Quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Nossa Senhora das Dores, Memória, 4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Branca

 

 

Hoje: Dia da Musicoterapia e do Musicoterapeuta.

 

Santos: Nossa Senhora das Dores (ou da Piedade cuja alma foi trespassada por uma espada de dor aos pés da cruz de Jesus agonizante), Nicodemos (sacerdote), lupino (560), Bem-Aventurado Camilo Constanzo (1622, jesuíta calabrês), Catarina de Gênova, Miquelina de Pesaro (franciscana, OFS)

 

Antífona: Simeão disse a Maria: Teu filho será causa de queda e de ressurreição para muitos. Ele será sinal de contradição e teu coração transpassado como por uma espada. (Lc 2, 34-35)

 

Oração: Ó Deus, quando o vosso Filho foi exaltado, quisestes que sua Mãe estivesse de pé, junto à cruz, sofrendo com ele. Daí à vossa Igreja, unida a Maria na paixão de Cristo, participar da ressurreição do Senhor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 5, 7-9)
Aprendeu a obediência e tornou-se causa de salvação eterna

 

7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. Palavra do Senhor!

 

                                                   

Comentando Hb 5, 7-9

“Súplicas com lágrimas” e “salvação eterna”

 

As “súplicas com lágrimas” podem referir-se à oração no horto (Mt 26, 36-42) ou ter alcance geral (ver, por exemplo, a ressurreição de Lázaro em Jo 11 e Sl 56,9). “Foi ouvido”: como no salmo da paixão (Sl 22, 25), mas com uma mudança substancial: a libertação acontece além da morte.

 

A “salvação eterna” é ação de Deus (segundo Is 45, 17), que também se poderia traduzir por “definitiva” e enquadraria no presente contexto. [BÍBLIA DO PEREGRINO, ©Paulus, 2002]

 

 

Salmo Responsorial: 30 (31), 2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20 (R/. 17b)
Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus 

 

2Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! 3aPorque sois justo, defendei-me e libertai-me; apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!   

 

3bSede uma rocha protetora para mim, 3cum abrigo bem seguro que me salve! 4Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!   

 

5Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! 6Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!   

 

15A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meus Deus! 16Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! 

  

20Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem. Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

 

 

Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte integrante da felicidade. (Bertrand Russel)

 

Evangelho: João (Jo 19, 25-27)
Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma 

 

Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, este é o teu filho". 27Depois disse ao discípulo: "Esta é a tua mãe". Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Palavra da Salvação!

 

 

Leituras paralelas: Mt 27, 55-56; Mc 15, 40-41, Lc 23, 46; Sl 69,22;22,16  

 

 

 

Comentando o Evangelho

 

As três Marias

As três Marias” com o “discípulo” representam a parte de Israel fiel a Jesus até o suplício. Entre elas, seleciona a mãe. Em termos sociais, o filho único, antes de morrer, assegura um destino à mãe (viúva?); recomenda-a a um amigo leal. O relato aponta além. Jesus lhe dá o tratamento do v. 2,4; “mulher”; chegou a hora então anunciada. A mãe do rei recebe como nova família, como irmão de Jesus, o discípulo ideal. Este poderá suscitar filhos ao irmão mais velho morto (Dt 25, 5-10). Maria pode encarnar com a ajuda de Deus” (Gn 4,1). Para a tradição antiga, é figura da Igreja mãe. [MISSAL COTIDIANO,  ©Paulus, 1997]

 

Para sua reflexão: As “três Marias” com o “discípulo” representam a parte de Israel fiel a Jesus até o suplício. Entre elas, seleciona a mãe. Em termos sociais, o filho único, antes de morrer, assegura um destino à mãe; recomenda-a a um amigo leal. Jesus lhe dá o tratamento de “mulher”: chegou a hora então anunciada. A mãe do rei recebe como nova família, como irmão de Jesus, o discípulo ideal. Este poderá suscitar filhos ao irmão mais velho morto. Maria pode encarnar a nova Eva que “adquiriu um homem com a ajuda de Deus”. Para a tradição antiga, é figura da Igreja mãe. (Bíblia do Peregrino)

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Pela Igreja que caminha rumo a Deus ao lado do povo sofredor, rezemos. Por meio de Maria, atendei-nos, Senhor.

Pelas pessoas que trabalham pela construção da paz e da justiça social, rezemos.

Pelas mães que perderam seus filhos vitimados pela rejeição e pela violência, rezemos..

Pelos que carregam a cruz da doença e da discriminação, rezemos.

Por todos nós que assumimos com coragem a cruz do dia a dia, rezemos.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Acolhei, Deus de misericórdia, estas preces e oferendas em vosso louvor na festa da virgem Maria, eu nos destes por mãe compassiva quando estava de pé junto à cruz. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Vós, que participais dos sofrimentos de Cristo, alegrai-vos, para que, ao manifestar-se a sua glória, vossa alegria não tenha limites. (1Pd 4,13)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, tendo recebido o sacramento da eterna redenção, nós vos pedimos humildemente que, recordando as dores de Nossa Senhora, completemos em nós, para o bem de Igrejas, o que falta à paixão de Cristo. Que vive e reina para sempre.

 

 

A Mãe de Jesus e o discípulo que ele amava

 

 

Colocada no momento mais importante do Evangelho, esta cena deve ter mais do que simples importância filial, isto é, o cuidado de Jesus por sua mãe na hora de sua morte. A única pergunta é: o que esse incidente simboliza? Há numerosas sugestões. Como esse parágrafo está colocado no contexto de Jesus entregando o espírito (v. 30) e do sangue e água saindo de seu lado ferido com a lança (v. 34), nestes versículos encontramos a imagem simbólica joanina do nascimento da comunidade cristã. É a hora da glorificação de Jesus - sua elevação - e, quando ele morre, entrega o espírito. Abaixo dele estão uma mulher e um discípulo, ambos inominados, como que para enfatizar seu caráter simbólico. A mulher pode significar a mãe igreja e o discípulo amado todos os discípulos chamados a seguir a obediência extremosa do Senhor. Quando à mulher mãe-igreja e à figura do discípulo amado são acrescentados o espírito que Jesus entrega (v. 30), agora que foi glorificado (7, 39), e o sangue e a água, sinais da Eucaristia e do batismo, a comunidade    cristã    é   revelada.   Essa   sugestão,  embora  não  incontestável,  não  é  exagerada, em especial ao lidarmos com um evangelista tão apegado ao duplo nível teológico como João.

 

Há até mesmo uma referência sutil à mulher de Gn 3, 15 e à inimizade entre seus descendentes e os da serpente-Satanás. João demonstra interesse pelo Livro do Gênesis. Começando seu Evangelho com a mesma frase inicial e uma referência à criação, ele apresenta um conflito entre Satanás e Jesus (12, 31-33; 14, 30) e fala dos filhos de Satanás (Judas e os adversários de 8, 44). Se a "mulher" de 19, 26 origina-se de Gn 3, 15, então João reorganizou todos os elementos da história do Gênesis para um evento de recriação: a serpente, a descendência da serpente, a mulher, a descendência da mulher e talvez até o lugar do jardim para "no lugar onde Jesus fora crucificado, havia um jardim" (19, 41). Na verdade, o relato da crucificação não só termina em um jardim (19, 41), mas também começa em um (18, 1) e, entre os quatro evangelistas, é só João que assim o localiza.

 

Talvez o quarto Evangelho apresente Maria perto da cruz em um duplo papel:

 

a)    como símbolo feminino da mãe-igreja, cuidando deles e sendo cuidada pelos discípulos de Jesus que se tornam seus filhos e, consequentemente, irmãos e irmãs de Jesus. A relação com Jesus não é apenas individual; inclui uma comunidade, uma família de irmãos e irmãs;

b)     como mulher da vitória, enfatizando a contribuição feminina para a salvação. A imagem bíblica negativa de Eva foi substituída pela da Ave Maria vivificante.

 

Este comentário foi extraído do livro COMENTÁRIO BÍBLICO, ©Loyola, 1999 (Dianne Bergant, CSA; Robert J. Karris, OFM - organizadores).

 

 

 

Coroa de Nossa Senhora das Dores

 

·         Primeira Dor Profecia de Simeão

Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma. (Lc 2,34-35)

 

·         Segunda Dor Fuga para o Egito

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matar! – Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, de noite, e partiu para o Egito. (Mt 2,13-14).

 

·         Terceira Dor Maria procura Jesus em Jerusalém

Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais percebessem. Pensando que estivesse na caravana , andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele. (Lc 2,43 b-45)

 

·         Quarta Dor Jesus encontra sua Mãe

Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam. (Lc 23,26-27)

 

·         Quinta Dor Maria ao pé da Cruz de Jesus

Junto a cruz de Jesus estavam de pé sua mãe; a irmã de sua mãe, Maria de Cleófas, e Maria Madalena. Vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! – Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua mãe! (Jo 19,25-27 a)

 

·         Sexta Dor Maria recebe Jesus descido da Cruz

Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de Sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz. (Mc 15, 42)

 

·         Sétima Dor Maria deposita Jesus no sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus. (Jo 19,40 – 42a)

 

TÍTULOS E CELEBRAÇÕES DE NOSSA SENHORA

 

Título

Data

Anunciação de Nossa Senhora

25 de março

Apresentação de Nossa Senhora ao Templo

21 de novembro

Imaculado Coração da Virgem Maria

*

Imaculado Conceição da Virgem Maria

8 de dezembro

Natividade de Nossa Senhora

8 de setembro

Nossa  Senhora de Lourdes

11 de fevereiro

Nossa  Senhora Conceição Aparecida

12 de outubro

Nossa  Senhora Auxiliadora

24 de maio

Nossa  Senhora da Conceição

16 de julho

Nossa  Senhora da Guia

15 de setembro

Nossa  Senhora da Penha

8 de abril

Nossa  Senhora da Piedade

15 de setembro

Nossa  Senhora das Dores

15 de setembro

Nossa  Senhora das Graças

8 de julho

Nossa  Senhora das Mercês

15 de setembro

Nossa  Senhora das Neves

5 de agosto

Nossa  Senhora de Fátima

13 de maio

Nossa  Senhora de Guadalupe

12 de dezembro

Nossa  Senhora do Amparo

16 de agosto

Nossa  Senhora do Assunção

15 de agosto

Nossa  Senhora do Bom Conselho

26 de abril

Nossa  Senhora do Carmo

16 de julho

Nossa  Senhora do Perpétuo Socorro

27 de junho

Nossa  Senhora do Rosário

7 de outubro

Nossa  Senhora dos Prazeres

15 de agosto

Nossa  senhora Medianeira

8 de novembro

Nossa  Senhora Rainha

22 de agosto

Nossa  Senhora do Desterro

2 de abril

Nossa Senhora da Boa Viagem

12 de dezembro

Nossa Senhora Rainha da Paz

25 de junho

Santa Mãe de Deus

1 de janeiro

Visitação de Nossa Senhora

31 de maio

(*) Sábado, após o 2º domingo depois de Pentecostes