Quinta-feira, 18 de novembro de 2010

33º do Tempo Comum (Ano “C”), 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Verde

 

 

Hoje: Dia do Conselheiro Tutelar e dia Nacional do Notário e do Registrador.

 

Santos: Hesíquio de Antioquia (mártir), Hilda de Whitby (abadessa), Odon de Cluny (abade), rículo e seus companheiros (mártires de Senuc), Pátroclo (eremita), Romano (diácono) e Bárula (um menino), (mártires de Antioquia), Tomás de Emèse (monge)

 

Antífona: Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes. (J. 29, 11.12.14)

 

Oração: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Leitura: Apocalipse (Ap 5, 1-10)
O mistério de Deus, revelado por meio de Jesus

 

Eu, João, 1vi um livro na mão direita daquele que estava sentado no trono. Era um rolo escrito por dentro e por fora, e estava lacrado com sete selos. 2Vi então um anjo forte, que proclamava em voz alta: “Quem é digno de romper os selos e abrir o livro?” 3Ninguém no céu nem na terra nem debaixo da terra era digno de abrir o livro ou de ler o que nele estava escrito. 4Eu chorava muito, porque ninguém foi considerado digno de abrir ou de ler o livro. 5Um dos anciãos me consolou: “Não chores! Eis que o leão da tribo de Judá, o rebento de Davi, saiu vencedor. Ele pode romper os selos e abrir o livro”. 6De fato, vi um cordeiro. Estava no centro do trono e dos quatro seres vivos, no meio dos anciãos. Estava de pé como que imolado. O cordeiro tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a terra. 7Então, o cordeiro veio receber o livro da mão direita daquele que está sentado no trono. 8Quando ele recebeu o livro, os quatro seres vivos e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do cordeiro. Todos tinham harpas e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. 9E entoaram um cântico novo: “Tu és digno de receber o livro e abrir seus selos, porque foste imolado, e com teu sangue adquiriste para Deus homens de toda a tribo, língua, povo e nação. 10Deles fizeste para o nosso Deus um reino de sacerdotes. E eles reinarão sobre a terra”. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

O Cordeiro foi imolado, e com seu sangue adquiriu

para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação

 

Muitas vezes se compara o universo a um livro cheio de segredos, trabalhosamente decifrado, página por página, pelo homem, através dos séculos. Escolas e institutos de todo gênero, difundidos por todas as latitudes, dão sua contribuição a essa gigantesca batalha para vencer progressivamente  a ignorância. Se olharmos o mundo na perspectiva de Deus, todo esse desdobramento de forças reduz-se a uma só pessoa, Cristo Jesus. Para ler o mundo em Deus, Cristo é chave. É o único homem perfeitamente assimilado à vontade de Deus, portanto, o único em condições de ver o universo na perfeita unidade em Deus. Nós só poderemos ler o mundo pelo prisma de Deus, na medida de nossa união com Cristo. É um aprendizado que custa, porque a escola aí tem um nome: a cruz. [Missal Cotidiano, Paulinas]

 

 

Salmo Responsorial: 149, 1-2.3-4.5-6a e 9b (R/.2b) 
Fizestes de nós, para Deus, sacerdotes e povo de reis

 

1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! 2Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu rei!


3Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! 4Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.


5Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, 6acom louvores do Senhor em sua boca 9beis a glória para todos os seus santos.

 

Evangelho: Lucas (Lc 19, 41-44)
Jesus chora sobre Jerusalém

 

Naquele tempo, 41quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42“Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”.Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Lc 13, 34-35; Mt 23, 37-39

 

 

Comentando o Evangelho

O pranto de Jesus

 

A contemplação da cidade santa de Jerusalém deixou Jesus comovido. Símbolo da presença de Deus no meio do povo, lugar de peregrinação dos fiéis de todos os cantos do mundo, evocação da longa história de amor do Senhor por Israel, Jerusalém tornara-se símbolo da obstinação de um povo sem disposição para ouvir os apelos de conversão que lhe eram dirigidos pelo Messias.


O Templo fora transformado em casa de câmbio e lugar de exploração dos pobres. O culto estava longe de agradar a Deus, por se reduzir à mera exterioridade. O sacerdócio perdera sua característica própria, para se tornar objeto de disputa. Os peregrinos eram vistos como meio de enriquecimento de um grupo de aproveitadores. Por isso, o Filho de Deus não reconhecia mais aquela cidade e o Templo como lugares de habitação de seu Pai.


Os vaticínios de Jesus contra a cidade santa seguem os rumos da antiga pregação profética. Já Miquéias e Jeremias haviam anunciado a destruição de Jerusalém, por causa da idolatria que nela se instalara. E assim aconteceu, por obra do exército babilônico. Já as palavras de Jesus seriam realizadas pelas mãos do exército romano.


O pranto do Mestre sobre Jerusalém foi um apelo quase desesperado à conversão. Se ela fosse capaz de compreender que estava sendo visitada pelo mensageiro da paz, haveria de ser solícita em converter-se. Mas isto estava escondido a seus olhos.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano C,  ©Paulinas, 1996]

 

Para Sua Reflexão:

Jesus chora aos pronunciar sua trágica predição. Não a pronuncia irado e com sentimentos de vingança. Pode repetir com o salmo: “Teus servos amam suas pedras, dói-lhes até o pó” (Sl 102,15); e chora com Jeremias: “Meus olhos se desfazem em lágrimas, dia e noite sem cessar, pela terrível desgraça da capital de meu povo, por sua ferida incurável” (Jr 14, 17). Como o assédio e o arrasamento antigos: Isaías o prediz de longe e introduz como sujeito o Senhor (Is 29,3). Ezequiel está próximo e tem de gravá-lo em tijolo, esboço da tragédia (Ez 4,2); um salmo o recorda como já acontecido (Sl 137,9). Sobre o v.44 ver a lamentação de Sl 79, 1-2. É a última ocasião oferecida por Deus; compare-se com a vigorosa imagem de Os 13,13. [Bíblia do Peregrino]

 

Basílicas de S. Pedro & S. Paulo

 

 

 

Basílica de São Pedro

 

A atual Basílica de São Pedro em Roma foi consagrada pelo Papa Urbano VIII em 18 de novembro de 1626, aniversário da consagração da Basílica antiga. Sua construção durou 170 anos, sob a direção de 20 Papas. Está construída na colina do Vaticano sobre o túmulo de São Pedro, que neste monte foi martirizado, crucificado de cabeça para baixo e ali mesmo sepultado. O Imperador Constantino construiu ali a primeira basílica em 323. Essa Igreja permaneceu sem modificação durante séculos. Junto a ela foram sendo construídos os edifícios que pertenciam aos Sumos Pontífices, que a foram embelezando.


Logo  depois  do  desterro  em  que  os  Papas  foram mantidos em Avignon, o Papa começou a viver junto à Basílica de São Pedro (até então viveram no Palácio junto à Basílica de Latrão).

 

Desde esse tempo tornou-se a Basílica mais conhecida em todo o mundo. Não há outro templo no mundo que se iguale a ele em extensão.Sua beleza é impressionante. Nela trabalharam artistas como Bramante, Rafael, Michelangelo e Bernini.

 

Basílica de São Paulo

 

Hoje recordamos também a Consagração da Basílica de São Paulo, que está do outro lado de Roma, a 11 km de São Pedro, num local chamado "as três fontes", porque a tradição conta que ali foi cortada a cabeça de São Paulo, que ao cair, bateu três vezes no solo, brotando em cada um desses lugares uma fonte (e ali estão as três fontes).


A antiga Basílica de São Paulo foi construída pelo Papa São Leão Magno e pelo Imperador Teodosio. Em 1823 foi destruída por um incêndio. Com esmolas de todo o mundo foi construída a nova, sobre o modelo da antiga, maior e mais bela, que foi consagrada pelo Papa Pio IX em 1854. Nos trabalhos de reconstrução encontrou-se  um  sepulcro muito antigo (anterior ao século.IV, com esta inscrição: "A São Paulo, Apóstolo e Mártir").


Estas Basílicas nos recordam como foram generosos os católicos de todos os tempos para que nossas igrejas fossem as mais belas. E como devemos contribuir generosamente para manter bela a Igreja de nosso bairro ou de nossa paróquia
. [http://www.fatima.com.br]

 

O que é o Conselho Tutelar?

 

O Conselho Tutelar é um órgão inovador na sociedade brasileira, com a missão de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente e o potencial de contribuir para mudanças profundas no atendimento à infância e adolescência.

 

Para utilização plena do potencial transformador do Conselho Tutelar, é imprescindível que o conselheiro, o candidato a conselheiro e todos os cidadãos conheçam bem sua organização. Num primeiro passo, vamos conhecer a estrutura legal do Conselho Tutelar: Art. 131 - “O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, nãojurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei”.

 

É um órgão público municipal, que tem sua origem na lei, integrando-se ao conjunto das instituições nacionais e subordinando-se ao ordenamento jurídico brasileiro. Criado por Lei Municipal e efetivamente implantado, passa a integrar de forma definitiva o quadro das instituições municipais. Desenvolve uma ação contínua e ininterrupta. Sua ação não deve sofrer solução de continuidade, sob qualquer pretexto. Uma vez criado e implantado, não desaparece; apenas renovam-se os seus membros.

 

Não depende de autorização de ninguém - nem do Prefeito, nem do Juiz - para o exercício das atribuições legais que lhe foram conferidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente: artigos 136, 95, 101 (I a VII) e 129 (I a VII). Em matéria técnica de sua competência, delibera e age, aplicando as medidas práticas pertinentes, sem interferência externa. Exerce suas funções com independência, inclusive para denunciar e corrigir distorções existentes na própria administração municipal relativas ao atendimento às crianças e adolescentes. Suas decisões só podem ser revistas pelo Juiz da Infância e da Juventude, a partir de requerimento daquele que se sentir prejudicado. [http://www.promenino.org.br]

 

Abandonar-se a Deus não é sinal de fraqueza, mas de coragem. (Bernard Gavoty)