Quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Terceira Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 3ª Semana do Saltério, Livro III, cor Verde

 

Hoje: Dia do Orador e Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

 

Santos: Ananias de Damasco (citado em At 9,10-19, mártir), Apolo de Heliópolis (abade), Artemas de Pozzuoli (mártir), Donato, Sabino e Ágape (mártires de Antioquia), Joel de Pulsano (abade), Juventino e Maximino (mártires de Antioquia), Públio de Zeugma (abade).

 

Antífona: Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo. (Sl 95, 1.6)

 

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Carta aos Hebreus (Hb 10, 19-25)
Sejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar à caridade

 

19Sendo assim, irmãos, temos plena liberdade para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus. 20Ele nos abriu um caminho novo e vivo, através da cortina, quer dizer, através da sua humanidade. 21Temos um grande sacerdote constituído sobre a casa de Deus. 22Aproximemo-nos, portanto, de coração sincero e cheio de fé, com coração purificado de toda má consciência e o corpo lavado com água pura.

 

23Sem desânimo, continuemos a afirmar a nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa. 24Sejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar à caridade e às boas obras. 25Não abandonemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Antes, procuremos animar-nos mutuamente, e tanto mais quanto vedes o dia aproximar-se. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Cheios de fé, afirmemos a nossa esperança

 

Toda a comunidade dos crentes, tornada povo sacerdotal, purificada pelo sangue de Cristo e pela água do batismo, pode agora dialogar com Deus sem intermediários. Os ministérios eclesiásticos, em que alguns são consagrados pelo sacramento da ordem, constituem função necessária e permanente na comunidade, mas não conferem privilégios nem podem substituir o povo de Deus no exercício do seu sacerdócio, prolongamento (como corpo) do sacerdócio de Cristo-cabeça.

 

O sinal "sacramental" desta nova realidade é a assembleia, a reunião atual dos crentes, como expressão visível da Igreja e instrumento eficaz de salvação. Daí a obrigação, mais que moral, de se encontrarem juntos em nome de Cristo, até sua volta, normalmente com frequência semanal. Para a comunidade é essencial ser convocada: pelo apoio e exortação mútuos, pela profissão comum da fé e da esperança, pelo estímulo à caridade e às boas obras, pela espera unânime do dia do Senhor e da assembleia definitiva dos eleitos. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 23(24), 1-2.3-4ab.5-6 (R/cf.6)
E assim a geração dos que buscam a vossa face, ó Senhor, Deus de Israel

 

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tomou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

 

"Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?" "Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

 

Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador". "E assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face."

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 4, 21-25)
Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos

 

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21"Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos par ouvir, ouça". 24Jesus dizia ainda: "Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem". Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas recomendadas: Mt 5,15; 10,26; Lc 8,16-17

 

Comentário do Evangelho

É preciso ser luz

 

A vivência da palavra de Jesus exige ser testemunhada publicamente. Ela é comparável a uma lâmpada, colocada num lugar estratégico para que seus raios atinjam todos os recantos do ambiente. Não tem sentido colocá-la num lugar onde seu brilho se restrinja a um pequeno âmbito. Portanto, quem adere a Jesus e deixa que sua palavra penetre em seu coração, torna-se responsável por fazer esta luz irradiar-se de maneira plena.

 

O discípulo deverá prestar contas desta sua responsabilidade. Se a palavra foi acolhida com liberdade e alegria, e não como uma imposição, ele não tem mais o direito de tratá-la com desleixo e não deixá-la produzir em si seus efeitos. E os frutos da palavra se farão visíveis na vida do discípulo, pelo testemunho de sua ação. O Senhor haverá de recompensá-lo por isto.

 

O discípulo que se descuida e testemunha pouco sua fé, ficará privado do pouquinho que produziu. E isso, não por causa da quantidade de seu testemunho, mas sim por sua displicência em relação à palavra do Senhor. O que pensava ter, de nada lhe servirá.

 

O saber-se luz colocada pelo Senhor para iluminar o mundo não deveria ser motivo de orgulho por parte do discípulo. Antes, trata-se de uma tarefa difícil e exigente, na qual se poderá até perder a própria vida. Ser luz é uma responsabilidade. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

Liturgia Diária (Paulinas e Paulus)

-Pela nossa comunidade, tornada povo sacerdotal e purificada pelo batismo, rezemos. Atendei nossa prece, Senhor.

-Pelos cristãos comprometidos uns com os outros na prática da caridade, rezemos.

-Pelos anônimos anunciadores da palavra de Deus e pelos missionários, rezemos.

-Pelos professores que desempenham com dignidade sua missão educativa, rezemos.

-Pelos irmãos e irmãs falecidos, para que sejam acolhidos na casa do Pai, rezemos.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Contemplai a sua face e alegrai-vos e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl 33,6)

 

Oração Depois da Comunhão:

Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor!  

 

Para sua reflexão: Marcos reuniu pequenas parábolas que demandam diferentes interpretações, conforme os contextos nos quais elas são utilizadas. O propósito é permitir que o leitor mais atento acolha a Palavra de Jesus, isto é, a sua mensagem, de maneira mais pessoal e mais profunda. Marcos aqui sugere que pensemos com muito mais cuidado sobre o significado da vida e da mensagem de Jesus para nós mesmos, antes de compartilhá-la com outros irmãos. Não dá para sairmos por ai, com ideias fundamentalistas sobre a Palavra; precisamos lê as Escrituras com mais cuidado, com mais discernimento, com mais meditação, antes de compartilhar os seus ensinamentos para o próximo. Como a Bíblia tem contribuído para o seu crescimento espiritual?

 

Santa Ângela de Merici

Santa Ângela de Meríci nasceu em 1470 na Itália. Certa vez, ao observar como viviam as jovens mais pobres da sua comunidade e arredores, percebeu também que não participavam do catecismo ou iam à escola. As únicas pessoas que tinham acesso à escola, ou eram nobres ou freiras. Reuniu amigas que pertenciam a Ordem Terceira de São Francisco e formou um mutirão para construir uma escola. Tal iniciativa foi tão bem sucedida que outras cidades vizinhas passaram a fazer o mesmo, enviando-lhe convites para orientações. E de forma simples, informal surgiu um grupo de professoras que tinha como único objetivo servir a Deus no próximo. Cerca de dez anos após, em 1535, Ângela convocou novamente sua companheiras decidida a formar um grupo onde todos os integrantes dedicassem suas vidas à educação e ao compromisso cristã, na Bréscia. Elas se chamariam Ursulinas, numa homenagem à Santa Úrsula, padroeira da ordem com o objetivo de formação cristãs das futuras mães de família. As consagradas de sua ordem eram virgens e permaneciam em parte com a família, não faziam votos especiais mas obrigavam-se a seguir as regras da fundadora. Visitavam a enfermos e faziam outros tipos de caridade. Este foi o primeiro grupo de mulheres religiosas a trabalhar fora de um convento e a se dedicar ao ensino! Sua sucessora introduziu uma modificação restritiva, adotando um hábito especial e Paulo VI finalmente concedeu os votos solenes. Ela morreu na Bréscia, Itália em 27 de Janeiro de 1540, aos 70 anos de idade. Santa Ângela foi a fundadora das Irmãs Ursulinas.

 

 

Apresdentação do Senhor

 

 

Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro

 

A Apresentação de Jesus no Templo, festa litúrgica que a Igreja celebra no dia 2 de fevereiro, serve de inspiração para a Jornada Mundial da Vida Consagrada, que é vivida nesta mesma data por indicação do Papa João Paulo II, de tão saudosa memória.

 

A festa da Apresentação de Jesus no Templo remonta ao século IV, em Jerusalém. No curso do tempo, a festa celebrou a experiência de Maria, que, em obediência à lei, foi ao Templo, passados quarenta dias do nascimento de Jesus, para apresentá-lo ao Pai e para cumprir o rito da própria purificação. Esse foi o momento do primeiro “encontro oficial” de Jesus com seu povo, na pessoa do ancião Simeão, que, ao ter em seus braços o Menino, prorrompe naquele canto que a Igreja repete a cada dia no último ofício da Liturgia das Horas, o Nunc dimittis. Daí que esta festa, nas Igrejas Orientais Católicas e também nas Ortodoxas, seja chamada “o Santo Encontro” (hypapante) do Senhor. É um encontro e uma manifestação, dado que Maria, ao entrar no Templo, manifesta ao mundo Aquele que deu a Lei e a realiza, e acompanha o Filho em seu primeiro oferecimento ao Pai.

 

Apesar da tradição, esta festa só assumiria um significado eminentemente cristológico com a Reforma Litúrgica de 1966. A consagração de Jesus ao Pai, realizada no Templo, anuncia já a sua oferta sacrificial na Cruz, do qual Maria será profundamente participante, como permite entrever a profecia anunciada por Simeão: “Uma espada te trespassará a alma”.

 

O estado de vida religioso na Igreja é percebido como um grande dom! Nesse estado, através dos conselhos evangélicos (pobreza, castidade e obediência), homens e mulheres querem imitar mais de perto o Cristo, pobre, casto e obediente. A Vida Consagrada na Igreja é manifestada através dos Institutos Religiosos (fuga mundi, votos públicos, vida em comunidade), dos Institutos Seculares (agentes no mundo, votos ou outros vínculos, sem obrigatoriedade de vida em comum). A Vida Consagrada se assemelha às Sociedades de Vida Apostólica (sem votos e vida em comunidade).

 

A Jornada Mundial da Vida Consagrada, a 02 de fevereiro, estabeleceu-se a partir de 1997, após a Exortação Apostólica Pós-sinodal Vita consecrata, assinada por João Paulo II a 25 de março de 1996. O documento reflete sobre a vida consagrada e sua missão na Igreja e no mundo. “Ao longo dos séculos nunca faltaram homens e mulheres que, dóceis ao chamado do Pai e à moção do Espírito, elegeram este caminho de especial seguimento de Cristo, para dedicar-se a Ele com coração “indiviso” (1Cor 7, 34)”, recorda João Paulo II na introdução de Vita consecrata. E depois define-a como “Dom de Deus Pai à sua Igreja, por meio do Espírito”.

 

Neste ano celebraremos a XV Jornada, e o Santo Padre costuma presidir com os membros dos Institutos a celebração desta festa na Basílica de São Pedro, com a novidade de que em breve teremos um brasileiro – pela primeira na história da Igreja – o Arcebispo Emérito de Brasília, Dom João Braz de Aviz, como Prefeito do Dicastério, que trata dos assuntos relativos a esse bem tão precioso que é a Vida Religiosa na Igreja.

 

No âmbito de nossa Arquidiocese está instituído um Vicariato para a Vida Religiosa e para as Novas Comunidades, sob a responsabilidade de Dom Roberto Lopes, OSB, cuja missão é dinamizar a ação pastoral e evangelizadora dos religiosos de nossa Arquidiocese.

 

A vida religiosa é um dom precioso para a vida da Igreja e para a sua ação pastoral. Seguir Nosso Senhor Jesus Cristo de modo incondicional, como nos é proposto pelo Evangelho, tem constituído ao longo dos séculos a norma derradeira e suprema da vida religiosa (cf. Perfectae caritatis, 2). Na sua Regra, São Bento remete para a Escritura como "norma retíssima para a vida do homem" (n. 73, 2-5). São Domingos, "em toda a parte manifestava-se como um homem evangélico, tanto nas palavras como nas obras" (Libellus, 104: in P. Lippini, San Domenico visto dai suoi contemporanei, Ed. Studio Dom., Bolonha, 1982, pág. 110), e assim ele desejava que fossem inclusivamente os seus Padres pregadores, ou seja, "homens evangélicos" (Primeiras Constituições ou Consuetudines, 31). Santa Clara de Assis corrobora plenamente a experiência de São Francisco: "A forma de vida da Ordem das Irmãs pobres, escreve ela, é a seguinte: observar o santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo" (Regra, I, 1-2: FF 2750). São Vicente Pallotti afirma: "A regra fundamental da nossa mínima Congregação é a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, para O imitar com toda a perfeição possível" (cf. Obras completas, II, 541-546; VIII, 63, 67, 253, 254 e 466). E São Luís escreve: "A nossa primeira Regra e vida consiste em observar, com grande humildade e com amor dulcíssimo e ardente a Deus, o santo Evangelho" (Lettere di Don Orione, Roma 1969, vol. II, pág. 278).

 

Assim, animados pela consagração integral da vida a Deus e à Igreja, conclamo os fiéis a rezarem para que surjam sempre animadas e santas vocações religiosas para o seguimento de Jesus Cristo, nosso Redentor!. [CNBB]

 

Aconteceu no dia 27 de janeiro:

1960: Morte do diplomata e político brasileiro Oswaldo Euclides Sousa Aranha

 

 

Quem fica todo o tempo a reclamar da falta de tempo, certamente não

terá tempo para bem aproveitar o tempo. (Evaldo A. D´Assumpção)