Quinta-feira, 8 de julho de 2010

Décima Quarta Semana do Tempo Comum, 2ª do Saltério (Livro III),  cor Litúrgica Verde

 

Hoje: Dia do Panificador

 

Santos: Áquila, Pricila, Adriano III (Itália,papa), Raimundo de Tolosa, Gregório Grassi (bispo e mártir  franciscano da primeira ordem), N.Srª da Graça (padroeira da diocese de Belém), Procópio (mártir,Cesaréia da Palestina), Quiliano (monge irlandês), Bem-Aventurado Eugênio III (papa)

 

Antífona: Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos. (Sl 47, 10-11)

 

Oração: O Deus, que, pela humilhação do vosso Filho, reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria, e dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas.. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: Profecia de Oséias (Os 11, 1-4.8c-9) 

Eu sou Deus e não homem

 

1"Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 2Quanto mais eu os chamava tanto mais eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals e sacrificavam aos ídolos.

 

3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo, e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8cMeu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão.

 

9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus, e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror". Palavra do Senhor!

 

 

 

Comentando a 1ª Leitura

Meu coração comove-se no íntimo

 

Oséias, profeta do amor, canta a fidelidade do amor de Deus para com os homens e sua capacidade de perdão. Também quando lhe sobre aos lábios palavras ameaçadoras de pai irritado, são elas de súbito mitigadas por acentos repassados de comoção, que convidam ao retorno, que anunciam a total destruição das culpas passadas. Há quem diga que, de calcar a mão sobre a bondade e misericórdia de Deus, corre-se o risco de debilitar a mensagem cristã e tornar vazia a própria vida cristã , a tal ponto é sempre possível o perdão... Mas nossa própria experiência humana nos diz que não pode ser assim. Um perdão forte, generoso, que procura redimir, muitas vezes vence a ofensa; trará o filho ao pai, o esposo à esposa. Ainda, porém, que nunca se dê isso entre os homens (o que não é verdade), dá-se entre Deus e nós. Amor exige amor. E amor fiel. [Missal Cotidiano, ©Paulus, 1997]

 

 

 

Salmo: 79(80), 2ac e 3b.15-16 (R/.4b)
Sobre nós iluminai a vossa face 

e, então, seremos salvos, ó Senhor

 

Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós, que sobre os querubins vos assentais, despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!

 

Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!

 

Evangelho: Mateus (Mt 10, 7-15)
 De graça recebestes, de graça deveis dar!

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7"Em vosso caminho, anunciai: 'O Reino dos Céus está próximo'. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!

 

9Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.

 

12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz. 14Se alguém não os receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mc 6, 7-11; Lc 9, 1-6; 10, 1-11

 

 

Comentando o Evangelho

Ide e proclamai

 

Uma das tarefas dos apóstolos consistia em proclamar, aos quatro ventos, o anúncio da chegada do Reino. Finalmente realizavam-se as esperanças do povo.


E essa proclamação deveria ser feita tanto com palavras, quanto com ações. Aliás, as ações próprias do Reino seriam a melhor prova da presença desta novidade, na história de Israel. Os gestos de curar doentes, ressuscitar os mortos, purificar os leprosos e expulsar os demônios provavam cabalmente a irrupção do Reino na história. Significavam que a vida humana fora recuperada no seu frescor original; fora libertada de todo tipo de escravidão; que o ser humano fora salvo da marginalização, tendo adquirido plenos direitos sociais e religiosos. Sobretudo, indicavam que finalmente Deus tinha a primazia sobre a vida humana, livrando-a do poder da morte.


A gratuidade no ministério também seria um excelente testemunho de serviço ao Reino. Quem recebeu de graça, deve dar de graça, para fazer frente à tentação de acumular e querer impor-se pela riqueza. A falta de gratuidade pode levar o discípulo a tornar-se escravo do dinheiro, a ponto de esquecer-se da primazia de Deus e de seu Reino. Isto seria um contratestemunho.
[Evangelho Nosso de Cada Dia, Pe. Jaldemir Vitório, ©Paulinas, 1997]

 

Para sua reflexão: Os enviados devem anunciar a fé de Jesus, o Reino de Deus que penetra na história com o poder da libertação de todo mal que afeta a sociedade e família humana. E, semelhante à Jesus, os portadores da mensagem devem adotar seu mesmo estilo de vida itinerante e pobre, como fazia Francisco de Assis em sua época: não levar duas túnicas (seria um luxo), nem ouro nem prata para o caminho, simplesmente viver de maneira simples no dia a dia, com apenas o suficiente para seu sustento, ou seja, os enviados não acumularão dinheiro, viverão do seu salário merecido dia por dia, confiando em Deus segundo o ensinamento do Mestre. Quando os pregadores são rejeitados em um lugar devem reagir sem violência e apenas simbolicamente, devem “sacudir a poeira dos vossos pés”. Devem permanecer fiéis a sua tarefa e acreditar que Deus decidirá essas questões no dia do juízo. Na escolha dos doze o Mestre estabelece a missão e os desafios que devem encontrar pela frente. Ao longo de cerca de dois mil anos tem sido assim a missão dos discípulos de Jesus. Já descobriu a sua missão como enviado de Jesus em sua comunidade? Paz e Bem!

 

 

Beato Eugênio III

 

 

 

Após ocupar um cargo na cúria episcopal de Pisa, ingressou em 1135 no mosteiro cisterciense de Claraval. Tomou o nome de Bernardo, e São Bernardo foi seu superior naquele mosteiro. Quando o Papa Inocêncio II pediu que alguns cistercienses fossem a Roma, São Bernardo o enviou como chefe da expedição. Os cistercienses se estabeleceram na convento de São Anastácio (Tre Fontane). Após a morte do Papa Lucio II, em 1145, os cardeais escolheram para o suceder e como novo Pontífice mudou o nome para Eugênio e foi consagrado no mosteiro de Farfa. Em janeiro de 1147, aceitou feliz o convite que lhe fez Luis VII para pregar a cruzada na França. Na segunda cruzada não tiveram bons resultados. O Papa permaneceu na França até que o clamor popular pelo fracasso da cruzada lhe tornou impossível permanecer mais nesse lugar. Durante sua estadia naquele país, presidiu os sínodos de Paris, Tréveris e Reims, que se ocuparam principalmente em promover a vida cristã; também fez quanto pode para reorganizar as escolas de filosofia e teologia. Em maio de 1148 voltou a Itália e excomungou a Arnoldo de Brescia (quem em suas piores momentos era u dos líderes demagogos doutrinários de épocas posteriores). São Bernardo dedicou ao Sumo Pontífice seu tratado ascético "De Consideratione", onde afirmava que o Papa tinha como principal dever atender às coisas espirituais e que não devia deixar-se distrair demasiadamente com assuntos que correspondiam a outros. Eugenio III partiu de Roma e permaneceu dois anos e meio na Companhia, procurando obter o apoio do imperador Conrado III e de seu sucessor, Federico Barbarroja. Após sua morte, seu culto foi aprovado em 1872. São Antonio de Pádua o ressalta como a "um dos maiores Pontífices e um dos que mais sofreu".

 

 

Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração

ardente de amor. (Teresa de Calcutá)