Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Primeira Semana da Quaresma - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - cor Litúrgica Roxa

 

 

Santos do Dia: Adeltrudes de Maubeuge (abadessa), Ananias e Companheiros (mártires da Fenícia), Avertano de Limoges (religioso carmelita), Cesário Nazianzeno (irmão de São Gregório Nazianzeno), Donato, Justo, Herena e Companheiros (mártires da África), Etelberto de Kent (rei), Gerlando de Girgenti (bispo), Tarásio de Constantinopla (bispo), Vitorino e Companheiros (mártires de Dióspole, em Tebaida, no Egito), Walburga de Eichstadt (abadessa, foi filha do rei São Ricardo e sobrinha de São Bonifácio, apóstolo da Alemanha; teve dois irmãos santos: São Wilibaldo e São Winibaldo), Adelelmo de Engelberg (abade, bem-aventurado), Constantino (religioso, bem-aventurado), Sebastião Aparício (franciscano, bem-aventurado), Tiago Carvalho e Companheiros (jesuítas, mártires, bem-aventurados), Vitor de São Galo (monge, bem-aventurado).

 

Antífona: Ouvi, Senhor, minha oração, compreendei o meu lamento. Atendei à voz de meu apelo, ó meu rei e meu Deus! (Sl 5, 2-3)

 

Oração do Dia: Dai-nos, ó Deus, pensar sempre o que é reto e realizá-lo com solicitude. E, como só podemos existir em vós, fazei-nos viver segundo a vossa vontade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

I Leitura: Ester (Est 4, 17n.r.aa-bb.gg.hh)

Ester enfrenta seu esposo

 

Naqueles dias, 17na rainha Ester, temendo o perigo de morte que se aproximava, buscou refúgio no Senhor. 17p"Prostrou-se por terra desde a manhã até ao anoitecer, juntamente com suas servas, e disse: 17q"Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, tu és bendito. Vem em meu socorro, pois estou só e não tenho outro defensor fora de ti, Senhor, 17rpois eu mesma me expus ao perigo.

 

17aaSenhor, eu ouvi, dos livros de meus antepassados, que tu libertas, Senhor, até o fim, todos os que te são caros. 17bbAgora, pois, ajuda-me, a mim que estou sozinha e não tenho mais ninguém senão a ti, Senhor meu Deus.

 

17ggVem, pois, em auxílio de minha orfandade. Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para quê este pereça com todos os seus cúmplices. 17hhE livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar.” Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Não tenho outro defensor fora de ti, Senhor

 

Em um mundo secularizado, o cristão deve aprender a confiar nas próprias forças, a dominar o mundo com sua inteligência e trabalho. Não ao ponto, porém, de se comportar como se Deus não existisse. Até os animais sabem procurar o próprio alimento e criar os filhotes; mas só o homem é capaz de se voltar conscientemente para o próprio Criado'; sabe reconhecer-lhe a presença na própria vida e lembrar-se de que ele toma conta de nós. Pela oração, à quem a liturgia da Quaresma se refere tão reiteradamente, expressemos a íntima convicção de que o poder de Deus está conosco, aconteça o que acontece'; e manifestemos confiança em sua palavra, a despeito de quaisquer ameaças. A Quaresma é o tempo privilegiado para tomar consciência das situações problemáticas e dramáticas de nossa vida e para rezar. Por nós e pelos outros. E juntamente com os outros. [Extraído do MISSAL COTIDIANO,  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 137(138), 1-2a.2bc-3.7c-8 (R/.3a)
Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

 

1Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos 2ae ante o vosso templo vou prostrar-me.

 

2bEu agradeço vosso amor, vossa verdade, 2cporque fizestes muito mais que prometestes; 3naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

 

8Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos!

 

 

Evangelho: Mateus (Mt 7, 7-12)

Princípio básico da oração

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7"Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! 8Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate, a porta será aberta. 9Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? 10Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? 11Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a lei e os profetas". Palavra da Salvação!

 

 

Comentando o Evangelho

O preceito fundamental

 

No relacionamento com o próximo, os discípulos de Jesus devem pautar-se por um preceito fundamental: “Tudo o que vocês desejam que os outros lhes façam, façam vocês também a eles”. Norma formidável para quem deseja relacionar-se, de modo conveniente, com seus semelhantes.


A tradição dos rabinos conhecia uma sentença análoga, com a diferença de ser formulada em forma negativa: “O que vos parece odioso, não o façais a vosso próximo. Eis a Lei! Tudo mais é apenas explicação: Ide e aprendei”.


Os discípulos foram instruídos a buscar em si próprios – em suas necessidades e em seus anseios – a regra conveniente de conduta. Dispensam-se as recompensas e os reconhecimentos. A ação flui na mais absoluta gratuidade, na qual o discípulo encontra a alegria e se sente recompensado. Dispensam-se, também, os legalismos casuístas e as restrições. O critério da ação está no coração de quem faz o bem ao próximo.


Alguém poderia objetar que este critério é perigoso, podendo gerar uma forma velada de egoísmo, no qual o indivíduo reduz o próximo a seus esquemas mesquinhos. Este preceito, porém, deverá ser entendido junto com o que Jesus ensinou mais adiante: “Sede perfeitos, como o Pai celeste é perfeito”. O verdadeiro discípulo tende a alargar o seu coração para torná-lo grande como o coração do Pai.
(O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996)

 

Leituras paralelas:  Mt 18,19; Mc 11,24; Lc 18, 1-8, Jo 14, 13. (Eficácia da Oração)

 

Para sua reflexão: O próprio Deus convida a pedir e promete dar. Ele próprio convida a procurar e se deixa encontrar. Deus é mais Pai que qualquer pai humano; qualquer paternidade imita a Deus. Por seu amor paterno, quer dar “coisas boas”, não satisfazer caprichos prejudiciais, ou seja, Ele supera sempre as nossas expectativas segundo a Sua vontade; não nos atende necessariamente da forma como desejamos! Não peça coisas necessariamente materiais, mas aquilo que contribui para o crescimento espiritual: a salvação, a sabedoria...

 

Santa Valburga

 

Valburga nasceu em Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo. Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes. Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários.

 

Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região. Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com freqüência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado.

 

Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado. Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres. (www.paulinas.org.br)

 

 

A virtude de uma pessoa mede-se não por ações excepcionais, mas

 pelos hábitos cotidianos! (Blaise Pascal)

 

Autoconfiança é o primeiro segredo para se atingir o sucesso. (Ralph Waldo Emerson)