Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vigésima Semana do Tempo Comum, 4ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia Mundial do Fotógrafo e da Fotografia

 

Santos: Agápio e Timóteo (mártires), André da Cilícia e Companheiros (mártires), Bernardo (venerado em Candeleda), Bertulfo de Bobbio (abade), Donato de Sisteron (presbítero), Ezequiel Moreno (bispo de Pasto, na Colômbia), João Eudes (Presbítero, 1680, fundador da Congregação de Jesus e Maria), Júlio de Roma (mártir), Luís de Tolosa (feito bispo com apenas 23 anos), Sisto III, Luís de Tolosa, Bernardo Tolomei (1348), Magno d'Avignon (bispo), Mariano de Evaux (eremita), Timóteo, Tecla (ambos da Palestina), Bem-Aventurado Guerrico (1157)

 

Antífona: Ó Deus, nosso protetor, volvei para nós o vosso olhar e contemplai a face do vosso ungido, porque um dia em vosso templo vale mais que outros mil. (Sl 83, 10-11)

 

Oração: Ó Deus, preparastes para quem vos ama bens que nossos olhos não podem ver; acendei em nossos corações a chama da caridade para que, amando-vos em tudo e acima de tudo, corramos ao encontro das vossas promessas que superam todo desejo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Ezequiel (Ez 36, 23-28)
O profeta anuncia a volta do povo à sua terra

 

Assim fala o Senhor: 23Vou mostrar a santidade do meu grande nome, que profanastes no meio das nações. As nações saberão que eu sou o Senhor - oráculo do Senhor Deus - quando eu manifestar minha santidade à vista delas por meio de vós. 24Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de todos os países, e vos conduzirei para a vossa terra. 25Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. 26Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; 27porei o meu espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos. 28Habitareis no país que dei a vossos pais. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus. Palavra do Senhor!

 

Comentando a 1ª Leitura

Eu vos darei um coração novo

 

Deus é santo e intervém para libertar os homens do pecado, das falsas divindades que os próprios crentes veneram, quando elevam ideais, coisas, meios, a valores absolutos. Diz Ezequiel que Deus lança fora estas “sujeiras” (ídolos) para renovar internamente o homem, tornando “novos” seu espírito e seu coração. É como uma “nova criação” (cf Gn 2,7) na qual é comunicado ao homem um novo princípio de vida, uma nova capacidade de pensar e viver, capacidade divina, porque verdadeiramente “humana”. Muitas vezes o próprio povo de Deus, que somos nós, “desonra” o nome de Deus: devemos todos bater no peito por nossas próprias infidelidades; do contrário não nascerá um “renovado” povo de Deus, empenhado na salvação de todos, na ajuda e perdão recíproco. [Liturgia Cotidiana, Paulus, 1997]

 

Salmo: 50 (51), 12-13.14-15.18-19 (R/.Ez 36,25)
Eu hei de derramar sobre vós uma água
pura, e de vossas imundícies sereis purificados.
 
Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso santo Espírito!  
 
Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.  
 
Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!
 
 
Evangelho: Mateus (Mt 22, 1-14)
Convidai para a festa todos os que encontrardes
 
Naquele tempo, 1Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, 2dizendo: O reino dos céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. 4O rei mandou outros empregados, dizendo: Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa! 5Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, 6outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. 7O rei ficou indignado e mandou suas tropas, para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. 
 

8Em seguida, o rei disse aos empregados: A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. 9Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes. 10Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa 12e perguntou-lhe:Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa? Mas o homem nada respondeu. 13Então o rei disse aos que serviam: Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes. 14Por que muitos são chamados, e poucos são escolhidos. Palavra da Salvação!

 

 

Leitura paralela: Lc 14, 15-24

 

 

Comentando o Evangelho

A veste nupcial

 

A pertença efetiva à comunidade cristã não é simples questão de ser incluído no número dos membros de determinada comunidade. Requer-se do discípulo assumir um modo de proceder compatível com a sua condição. É a justiça do Reino, que distingue os discípulos de Jesus dos discípulos de outros mestres.


A parábola do rei que expulsou da festa o convidado encontrado sem a veste nupcial chama a atenção para a importância de se ter um comportamento compatível com a condição de discípulo.


O banquete para as bodas do filho estava pronto, mas os convidados se recusaram a comparecer. Então, o rei enviou seus servos para chamar quantos encontrassem pelo caminho e trazê-los para a festa. E a sala se encheu de convidados. Um deles, porém, foi expulso por não trajar a veste nupcial. Era um intruso e mereceu ser posto para fora.


Algo parecido aconteceu com o Reino. Os convidados especiais eram os judeus. Eles, porém, recusaram-se terminantemente a alegrar-se com a presença do Reino, na pessoa de Jesus. As portas do Reino foram, então, abertas para todos, sem distinção. A única condição que se lhes impunha era a de pautarem suas vidas pelo projeto do Pai, proclamado por Jesus. Caso contrário, seriam merecedores de castigo, como os que rejeitaram formalmente o Reino.
 [Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: O rei pai representa obviamente Deus, e Jesus é seu filho, príncipe herdeiro (não pode ser sucessor). Não se menciona a noiva, cujo lugar, com menor coerência, os convidados ocupam. O banquete expressa a alegria do casamento: representa a participação da Igreja e aponta para a consumação escatológica. Os enviados são os profetas e, no horizonte Eclésia de Mateus, os pregadores do evangelho. (Bíblia do Peregrino)

 

 

 

São João Eudes

 

 

 

Padroeiro das mulheres marginalizadas, São João Eudes morreu no dia 19 de agosto de 1680 na Normandia, França, quando tinha 79 anos. Ele era da Congregação do Oratório de Jesus e Maria.

 

No século XVII, houve grande renovação da piedade e devoção realizada por muitos homens, como Bérulle, Condren, Olier. Entre eles se encontrava também João Eudes. Durante toda a sua vida foi dedicado à pregação entre o povo e é caracterizado por ter colocado em relevo o amor afetivo na devoção cristã.

 

Ingressou na Congregação do Oratório, fundada por Bérulle, e foi ordenado sacerdote. Dois anos depois, foi prestar assistência aos doentes, numa epidemia (de peste) na Normandia. Acabou contraindo o mal, mas conseguiu se recuperar e logo voltou a pregar entre o povo. João Eudes exercia muita influência e era muito seguido. Foram contados cento e dez missões feitas por ele. Em 1643, fundou a Congregação de Jesus Maria (padres eudianos), cujo objetivo era a preparação espiritual dos candidatos ao sacerdócio e à pregação das missões ao povo. Paralelamente surgiu a congregação feminina, o Refúgio de Nossa Senhora da Caridade, da qual, no século XIX, derivou a Congregação do Bom Pastor.

 

João Eudes foi considerado o Pai, Doutor e Apóstolo da dulcíssima devoção dos Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria. Morreu aos setenta e nove anos, tendo em sua vida exercido grande influência no mundo cristão.

 

A autoconfiança é o primeiro requisito para grandes empreendimentos. (Samuel Johnson)