Quinta-feira, 25 de setembro de 2008
25ª Semana do Tempo Comum, Ano Par, 1ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde
Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre
Hoje: Dia da Radiodifusão, dia Mundial do Coração e dia Nacional do Trânsito
Santos: Firmino I, Aurélia, Cléofas, Vicente Stambi, Nicolau de Flue (1487), Firmino, Paulo e sua família (Damasco), Bem-Aventurados Bardoniano e Eucarpo (Ásia), Ceolfrido (716), Bem-Aventurado Hermano (o Coxo), Bem-Aventurado Francisco Jaccard, Francisco Maria de Camporosso (confessor franciscano, 1ª ordem)
Oração: Ó Pai, que resumistes toda a lei ao amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia a vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura:
Eclesiastes (Ecl 1, 2-11)
Vaidade das vaidades!
2"Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade". 3Que proveito tira o homem de todo o trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mal; e contudo o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: "Eis aqui algo de novo", também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado, nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois. Palavra do Senhor!
Comentando a Leitura[1]
Não há nada de novo debaixo do sol
O belíssimo texto sapiencial sublinha aspecto da vida muitas vezes salientado pelo existencialismo: tudo é vaidade, isto é, tudo é inutilidade, engano, absurdo, "tédio". O homem que vive o instante fugaz, sem referência religiosa, engana-se e afadiga-se por nada. Absurdo da condição humana sem Deus! A resposta à sua angústia só pode ser descoberta no extremo da vaidade do homem. A tragédia de Coélet é a tragédia de todo homem sem Deus. E um apelo inconsciente a Deus. Ensina-nos a humildade de ser pobres e de encontrar a salvação somente em Deus. Compreende-se então a Páscoa de Cristo: Jesus foi ao fundo da vaidade do homem para nos abrir à esperança de Deus. Celebrando a Eucaristia, celebramos a liberdade trazida por Deus à humanidade, não obstante os determinismos e "necessidades" do mundo, abrindo-a à vida sem fim.
Salmo
Responsorial: 89(90), 3-4.5-6.12-13.14 e 17
(R/.1)
Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós
3Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” 4Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.
5Eles passam como o sono da manhã, 6são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.
12Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! 13Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!
14Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! 17Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tomai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.
Evangelho:
Lucas (Lc 9, 7-9)
As ações de Jesus e o impacto na sociedade
Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: "'Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?" E procurava ver Jesus. Palavra da Salvação!
Comentando o Evangelho do Dia[2]
Um malvado perplexo
A simples evocação do nome de Herodes é motivo de apreensão. Filho mais novo de Herodes, o Grande, governou com o título de tetrarca. Popularmente, era chamado de rei. Indivíduo astuto, ambicioso, amante do luxo e do prazer. Violento como o pai. Foi ele quem mandou prender e degolar João Batista, por ter-lhe censurado a injustiça cometida contra seu próprio irmão, cuja mulher tomara por esposa.
Herodes
é uma pessoa a quem os milagres de Jesus deixa
perplexo. Por quê? Supersticioso como era, poderia estar pensando que o Mestre
fosse a reencarnação de João Batista, com a
possibilidade de ser castigado pelo mal cometido contra ele. Se fosse Elias,
seria sinal da consumação dos tempos, quando o Senhor viria para fazer a
humanidade passar pelo crivo da sua justiça. Caso fosse um dos antigos profetas
ressuscitados era de se esperar a realização das antigas esperanças de Israel.
Nenhuma destas explicações deixava Herodes tranqüilo. As notícias a respeito de
Jesus superavam todos esses esquemas messiânico-escatológicos.
A
compreensão de Jesus e da sua ação dependem de um envolvimento pessoal com ele
e da disposição de acolher sua mensagem, deixando-se transformar por ela. Em
outras palavras, é preciso ter fé.
Exatamente
isto é que faltava a Herodes, com relação a Jesus. Desejar vê-lo por mera
curiosidade ou pseudo-interrogações não basta para conhecer quem ele, de
verdade, é.
São Cléopas[3]
Cléopas era irmão de São José e pai de Judas e Simão. Simão foi o indicado para suceder depois a Tiago Menor, como bispo de Jerusalém. Encontramos a citação no Evangelho em que João chama mostra que Nossa Senhora era irmã de Maria de Cléopas, a qual era casada com Cleopas e que se encontrava presente com outras piedosas mulheres no Calvário. Maria de Cléopas é mãe de Tiago menor, de José, de Judas e de Simão: portanto, Cléopas era o pai deles. Pai de três apóstolos. Cléopas era natural de Emaús. Cléopas foi um das testemunhas da Ressurreição, um dos dois discípulos que no dia da ressurreição de Jesus, voltando a Emaús ao término das celebrações pascais, foram alcançados na estrada e acompanhados pelo Ressuscitado, que reconheceram somente depois de terem sido advertidos e terem generosamente oferecido hospitalidade.
Desafio pessoal: doe exemplares de Bíblia a um amigo ou amiga; evangelize através da Palavra!
Envelhecemos quando cessamos de progredir. (Cardeal Saliège)