Quinta-feira, 11 de novembro de 2010

São Martinho de Tours, Bispo, Memória, 4ª do Saltério (Livro III), cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia do Diretor de Escola

 

Santos: Atenodoro da Mesopotâmia (mártir), Bartolomeu de Grottaferrata (abade), Bertuíno de Malonne (monge, bispo), Menas de Alexandria (mártir), Menas de Santomena (eremita), Teodoro, o Estudita (abade), Valentim, Feliciano e Vitorino (mártires de Ravena), Verano de Lião (bispo), Araldo de Isenhagen (monge, bem-aventurado), Bartolomeu de Marmoûtier (bispo, bem-aventurado), Inês da Bavária (virgem, bem-aventurada)

 

Antífona: Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor. (1Sm 2, 35).

 

Oração: Ó Deus, que fostes glorificado pela vida e morte do bispo são Martinho, renovai em nossos corações as maravilhas da vossa graça, de modo que nem a morte nem a vida nos possam separar do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Carta de São Paulo a Filêmon (Fm 7-20)
Em Cristo todos nos tornamos iguais

 

Caríssimo, 7grande alegria e consolo tive por causa de tua caridade. Os corações dos santos foram reanimados por ti, irmão. 8Por este motivo, se bem que tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te tua obrigação, 9prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, velho como estou e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, 10faço-te um pedido em favor do meu filho que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. 11Antes, ele era inútil para ti; agora, ele é valioso para ti e para mim. 12Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração. 13Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão, que eu devo ao evangelho. 14Mas, eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea. 15Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, 16já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. 17Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo. 18Se em alguma coisa te prejudicou ou se alguma coisa te deve, põe em minha conta. 19Eu, Paulo, de meu punho o escrevo; eu o pagarei, para não dizer que tu mesmo me deves a própria vida. 20Sim, irmão, deixa que eu te explore no Senhor. Conforta em Cristo meu coração. Palavra do Senhor!

 

Comentando a I Leitura

Acolhe-o já não como escravo, mas como um irmão querido

 

Paulo não se coloca contra a lei que punia severamente o escravo fugitivo, mas lança sobre ela o novo fermento do amor fraterno que deverá transformá-la. A fé em Cristo, irmão de todo homem, e o amor para com ele, extensivo a todas as criaturas, são o fundamento do novo relacionamento interpessoal entre os crentes. O batismo liberta Onésimo de toda escravidão e devolve-o a Paulo e ao antigo amo, na qualidade de “irmão caríssimo”. A nova “humanidade cristã” liberta o homem de toda forma de escravidão e faz de todos “filhos de Deus”, chamados a conviver livremente, todos juntos, vinculados pelo amor fraterno. Quanto é difícil, porém, aceitar ainda hoje e atualizar em nossas comunidades esta mensagem, fundamento da vida cristã! Sem amor não haverá nunca liberdade, justiça, paz no mundo. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo Responsorial: 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (r/.5a)
Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!

 

7O Senhor faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos.

 

8O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído, o Senhor ama aquele que é justo. 9aÉ o Senhor quem protege o estrangeiro.

 

9bQuem ampara a viúva e o órfão, 9cmas confunde os caminhos dos maus. 10O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 17, 20-25)
O Reino de Deus está entre vós

 

Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o reino de Deus. Jesus respondeu: “O reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘está ali’, porque o reino de Deus está entre vós”.

 

22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até ao outro do céu, assim também será o Filho do homem, no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. Palavra da Salvação!

 

Leitura paralela: Mt 24, 23-28.37-41

 

 

Comentando o Evangelho

A manifestação do reino

 

No tempo de Jesus, eram fortes as expectativas do fim do mundo e da manifestação de Deus na história humana. A dominação estrangeira já se tornara insuportável. A falta de liberdade, certas atitudes abusivas das autoridades romanas, e o cansaço pela espera do fim geravam uma febre escatológica. Acabava-se por ver o Messias, em toda parte.


Certos grupos, de caráter apocalíptico, iam além. Chegavam a estabelecer calendários, calcular datas, determinar sinais indicativos da consumação dos tempos. É possível que suas descrições aterradoras de guerras, fome e pestes acabassem por gerar um clima de terror no coração das pessoas.


Os fariseus, por sua vez, pregavam o caminho da estrita observância da Lei e a penitência como a forma de melhor preparar-se para a chegada do Messias. Os essênios segregaram-se no deserto, às margens do Mar Morto, formando uma comunidade continuamente voltada para as purificações rituais, à espera do Messias vindouro.


Jesus procurou libertar os discípulos deste escatologismo inútil. Em primeiro lugar, porque o Reino de Deus já estava presente na história humana, na ação do Filho de Deus. Em tudo quanto fazia ou pregava, era o próprio Deus interpelando a humanidade. Em segundo lugar, porque, por ocasião da segunda vinda do Messias, todos haveriam de dar-se conta de sua chegada. Por conseguinte, qualquer preocupação a este respeito seria desnecessária.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano C,  ©Paulinas, 1996]

 

Para Sua Reflexão:

A expressão “reino/reinado de Deus” é quase exclusiva de Jesus. Mas um conteúdo semelhante, com outros aspectos, era conhecido, esperado e objeto de especulações. Dois Salmos anunciam a chegada de Yhwh como rei (96, 13-14 e 98, 8-9). Muitos judeus esperavam a restauração política de Israel. Como Jesus anunciou repetidas vezes a chegada do reinado de Deus, os fariseus o identificam com sua expectativa e lhe perguntam a data exata. Jesus evita uma resposta em termos de cronologia. O reinado de Deus já está presente e ativo entre eles, na pessoa e ação de Jesus. Depois se dirige aos discípulos para exortá-los à vigilância. O texto distingue “dias” e “o dia”. Segundo o ensinamento tradicional, há dias de Yhwh nos quais o Senhor intervém de forma extraordinária na história; há também o dia decisivo de Yhwh, num futuro indefinido. [Bíblia do Peregrino]

 

 

 

 

 

 

São Martinho de Tours

 

 

 

São Martinho de Tours, nasceu em Sabaria, Panônia (Hungria) no ano 316. Filho de tribuno romano, já aos 15 anos vestia o uniforme militar, tendo abandonado a milícia aos 18 anos para seguir Santo Hilário de Poitiers, seu mestre. Após breve noviciado de vida eremítica na ilha Galinária, Martinho fundou alguns mosteiros: Ligugé, o mais antigo da Europa, e Marmoutier, destinado a se tornar grande centro de vida religiosa. Martinho de Tours é um daqueles homens que fizeram falar de si gerações inteiras : Todos já ouvimos falar do episódio em que São Martinho, cavalgando, envolto na sua ampla manta de guarda imperial, encontra um pobre endurecido pelo frio e com gesto generoso corta em duas a manta, dando a metade ao pobre. À noite, em sonho, viu Jesus, envolto naquela metade de manta sorrindo-lhe reconhecido.

 

Martinho, eleito Bispo de Tours, tornou-se o grande evangelizador do centro da França. Tinha sido, como se disse, soldado sem querer, monge por escolha e Bispo por dever. Nos vinte   e   sete  anos   de   vida  episcopal;  conquistou  o  amor entusiasmado dos pobres, dos necessitados e de todos os que sofriam injustiças, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo.          

 

São Martinho de Tours morreu em 08 de novembro do ano 397 em Candes, durante uma visita pastoral. Foi considerado um dos primeiros santos não mártir a ter festa litúrgica. (A metade da celebérrima manta que São Martinho dividiu com o pobre, tirada numerosas franjas para enriquecer os vários relicários, foi guardada cuidadosamente em uma capela).

 

Espiritualidade de São Martinho

 

Guarda imperial, cavalgava com sua manta, quando avistou a um pobre que estava com frio e deu-lhe a metade dela, antes de entrar o para o sacerdócio. Era filho de um tribuno romano e aos 15 anos já pertencia a divisa militar e aos 18 anos abandonou a milícia, recebeu o batismo e seguiu santo Hilário de Poitiers, seu mestre. Após um breve noviciado de vida eremítica na ilha Galinária, fundou vários mosteiros: Ligugé, o mais antigo da Europa e Marmoutier, que se tornou um grande centro de vida religiosa. Por seu empenho, os monges tornaram-se mestres de espiritualidade, elaboradores do pensamento teológico. Além disso, São Martinho, grande e evangelizador da França, exerceu grande influência na estruturação da Igreja, empreendeu a evangelização nos meios rurais, chamando para Cristo todos os miseráveis e abandonados. Por toda parte conseguia substitui templos pagãos por oratórios. Por seu empenho hoje existem três mil e setecentas paróquias que o tem por padroeiro e quatrocentas vilas levam seu nome na França.

 

Oração de São Martinho de Tours

 

São Martinho de Tours que tanta popularidade gozastes no mundo medieval da cristandade, que certa vez dividistes vossa túnica pela metade com uma espada para dá-la a um pobre, e difundistes o cristianismo com tanta unção, peço-vos que intercedais junto a Deus por nós, para que também saibamos empregar nosso efêmero tempo nesta terra a serviço da caridade e da evangelização. Por Cristo Nosso Senhor. Amém (Regina Perina) [http://www.santafamilia.com]

 

 

Nós não conhecemos a nós mesmos senão por Jesus Cristo. (Blaise Pascal)