muita beleza, mas inclui também um grande risco: o de reduzir a preparação para o Natal a uma simples compra de presentes; e de desvalorizar a celebração do Natal, tornando-a uma bela festa, mas sem nenhum significado religioso.

 

Amigos e amigas, o símbolo maior do Natal nos revela que sua mensagem implica em muito mais do que simplesmente dar presentes e receber presentes. Ele nos ensina que primeiro é preciso saber receber o grande presente de Deus. E depois, como consequência, viver o Natal é deixar-se transformar pelo presente recebido. Essa transformação nos compromete com a causa da verdadeira paz, da defesa da vida, da vivência da solidariedade e da partilha.

 

Independentemente de presentes, Natal é a festa da vida e da paz! [Fonte: CNBB]

 

Educar não é simplesmente passar conhecimentos, mas trocar corações. (Frei Neylor J. Tonin)