Quinta-feira, 22 de setembro de 2011

25ª Semana do Tempo Comum, Ano Impar, 1ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Técnico Agropecuário, Dia Mundial da Cidade sem Carro e dia da Banana

 

Santos: Eugênio Lyra, Focas, Emeriano, Emerano, Maurício, Florêncio, Emerano, Salaberga (665), Exupério, Félix IV, Lô, Salaberga, Tomás de Vilanova, Lucy da Caltagirone (Virgem, ofs)

 

 

Antífona: Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu

Deus para sempre.

 

Oração: Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do

Espírito Santo.

 

Leitura: Ageu (Ag 1, 1-8)

Não basta só construir um templo, é preciso

Que este seja sinal da presença de Deus

 

1No segundo ano do reinado de Dano, no sexto mês, no primeiro dia, foi dirigida a palavra do Senhor, mediante o profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote: 2"Isto diz o Senhor dos exércitos: Este povo diz: 'Ainda não chegou o momento de edificar a casa do Senhor"'. 3A palavra do Senhor foi assim dirigida, por intermédio do profeta Ageu: 4"Acaso para vós é tempo de morardes em casas revestidas de lambris, enquanto esta casa esta' em ruínas? 5Isto diz, agora, o Senhor dos exércitos: Considerai, com todo o coração, a conjuntura que estais passando: 6tendes semeado mu!to, e colhido pouco; tendes-vos alimentado, e não vos sentis satisfeitos, bebeis e não vos embriagais; estais vestidos, e não vos aqueceis; quem trabalha por salário, guarda-o em saco roto. 7lsto diz o Senhor dos exércitos: Considerai, com todo o coração, a difícil conjuntura que estais passando: 8mas subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; ela me será aceitável, nela me glorificarei, diz o Senhor". Palavra do Senhor!

 

Comentando a Leitura

Edificai a casa e ela me será aceitável

 

Passadas as devastações, cada um cuida de si, em detrimento dos outros. A comunidade está em ruínas. Reconstruir o templo uniria os repatriados, que se ajudariam uns aos outros. Só formando comunidades na fé, no culto, num projeto comum de restauração, pode-se olhar confiada-mente o futuro. Esta é uma perspectiva sempre válida. Ninguém une como Deus. Ageu vê a profunda unidade entre culto e vida, a partir do culto. Deus é o primeiro interessado na libertação de seu povo. Ageu preludia Jesus: "Procurai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo" (Mt 6,33). Os cristãos não devem engolfar-se no mundo ou dele fugir. "Quem vai além ou não permanece na doutrina de Cristo não possui a Deus" (2Jo 9), mas Cristo nos enviou ao mundo" (Jo 17,18). A relação entre culto e vida pode mudar com os tempos, porém não pode ser destruída: a vida celebra-se, o culto vive-se. [COMENTÁRIO BÍBLICO, ©Edições Loyola, 1999]

 

Salmo: 149, 1-2.3-4.5-6a e 9b (R/.2a)

O Senhor ama seu povo de verdade

 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu rei!

 

Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

 

Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos; com louvores do Senhor em sua boca; eis a glória para todos os seus santos.

Evangelho: Lucas (Lc 9, 7-9)

Eu mandei degolar João

 

Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: "Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?" E procurava ver Jesus. Palavra da Salvação!

 

 

Leitura paralela: Mt 14, 1-2; Mc 6, 14-16

 

 

 

Comentário o Evangelho

O desejo de ver Jesus

As palavras e os milagres de Jesus atraiam em torno dele verdadeiras multidões. Contudo, era impossível controlar a intenção de cada pessoa. Muitos vinham por pura curiosidade. Outros, esperando que Jesus os curasse de alguma enfermidade ou, de qualquer forma, os libertasse. Outros, ainda eram movidos por um desejo sincero de escutar Jesus e tornar-se seus discípulos, escolhendo como projeto de vida a proposta do Reino.

 

Esta variedade de intenções não influenciava a conduta do Mestre. Ele não satisfazia a curiosidade das pessoas, por exemplo, fazendo milagres sob encomenda. Suas curas beneficiavam somente àquelas que, de algum modo, demonstravam ter lê. Os corações sinceros dependiam da vontade ex­pressa de Jesus para se tornarem seus discípulos. Só se punha a segui-lo quem ele chamava pelo nome. Não adiantava oferecer-se.

 

O violento Herodes, tendo ouvido falar de Jesus, manifestou curiosidade de vê-lo. Este rei não sabia de quem se tratava. As hipóteses levantadas lhe satisfaziam. Daí seu desejo de vê-lo pessoalmente. Quiçá esperasse presenciar o espetáculo de um milagre realizado por Jesus, pois tivera notícia de sua fama. Seu desejo de ver o Mestre só seria realizado por ocasião da paixão. Mas, naquela ocasião, Jesus o decepcionou, por não ceder a seus caprichos. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996]

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Para que a Igreja não se deixe levar pelas falsas ideologias, rezemos ao Senhor. Senhor, escutai a nossa prece.

Para que saibamos respeitar a natureza, que nos favorece a vida, rezemos ao Senhor.

Para que nunca nos deixemos corromper todos injustos e pelos dominadores, rezemos ao Senhor.

Para que nos mantenhamos firmes no seguimento de Jesus, rezemos ao Senhor.

Para que saibamos imitar as virtudes de são Pio de Pietrelcina, rezemos ao Senhor.

(outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que possamos conseguir por este sacramento o que proclamamos pela fé. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas e minhas ovelhas me conhecem, diz o Senhor. (Jo 10,14)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, auxiliai sempre os que alimentais com o vosso sacramento para que possamos colher os frutos da redenção na liturgia e na vida. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Herodes faz a si mesmo a pergunta fundamental: quem é esse Jesus? Conhece, de ouvido, respostas: o povo precisa enquadrá-lo; identifica-o com o Batista ressuscitado ou com algum profeta redivivo ou com Elias que não morreu e há de voltar. Na moldura há um vazio para o messias esperado. Herodes Antipas não crê em tais boatos, quer vê-lo sem ter fé? Não se esclarece seu mistério simplesmente com uma inspeção. A lembrança de Herodes, nesse ponto, durante a atividade dos doze, projeta uma sombra agourenta. (Bíblia do Peregrino)

 

São Maurício e Comapanheiros

 

 

 

 

Maurício comandava a célebre Legião Tebana, constituída por cristãos egípcios. Por volta do ano 286, no reinado de Diocleciano, a divisa onde estavam estava servindo em território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos. Os membros da Legião Tebana se recusaram e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo. Pelo que se conta, toda uma corte de legionários (cada corte contava com milhares de soldados) foi executada juntamente com são Maurício.

 

 

Caridade, hoje

 

Dom Aldo Pagotto, Arcebispo Metropolitano da Paraíba - PB

 

Bispos, padres, religiosos(as) e leigos(as) representantes das 21 Dioceses da PB, RN, PE e AL, que compõem o Regional NE2, reuniram-se em assembleia anual, em Lagoa Seca (PB), de 2 a 4 de setembro, para refletir sobre as três maiores incumbências da Igreja: pregar a Palavra de Deus, celebrar os Sacramentos, servir os filhos de Deus praticando a caridade, fruto da fé madura, consciente, operosa em atividades de inclusão social. A atitude fundamental de Jesus foi evangelizar os pobres (Lc 4, 16s), hoje traduzida em atividades de defesa e promoção da vida e dignidade humana. Importa criar condições tais que as pessoas empobrecidas aprendam um ofício, obtenham renda, conquistem melhores oportunidades de trabalho digno.

           

Na missão de Jesus ocupa lugar privilegiado o pobre, pecador e marginalizado. Por amor a Deus e aos semelhantes os cristãos são convocados a fazer o mesmo. O amor de Cristo nos impele à atitude gratuita e generosa, indo ao encontro dos mais necessitados. Situações de carência, abandono e marginalidade clamam aos céus por soluções que passam pela responsabilidade dos governantes. Adolescentes, jovens, crianças, tornam-se usuários de drogas, sem perspectiva de estudo, trabalho e um futuro garantido. Muitas famílias desestruturam-se. O sistema de educação e saúde pública é insuficiente para gerar conhecimento e habilidades. A sociedade de consumo impõe-se ao ser humano que, cada vez mais, perde valor sendo substituído por coisas exteriores.

    

O humanismo cristão mostra-nos que a superação das situações de exclusão social exige capacitação para enfrentar novas gerações; o fortalecimento dos vínculos familiares resgatando a dignidade da vida; medidas oportunas de inclusão com justiça social. Sobretudo para a juventude, as soluções estruturantes exigem a implantação de escolas em regime integral e escolas profissionalizantes. A busca da Igreja por respostas operosas, condizentes com sua missão evangelizadora, entretanto, remete ao Estado e aos órgãos competentes o cumprimento dos seus respectivos deveres. É necessário somar e articular atividades exitosas, não obstante as falhas e limitações inerentes a todos. De fundamental importância é a formação de novas lideranças, fortalecendo o compromisso cristão na fidelidade ao que o Espírito de Deus nos inspirar.

 

Os discípulos são levados no íntimo de Deus mediante a imersão na palavra de Deus. (Papa Bento XVI)