Quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sexta Semana da Páscoa,  2ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia da Fraternidade Brasileira, dia da Abolição da Escravatura, dia do Automóvel, dia da Estrada de Rodagem e dia do Zootecnista.

 

Santos: "O Silencioso" (Bispo e Eremita, Nicópolis, Armênia), Júlia Billiart, Fátima, Apariçãode Nossa Senhora a três crianças (Fátima, Portugal). Glicéria (Virgem e mártir), Servácio (bispo de Tongres e de Maastricht), João (o Silencioso), Inês (abadessa), Discíola, Roberto Belarmino (Arcebispo de Cápua e Cardeal, Doutor da Igreja), Múcio (mártir), Erconvaldo (Bispo de Londres), Eutímio "O Iluminador" (Abade), Imelda (Beata, virgem), Juliana de Nórvico (beata, Virgem), Pedro Regalato, André Humberto Fournet (co-fundador das Filhas da Cruz), Juliano do Valle (Confessor franciscano da 1ª Ordem)

 

Antífona: Ó Deus, quando saístes à frente do vosso povo, abrindo-lhe o caminho e habitando entre eles, a terra estremeceu, fundiram-se os céus, aleluia! (Sl 67, 8-9.20)

 

Oração: Ó Deus, que fizestes o vosso povo participar da vossa redenção, concedei que nos alegremos constantemente com a ressurreição do Senhor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

 

I Leitura: Atos (At 18, 1-8)

Paulo passou a morar com eles

 

Naqueles dias, 1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. 2Ai encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que acabava de chegar da Itália, e sua esposa Priscila, pois o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo entrou em contato com eles. 3E, como tinham a mesma profissão, eram fabricantes de tendas, Paulo passou a morar com eles e trabalhavam juntos. 4Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos.

 

5Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à palavra, testemunhando diante dos judeus que Jesus era o messias. 6Mas, por causa da resistência e blasfêmias deles,. Paulo sacudiu as vestes e disse: "Vós sois responsáveis pelo que acontecer. Eu não tenho culpa; de agora em diante, vou dirigir-me aos pagãos". 7Então, saindo dali, Paulo foi para a casa de um pagão, um certo Tício Justo, adorador do Deus único, que morava ao lado da sinagoga. 8Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com toda a sua família; e muitos coríntios, que escutavam Paulo, acreditavam e recebiam o batismo. Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando a Leitura

Paulo passou a morar com eles;

trabalhava e discutia na sinagoga 

 

O ministério da Palavra é sina da gratuidade do dom de Deus. Todo o comportamento do missionário deve refleti-lo e testemunhá-lo (Mt 10, 8). Não fará como os levitas, cuja principal ocupação parecia ser recolher o dízimo. Por outro lado, porém, o dom “!oferecido” pelo apóstolo deve normalmente suscitar um “dom” igualmente gratuito, igualmente revelador da gratuidade divina, por parte dos ouvintes. Para ser mais livre e não dar motivo a suspeitas, Paulo, em geral, não aceita a ajuda ou o dom das comunidades. Trabalha com suas mãos; o que importa acima de tudo é salvaguardar a gratuidade do dom de Deus.

 

Em situação de missão, as Igrejas redescobriram o valor de um testemunho como o trabalho manual dos sacerdotes, solidários com os mais pobres e, por outro lado, o contratestemunho do “ruído de dinheiro em torno do altar”, por ocasião dos sacramentos. [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4 (R/.cf.2b)

O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações

 

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

 

O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

 

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

 

 

Evangelho: João (Jo 16, 16-20)

Alegria após o sofrimento

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16"Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo". 17Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: "O que significa o que ele nos está dizendo: 'Pouco tempo, e não me vereis, e outra vez pouco tempo, e me vereis de novo', e 'eu vou para junto do Pai'?" 18Diziam, pois: "O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer". 19Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então disse-lhes: "Estais discutindo entre vós porque eu disse: 'Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis'? 20Em verdade, em verdade vos digo, vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará. Vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria". Palavra da Salvação!

 

 

Comentário o Evangelho

Um pouco de tempo

 

Os discípulos ficaram cheios de dúvidas diante da expressão enigmática de Jesus: "um pouco de tempo". Por um pouco de tempo, não veriam o Mestre; mais outro pouco de tempo, e voltariam a vê-lo, pois estava indo para o Pai.


As palavras de Jesus são dirigidas a todos quantos haveriam de aderir a ele pela fé. Portanto, a um grupo maior do que o presente na última ceia. A questão do "ver" diz respeito a todos os cristãos.


Durante a sua existência terrena, os discípulos puderam "ver" Jesus, na sua expressão histórica. Foi o tempo da convivência humana com ele. A morte que se aproximava poria fim a esta experiência de proximidade. Algo de novo estava para acontecer: haveriam de ver novamente o Mestre, mas de maneira muito diferente. Como?


A fidelidade do Pai era algo inquestionável para Jesus. Ele estava indo para o Pai, e tinha consciência de que o Pai não permitiria o fracasso de seu projeto de salvação. Isto aconteceu concretamente com a ressurreição, que permitiu a Jesus continuar presente em meio aos discípulos. O Ressuscitado tornou-se, assim, o centro da vida da comunidade.


Ele continuou também a fazer-se presente, na história humana, na vida dos homens e das mulheres que o acolheram na fé. Além disso, Jesus pode ser visto no testemunho de fidelidade a Deus e de amor arraigado ao próximo dado pelos cristãos de todos os tempos.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: No contexto da ceia e da despedida, o anúncio de Jesus parece transparente: não o verão quando morrer, mas quando ressuscitar, tudo sucederá em breve. De fato o veem e se alegram. O verão quando deixar o mundo e voltar ao Pai; voltarão a vê-lo ao experimentar sua presença gloriosa. “Em breve” significa que sempre está próximo ao homem. A pesar da ausência física de Jesus, o fiel conhece, por experiência e pelo testemunho do Espírito, que Jesus está vivo, perto, e o contempla com os olhos iluminados da fé. (Bíblia do Peregrino)

 

 

Nossa Senhora de Fátima

 

 

 

Em 13 de maio de 1917 realizou-se a primeira das seis aparições da Virgem aos privilegiados videntes Lúcia (que ainda vive) Francisco e Jacinta, quando o mundo se debatia ainda nas violências e atrocidades da guerra. A Virgem Maria apareceu seis vezes em Fátima aos três pastorinhos e, através deles, a Santa Mãe de Deus recomendou insistentemente aos homens a firmeza da fé e o espírito de oração, penitência e reparação. O culto de Nossa Senhora de Fátima, depois de ter sido aprovado pelo Bispo da diocese e mais tarde confirmado pela Autoridade Apostólica, foi especialmente honrado com a peregrinação do papa Paulo VI ao local das aparições no ano 1967 e pelo santo Papa João Paulo II, no ano 1982.

 

Dia da Abolição da Escravatura

A escravidão pode ser definida como o sistema de trabalho no qual o indivíduo (o escravo) é propriedade de outro, podendo ser vendido, doado, emprestado, alugado, hipotecado, confiscado. Legalmente, o escravo não tem direitos: não pode possuir ou doar bens e nem iniciar processos judiciais, mas pode ser castigado e punido.

 

No Brasil, o regime de escravidão vigorou desde os primeiros anos logo após o descobrimento até o dia 13 de maio de 1888, quando a princesa regente Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como Lei Áurea, libertando os escravos.

 

A escravidão é um capítulo da História do Brasil. Embora ela tenha sido abolida há 115 anos, não pode ser apagada e suas consequências não podem ser ignoradas. A História nos permite conhecer o passado, compreender o presente e pode ajudar a planejar o futuro. Durante mais de três séculos a escravidão foi a forma de trabalho predominante na sociedade brasileira. Além disso, o Brasil foi a última nação da América a abolir a escravidão. Num país de 500 anos, um fato que perdurou por 300 anos assume grande importância na formação da sociedade brasileira.

 

A escravidão no Brasil teve início logo nos primeiros anos de colonização, quando alguns grupos indígenas foram escravizados pelos colonizadores que implantavam os primeiros núcleos de povoamento. Devido a fatores como a crescente resistência dos índios à escravidão, os protestos da Igreja Católica, as doenças que dizimavam a população indígena e o crescimento do tráfico negreiro, pouco a pouco a mão de obra escrava indígena foi substituída pela negra.

 

Os escravos negros eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome.

 

O escravo tornou-se a mão de obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, de tabaco e de algodão, nos engenhos, e mais tarde, nas vilas e cidades, nas minas e nas fazendas de gado. Além de mão de obra, o escravo representava riqueza: era uma mercadoria, que, em caso de necessidade, podia ser vendida, alugada, doada e leiloada. O escravo era visto na sociedade colonial também como símbolo do poder e do prestígio dos senhores, cuja importância social era avalizada pelo número de escravos que possuíam.

 

Brincar é condição fundamental para ser sério. (Arquimedes)