Quinta-feira, 23 de setembro de 2010

São Pio de Pietrelcina (Presbítero), 1ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia Internacional da Memória do Comércio dos Escravos e sua Abolição.

 

Santos: Firmino I, Aurélia, Cléofas, Vicente Stambi, Nicolau de Flue (1487), Firmino, Paulo e sua família (Damasco), Bem-Aventurados Bardoniano e Eucarpo (Ásia), Ceolfrido (716), Bem-Aventurado Hermano (o Coxo), Bem-Aventurado Francisco Jaccard,  Francisco Maria de Camporosso (confessor franciscano, 1ª ordem)

 

Antífona: Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência a sabedoria (Jr 3, 15).

 

Oração: Ó Deus, que enriquecestes são Pio de Pietrelcina com o espírito de verdade e de amor para apascentar o vosso povo, concedei-nos, celebrando sua festa, seguir sempre mais o seu exemplo, sustentados por sua intercessão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Eclesiastes (Ecl 1, 2-11)
Vaidade das vaidades!

 

2"Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade". 3Que proveito tira o homem de todo o trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mal; e contudo o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: "Eis aqui algo de novo", também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado, nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

Não há nada de novo debaixo do sol

 

O belíssimo texto sapiencial sublinha aspecto da vida muitas vezes salientado pelo existencialismo: tudo é vaidade, isto é, tudo é inutilidade, engano, absurdo, "tédio". O homem que vive o instante fugaz, sem referência religiosa, engana-se e afadiga-se por nada. Absurdo da condição humana sem Deus! A resposta à sua angústia só pode ser descoberta no extremo da vaidade do homem. A tragédia de Coélet é a tragédia de todo homem sem Deus. E um apelo inconsciente a Deus. Ensina-nos a humildade de ser pobres e de encontrar a salvação somente em Deus. Compreende-se então a Páscoa de Cristo: Jesus foi ao fundo da vaidade do homem para nos abrir à esperança de Deus. Celebrando a Eucaristia, celebramos a liberdade trazida por Deus à humanidade, não obstante os determinismos e "necessidades" do mundo, abrindo-a à vida sem fim. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo Responsorial: 89(90), 3-4.5-6.12-13.14 e 17 (R/.1) 
Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós

 

3Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” 4Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

 

5Eles passam como o sono da manhã, 6são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.

 

12Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! 13Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!

14Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! 17Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tomai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

 

Evangelho: Lucas (Lc 9, 7-9)
As ações de Jesus e o impacto na sociedade

 

Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: "'Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?" E procurava ver Jesus. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 14, 1-12; Mc 6, 14-19.

 

 

Comentando o Evangelho do Dia

Um malvado perplexo

 

A simples evocação do nome de Herodes é motivo de apreensão. Filho mais novo de Herodes, o Grande, governou com o título de tetrarca. Popularmente, era chamado de rei. Indivíduo astuto, ambicioso, amante do luxo e do prazer. Violento como o pai. Foi ele quem mandou prender e degolar João Batista, por ter-lhe censurado a injustiça cometida contra seu próprio irmão, cuja mulher tomara por esposa.


Herodes é uma pessoa a quem os milagres de Jesus deixa perplexo. Por quê? Supersticioso como era, poderia estar pensando que o Mestre fosse a reencarnação de João Batista, com a possibilidade de ser castigado pelo mal cometido contra ele. Se fosse Elias, seria sinal da consumação dos tempos, quando o Senhor viria para fazer a humanidade passar pelo crivo da sua justiça. Caso fosse um dos antigos profetas ressuscitados era de se esperar a realização das antigas esperanças de Israel. Nenhuma destas explicações deixava Herodes tranqüilo. As notícias a respeito de Jesus superavam todos esses esquemas messiânico-escatológicos.


A compreensão de Jesus e da sua ação dependem de um envolvimento pessoal com ele e da disposição de acolher sua mensagem, deixando-se transformar por ela. Em outras palavras, é preciso ter fé.


Exatamente isto é que faltava a Herodes, com relação a Jesus. Desejar vê-lo por mera curiosidade ou pseudo-interrogações não basta para conhecer quem ele, de verdade, é. [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Herodes faz a si mesmo a pergunta fundamental: quem é esse Jesus? Conhece, de ouvido, respostas: o povo precisa enquadrá-lo; identifica-o com o Batista ressuscitado ou com algum profeta redivivo ou com Elias que não morreu e há de voltar. Na moldura há um vazio para o messias esperado. Herodes Antipas não crê em tais boatos, quer vê-lo sem ter fé? Não se esclarece seu mistério simplesmente com uma inspeção. A lembrança de Herodes, nesse ponto, durante a atividade dos doze, projeta uma sombra agourenta. (Bíblia do Peregrino)

 

 

São Pio de Pietrelcina

 

 

 

 

O padre Francesco Forgione nasceu em Pietrelcina, província de Benevento, Itália, no dia 25 de maio de 1887. Seus pais foram Horacio Forgione e María Giuseppa. Cresceu dentro de uma família humilde, mas, como ele mesmo disse, "nunca nos faltou nada".

 

Foi uma criança sensível e espiritual. Na Igreja Santa Maria dos Anjos, onde se poderia dizer que foi como a sua "outra casa", foi batizado, fez a primeira comunhão e a sua confirmação. Também nesta mesma Igreja foi onde aos cinco anos lhe apareceu o Sagrado Coração de Jesus. Mais, começara a ter aparições da Virgem Maria que durariam pelo resto da sua vida. Ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em Morcone, em janeiro de 1903. Nas vésperas de entrar no seminário, Francisco teve uma visão de Jesus com a sua mãe Santíssima. Nesta visão, Jesus pôs sua mão nos ombros de Francisco, dando-lhe coragem e fortaleza para seguir adiante. Já a Virgem Maria, neste mesmo momento, lhe falou suavemente, maternalmente, penetrando no mais  profundo  da  sua alma. Foi  ordenado  sacerdote  no  dia 10 de agosto de 1910, na Catedral de Beneveto, e fevereiro deste mesmo ano se estabeleceu em San Giovanni Rotondo, onde permaneceu até a sua morte, no dia 23 de setembro de 1968.

 

Pouco depois de sua ordenação, voltaram-lhe a dar febres e outros males que sempre o incomodou durante os seus estudos preparatórios. Foi então enviada a sua cidade natal para que se restabelecera. Logo de 8 anos de sacerdote, no dia 20 de setembro de 1918, recebe os estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo em suas mãos, pés e no costado esquerdo, convertendo-se no primeiro sacerdote estigmatizado. Em uma carta que escreve a seu diretor espiritual, os descreve assim: "Em meio das mãos apareceu uma mancha vermelha, do tamanho de uma pequena moeda, acompanhada por uma intensa dor. Também debaixo dos pés sinto dor".

 

Mais tarde, no ano de 1940, arquitetou um projeto de um hospital que se denominou "Casa do Alívio do sofrimento" - o mais importante do sul da Itália -, cuja construção culminou no ano de 1956. No dia 20 de setembro de 1968, Padre Pio cumpria 50 anos, desde que lhe aparecera os primeiros estigmas do Senhor Jesus. O Padre Pio celebrou a missa na hora acostumada de sempre. Ao redor do altar, haviam 50 vasos com rosas vermelhas que simbolizavam os 50 anos de sangue... a dois dias depois disto, murmurando por largas horas, "Jesus, Maria!", morreu, no dia 22 de setembro de 1968. Aqueles que estiveram aí presentes, permaneceram um longo período em oração e silêncio.   O funeral do Padre Pio foi impressionante, já que se teve que esperar 4 dias até que todos os seus fiéis se despedissem do corpo. Se calcula que mais de cem mil pessoas participaram do enterro. Ao morrer, desapareceram-lhe os estigmas com o qual o Senhor dava um sinal claro da origem mística e sobrenatural das mesmas. Muitos foram os favores e conversões concedidas pela intercessão do Padre Pío e inumeráveis milagres foram reportados à Santa Sé. O Padre Pio converteu e confessou a um grande número de fiéis de distintos países, que o buscavam para pedir-lhe perdão por seus pecados e orientação para suas vidas.

 

286, no reinado de Diocleciano, a divisa onde estavam estava servindo em território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos. Os membros da Legião Tebana se recusaram e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo. Pelo que se conta, toda uma corte de legionários (cada corte contava com milhares de soldados) foi executada juntamente com são Maurício. [John Nascimento, Canadá]

 

Desafio pessoal para o mês da Bíblia: doar exemplares da Bíblia a um

amigo ou amiga; evangelize você também através da Palavra!

 

 

 

Um coração puro brilha diante de Deus como uma bela pétala ao sol. (S. Jo;ao Maria Vianney)