Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

V Semana do Tempo Comum - Ano “C” (Ímpar) - 1ª Semana do Saltério (Livro III) - Cor Verde

 

Hoje: Dia Mundial do Enfermo

 

Santos do Dia: Adolfo de Osnabrück (monge, bispo), Ardano de Tournus (abade), Bento de Aniane (abade, eremita), Calógero de Ravena (bispo), Castrense de Cápua (bispo), Gregório II (papa), Jonas de Demeskenyanos (eremita), Lázaro de Milão (bispo), Lúcio (bispo de Adrianópolis) e Companheiros (mártires), Pascoal I (papa), Saturnino, Dativo, Félix, Ampélio e Companheiros (mártires),Severino de Agaunum (abade), Teodora (imperatriz), Isabel Salviati (monja camaldulense, bem-aventurada), Heloísa de Coulombs (virgem, bem-aventurada).

 

Antífona: Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é nosso Deus. (Sl 94, 6-7)

 

Oração: Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: i reis (1 rs 11, 4-13)
A infidelidade do rei Salomão
 
4Quando Salomão ficou velho, suas mulheres desviaram o seu coração para outros deuses e seu coração já não pertencia inteiramente ao Senhor, seu Deus, como o do seu pai Davi. 5Salomão prestou culto a Astarte, deusa dos sidônios, e a Melcom, ídolo dos amonitas. 6Ele fez o que desagrada ao Senhor e não lhe foi inteiramente fiel, como seu pai Davi. 7Foi então que Salomão construiu um santuário para Camos, ídolo de Moab, no monte que está defronte de Jerusalém, e para Melcom, ídolo dos amonitas. 8Fez o mesmo para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios aos seus deuses. 
 
9Então o Senhor irritou-se contra Salomão, porque o seu coração tinha-se desviado do Senhor, Deus de Israel, que lhe tinha aparecido duas vezes 10e lhe proibira expressamente seguir a outros deuses. Mas ele não obedeceu à ordem do Senhor. 11E o Senhor disse a Salomão: "Já que procedeste assim, e não guardaste a minha aliança, nem as leis que te prescrevi, vou tirar-te o reino e dá-lo a um teu servo. 12Mas, por amor de teu pai Davi, não o farei durante a tua vida; é da mão de teu filho que o arrebatarei. 13Não te tirarei o reino todo, mas deixarei ao teu filho uma tribo, por consideração para com meu servo Davi e para com Jerusalém, que escolhi". Palavra do Senhor!

 

Comentando a i leitura

Já que não guardaste a minha aliança, tirar-te-ei o reino

 

Depois de ter admirado o ápice da glória de Salomão, agora meditamos sobre o seu declínio. Segundo o escrito sacro, uma é devida à fidelidade à aliança e o outro à infidelidade.

 

Foi dito que a leitura assídua da Bíblia e a familiaridade com esta têm formado e formam ainda as personalidades morais mais robustas. É natural, porque à Bíblia é, toda ela, um hino à fidelidade: e Deus é a rocha inquebrantável sobre a qual ela se estréia. Quem constrói sobre esta rocha constrói para a eternidade. O Concílio exalta a constância de Maria Santíssima, que “conservou fielmente sua união como Filho até a cruz” (LG 58), “prestou fielmente seu consentimento na anunciação e o manteve sem hesitações” (LG 62). À imitação dela, a Igreja “cumpre fielmente a vontade do Pai, por meio da palavra de Deus ouvida com fidelidade” (LG 64).

 

Dentro da fidelidade da Igreja está a fidelidade dos sacerdotes ao celibato prometido com voto dos religiosos à sua profissão, de todos os “fiéis” às promessas batismais, aos mandamentos de Deus e ao magistério da Igreja. [MISSAL COTIDIANO,  ©Paulus, 1997]

 

 

Salmo: 105(106), 3-4.35-36.37 e 40 (r/.4))

Lembrai-vos, ó senhor, de mim, lembrai-vos, 
Segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!
 
Felizes os que guardam seus preceitos e praticam a justiça em todo o tempo! Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, pelo amor que demonstrais ao vosso povo! 
 
Misturaram-se, então, com os pagãos, e aprenderam seus costumes depravados. Aos ídolos pagãos prestaram culto, que se tornaram armadilha para eles. 
 

Pois imolaram até mesmo os próprios filhos, sacrificaram suas filhas aos demônios. Acendeu-se a ira de Deus contra o seu povo, e o Senhor abominou a sua herança.

 

 

Evangelho do dia: marcos (mc 7, 24-30)

A ação de Jesus tem grande alcance naqueles que têm fé
 
Naquele tempo, 24Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. 25Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 
 

27Jesus disse: "Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos". 28A mulher respondeu: "É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair". 29Então Jesus disse: "Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha". 30Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela. Palavra da Salvação!

 

Essa passagem bíblica também está presente no seguinte sinótico

Mt 15, 21-28 e Mt 8, 29+  (Cura da filha de uma siro-fenícia)

 

 

Comentando o evangelho

A persistência recompensada

 

O encontro de Jesus com a mulher Cananéia contém uma série de elementos atípicos.

 

O Mestre encontrava-se em território pagão, dentro de uma casa, pensando poder passar despercebido. Seu anonimato foi revelado pela presença de uma mulher que, tendo ouvido falar dele, veio lançar-se-lhe aos pés.

 

Sendo mulher, estrangeira e pagã, a atitude mais natural de Jesus seria de mantê-la à devida distância, porque, segundo a tradição da época, um mestre que se prezava não contactava com mulheres, com estrangeiros, nem com pagãos. Apesar disso, o Mestre aceitou dialogar com ela, embora, tenha sido um diálogo um tanto ríspido.

 

Jesus não mostrou nenhuma intenção de atendê-la. Mas a mulher ficou firme no seu propósito: obter a cura de sua filhinha, vítima de um espírito maligno. Tampouco se dobrou aos argumentos do Mestre, segundo os quais os destinatários de seu poder taumatúrgico eram, preferencialmente, os "fi­lhos", ou seja, os judeus. Sentia-se no direito de partilhar, pelo menos, as migalhas dos bens oferecidos aos "filhos". Por isso, estava disposta a ser tratada como os cachorrinhos que comem as migalhas caídas da mesa de seus donos.

 

Segura do que queria, e sabendo que tinha recorrido à pessoa certa, a mulher não cedeu. Resultado: sua persistência foi recompensada. [O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Pe. Jaldimir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

 

 

Santo Castrense

Castrense viveu no século V, era cristão e bispo de Cartagine, atual Tunísia, África. Durante a invasão dos Vândalos, comandados pelo rei Genserico, ele foi lançado ao mar, junto com outros sacerdotes e fiéis, dentro de um velho navio desprovido de velas, remos e leme. Com certeza, o intuito era que morressem afogados, mas milagrosamente ele sobreviveu, desembarcando na costa italiana, próxima a Nápolis. Pelos registros, ele retomou sua missão apostólica e logo se tornou bispo de Castel Volturno. Depois, de acordo com o antiquíssimo "Calendário Marmóreo" de Nápolis, ele também foi eleito bispo de Sessa, aceitando a difícil tarefa de conduzir os dois rebanhos, os quais guiou com amor e zelo paternal. Castrense era humilde e carismático, penitente e caridoso, durante a sua vida patrocinou dois episódios prodigiosos, registrados nos arquivos da Igreja: libertou um homem possesso pelo demônio e salvou um navio cheio de passageiros de uma grande tempestade. Assim, a fama de santidade já o acompanhava, quando morreu como mártir de Jesus Cristo, em 11 de fevereiro de 450, em Sessa, Nápolis. Logo passou a ser venerado pela população em toda Campânia e em muitas outras cidades, inclusive na África. As relíquias do Santo, foram transferidas, antes do século XII, de Sessa para Cápua e depois por determinação de Guilherme II o Bom, último rei normando da Sicília, foram enviadas para Monreale. Em 1637, foram transladadas para a Capela anexa à Catedral de Monreale, em uma urna de prata com uma placa onde se pode ler "São Castrense, eterno baluarte da cidade de Monreale". As mais recentes informações sobre este Santo de origem africana, datam de 1881, e foram encontradas durante as escavações arqueológicas na gruta de Calvi, próximas de Monreale. São pinturas do século VII que retratam o bispo Castrense, nas duas dioceses e ao lado de outros mártires da mesma época e região. Mas ainda hoje encontramos o efeito da sua presença na Catânia, seja na pequena região que leva o nome de São Castrense, seja nas diversas igrejas e no convento feminino beneditino erguido ao lado da Catedral, sendo tudo dedicado à sua memória. Inclusive nas manifestações de sua devoção quando da comemoração de sua passagem no dia 11 de fevereiro. Data oficializada pela Igreja, quando reconheceu o seu martírio e declarou o bispo Castrense, Santo e padroeiro da cidade de Monreale. Neste dia a sua estátua segue em procissão da Catedral de Monreale, indo para a de Sessa e retornando após o culto litúrgico. Dizem os devotos que durante este trajeto muito graças são alcançadas por sua intercessão. [www.paulinas.org.br]

 

Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional. [Roger Crawford]

 

 

 Nenhuma ciência é mais bem provada do que a religião da Bíblia. (Isaac Newton)