Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Primeira Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Verde

 

Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno

 

 

Hoje: Dia Internacional do Compositor

 

Santos do Dia: Bonito de Clermont (monge, bispo) , Ceovulfo (rei da Nortúmbria, Inglaterra, monge), Efísio da Sardenha (mártir), Habacuc (profeta bíblico do Antigo Testamento), Isidoro de Alexandria (presbítero), Ida de Limerick (virgem), João Calabites (eremita), Laudato de Bardsey (abade), Macário, o Grego (eremita de Alexandria), Malardo de Chartres (bispo), Maura e Brita (virgens de Tours), Máximo de Nola (bispo), Miquéias (profeta bíblico do Antigo Testamento), Paulo de Tebas (eremita), Secundina de Roma (virgem, mártir), Tarsícia de Rodez (virgem), Francisco Fernando de Capillas (dominicano, mártir, bem-aventurado), Pedro de Castelnau (monge, mártir, bem-aventurado)

 

Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Hebreus (Hb 3, 7-14)

Hoje é o dia em que ele realiza a redenção

 

Irmãos, 7escutai o que declara o Espírito Santo: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, 8não endureçais os vossos corações, como aconteceu na provocação, no dia da tentação, no deserto, 9onde vossos pais me tentaram, colocando-me à prova, 10embora vissem as minhas obras, durante quarenta anos. Por isso me irritei com essa geração e afirmei: sempre se enganam no coração e desconhecem os meus caminhos. 11Assim jurei em minha ira: não entrarão no meu repouso”.


12Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo. 13Antes, animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser “hoje”, para que nenhum de vós se endureça pela sedução do pecado, 14pois tornamo-nos companheiros de Cristo, contanto que mantenhamos firme até ao fim a nossa confiança inicial. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Animai-vos uns aos outros, enquanto ainda se disser “hoje”

 

Não diversamente dos cristãos com que se ocupa a carta aos hebreus, os cristãos do nosso tempo encontram-se muitas vezes expostos a dupla tentação. A tentação de considerar a fé em Deus como uma espécie de apólice de seguro: contra as desgraças e doenças, contra as injustiças e afrontas, contra as calamidades naturais, contra as próprias enfermidades espirituais. Deus deve intervir para livrar o mundo das desgraças, para livrar das insídias da dúvida e do pecado aqueles que o invocam. A tentação de considerar a Igreja como um lugar de refúgio seguro, de onde se pode tranqüilamente escutar o fragor das ondas que tragam os infelizes que estão “fora” do porto.

 

Para esses cristãos é inconcebível que o Concílio apresente, ao contrário, uma Igreja “em contínua busca da verdade”, uma Igreja chamada a renovar-se, a mudar as estruturas, para ser sinal da salvação para todos os homens. Mas esta é, justamente, a Igreja que Cristo quis.

 

 

Salmo: 94 (95), 6-7.8-9.10-11 (R/.8)

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os vossos corações

 

6Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! 7Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. 


8Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, 9como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras.


10Quarenta anos desgostou-me aquela raça e eu disse: Eis um povo transviado, 11seu coração não conheceu os meus caminhos! E por isso lhes jurei na minha ira: Não entrarão no meu repouso prometido!

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 1, 40-45)

A lepra desapareceu e o homem ficou curado

 

Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: "Se queres, tens o poder de curar-me". 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: "Eu quero: fica curado!" 42No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: "Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!" 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. Palavra da Salvação!

 

 

 

Comentário do Evangelho

Jesus compadecido

 

É comovente contemplar a sensibilidade de Jesus, em relação aos sofredores. Tem-se a impressão de que, quanto maior o sofrimento humano, tanto maior sua capacidade de comover-se. Nestas horas, a misericórdia falava mais alto.

 

O encontro com o leproso tocou, fundo, no coração de Jesus. Imaginemos aquele homem deformado e repelente, lançando-se aos pés do Mestre, em cujas mãos colocava a própria cura: "Se queres, tu tens o poder de curar-me!"

 

A reação natural seria a de censurá-lo, e ordenar que se afastasse, pois os leprosos não podiam conviver com as pessoas sadias. Outra reação seria a de afastar-se sem demora, para evitar o risco de contágio e o da impureza adquirida pelo simples contato com o doente.

 

Tudo se passa de forma diferente com Jesus. A presença daquele homem sofredor move-o à compaixão. Daí o gesto inesperado: Jesus toca o leproso. Sem dúvida, houve quem se escandalizasse e passasse a considerá-lo como impuro, como faziam com quem entrava em contato com os portadores da lepra.

 

Este tipo de tradição não tinha nenhum valor para Jesus. Seu único desejo era ver aquele infeliz livre de sua doença. E o cura!

 

A reação do ex-leproso é compreensível. Apesar da advertência de Jesus, saiu gritando o que lhe acontecera. A compaixão do Senhor deixou-o maravilhado.

 

 

Santo Arnaldo Jassen

Santo Arnaldo Janssen era o segundo entre 11 irmãos, uma família profundamente católica, da classe média. Trata se um gigante espiritual, cuja biografia é impossível de ser resumida. Com apenas 20 anos de idade habilitou-se como professor de todas as matérias ginasiais em Bonn. Em seguida entrou no seminário maior de Münster, sendo ordenado em 5 de agosto de 1861. Por 12 anos foi professor e escritor de obras divulgadas. Foi diretor do Apostolado da Oração em Bonn. Renunciou ao cargo de professor e diretor do Apostolado da Oração e começou sua grande obra como fundador, a qual se dedicou até sua morte. Eis outras de suas fundações: Fundador da Sociedade Verbo Divino (1875), das Missionárias Servas do Espírito Santo (1889) e das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (1896) todos os três institutos em Steyl, na Holanda. Pioneiro das missões entre pagãos e entre católicos num clero escasso na América Latina e nas Ilhas Filipinas. Pioneiro do movimento moderno nos países de língua alemã, holandesa e eslava. Promotor do cuidado espiritual para com os migrantes, imprensa católica, apostolado dos leigos, etc. No final da vida foi obrigado a se refugiar para escapar ao Kuturkampf- perseguições à Igreja no recém Império alemão, dos últimos anos de governo de Bismarck. (www.asj.org.br)

 

A vida é uma obra de arte. Não há poema mais belo que viver em plenitude. (Georges Clemenceau