Quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tempo do Natal depois da Epifania, 2ª Semana do Saltério, Livro I, cor Litúrgica Branca

 

Hoje: Dia dos Reis Magos

 

Santos: Dimas de Connor (bispo), Ermenoldo de Prüfening (abade) , Guerino de Sion (monge, bispo), João de Rivera (bispo), Macra de Rheims (virgem, mártir), Melchior, Gaspar e Baltazar (Reis Magos mencionados no Novo Testamento), Pedro de Cantuária (abade), Pedro Tomás (patriarca latino de Constantinopla, mártir), Rafaela do Sagrado Coração de Jesus (virgem, fundadora), Wiltrude de Bergen (viúva, abadessa), Carlos de Sezze (religioso franciscano, bem-aventurado), Frederico de Saint-Vanne (monge, bem-aventurado), Gertrudes van Oosten (virgem, bem-aventurada).

 

Antífona: No princípio e antes dos séculos o Verbo era Deus e dignou-se nascer para salvar o mundo. (Jo 1,1)

 

Oração: Ó Deus, pelo nascimento do vosso Filho, a aurora do vosso dia eterno despontou sobre todas as nações. Concedei ao vosso povo conhecer a fulgurante glória do seu redentor e por ele chegar à luz que não se extingue. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Leitura: I Carta de São João (1Jo 4, 19-5,4)
Amar a Deus e ao irmão

 

Caríssimos, 19quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: "Amo a Deus", mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. 5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. Palavra do Senhor!

 

 

Comentário da I Leitura

Aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão

 

Amar a Deus quer dizer colocar-se na perspectiva de Deus, que ama todo ser criado e não hesitou em sacrificar o Filho unigênito para a salvação de todos os homens. Viver para os outros, dar-se; sacrificar-se pelo bem deles é "viver como Deus", é fazer aquilo que Jesus, vivo em todo cristão, quer que façamos. Hoje é, portanto urgente para todos "a obrigação de nos tornarmos generosamente próximos de todo homem e de servi-lo eficazmente quando se apresenta a nós, quer seja o ancião abandonado por todos, quer o trabalhador estrangeiro, desprezado sem razão, quer o exilado, ou criança nascida de união ilegítima..." Não podemos crer ser verdadeiros "filhos de Deus" se não nos sentimos irmãos de cada homem. Esta fé não só anima nossa caridade em sua múltipla atividade, mas torna-se uma força gigantesca na luta contra toda afronta, intolerância, injustiça, violência, contra todo transbordamento de egoísmo, prepotência, ódio, que ainda hoje dominam no mundo. [MISSAL COTIDIANO, Paulus, 1997]

 

 

 

Salmo: 71(72)[1], 2.14 e 15bc.17 (R/.cf.11)

As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

 

1Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! 2Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

 

14Há de livrá-los da violência e opressão, pois vale muito o sangue deles a seus olhos! 15bHão de rezar também por ele sem cessar, 15cbendizê-lo e honrá-lo cada dia.

 

17Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!

 

Leituras paralelas para este salmo completo: 2Sm 23, 1-7

 

 

Evangelho: Lucas (Lc 4, 14-22a)

Hoje se cumpriu esta palavra da escritura

 

Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaias. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor". 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se.

 

Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabastes de ouvir". 22aTodos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. Palavra da Salvação!

 

Leituras paralelas: Mt 4,12-17; Mc 1,14-15

 

 

Comentário o evangelho

A serviço dos excluídos

 

Servindo-se de um direito que cabia a todo hebreu adulto, do sexo masculino, Jesus tomou a palavra na sinagoga de sua cidade natal. A leitura do texto profético serviu-lhe de ocasião para explicitar o sentido de sua missão de Messias. Contrariamente às expectativas populares, apresentou um projeto missionário totalmente voltado para os pobres e excluídos, dos quais seria servidor.


A novidade de Jesus consistia em ser ele o Filho de Deus, presente na história humana, pondo-se do lado de quem não tinha voz nem vez. Na verdade, a história de Israel conheceu indivíduos que se lançaram de corpo e alma nesta empresa. Dentre eles, os profetas do período anterior ao exílio babilônico. Esta mesma sensibilidade encontra-se na literatura sapiencial e na literatura legal, mormente, no Deuteronômio. Com Jesus, porém, a solidariedade com os pobres atingiu a sua máxima expressão.


Desde o início de sua atuação messiânica, ele compreendeu serem os pobres os destinatários privilegiados de seu ministério. Ungido pelo Espírito do Senhor, portanto, seu Messias, foi enviado para “anunciar a Boa Nova aos pobres”. As diversas categorias elencadas pelo profeta Isaías – humilhados, cativos, cegos, oprimidos – revelavam uma pequena amostra das incontáveis formas de pobreza e exclusão. Assim, Jesus fez uma clara opção. Quem quisesse encontrá-lo, teria de se colocar na periferia do mundo. Lá encontraria Deus! (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

 

 

Oração da assembleia (Liturgia Diária, Paulus)

Para que a Igreja se deixe guiar pelos mesmos ideais de Jesus, rezemos: Ouvi nossa prece, Senhor.

Para que demonstremos amor a Deus por meio do amor aos irmãos, rezemos.

Para que as famílias sejam confirmadas no amor de Deus, rezemos.

Para que os povos busquem a paz, a harmonia e a concórdia, rezemos.

Para que descubramos nos pobres sofredores o rosto do Pai, rezemos.

 (Outras intenções)

 

Oração sobre as Oferendas:

Nós vos apresentamos, ó Deus, as nossas oferendas, trocando convosco nossos dons: oferecemos o que nos destes e esperamos receber-vos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da comunhão:

Deus amou tanto o mundo, que lhe deu seu próprio Filho: quem nele crê não perece, mas possui a vida eterna. (Jo 3, 16)

 

Depois da Comunhão:

Nós vos pedimos, ó Deus todo-poderoso, que a nossa vida seja sempre sustentada pela força dos vossos sacramentos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Reis Magos

 

Enquanto no Oriente a Epifania é a festa da Encarnação, no Ocidente se celebra com esta festa a revelação de Jesus ao mundo pagão, a verdadeira Epifania. A celebração gira em torno à adoração à qual foi sujeito o Menino Jesus por parte dos três Reis Magos (Mt 2 1-12) como símbolo do reconhecimento do mundo pagão de que Cristo é o salvador de toda a humanidade.

 

De acordo com a tradição da Igreja do século I, estes magos são como homens poderosos e sábios, possivelmente reis de nações ao leste do Mediterrâneo, homens que por sua cultura e espiritualidade cultivavam seu conhecimento do homem e da natureza esforçando-se especialmente para manter um contato com Deus. Da  passagem bíblica sabemos que são magos, que vieram do Oriente e que como presente trouxeram incenso, ouro e mirra; da tradição dos primeiros séculos nos diz que foram três reis sábios: Belchior, Gaspar e Baltazar. Até o ano de 474 d.C seus restos estiveram na Constantinopla, a capital cristã mais importante no Oriente; em seguida foram trasladados para a catedral de Milão (Itália) e em 1164 foram trasladados para  a cidade de Colônia (Alemanha), onde permanecem até nossos dias.

 

Trazer presentes às crianças no dia 6 de janeiro corresponde à comemoração da generosidade que estes magos tiveram ao adorar o Menino Jesus e trazer-lhe presentes levando em conta que "o que fizerdes a cada um destes pequenos, a mim o fazeis" (Mt. 25, 40); às crianças fazendo-lhes viver formosa e delicadamente a fantasia do acontecimento e aos adultos como mostra de amor e fé a Cristo recém nascido.

 

A arqueologia faz revelações sobre os Reis Magos

 

Os Reis Magos não são personagens criados por séculos de tradição cristã. Sua existência, além de estar bem testemunhada no Evangelho, agora é documentada pelas descobertas arqueológicas.

 

Esta curiosa e extraordinária revelação encontra-se contida em um tabuinha, na qual foram acunhados caracteres cuneiformes. Trata-se de um autêntico documento astronômico e astrológico (então as duas ciências eram irmãs gêmeas) que revela a existência de uma conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Piscis no ano 7 antes de Cristo.

 

Os Evangelhos marcam o nascimento de Jesus em tempos do censo do império ordenado por César Augusto, quando Quirino era governador da Síria, e nos últimos anos do rei Herodes, que faleceu no mês de março do ano 4 a.C. Para os historiadores, Jesus nasceu uns sete anos antes do ano zero. O evangelista Mateus (2, 2) relaciona o evento de Belém com a aparição de uma estrela particularmente luminosa no céu da Palestina. E é precisamente neste momento em que na tabuinha de argila oferece um testemunho particular.

 

Existem muitas hipóteses sobre a estrela que os magos viram ("magoi" em grego era a palavra com que se denominava à casta de sacerdotes persas e babilônios que se dedicavam ao estudo da astronomia e da astrologia) e que os levou a enfrentar uma viagem de uns mil quilômetros com o objetivo de prestar homenagem a um recém nascido.

 

Em 17 de dezembro de 1603, Johannes Kepler, astrônomo e matemático da corte do imperador Rodolfo II de Habsburgo, ao observar com um modesto telescópio do castelo de Praga a aproximação de Júpiter e Saturno na constelação de Piscis, perguntou-se pela primeira vez se o Evangelho não se referia precisamente a esse mesmo fenômeno.  Foram feitos grandes  cálculos até descobrir que uma conjunção deste tipo ocorreu no ano 7 a.C. lembrou também que o famoso rabino e escritor Isaac Abravanel (1437-1508) havia falado de um influxo extraordinário atribuído pelos astrólogos hebreus àquele fenômeno: o Messias tinha que aparecer durante uma conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Piscis. Kepler falou em seus livros de sua descoberta, mas a hipótese caiu no esquecimento perdida entre seu imenso legado astronômico.

 

Faltava uma demonstração científica clara. Chegou em 1925, quando o erudito alemão Pe Schnabel decifrou anotações neobabilônicas de escritura cuneiforme gravadas em uma tábua encontrada entre as ruínas de um antigo templo do sol, na escola de astrologia de Sippar, antiga cidade localizada na confluência do Tigre e do Eufrates, a uns cem quilômetros ao norte da Babilônia. A tabuinha encontra-se agora no Museu estadual de Berlim.

 

Entre os vários dados de observação astronômica sobre os dois planetas, Schnabel encontra na tábua um dado surpreendente: a conjunção entre Júpiter e Saturno na constelação de Piscis ocorreu no ano 7 a.C., em três ocasiões, durante poucos meses: de 29 de maio a 8 de junho; de 26 de setembro a 6 de outubro; de 5 a 15 de dezembro. Além disso, segundo os cálculos matemáticos, esta tripla conjunção pôde ser vista com grande claridade na região do Mediterrâneo.

 

Se esta descoberta se identifica com a estrela de Natal da qual fala o Evangelho de Mateus, o significado astrológico das três conjunções torna sumamente verossímil a decisão dos Magos de empreender uma longa viagem até Jerusalém para encontrar o Messias recém nascido. Segundo explica o prestigioso catedrático de fenomenologia da religião da Pontifícia Universidade Gregoriana, Giovanni Magnani, autor do livro “Jesus, construtor e mestre” (“Gesú costruttore e maestro, Cittadella, Asís, 1997), “na antiga astrologia, Júpiter era considerado como a estrela do Príncipe do mundo e a constelação de Piscis como o sinal do  final dos tempos. O planeta Saturno era considerado no Oriente a estrela da Palestina. Quando Júpiter se encontra com Saturno na constelação de Piscis, significa que o Senhor do final dos tempos aparecerá neste ano na Palestina. Com esta expectativa chegam os Magos a Jerusalém, segundo o Evangelho de Mateus 2,2”. “Onde está o Rei dos judeus que nasceu? Pois vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” perguntam os magos aos habitantes de Jerusalém e depois a Herodes.

 

A tripla conjunção dos dois planetas na constelação de Piscis explica também a aparição e a desaparição da estrela, dado confirmado pelo Evangelho. A terceira conjunção de Júpiter e Saturno, unidos como se fosse um grande astro, ocorreu de 5 a 15 de dezembro. No  crepúsculo, a intensa luz podia ser vista ao olhar para o  Sul, de modo que os Magos do Oriente, ao caminhar de Jerusalém a Belém, a tinham diante de si. A estrela parecia se mover, como explica o Evangelho, “diante deles” (Mt 2, 9). [Fonte: ACI DIGITAL]

 

 

Os magos representantes dos povos

 

Dom Geraldo M. Agnelo, Cardeal Arcebispo de Salvador

 

Epifania significa encontrar o Senhor que se manifesta a nós; acolhê-lo em nossa vida, formar juntos a comunidade dos que creem, e por nossa vez manifestá-lo ao mundo, rendendo-lhe o testemunho.

 

Na primeira leitura, o profeta Isaias, 60, 1-6, num texto poético e profético, anuncia à cidade de Jerusalém que será investida da luz do Senhor. Jerusalém deve pois preparar-se para acolher as gentes que virão a ela, atraídos pela luz de Deus. A imagem dos camelos que veem de longe trazendo ouro e incenso nos leva ao episódio dos Magos, de que fala o evangelho de hoje.

 

Na segunda leitura, São Paulo confia aos cristãos de Éfeso, 3, 2-6 o misterioso projeto divino que se realiza em Cristo, e que o apóstolo foi destinado a anunciar ao mundo: todos os homens, e não somente os israelitas, são chamados a formar uma única realidade espiritual no Senhor Jesus, e a ser filhos de Deus.

 

Jesus nasceu em um lugar bem preciso da Palestina, no seio de um povo bem conhecido, o antigo Israel. Mas a mensagem que trouxe e a novidade de vida proposta não é algo de local e circunscrito a uma região: tem destinação para todos os homens.

 

O ensinamento do episódio dos Magos, pertencentes a povos diversos, provenientes de regiões longínquas, foram os primeiros a demonstrar o interesse que a humanidade tem para nutrir pelo Senhor Jesus. Recorda-nos que esse menino não é destinado a particular raça ou cultura, mas é de todos.

 

Tais ideias para nós não são propriamente novas, porém germinaram lentamente na história religiosa da humanidade, nas vicissitudes do Povo Eleito.

 

Isaias, profeta do tempo do exílio da Babilônia, quase seis séculos antes de Cristo, anunciava para seu povo não somente a libertação e o retorno à pátria, mas também um papel excepcional reservado à sua capital Jerusalém: “Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão da tua aurora. Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos veem chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. ... será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor”.

 

O evangelista Mateus nos diz que Jesus não nasce na grande capital, mas em Belém, uma vila pequenina. Outro profeta, Miquéias, tinha previsto e dito: “E tu, Belém, não és a menor das cidades de Judá; de ti sairá um chefe, que apascentará o meu povo de Israel”. Mas para Jesus nascer em Belém, só encontrou lugar numa gruta , sendo depositado em manjedoura de feno, ao lado de animais.

 

Ali foi visitado pelos pastores que receberam dos Anjos a notícia que encontrariam um menino envolto em panos e depositado na manjedoura. Eles foram, viram e creram. Todos que os ouviam ficavam maravilhados. Maria, por sua vez, refletia e guardava no coração todos estes fatos.

 

Hoje, Jesus se manifesta a nós, não do mesmo modo que aos pastores e magos, mas no pobre dormindo na calçada, no menino de rua cheirando cola fruto de uma sociedade injusta e indiferente, no idoso abandonado pela família, sociedade e governantes, na criança impedida de nascer pelo egoísmo e desamor dos adultos que só pensam em si, no prazer, no consumismo, buscam o poder e o bem estar.  Jesus nos implora a amá-lo amando o próximo. Não bastam ações sociais, é necessário amor. Só ama quem conhece a Deus. As obras sem a caridade são mortas. Muitas vezes fazemos obras para termos sossego como o juiz desonesto que atende a viúva para não ser mais importunado para fazer justiça.

 

Jesus é apresentado às nações para todo aquele que se abre ao Evangelho que é Cristo. Jesus é o caminho a verdade e a vida. Quem o segue não caminha nas trevas, mas na luz. Quem anda na luz, pratica a verdade, a justiça. Abramos as portas do nosso coração e acolhamos Jesus a exemplo dos magos que vendo creram, adoraram e testemunharam.

 

A todos os leitores desejo um feliz e abençoado Ano Novo cheio de fraternidade e de paz.

 

Quem faz o bem beneficia a si mesmo e aos outros também. (Frei Anselmo Fracasso)

 



[1]  Numeração dos Salmos: a numeração dentro do primeiro parêntese refere-se à anotação hebraica; a de fora segue a Nova Vulgata (grega), adotada pela Igreja Católica e também pela Bíblia AVE-MARIA; as demais seguem a numeração inversa (Nova Vulgata dentro do parêntese). A numeração do segundo parêntese está relacionada ao versículo de resposta, ou refrão do Salmo Responsorial.