Quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

I Semana do Tempo Comum - Ano “C”  (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Santos do Dia: Barbascêmino de Selêucia-Ctesifon (bispo) e Companheiros (mártires), Dácio de Milão (bispo), Félix de Nola (presbítero), Félix de Roma (presbítero), Macrina (viúva, mãe de São Basílio Magno, de São Gregório de Nissa e de São Pedro de Sebaste), Malaquias (profeta bíblico do Antigo Testamento), Sabas de Serbia (monge, bispo), Amadeu de Clermont (monge, bem-aventurado), Odo de Novara (monge, bem-aventurado), Pedro Donders (missionário redentorista, bem-aventurado)

 

Antífona: Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só foz: Eis aquele cujo poder é eterno.

 

Oração: Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los.  Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Samuel (1 Sm 4, 1-11)
Israel leva a Arca para a batalha

 

1Naqueles dias os filisteus reuniram-se para fazer guerra a Israel. Israel saiu ao encontro dos filisteus, acampando perto de Eben-Ezer, enquanto os filisteus, de sua parte, avançaram até Afec 2e puseram-se em linha de combate diante de Israel. Travada a batalha, Israel foi derrotado pelos filisteus. E morreram naquele combate, em campo aberto, cerca de quatro mil homens. 3O povo voltou ao acampamento e os anciãos de Israel disseram: "Por que fez o Senhor que hoje fôssemos vencidos pelos filisteus? Vamos a Silo buscar a arca da aliança do Senhor, para que ela esteja no meio de nós e nos salve das mãos dos nossos inimigos".

 

4Então o povo mandou trazer de Silo a arca da aliança do Senhor todo-poderoso, que se senta sobre querubins. Os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, acompanhavam a arca. 5Quando a arca da aliança do Senhor chegou ao acampamento, todo Israel rompeu num grande clamor, que ressoou por toda a terra. 6Os filisteus, ouvindo isso, diziam: "Que gritaria é essa tão grande no campo dos hebreus?" E souberam que a arca do Senhor tinha chegado ao acampamento.

 

7Os filisteus tiveram medo e disseram: Deus chegou ao acampamento!" E lamentavam-se: 8"Ai de nós! Porque os hebreus não estavam com essa alegria nem ontem nem anteontem. Ai de nós! Quem nos salvará da mão desses deuses tão poderosos? Foram eles que afligiram o Egito com toda espécie de pragas no deserto. 9Mas coragem, filisteus, portai-vos como homens, para que não vos tomeis escravos dos hebreus como eles o foram de vós! Sede homens e combatei!" 10Então os filisteus lançaram-se à luta, Israel foi derrotado e cada um fugiu para a sua tenda. O massacre foi grande: do lado de Israel tombaram trinta mil homens. 11A arca de Deus foi capturada e morreram os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Israel foi derrotado e a arca de Deus foi capturada

 

Quando os hebreus consideravam a arca da aliança como o "sinal" visível da presença invisível de Deus, este sinal alimentava sua fé. Nas batalhas, a presença da arca dava-lhes a segurança de que "o Senhor estava com eles". Depois, pouco a pouco, esmoreceu o seu fervor e, com isto, também o respeito e a afeição pela arca. Nessa batalha contra os filisteus, a arca foi esquecida. Só quando perceberam haver sofrido grandes perdas é que se apressaram em retomá-la. Mas, então, a arca não era mais um "sinal", porque já não era a fé que lhes alimentava a vida. Consideravam a arca um talismã mágico, um amuleto que os dispensa de rezar; jejuar e converter-se.

 

Os cristãos podem correr o mesmo perigo. Há os que relacionam sua religiosidade com certos "amuletos", a que dão grande valor: crucifixo na parede, bênção da casa, bênção do carro novo... coisas que só têm sentido quando são verdadeiramente "sinais" de uma fé que existe no intimo e é alimentada pelos sacramentos, pela oração, pela caridade. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 43(44), 10-11.14-15.24-25 (+26d)

Libertai-nos, Senhor, pela vossa compaixão!

 

Porém, agora nos deixastes e humilhastes, já não saís com nossas tropas para a guerra! Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, os adversários nos pilharam à vontade.

 

De nós fizestes o escárnio dos vizinhos, zombaria e gozação dos que nos cercam; para os pagãos somos motivo de anedotas, zombam de nós a sacudir sua cabeça.

 

Levantai-vos, ó Senhor; por que dormis? Despertai! Não nos deixeis eternamente! Por que nos escondeis a vossa face e esqueceis nossa opressão, nossa miséria?

 

 

Evangelho: Marcos (Mc 1, 40-45)

A cura de um leproso

 

Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: "Se queres, tens o poder de curar-me". 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: "Eu quero: fica curado!" 42No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: "Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!" 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. Palavra da Salvação!

 

 

Contexto: O ministério de Jesus na Galiléia.  Leitura paralelas: Mt 8, 2-4; Lc 5, 12-16. O evangelho de hoje é sempre válido para

a quinta-feira da primeira semana do tempo comum; a I leitura e o Salmo Responsorial são específicos para os anos pares

 

 

 

Comentário o Evangelho

Jesus compadecido

 

É comovente contemplar a sensibilidade de Jesus, em relação aos sofredores. Tem-se a impressão de que, quanto maior o sofrimento humano, tanto maior sua capacidade de comover-se. Nestas horas, a misericórdia falava mais alto.

 

O encontro com o leproso tocou, fundo, no coração de Jesus. Imaginemos aquele homem deformado e repelente, lançando-se aos pés do Mestre, em cujas mãos colocava a própria cura: "Se queres, tu tens o poder de curar-me!"

 

A reação natural seria a de censurá-lo, e ordenar que se afastasse, pois os leprosos não podiam conviver com as pessoas sadias. Outra reação seria a de afastar-se sem demora, para evitar o risco de contágio e o da impureza adquirida pelo simples contato com o doente.

 

Tudo se passa de forma diferente com Jesus. A presença daquele homem sofredor move-o à compaixão. Daí o gesto inesperado: Jesus toca o leproso. Sem dúvida, houve quem se escandalizasse e passasse a considerá-lo como impuro, como faziam com quem entrava em contato com os portadores da lepra.

 

Este tipo de tradição não tinha nenhum valor para Jesus. Seu único desejo era ver aquele infeliz livre de sua doença. E o cura!

 

A reação do ex-leproso é compreensível. Apesar da advertência de Jesus, saiu gritando o que lhe acontecera. A compaixão do Senhor deixou-o maravilhado. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

 

São Félix de Nola, Confessor

 

De origem síria, era sacerdote. Aprisionado por ocasião das perseguições de Décio e Valeriano, sofreu com inquebrantável firmeza diversos suplícios, até que foi libertado do cárcere por um Anjo. Mais tarde, recusou por humildade o Bispado de Nola. Embora não tenha sido morto por ódio à fé, é chamado de mártir pelo muito que sofreu por amor a Jesus Cristo.

 

Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a

ganhar a vida; o outro a construir uma vida. (Sandra Carey)

 

Não se pode separar a paz da liberdade, porque ninguém pode

estar em paz consigo mesmo se não é livre. (Anônimo)