Sábado, 4 de setembro de 2010

22ª Semana do Tempo Comum, Ano Par, 2ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

Santos: Beltrão de Garrigues (dominicano), Bonifácio I (papa), Calétrico de Chartres (bispo), Cândida (viúva, primeira cristã de Nápoles), Eva de Dreux (virgem e mártir), Hermione de Éfeso (virgem, uma das filhas de São Filipe Diácono, mencionado em At 21,9), Ida de Herzfeld (viúva), Juliano, Oceano, Amiano e Teodoro (mártires da Nicomédia), Magno de Funsen (monge), Marcelo de Lião (mártir), Marcelo de Trèves (bispo), Marino de San Marino (eremita, diácono), Moisés (personagem importantíssimo do Antigo Testamento), Monessa da Irlanda (virgem), Rosa de Viterbo (virgem), Rosália de Palermo (virgem), Silvano e Vitálico (um menino, mártires de Ancira), Ultano de Ardbraccan (bispo).

 

Antífona: Tende compaixão de mim, Senhor, clamo por vós o dia inteiro; Senhor, sois bom e clemente, cheio de misericórdia para aqueles que vos invocam. (Sl 85, 3.5)

 

Oração: Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: 1ª Carta de Paulo aos Coríntios (1Cor 4, 6b-15)
Paulo sofre com o desvio de conduta em Corinto

 

6bIrmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo, por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra outro, e a "não ir além daquilo que está escrito". 7Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? O que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido? 8Vós já estais saciados! Já vos enriquecestes! Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivésseis mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! 9Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. 10Nós somos os tolos por causa de Cristo; vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo.

 

11Até à presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; 12fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; 13somos caluniados, e exortamos. Tornamo-nos como que o lixo do mundo, a escória do universo, até o presente. 14Escrevo-vos tudo isto, não com a intenção de vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos queridos. 15De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores na vida em Cristo, não tendes muitos pais. Pois fui eu que, pelo anúncio do evangelho, vos gerei em Jesus Cristo. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Padecemos fome, sede e nudez

 

A comunidade de Conoto conheceu certos pretensos apóstolos que misturavam á mensagem da boa nova considerações por demais humanas. Paulo já explicou que o verdadeiro apóstolo está inteiramente a ser viço da comunidade. Enuncia agora um novo critério: o apóstolo apresenta-se fraco e perseguido e ainda expõe fisicamente a vida para comunicar a salvação; dispõe de uma sábia "estultícia", de uma forte "fragilidade" (cf 1Cor 1,18-25;2,1-5). A obra de evangelização que, de diversas formas e em várias medidas, todo cristão é obrigado a efetuar, não lhe confere outro privilégio senão o serviço. O cristão deve servir com humildade; leva a boa nova do Ressuscitado à custa de maldições, do que é objeto; anuncia consolação e recebe calúnia; inicia na sabedoria de Deus e é tratado como tolo. O "sim" dado a Deus por toda a vida significa multo sofrimento e muita solidão. Custa enormemente. Mas esse sofrimento abre para a única realidade, Cristo, nosso primeiro e infinito amor. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo Responsorial: 144(145), 17-18.19-20.21 (R/.18a)
O Senhor está perto de quem o invoca!

 

É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.

 

O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, ele escuta os seus clamores e os salva. O Senhor guarda todo aquele que o ama, mas dispersa e extermina os que são ímpios.

 

Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos.

 

Evangelho: Lucas (Lc 6, 1-5)
Jesus e o sábado

 

1Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2Então alguns fariseus disseram: "Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?" 3Jesus respondeu-lhes: "Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? 4Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães". 5E Jesus acrescentou: "O Filho do Homem é senhor também do sábado". Palavra da Salvação!

 

Leituras nos evangelhos sinóticos: Mt 12, 1-8; Mc 2, 22-28

 

 

Comentando o Evangelho

Agir com sabedoria

 

Os fariseus estavam atentos ao comportamento dos discípulos de Jesus. Quando notavam neles qualquer atitude que pudesse conotar desrespeito às tradições religiosas, apressavam-se em censurar-lhes. O alvo das censuras, no entanto, era Jesus.


O fato de os discípulos atravessarem um trigal, em dia de sábado, e apanharem espigas para comer parecia-lhes uma clara infração do preceito do repouso sabático. Este gesto tão simples pareceu-lhes ser contrário à tradição.


Jesus, porém, rebateu a advertência dos fariseus com dois argumentos. Em primeiro lugar, apresentou o caso de Davi, rei tido como piedoso e que não hesitou em comer os pães sagrados, num momento em que teve fome. E ninguém o condenou, embora isso não lhe fosse permitido. Em segundo lugar, Jesus era senhor também do sábado. Por conseguinte, tinha autoridade suficiente para permitir a seus discípulos fazer o que era proibido em dia de sábado. Evidentemente, o Mestre não agia assim por leviandade. Nem tampouco com o puro intuito de chocar os “piedosos” fariseus. Jesus se diferenciava dos fariseus pelo fato, também, de se recusar a absolutizar as tradições religiosas. O respeito a essas tradições, para Jesus, só tinha sentido quando fosse para o bem das pessoas.
e só foram contidos graças à diplomacia do Pontífice. [O Evangelho Nosso de Cada Dial, Jaldemir Vitório, ©Paulinas]

 

Para sua reflexão: Segundo a interpretação rabínica do descanso sabático, os discípulos fazem uma ação proibida, não como roubo, mas como trabalho. Segundo Ex 34,21, o descanso sabático obriga também “na semeadura e na ceifa”.  Jesus argumenta, por igual razão, com um caso da história de Davi (1Sm 21, 1-6), no qual uma lei cultual (Lv 24, 5-9) fica suspensa por necessidade maior; Davi o fez “na casa de Deus” com aprovação do sacerdote. Aquilo que é o templo no espaço é o sábado no tempo. Passando por cima das Escrituras, Jesus apela ao poder recebido, que se sobrepõe também à veneranda instituição do sábado. Na Igreja o sábado será substituído pelo “dia do Senhor”. (cf. Bíblia do Peregrino)

 

 

Santa Rosália

 

 

Segundo a tradição, nasceu de uma família nobre do sul da Itália e mesmo distante, era descendente do grande imperador Carlos Magno. Tinha 14 anos e era belíssima quando Nossa Senhora lhe apareceu e recomendou que deixasse o mundo, pois sua alma correria perigo se nele permanecesse. Rosália, obedecendo à Virgem, ocultamente saiu de casa, sem avisar os pais. Dois Anjos, com figuras humanas, a acompanharam até uma gruta onde ela se ocultou, levando vida de oração e penitência. Alguns meses depois, os mesmos Anjos a advertiram de que convinha afastar-se ainda mais, porque seus pais a estavam procurando pela região. Novamente escoltada

pelos mensageiros celestes, Rosália foi para o alto do Monte Pelegrino, onde, seguindo o exemplo dos antigos anacoretas, passou 16 anos em penitências e orações. Faleceu com 30 anos de idade e é venerada como padroeira da cidade de Palermo. Conta-se que três anos após sua morte, apareceu a uma mulher doente, orientando-a a ir após nove meses em peregrinação à igrejinha situada sobre o monte Pellegrino. A mulher aguardou nove meses, ou seja, até maio, quando por indicação também de santa Rosália, achou o lugar onde estavam escondidos seus restos mortais, confirmados por uma pedra em que está escrito que Rosália Sinibaldi, por amor de Jesus Cristo, decidiu morar em uma gruta de Quisquina. Hoje também é um dia em que nos alegramos de modo especial, por podermos evocar a grande figura do profeta MOISÉS. Morreu no monte Nebo, avistando de longe a Terra Santa. Sabemos ter sido um legislador divino e grande profeta, guia do povo de Israel e que, antes de iniciar sua missão ajoelhou-se diante da sarça ardente, onde recebeu as instruções diretas de Deus para salvar o povo hebreu da escravidão do Egito. Moisés cumpriu essa missão, principalmente sendo o instrumento utilizado por Deus para nos trazer os Dez Mandamentos.

 

O sorriso é como um toque de mágica que comunica algo da existência

de Deus às pessoas que nos rodeiam. (Teresa de Calcutá)