Quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Santa Clara de Assis (Consagrada ao Senhor), Memória, 3ª do Saltério, cor Branca

 

 

Hoje: Dia da Televisão, dia do Advogado, dia do Estudante, dia do Garçom e dia da Consciência Nacional

 

Santos: Clara de Assis, Digna (venerada em Todi), Filomena de Roma (mártir), Heliano de Filadélfia (mártir), Lélia (virgem, da Irlanda), Rufino de Assis (bispo, mártir), Sereno de Marselha (bispo), Tibúrcio e Suzana (mártires de Roma).

 

Antífona: Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus. (Sl 23, 5-6)

 

Oração: Ó Deus, que, na vossa misericórdia, atraístes santa Clara ao amor da pobreza, concedei, por sua intercessão, que, seguindo o Cristo com um coração de pobre, vos contemplemos um dia vosso reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

I Leitura: Josué (Js 3, 7-10a.11.13-17)  
A arca é sinal da presença salvífica de Deus

 

Naqueles dias, 7o Senhor disse a Josué: "Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali". 9Depois Josué disse aos filhos de Israel: "Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus". 10aE acrescentou: "Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem". 14Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem - pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita -, 16então as águas, que vinham de cima, pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo, desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo atravessou, em frente a Jericó. 17E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.  Palavra do Senhor!

 

 

Comentando a I Leitura

Eis que a arca da aliança do Senhor de toda

a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós 

O que nos diz a solene ação litúrgica que exalta a arca e, por meio dela, abre a Israel a terra prometida? Hoje. na nova aliança, devemos acentuar; mais do que na antiga, a continua "presença" de Deus entre seu povo. A passagem do Jordão, calcada sobre a do mar Vermelho, encerra a iniciativa libertadora de Deus, da escravidão para o êxodo, da liberdade para a constituição como povo em sua terra. O povo de Deus foi duplamente "libertado": da opressão externa e de suas rebeldias. Deve recordá-lo, celebrar-lhe ativamente a “memória". A "procissão" diante da arca, da qual veio a salvação, é sinal de que a vida é "caminho" para a presença de Deus. Hoje, a nossa arca, o tabernáculo, conserva o pão de vida não o maná, e tem por novas tábuas da lei o preceito da caridade personificado no sacrifício de Cristo. Venerar assiduamente a Eucaristia far-nos-ia passar a pé enxuto as águas tumultuosas das lutas espirituais, levar-nos-ia à paz. [Missal Cotidiano, © Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 113A (114), 1-2.3-4.5-6 
Aleluia, aleluia, aleluia  

 

Quando o povo de Israel saiu do Egito, e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e Israel se transformou em seu domínio.  

 

O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos.  

 

Ó mar, o que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós, colinas, parecendo cordeirinhos?



Evangelho: Mateus (Mt 18, 21-19,1)
Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete

 

Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" 22Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo'.

  

27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei'. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti? 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35E assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão". 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para o território da Judéia além do Jordão. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Lc 17, 4; Mt 6, 12; Lc 23,34; Gn 4, 24.

 

 

 

Comentário o Evangelho

   Sempre disposto a perdoar

 

No tempo de Jesus, os rabinos discutiam a respeito de quantas vezes a pessoa ofendida era obrigada a perdoar. Chegava-se ao número máximo de quatro vezes. Pedro, para mostrar-se generoso, propôs uma quantidade maior: sete vezes. A "generosidade" do apóstolo fazia uma espécie de contraponto com um episódio do Antigo Testamento, no qual Lamec, descendente de Caim, prometeu vingar-se sete vezes de quem levantasse a mão contra ele. À máxima vingança, Pedro pensava contrapor o máximo perdão. Enganou-se!


O discípulo do Reino deve estar disposto a perdoar, não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes, ou seja, sempre. A parábola do servo cruel oferece o fundamento teológico da postura do discípulo: este deve agir de forma idêntica ao agir de Deus.

 

Deus está sempre pronto a perdoar as ofensas dos seres humanos, por maiores que elas sejam. Foi o que fez o senhor do Evangelho. Bastou que o devedor lhe suplicasse clemência, para se ver logo perdoado.


A contrapartida do gesto divino deve acontecer em forma de perdão das ofensas recebidas. Quem foi perdoado por Deus deve dispor-se a perdoar. Mas quem age de maneira diferente não pode contar com o perdão divino. Esta foi a sorte do servo cruel que se recusou a perdoar uma pequena dívida de seu companheiro.


O discípulo deve espelhar-se no comportamento misericordioso de Deus. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1998]

 

 

Santa Clara de Assis

 

 

De acordo com o dicionário Aurélio, televisão é o sistema de telecomunicações que usa sinais eletromagnéticos para transmissão de vídeo e áudio. Serve-nos como meio de entretenimento, mas devemos tomar cuidado para não ficarmos alienados e escravos de programas apelativos, que em nada contribuem para o crescimento cultural dos telespectadores.

 

Você sabia que a televisão tem a sua padroeira? Pois ela tem. Ela se chama Santa Clara. Antes de sabermos por que Santa Clara tornou-se a padroeira da televisão, faz-se necessário conhecermos um pouco da sua história.

 

Clara Favarone nasceu na cidade de Assis, Itália, no ano de 1194, século XII. De família nobre, tinha duas irmãs: Beatriz e Catarina, ambas, depois, tornaram-se religiosas, e Catarina passou a se chamar Irmã Inês. Seu pai chamava-se Favarone e sua mãe Hortolana, que, depois que ficou viúva, também entrou para o mosteiro.

 

O nome Clara foi escolhido pela mãe pois quando ela estava grávida, ouviu uma voz em suas orações que dizia: " Não temas, mulher, porque salva, vais dar ao mundo uma luz que vai deixar a própria luz mais clara". E ao ser batizada com o nome de Clara, cumpria-se a vontade divina.

 

Sua vocação religiosa manifestou-se desde pequena, através da devoção e caridade para com os pobres, privando-se de sua alimentação e mandando-a aos pobres e órfãos; entregava-se a jejuns e a orações.

 

No ano de 1212, com 18 anos, Clara fugiu de casa, abandonando suas origens, aderindo a vida religiosa calcada nos ideais de Francisco de Assis: pobreza e fraternidade. Tornou-se abadessa no Mosteiro de São Damião, que havia sido reconstruído  pelo  próprio  Francisco, criando a Segunda Ordem Franciscana, a das Irmãs Clarissas. Somente em 1263, dez anos após sua morte, é que as irmãs passaram a ser chamadas de "Clarissas". Elas, ao seguirem os ideais franciscanos, tinham como meta viver em humildade e pobreza voluntária.

 

Santa Clara passou a ser reconhecida como a padroeira da televisão devido ao seguinte episódio: Era noite de Natal, Clara encontrava-se gravemente doente no mosteiro de São Damião, não podendo ir à Igreja de São Francisco rezar com as outras irmãs e, por isso, ficou sozinha e desolada. Mas, acreditou-se que, por graça divina, Clara fez-se presente em espírito na Igreja, participou de toda a solenidade festiva e mais, recebeu a comunhão e se sentiu alegre; tudo isso sem sair do mosteiro.

 

Este foi o primeiro relato da era cristã em que uma santa pôde presenciar o que se passava muito além das paredes que a cercavam, da mesma forma que nós podemos, hoje, através da televisão, testemunhar, com nossos olhos, o que ocorre, até mesmo, do outro lado do nosso pequeno mundo. Santa Clara morreu no dia 11 de agosto de 1253 e foi canonizada no ano de 1255. Foi oficialmente reconhecida como padroeira da televisão no dia 14 de fevereiro de 1958, em Roma, pelo Papa Pio XII.

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária)

Para que a Igreja seja instrumento e sinal da presença de Deus, que caminha com seu povo, rezemos. Senhor, auxiliai-nos na caminhada.

Para que saibamos descobrir os sinais da presença de deus em nosso meio, rezemos.

Para que nunca nos cansemos de perdoar e procurar a reconciliação, rezemos.

Para que as famílias saibam, com diálogo e oração, superar os conflitos, rezemos.

Para que os vocacionados à vida religiosa e sacerdotal sejam fiéis e perseverantes, rezemos.

(Preces espontâneas)

 

Oração sobre as Oferendas:

Sejam aceitos por vós, ó Deus, os frutos do nosso trabalho que trazemos ao vosso altar em honra de santa Clara, e concedei que, livres da avidez dos bens terrenos, tenhamos em vós a única riqueza. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio. (Sl 33,9)

 

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus, pela força deste sacramento, conduzi-nos constantemente no vosso amor, a exemplo de santa Clara, e completai, até a vinda de Cristo, a obra que começastes em nós. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para sua reflexão: Na comunidade deve reinar a paz, exatamente porque não existem ofensas ou porque se busca a reconciliação. Se um membro da comunidade cristã se nega a reconciliar-se será como um estranho para a comunidade, e os responsáveis têm o direito de excluí-lo enquanto permanecer nessa atitude. A referência ao perdão e à reconciliação completa-se com uma instrução sobre a oração comunitária. A comunidade orante é um lugar privilegiado da presença de Jesus sempre que se deem as condições e atitudes que Jesus assinalou na oração do Pai-Nosso. (Novo Testamento, Edição de Estudos, Ave-Maria)

 

 

O Pai

Dom José Alberto Moura, CSS, Arcebispo Metropolitano de Montes Claros - MG

 

Deus é pai de todos. Pedir para que ele deserde ou castigue os outros, não é próprio de quem é seu filho. Por isso mesmo, todo tipo de guerra, ódio, vingança, rancor, desonestidade, discriminação, exclusão, desrespeito à vida e a dignidade do semelhante é querer um pai exclusivo para si. Ele nos enviou seu filho natural, ou seja, de sua natureza divina, para nos ensinar e realizar o elo de verdadeira fraternidade entre os humanos. Somente na vida de fraternidade entre nós é possível considerar Deus nosso pai. Jesus nos dá o direito de chamar e ter o pai dele como nosso. Até nos ensina a orar ao pai nosso. Não é simplesmente pai meu. Por isso, também através da oração nos comprometemos em viver a irmandade, superando a lesão ao bem do outro, mesmo sendo de outra mentalidade, religião, partido, ideologia, etnia, condição social...

O pai terreno só exerce boa paternidade quando se amolda aos ditames do Pai divino, obedecendo a ele com humildade e amor. Os filhos humanos, igualmente se realizam quando  sabem amar e obedecer a seus pais, configurando-se ao Filho de Deus. Teríamos famílias verdadeiramente felizes, mesmo com as dificuldades próprias de quem vive com os limites da natureza humana. Assim como Deus Pai ama o Filho Divino e não o deixa subjugado para sempre aos limites da natureza humana, fazendo-o ressuscitar, Ele também ama os que se parecem com esse Filho no tentar imitá-lo com a doação de si em bem dos irmãos.

 

Se há um só Pai divino, os filhos humanos têm seu amor e são estimulados a  viverem a humanidade com a marca do divino. A família humana que se preza como tal, fará tudo para ter o amor do Pai na prática de sua convivência. Na amplitude da família humana, precisamos fazer todo o esforço para minimizarmos os efeitos deletérios da maldade, da injustiça e desclassificação dos outros, principalmente os mais fragilizados. Numa família a lógica de atenção especial e principal leva todos ao cuidado mais diligente com quem está doente ou vive em necessidades especiais.

 

Precisamos fazer grande revisão na convivência social. Não é possível encontrarmos coerência por parte de quem diz aceitar a paternidade divina e nada fazer para que a vida no planeta, especialmente a humana, não seja tão espezinhada. Ações políticas precisam ser efetivadas para a melhora do atendimento às necessidades básicas de inúmeras pessoas vivendo em situação de exclusão social no mundo, no nosso país e em nossas comunidades urbanas e rurais. A consciência de cidadania nos deve levar a saber votar com inteligência e responsabilidade, para não elegermos pessoas que se aparentam boas, até cristãs, mas que são raposas que querem tomar conta do que é bem do povo para roubar e utilizar tudo em benefício de minorias inescrupulosas e desonestas. Se aceitassem realmente que o Pai divino é bom mas também justo, não dormiriam em paz enquanto não fizessem tudo para que seus irmãos mais fragilizados pudessem ser beneficiados com o dinheiro dos impostos para o atendimento de sua vida digna.

 

Elevamos nossos pedidos ao Pai divino em bem de todos os que são chamados de pais ou líderes terrenos. Assim serão felizes em atenderem realmente as necessidades dos filhos humanos para haver um verdadeiro convívio de irmandade e fraternidade entre todos. [CNBB]

 

Oração a Santa Clara, Patrona da TV

 

Altíssimo Senhor Deus, que concedestes ternamente à virgem Santa Clara de Assis ouvir e ver de longe a sagrada celebração Eucarística do nascimento do vossos divino Filho, em Belém, milagre de som, de luz e de imagem, que fez de Clara a excelsa padroeira da TV, concedei que as nossas famílias sempre bem atentas aos valores do Evangelho não cedam à TV o domínio e a educação de seus filhos, mas cooperem generosamente com as empresas que trabalham no espírito da Igreja, que nos destes, por vosso Filho Jesus Cristo, no amor do Espírito Santo. Amém.