Quinta-feira, 12 de maio de 2011

Terceira Semana da Páscoa, 2ª do Saltério (Livro II),  cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia da Enfermagem e dia do Enfermeiro

 

Santos: Joana; Nereu e Aquiles (mártires, memória facultativa), Pancrácio (mártir, memória facultativa), Epifânio (judeu da Palestina convertido, Bispo de Chipre, monge), Modoaldo (Bispo de Tréveris), Rictrudes (viúva), Germano (Patriarca de Constantinopla), Domingos da Calçada, Francisco Patrizzi, Gema de Solmona (Beata), Joana de Portugal (Beata), João Stone (beato, mártir), Inácio de Laconi (Confessor franciscano da 1ª Ordem).

 

Antífona: Cantemos ao Senhor: ele se cobriu de glória. O Senhor é minha força e o meu cântico: foi para mim a salvação, aleluia! (Ex 15, 1-2)

 

Oração: Ó Deus eterno e onipotente, que nestes dias vos mostrais tão generoso, dai-nos sentir mais de perto o vosso amor paterno para que, libertados das trevas do erro, siga-nos com firmeza a luz da verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Atos (At 8, 26-40   

Aqui temos água

 

Naqueles dias, 26um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: "Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto". Filipe levantou-se e foi. 27Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia e administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. 28Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe: "Aproxima-te desse carro e acompanha-o". 30Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: "Tu compreendes o que estás lendo?" 31O eunuco respondeu: "Como posso, se ninguém me explica?" Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele.

 

32A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: "Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra". 34E o eunuco disse a Filipe: "Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?" 35Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: "Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?" [37]38O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesaréia. Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a Leitura

O que impede que eu seja batizado?

 

A Palavra escrita não basta, por si só para suscitar a fé no Senhor. O etíope lê e não compreende". Vem a palavra viva da Igreja (Filipe), que lê e interpreta. E a Igreja aprendeu do Ressuscitado a ler as Escrituras. Sua compreensão, porém, e a descoberta do mistério da ressurreição não são em si mesmas um fim, mas levam ao sacramento. Com a água do Batismo se encerra em Jerusalém o dia de Pentecostes. Com a água do batismo se encerra no deserto o encontro de Filipe com o etíope. E "cheio de alegria, prossegue o seu caminho" (versículo 39). 

 

Não há caminho de salvação que não passe por estas três etapas: escuta da palavra anunciada pela Igreja, batismo, alegria da vida renovada. A autenticidade de uma etapa condiciona a possibilidade dos outros momentos. [Extraído do MISSAL COTIDIANO  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 65(66), 8-9. 16-17. 20 (R/. 1)

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira

 

Nações, glorificai ao nosso Deus, anunciai em alta voz o seu louvor! É ele quem dá vida à nossa vida, e não permite que vacilem nossos pés.

 

Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Quando a ele o meu grito se elevou, já havia gratidão em minha boca!

 

Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou, longe de mim o seu amor!

 

Evangelho: João (Jo 6, 44-51)

Eu sou o pão vivo descido do céu

 

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44"Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos profetas: 'Todos serão discípulos de Deus'. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai.

 

47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo". Palavra da Salvação!

 

Comentário o Evangelho

O ensinamento do Pai

 

É o Pai quem tem a iniciativa na dinâmica da fé dos cristãos. No seu amor, elege o ser humano para ser objeto de sua revelação, e o convida a aderir ao Filho Jesus. Só vai a Jesus quem é escolhido e impelido pelo Pai. Só se entrega a Jesus quem se deixa guiar pelo Pai. E tudo quanto o Pai realiza está em função de guiar a humanidade para o Filho. O ato de fé no Senhor Jesus é, portanto, indício de obediência ao ensinamento do Pai e de submissão à sua vontade.


A incredulidade configura-se como rebeldia contra o Pai. Não se trata de mera oposição a Jesus, numa atitude sem maiores conseqüências. Nem, tampouco, pode ser considerada como uma fatalidade na vida das pessoas, numa espécie de anulação de sua liberdade.


No ato de fé, está implicada a liberdade humana. Instruído pelo Pai, cabe ao ser humano acolher ou não a instrução recebida. Se a acolhe, sem dúvida será capaz de reconhecer em Jesus o enviado do Pai. Se a rejeita, não somente se tornará um adversário do Filho, mas também do Pai. Não é possível acolher a moção do Pai, mas fechar-se para o Filho. Ou seja, não dá para ficar no meio do caminho. Quem recebeu o ensinamento do Pai, necessariamente, irá a Jesus. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A,  ©Paulinas, 1997]

 

Santa Joana

 

 

 

Santa Joana nasceu no dia 6 de fevereiro de 1452. Era filha de Dom Afonso V, rei de Portugal. Órfã de mãe aos 15 anos, tomou os encargos do governo da casa real. Filha primogênita do rei D. Afonso V, possuía grande beleza e personalidade marcante. Exerceu a regência do Reino quando seu pai foi à frente de uma esquadra conquistar Arzila e Tânger, na África. Desejosa de se consagrar a Deus na Ordem dominicana, precisou vencer a resistência do pai e de seu irmão D. João (futuro D. João II) que desejavam um casamento vantajoso para ela. Embora pretendida por muitos príncipes, entre eles o filho de Luis XI da França, para espanto de todos, em 1471 recolheu-se temporariamente no mosteiro de Odívelos. Conseguiu ingressar no convento dominicano de Aveiro, mas devido a sua frágil saúde viu-se impedida. Continuou passando no convento a maior parte do seu tempo, conservando o hábito religioso; mesmo quando estava fora do convento praticava eximiamente a regra da Ordem. Levava vida penitente, usando cilício sob as vestes reais e passando as noites em oração. Jejuava frequentemente e como divisa ou insígnia real usava uma coroa de espinhos. Os pobres, os enfermos, os presos, os religiosos viam nela a sua protetora e amparo. Conservava um livro onde ela anotava os nomes de todos os necessitados, o grau de pobreza de cada um e o dia em que deveria ser dada a esmola. Por ocasião da semana santa, lavava os pés de doze mulheres pobres e as presenteava com roupas, alimentos e dinheiro. Dali foi para o mosteiro de Aveiro, onde viveu despojada de tudo até a morte, no dia 12 de maio de 1490 e foi beatificada em 1693.

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Para que o papa e todo o clero sigam fielmente sua missão, rezemos Senhor, escutai a nossa prece!

Para que a sociedade seja solidária com os pobres e famintos, rezemos.

Para que pais e mães sejam iluminados na educação dos filhos, rezemos.

Para que superemos o egoísmo e toda espécie de preconceito, rezemos.

Para que a palavra de Deus e a eucaristia sejam nosso alimento constante, rezemos.

(preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, que, pelo sublime diálogo deste sacrifício, nos fazeis participar de vossa única e suprema divindade, concedei que, conhecendo vossa verdade, lhe sejamos fiéis por toda a vida. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

O Cristo morreu por todos, para que os que vivem já não vivam para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou, aleluia! (2Cor 5, 15)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus de bondade, permanecei junto ao vosso povo e fazei passar da antiga à nova vida aqueles a quem concedestes a comunhão nos vossos mistérios. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Jesus é aquele Deus que alimenta seu povo como o fez no passado por meio de Moisés. O primeiro pão foi temporário e perecível. O pão de Jesus produz vida eterna. Este alimento está ligado ao sacrifício de Jesus que derrama seu sangue pelos seus. (Novo Testamento, Editora Ave-Maria)

 

Que a face de Cristo se mostre amável e alegre para ti. (S Camilo de Lellis)