Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Quinta Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 1ª Semana do Saltério (Livro III), cor Verde
Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94, 6-7)
Santos do Dia: Antonio Kauleas (bispo, Patriarca de Constantinopla), Bento Revelli (monge, bispo de Albenga), Damião (mártir de Alexandria), Etelvaldo de Lindisfarne (monge, bispo), Eulália de Barcelona (virgem, mártir), Gaudêncio de Verona (bispo), Goscelino de Turim (abade), Marina (virgem), Melécio de Antioquia (bispo), Modesto (diácono, mártir), Modesto e Amônio (mártires de Alexandria), Modesto e Juliano (o primeiro, mártir de Cartago; o segundo, de Alexandria), Umbelina (abadessa, irmã de São Bernardo), Antônio de Saxônia e Companheiros (franciscanos, mártires, bem-aventurados), Nicolau Saggio (da Ordem dos Mínimos, bem-aventurado), Reginaldo de Orleáns (religioso, bem-aventurado), Tiago Fenn e Companheiros (mártires de Tyburn, Inglaterra, bem-aventurados).
Oração: Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura: Gênesis (Gn 2, 18-25)
O Senhor Deus formou a mulher e conduziu-a a adão
18O Senhor Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele". 19Então o Senhor Deus formou da terra todos os animais selvagens e todas as aves do céu, e trouxe-os a Adão para ver como os chamaria; todo o ser vivo teria o nome que Adão lhe desse. 20E Adão deu nome a todos os animais domésticos, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens, mas Adão não encontrou uma auxiliar semelhante a ele. 21Então o Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão. Quando este adormeceu, tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. 22Depois, da costela tirada de Adão, O Senhor Deus formou a mulher e conduziu-a a Adão. 23E Adão exclamou: "Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada 'mulher' porque foi tirada do homem". 24Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne. 25Ora, ambos estavam nus, Adão e sua mulher, e não se envergonhavam. Palavra do Senhor!
Comentando a I Leitura[1]
Ponho meu arco nas nuvens como
sinal de aliança entre mim e a Terra
Deus renova com o homem sua promessa de fidelidade, incluída na bênção dada a Adão (Gn 1 ,26ss), e lhe confia o domínio da terra. Deus e o homem são aliados na edificação do mundo. "Para os crentes uma coisa é certa: a atividade humana individual e coletiva, ou seja, aquele ingente esforço com o qual os homens no curso dos séculos procuram melhorar as próprias condições de vida, considerado em si mesmo, corresponde às intenções de Deus... Os cristãos, portanto, não pretendem contrapor os produtos da inteligência e da capacidade do homem ao poder de Deus, como se a criatura racional fosse rival do Criador; pelo contrário, estão persuadidos de que as vitórias da humanidade são sinal da grandeza de Deus e fruto do seu inefável desígnio. E quanto mais cresce o poder dos homens, tanto mais se estende e se amplia sua responsabilidade, quer individual, quer coletiva. Por aí se vê como a mensagem cristã, longe de dispensar o homem do dever de edificar o mundo, longe de incitá-lo a desinteressar-se do bem dos seus semelhantes, ao invés, empenha-o em tudo isso, por uma obrigação ainda mais rigorosa".
Salmo: 127(128),
1-2.3.4-5 (R/.cf. 1a)
Felizes todos os que respeitam o Senhor
Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!
A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.
Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
Evangelho: Marcos (Mc 7, 24-30)
Jesus devolve a vida à filha da mulher
Naquele tempo, 24Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. 25Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio.
27Jesus disse: "Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos". 28A mulher respondeu: "É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair". 29Então Jesus disse: "Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha". 30Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saldo dela. Palavra da Salvação!
Comentário do Evangelho[2]
Tu és o Messias
A pessoa de Jesus não se enquadrava nas categorias da época e era interpretada de formas as mais variadas. Seu modo de ser austero e a maneira incisiva de sua pregação levavam alguns a confundi-lo com João Batista ou com Elias. Pensava-se que Jesus tivesse como que feito reviver em si estas figuras. A postura de Jesus era também identificada com as dos profetas do passado, cujas vidas pareciam servir-lhe de inspiração.
Jesus quis saber a opinião dos discípulos a seu respeito, por não estar bem seguro de como o consideravam. A resposta foi dada por Pedro, em nome do grupo, de maneira correta, e convenceu a Jesus. Ele, de fato, era o Messias.
Entretanto, o Mestre sentiu-se na obrigação de oferecer aos discípulos pistas para a correta compreensão de sua condição messiânica. Seu messianismo levá-lo-ia a confrontar-se com a rejeição das autoridades e com a morte violenta. Ele, no entanto, estava também destinado à ressurreição.
As expectativas em voga giravam em torno de um futuro Messias revestido de glória e poder. Os discípulos, pois, tiveram de fazer um esforço gigantesco para introduzir o sofrimento no messianismo do Mestre. Jamais se esperava um Messias sofredor, como Jesus se proclamava ser. Os discípulos viram-se, portanto, na obrigação de refazer seus esquemas.
Santa Escolástica[3]
Santa Escolástica era irmã de São Bento, colaborando com este seu irmão na fundação de um ramo de beneditinas (comunidade religiosa). Sentiu-se sempre ligada ao santo irmão pelo ideal de consagração a Deus e por uma comum vocação de fundadores. Bento, de monges, Escolástica, de irmãs, que passaram a ter o nome de beneditinas, ou por ter São Bento codificado os estatutos da Ordem, ou por ter sido ele o seu grande inspirador. Consagrada a Deus desde sua infância costumava visitar o irmão uma vez por ano no mosteiro. E assim por sua vez São bento procedia e costumava visitar a irmãzinha. Passavam o dia em santos colóquios e louvores ao Senhor. À noite tomavam juntos a refeição. Certa vez Santa Escolástica, vendo o aproximar-se da noite rogou-lhe: " Não me deixes esta noite, suplico-te! - para que possamos falar a noite toda sobre as alegrias da vida celestial!" E São bento lhe respondeu: "De forma alguma, mina irmã, de forma alguma posso permanecer fora do mosteiro!" Quando a religiosa ouviu a negativa do irmão, juntou as mãos sobre a mesa e apoiou a cabeça para rogar a Deus que não o deixasse ir. Naquele momento trovões prenunciaram uma grande tempestade que nem São Bento e os freis que com eles estavam poderiam sair. São Bento então começou a dizer: "Que Deus perdoe você, minha irmã. Que é que você fez?" E ela respondeu: "Pedi ao a você e você não me ouviu; Então pedi ao Senhor e Ele me ouviu". E assim passaram a noite, conforme Escolástica desejou: em santos colóquios com todos os freis. Três dias após, estando em oração, São Bento viu a alma de sua irmã subindo ao céu em forma de pomba. Teve tanta certeza de sua partida para a eternidade que pediu que fossem buscar seu corpo para enterrá-lo no próprio túmulo. Não foi por pouco a insistência dessa sua irmã: era uma despedida em que Deus realizava sua santa vontade!
As expressões do “o meu” e “o seu” carecem de sentido. (S. João Crisóstomo)